Comportamento

Como é o comportamento do brasileiro em relação à educação financeira? Conhecer os aspectos comportamentais que influenciam a relação das pessoas com o dinheiro é um passo importante para a educação financeira. Confira pesquisas e estudos sobre o assunto.

Você acha que suas senhas mantém suas contas seguras?

Escolher a senha de acesso para sites e serviços online, como conta bancária e sites para pagamento, pode trazer algumas inseguranças sobre quão confiável foi a escolha do código que irá manter a privacidade de seus dados pessoais.

A combinação criada deve ser forte o suficiente para proteger seus cadastros na Internet e não ser descoberta por criminosos virtuais. Por isso, em primeiro lugar, evite senhas previsíveis, como data de nascimento ou mesmo "12345", uma das mais usadas no mundo. E procure não repetir o mesmo código em diferentes serviços; isto ajuda a memorizar mais rápido, mas facilita o acesso a outras contas pessoais.

Senhas grandes podem ajudar em parte, pois quanto maior o código, maior a demanda de tempo e esforço para descobri-lo. Alguns especialistas afirmam que entre oito e 12 caracteres já é o suficiente, enquanto outros acreditam que 12 é o número mínimo para que um usuário possa se sentir seguro.

Infelizmente, não basta senhas fortes para garantir 100% de segurança. No entanto, sempre é possível reforçá-las. Uma boa dica é a autenticação de dois fatores para acessar serviços online. Nesses casos, você configura sua conta para que, além da senha digitada, seja enviado um código complementar por e-mail, mensagem de celular ou ligação telefônica, antes de efetuar o login.

Site revela se a sua conta vazou

Em novembro de 2017, foi lançado um site que revela se alguma senha ligada a endereços online vazou na Internet.

O minhasenha.com faz o monitoramento de riscos e serve não apenas para a senha do e-mail, mas também para logins em outros serviços cadastrados com a mesma identidade. E por meio de seu banco de dados, envia por e-mail a senha que precisa ser trocada com urgência.

Com informações de Techtudo

Como a geração nascida entre os anos 80 e 2000 lida com o dinheiro

Você sabe quem são os millennials? São os nascidos entre o início da década de 1980 e o começo dos anos 2000. Com base em resultados de uma pesquisa feita por uma corretora norte-americana, a Revista Forbes divulgou quatro atitudes acertadas de quem nasceu nesse período, também conhecida como "Geração Y".

A pesquisa foi feita apenas com norte-americanos, mas alguns traços de comportamento são adaptáveis para os brasileiros também. Confira alguns dos acertos e erros apontados pelo estudo:

Os acertos dos millennials

1) Conhecimento do "economês": Os millennials têm maior conhecimento de taxas de corretagem e administração do que a geração anterior. 84% dos entrevistados, por exemplo, afirmaram saber quando as taxas de um novo negócio são mais baixas do que de outro formato, mais tradicional.

2) Ter objetivo financeiro: Segundo a pesquisa, 38% dos millennials têm um objetivo mensal de economia, quase o dobro com relação aos nascidos entre 1945 e 1960, também conhecidos como "boomers". Entre os objetivos, comprar uma casa, tirar férias ou se casar.

3) Mais atenção à aposentadoria: Pelo menos nos Estados Unidos, onde foi feita a pesquisa, mais da metade dos millennials aumentou seu nível de contribuição em algum tipo de plano de previdência.

Os erros dos millennials

1) Não pagar as contas em dia: apenas 33% dos entrevistados afirmou ter dívidas ou não pagá-las ainda no prazo de vencimento, como a fatura de cartão de crédito, que gera juros tão altos, pelo menos aqui.

2) Não ter orçamento planejado: apenas 42% declarou à pesquisa que tinham orçamento doméstico planejado e planilhado, com os exercícios financeiros na ponta do lápis e uma reserva para casos de urgência.

3) Gastam demais em itens superficiais: talvez por não ter o orçamento bem claro, grande parte dos millennials acaba deixando parte de seu dinheiro para trás. Mais de 60% se permite fazer gastos não tão necessários, como cafés, roupas que não necessitam e restaurantes da moda.


Com informações do Infomoney

Como evitar excessos no uso de celular e outras telas digitais

A cada ano aumenta a quantidade de tempo que passamos na frente do celular e de outras telas, como do computador pessoal e do trabalho, da TV, do tablet, do GPS ou do caixa eletrônico. Algumas necessidades, tornam difícil controlar o uso da tecnologia, mas isso chama atenção para a nossa saúde, especialmente de quem passa bastante tempo diante desses equipamentos.

