Record de juros no cheque especial coloca em risco finanças pessoais

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Em um cenário econômico de juros altos e inflação, as taxas de juros do cheque especial têm batido recordes e representam um grande risco para o controle das finanças pessoais. Por se tratar de
um crédito pré-aprovado, o cliente nem precisa procurar o banco para utilizar esse dinheiro extra. Porém, essa modalidade costuma ter as taxas mais altas do mercado e é preciso ficar atento para não
perder as rédeas.

Os juros no Brasil tiveram um aumento significativo nos últimos meses e não há indicação de que haverá queda no curto prazo. Em 2015, o Comitê de Política Monetária (Copom)
elevou a taxa Selic cinco vezes, que fechou o ano em 14,25% ao ano. A consequência disso é que as pessoas também pagam juros mais altos ao contraírem dívidas.

Segundo levantamento do Banco Central, os juros do cheque especial para pessoas físicas chegaram a superar os 500% ao ano em 2015. A entidade divulga mensalmente essas taxas de juros praticadas por todas as
instituições bancárias.

A Fundação Procon-SP, que pesquisa as taxas do cheque especial cobradas pelos sete principais bancos, também identificou aumentos sistemáticos ao longo do ano. A instituição alerta que os
consumidores devem se manter cautelosos e adotar um comportamento racional em relação à utilização desse tipo de crédito, buscando cada vez mais planejar o orçamento.

No atual cenário econômico, o ideal é ficar longe das dívidas. Porém, como isso nem sempre é possível, especialistas recomendam buscar outras formas de empréstimos com taxas de
juros mais baixas, como é o caso de crédito pessoal não consignado (sem desconto em folha), que está em cerca de 120% ao ano.

Fonte: Minhas Economias, Banco Central do Brasil e
Fundação Procon-SP

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