Câncer em jovens: o alerta sobre o aumento de casos no Brasil

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O Brasil acaba de atualizar o retrato da oncologia no país. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados cerca de 781 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028.

Embora o câncer seja tradicionalmente associado ao envelhecimento, uma tendência preocupa especialistas: o aumento da incidência em adultos jovens (entre 18 e 50 anos). Esse fenômeno, já comum nos EUA e na Europa, agora reflete a realidade clínica brasileira, especialmente em tumores como o colorretal.

Fatores de risco do estilo de vida moderno

O surgimento precoce da doença está diretamente ligado a hábitos contemporâneos. Abaixo, listamos os principais vilões:

  • Tabagismo e Vapes: O uso de cigarros eletrônicos e narguilés pela Geração Z acelera a carcinogênese.
  • Alimentação Ultraprocessada: O consumo excessivo de industrializados e a obesidade (que atinge 60% dos brasileiros) são gatilhos para o câncer colorretal.
  • Sedentarismo e Substâncias: O consumo de álcool e o uso indiscriminado de anabolizantes (pelo culto ao ‘corpo perfeito’) elevam o risco metabólico e oncológico.

 Estatísticas de câncer precoce no Brasil

Os dados brasileiros mostram um cenário preocupante e diferente da média global, exigindo atenção redobrada para os seguintes diagnósticos:

  • Câncer de Mama em Jovens: No Brasil, 40% das mulheres diagnosticadas têm menos de 50 anos. Esse número é significativamente maior que a média mundial, que é de 25%.
  • Saúde Masculina e Câncer de Testículo: Este é o tipo de tumor que mais causa óbitos entre homens na faixa dos 20 aos 39 anos, reforçando a necessidade do autoexame.
  • Alta Incidência de Outros Tumores: Além dos casos colorretais, observa-se uma frequência elevada de linfomas, leucemias, melanomas e sarcomas em adultos jovens brasileiros.
  • Câncer de Colo de Útero: Embora evitável, continua sendo um desafio de saúde pública, com metas da OMS para eliminação total até 2030 através da vacinação e rastreamento.

 Como prevenir o câncer precoce?

A prevenção continua sendo a ferramenta mais poderosa. Para reduzir os riscos, é essencial adotar medidas práticas:

  1. Vacinação contra o HPV: Crucial para eliminar o câncer de colo de útero.
  2. Rastreamento com DNA-HPV: O teste de biologia molecular estará mais disponível na rede pública até 2026.
  3. Hábitos Saudáveis: Alimentação equilibrada, atividade física regular e uso de protetor solar.

A meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) é eliminar o câncer de colo de útero até 2030, mas isso depende da conscientização individual e de políticas públicas eficientes.

Cuidar da saúde, enquanto se é jovem, também faz parte do planejamento de vida, que inclui previdência e bem-estar no futuro. Mas a saúde é um bem essencial, que deve merecer atenção desde cedo, para se colher em toda plenitude o que se plantou no presente.

 

Com informações de G1 e Folha de São Paulo

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