Estabelecer uma quantidade saudável de tempo em frente das telas é difícil e os efeitos do excesso de exposição a essas tecnologias digitais podem impactar a cada pessoa de uma forma diferente.

Para nossos olhos, por exemplo, a cada 20 minutos diante de um computador ou dispositivo móvel é recomendado olhar em direção a um objeto que esteja a seis metros de distância durante 20 segundos ou mais, fazendo com que os músculos dos olhos relaxem.

E não são apenas os olhos que podem ser afetados por tempo demais em frente à tela: outras áreas do corpo, como o pescoço e as costas, também merecem atenção e cuidado.

Por outro lado, não se pode negar que o tempo dedicado às tecnologias digitais também traz bem-estar, por exemplo, ao permitir o convívio, ainda que virtual, nas nossas redes sociais com pessoas com quem temos diversas formas de vínculo.

O importante é equilibrar o tempo, reservando momentos para atividades benéficas para a saúde mental e a satisfação interior, como descansar, ler um bom livro, ficar com amigos e familiares, caminhar na rua ou em parques e praticar esportes. Isso tudo deve fazer parte da rotina do dia para que a vida virtual não substitua as atividades vitais que motivam a nossa existência.

Com informações de BBC Brasil

Maneiras de caprichar na lancheira de seu filho de forma prática

Com o fim das férias escolares e início de mais um ano letivo, voltam as dúvidas sobre qual a melhor alimentação deve ser preparada para as lancheiras, especialmente dos pequenos que estão nos primeiros anos da escola.

Mas, adotar uma alimentação variada, balanceada e colorida, que garanta energia para as crianças com todos os nutrientes necessários, nem sempre é uma tarefa fácil e barata. Na hora de fazer as escolhas, algumas dicas saudáveis e econômicas vão fazer diferença.

  • Antes de qualquer decisão, verifique se a escola de seu filho possui orientações sobre o que evitar na hora de preparar a lancheira. Algumas delas pedem que os pais não enviem salgadinhos industrializados, refrigerantes e guloseimas como bolacha recheada, por exemplo.
  • Para economizar garantindo alimentos nutritivos e variados, um bom planejamento pode ajudar bastante. Pensar as comidas que farão parte da lancheira durante os cinco dias da semana permite que você se programe sem deixar de garantir um lanche adequado ao desenvolvimento saudável da criança.
  • Você também pode envolver seu filho no processo de escolha da alimentação, levando-o à feira para comprar frutas e verduras, por exemplo. Assim, ele ajuda a montar os lanches, aprendendo a ter autonomia em suas escolhas alimentares, por meio de alimentos frescos e mais em conta.
  • Aliás, seja no lanche da escola ou em casa, sempre vale optar por saladinhas de frutas da estação ou sanduíches naturais, entre outras opções mais saudáveis no lugar de industrializados que apenas fornecem as chamadas "calorias vazias".
  • Por fim, a criatividade também pode fazer a diferença. Sanduíche de bichinho, frutas cortadas em formatos divertidos, e receitas e alimentos que sejam atrativos visualmente ajudam na hora de expandir o paladar e ensinar os pequenos a não desperdiçar comida.


Com informações de Bebê Abril e Revista News

Alguns segredos para fazer uma boa compra de produtos usados

Há quem goste de pesquisar pechinchas, frequentar brechós e arrematar peças em promoções do tipo "família vende tudo". Comprar produtos usados ou seminovos por Internet são atitudes recomendadas nesses últimos tempos. É bom para o bolso e bom para o ambiente. Mas, mesmo tendo a vantagem de custar menos, valem algumas dicas que devem ser consideradas antes de fechar o negócio, para evitar cair em uma roubada.

Para começar, seja exigente com a descrição do produto. Pergunte tudo, tudo mesmo. Saber especificações como tamanho, peso, cor, material de fabricação e forma de montagem é muito importante para você não se decepcionar depois. Confira se há trincados, riscos ou pequenas falhas. E pergunte também quando o material foi adquirido, qual seu tempo de uso e se já passou por outros donos.

No caso de produtos eletrônicos, como celulares e computadores, a atenção deve ser redobrada. Vale verificar se não há telas trincadas, botões com mau contato ou baterias que já não duram o tempo estimado.

Sites que intermediam a venda de produtos usados ou seminovos dificilmente assumem os riscos de devolução de produtos em caso de insatisfação na compra. Por isto, fique atento à política de troca e/ou devolução e priorize produtos que ainda estejam na garantia.

