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A diferença entre estar endividado e superendividado

Os dados do Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas no Brasil, da Serasa, apontam um novo aumento no volume de inadimplentes em janeiro de 2025. O primeiro mês do ano registrou, segundo o documento, 74,60 milhões de endividados, uma alta de 1,48% em relação a dezembro de 2024.
O endividamento é uma realidade para muitas pessoas, mas nem sempre é um problema. Afinal, o crédito pode ser uma ferramenta útil para alcançar objetivos financeiros, como comprar uma casa, abrir o próprio negócio ou financiar um curso para alavancar a carreira. No entanto, quando o endividamento se torna incontrolável, aí sim ele pode se transformar em um problema sério, conhecido como superendividamento.
Estar endividado significa ter dívidas, ou seja, ter a obrigação e a capacidade de pagar no futuro um valor emprestado hoje. Isso pode acontecer de várias formas, seja por meio de financiamentos, cartões de crédito ou cheque especial. Já estar superendividado significa ter dívidas que não podem ser pagas com a renda atual.
O superendividamento pode gerar uma série de dificuldades, como a incapacidade de pagar contas básicas, como aluguel, luz e água. Além disso, pode aumentar os níveis de estresse e ansiedade, contribuindo para problemas de saúde física e mental. Os resultados desses efeitos podem ser a perda de emprego, bens materiais e a inclusão do nome no SPC e Serasa, o que dificulta ainda mais a obtenção de novos créditos.
Como saber se você está superendividado?
Se você está com dificuldades para pagar suas dívidas, é importante calcular sua taxa de endividamento. Essa taxa é a relação entre suas dívidas e sua renda. Para calculá-la, basta somar todas as suas dívidas e dividi-las pela sua renda mensal. Se o resultado for superior a 30%, você está superendividado.
O que fazer se você estiver superendividado?
Se você está superendividado, é importante buscar ajuda profissional. Existem instituições que podem ajudar a renegociar suas dívidas e encontrar uma solução para o seu problema. O Procon-SP, por exemplo, tem um Núcleo de Tratamento ao Superendividamento.
Como evitar o superendividamento?
– Acompanhe seus gastos e receitas para saber quanto dinheiro entra e sai da sua conta.
– Negocie com os credores para conseguir melhores condições de pagamento.
– Evite o crédito rotativo, como o do cartão de crédito, que é uma das formas mais caras de crédito.
– Se você não consegue controlar suas dívidas sozinho, busque ajuda de um profissional especializado.
Lembre-se: o superendividamento pode ser um problema sério, mas não precisa ser permanente. Com planejamento e disciplina, é possível se livrar das dívidas e ter uma vida financeira mais saudável. Aproveite e faça um curso de educação financeira, que, além de ajudar a equilibrar as contas, poderá transformá-lo em um poupador e investidor.