Do Tesouro RendA+ à previdência privada: caminhos para começar a planejar a aposentadoria antes dos 30
Planejar a aposentadoria antes dos 30 anos não significa deixar de viver o presente. Significa começar cedo, com escolhas simples e proporcionais à renda, para que o tempo trabalhe a favor da sua segurança financeira.
Os nascidos entre 1997 e 2010 já convivem com decisões financeiras importantes desde o início da vida adulta. Dados recentes do Mapa da Inadimplência do Serasa mostram que a faixa dos 18 aos 25 anos responde por 11% dos inadimplentes no Brasil, percentual inferior ao grupo entre 26 e 40 anos, que concentra 33,3%. Ainda assim, quando o assunto é aposentadoria, a hesitação permanece: segundo o Raio X do Investidor Brasileiro, da Anbima e do Datafolha, apenas 12% dos jovens começaram a investir para a velhice, enquanto 66% adiam essa meta para um futuro ainda indefinido.
O distanciamento é compreensível. No início da vida adulta, o foco costuma estar em concluir os estudos, desenvolver a carreira e conquistar independência financeira. A aposentadoria ainda parece um cenário distante, enquanto as mudanças estruturais do mercado de trabalho têm afetado a contribuição dos jovens de 20 a 29 anos para a previdência social. Entre 2012 e 2023, esse indicador passou de 66,9% para 64,1%, segundo o relatório A Queda na Contribuição Previdenciária entre os Jovens Ocupados, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
A Reforma de 2019 revisou regras do INSS com o objetivo de reduzir a pressão sobre a saúde financeira do sistema previdenciário. Ainda assim, o tema segue despertando dúvidas entre os jovens sobre a sustentabilidade da previdência pública no longo prazo. Especialistas avaliam que o sistema não deve simplesmente “quebrar” de uma hora para outra, mas que as próximas décadas podem trazer benefícios mais restritos ou regras de acesso mais exigentes.
Para blindar o futuro sem sacrificar o orçamento do presente, a palavra de ordem é diversificação. O ideal é manter a contribuição à Previdência Social, que é essencial como rede de proteção contra acidentes ou invalidez, e construir reservas paralelas. O Tesouro Direto oferece duas ferramentas acessíveis e complementares para essa jornada:
- Tesouro Reserva: Com rendimento atrelado à taxa Selic e alta liquidez, é o porto seguro para a reserva de emergência e proteção contra imprevistos de curto prazo.
- Tesouro RendA+: Desenhado especificamente para a aposentadoria. O investidor acumula recursos protegidos da inflação ao longo de anos e, no futuro, recebe o montante como um “salário” diluído em 240 parcelas mensais (20 anos).
Se você já está no mercado de trabalho e sua empresa oferece um plano de previdência corporativa, como o Plano PAI, administrado pela Fundação Itaúsa Industrial, vale avaliar a adesão com atenção. Quando há contrapartida financeira da patrocinadora, modelo em que o empregador também contribui para a formação da sua reserva, o benefício pode acelerar a construção do patrimônio ao longo do tempo. Começar cedo, mesmo com valores baixos, ajuda a transformar disciplina e juros compostos em mais segurança financeira no futuro.
Fontes: Bora Investir, Fundação Itaúsa Industrial e CNN Brasil.