Pense também, na forma de pagamento. Sites confiáveis garantem mais segurança para quem vai preencher dados de cartão de crédito, por exemplo. Uma dica é conferir se um site tem o selo de verificação de segurança. Fazer isto é bem simples: basta conferir se em sua URL (endereço do site que aparece logo no começo da página) possui a imagem de um cadeado verde e, a seu lado, a palavra "Seguro", também na cor verde. Vamos fazer um teste? Clique no site Mercado Livre, por exemplo, e veja que aparece esta verificação. Outros exemplos: os sites Enjoei, e Estante Virtual também tem este cadeado.

Falando em pagamento, confira preços de móveis parecidos com o de seu interesse. Veja também os modelos novos e atualizados que estão nas lojas e veja se o produto usado que você encontrou foi precificado justamente.

Quando compramos algo por internet, a confiança entre vendedor e cliente deve ser prioridade, por isto, opte por sites confiáveis e que liberem comentários com avaliações de clientes anteriores à sua compra. Às vezes, outra pessoa já passou por uma experiência desagradável e compartilhou sua história, o que ajuda a monitorar se o vendedor está, de fato, negociando algo em bom estado de conservação. Parceiros do Futuro já falou sobre direitos do consumidor em outra matéria, vale dar uma olhada, leia aqui.

Com informações de UOL Economia e Infomoney.

Turismo para terceira idade cresce no Brasil: sempre é tempo de viajar


Assim como a população, os setores dedicados ao turismo para maior idade crescem a cada ano e buscam entender seus interesses, aprimorando a oferta de serviços para esse público especial. Faz sentido olhar com atenção para esse nicho: segundo a pesquisa do Fundo de Populações da Organização das Nações Unidas (ONU), atualmente o grupo com idade acima de 60 anos representa 12% da população mundial e estima-se que esse número chegue a 22% em 2050, um número próximo a 2 bilhões de pessoas. No Brasil a tendência é a mesma.

Essa perspectiva faz com que diferentes questões surjam, além do tema previdência (assunto de interesse público por conta das decisões do Governo Federal e também de quem está planejando sua aposentadora). É assim que o setor de turismo para a terceira idade tem criado incentivos e se profissionalizado para atender às necessidades desse perfil de turista.

De acordo com a Sondagem do Consumidor - Intenção de Viagem, do Ministério do Turismo (Mtur), o desejo de viajar sozinho ou acompanhado subiu de 23,7% para 26,9% no grupo de viajantes com idades acima dos 60 no mês de junho deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a mesma pesquisa, cresceu a opção por viagem de avião entre os acima de 60 anos, em detrimento do automóvel e do ônibus, e também pela estadia em hotéis e pousadas (67,5%), em vez da hospedagem em casa de parentes e amigos ou em residência própria ou alugada.

Os números indicam, portanto, que o negócio de turismo para a terceira idade é promissor e deve crescer. Atentos à realidade do mercado, os prestadores de serviço têm moldado as suas ofertas ao estilo de vida e às demandas desses clientes. Há opções de viagens em grupos promovidas por agências de turismo, a possibilidade de permanecer por vários meses em um país por meio de intercâmbios e, claro, as viagens acompanhadas por familiares, ou sozinho.

Fazendo as malas

O ideal é que essas viagens sejam feitas com planejamento e sem comprometer a renda ou outro investimento para aposentadoria. Com organização antecipada e poupando de acordo com uma estratégia bem definida, é possível se divertir sem problemas financeiros. Claro, que se a viagem não pode ser pensada com antecedência, existem opções para serem usadas com cautela, como o cartão de crédito (para a compra de uma passagem, por exemplo) ou incentivos governamentais como a Lei nº 10.741, de 2003, que garante vaga gratuita para idosos em ônibus interestaduais desde que se adeque às regras. Se o assento estiver ocupado, o idoso pagará 50% do valor da tarifa. Para conseguir o benefício, é preciso solicitá-lo com antecedência de, no mínimo, três horas antes da partida.

Levando em consideração as condições financeiras, de saúde, a disposição, o tempo do percurso e o tempo de estadia, não há motivos para não se render ao cenário e se inspirar para organizar uma viagem e aproveitar o tempo livre que a aposentadoria proporciona.

Fonte: Correio Braziliense

Pesquisa: estudante brasileiro tem dificuldade em compreender finanças


A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) se debruçou na questão das finanças em relação àqueles que são considerados "o futuro": os jovens. A esperança na juventude é comum, mas só faz sentido se vier junto com um cuidado e uma formação no presente. Pensando no presente, uma pesquisa recente do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA, sigla em inglês) dedicou-se avaliar a compreensão financeira entre estudantes pelo mundo.

O Brasil estava entre os 15 países analisados nesse programa e ficou em último no ranking apresentado. Segundo o relatório, nosso país tem a média mais baixa, já que cerca de 53% dos alunos não atingiram o nível básico de conhecimentos financeiros, ficando atrás do Peru (48%) e Chile (38%). As quatro províncias da China analisadas - Pequim, Xangai, Jiangsu e Cantão - tiveram a melhor média, com 9%.

Para chegar nesses números, o relatório associou a habilidade financeira dos alunos ao desejo de terem maior formação acadêmica ou à intenção de economizar antes de se endividarem. O PISA mostrou que os estudantes estão longe de atingir um mínimo de compreensão financeira, até mesmo em países e economias como Austrália, Itália, Holanda, Polônia e Estados Unidos.

Detalhando

Entre os entrevistados, concluiu-se que 3% dos estudantes brasileiros e chilenos e 1% dos peruanos demonstraram "rendimento de destaque" em competência financeira, o que significa saber "analisar produtos financeiros complexos" e "resolver problemas financeiros não rotineiros". Em relação ao gênero, os meninos e as meninas dos três países latino-americanos apresentam o mesmo nível médio de rendimento em compreensão financeira.

A pesquisa indicou que a camada socioeconômica, no entanto, tem peso determinante no conhecimento financeiro, já que os jovens das classes mais favorecidas obtêm avaliações mais altas que a dos alunos com menos condições. A diferença é menor no Brasil (78 pontos) do que no Chile (103) e no Peru (117). Dentre os três países analisados, o Brasil foi quem apostou há mais tempo pela educação financeira formal integrada nos sistemas de ensino.

Isso porque o governo brasileiro implementou no período 2010-2011 um projeto piloto em 800 escolas secundárias de seis estados, cujos alunos responderam com uma média mais alta de compreensão financeira que se refletiu em uma maior tendência à economia do que seus pares que não passarampelo programa experimental.

A pesquisa concluiu que é importante incluir as habilidades financeiras nas políticas públicas, pois os jovens tomam decisões muito cedo, que terão consequências financeiras no longo prazo. O relatório sugere também que é preciso analisar as necessidades dos estudantes com baixo rendimento e abordar as desigualdades socioeconômicas de forma precoce, entre outros aspectos.

Fonte: Terra

Conheça as melhores cidades pequenas para envelhecer no Brasil


Uma pesquisa recente do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon em parceria com a FGV (Fundação Getúlio Vargas) mostrou praticamente um mapa para quem está se aposentando e quer uma vida mais tranquila: entre os 348 municípios brasileiros que têm entre 50 mil e 100 mil habitantes, 50 oferecem condições suficientes para figurar entre as boas opções longe das grandes cidades e se mostram ideais para pessoas com mais de 60 anos.

Os municípios foram classificados segundo sete variáveis: indicadores gerais, cuidados de saúde, bem estar, finanças, habitação, educação e trabalho e cultura e engajamento, que receberam pesos com base nas principais necessidades da população na terceira idade. Até mesmo o clima foi levado em consideração para a elaboração do ranking, inclusive tirando pontos das cidades de acordo com a frequência com que eles apresentam dias com altas temperaturas, chuvas intensas ou baixa umidade.

Das melhores cidades para quem tem mais de 60 anos, trinta estão na região Sudeste, a grande maioria em São Paulo, que conta com 25 municípios na lista e ocupa as seis primeiras posições. Nenhuma está localizada nas regiões Norte ou Nordeste. Na região Sul aparecem doze cidades, sendo cinco do Rio Grande do Sul.

A primeira do ranking no país é São João da Boa Vista. Entre os destaques da líder estão às baixas ocorrências de mortes por armas de fogo e o número de estabelecimentos com atendimento ambulatorial.

Confira a lista, por cidade e nota, das 50 cidades mais pontuadas no ranking:

1. São João da Boa Vista, SP / 99.82

2. Vinhedo, SP / 99.49

3. Lins, SP / 96.61

4. Fernandópolis, SP / 95.70

5. Tupã, SP / 94.78

6. Votuporanga, SP / 93.92

7. Lajeado, RS / 92.69

8. Itapira, SP / 92.21

9. Rio do Sul, SC / 92.15

10. Bebedouro, SP / 91.11

11. Pato Branco, PR / 89.87

12. Jaboticabal, SP / 89.13

13. São José do Rio Pardo, SP / 89.05

14. Paulínia, SP / 89.01

15. Olímpia, SP / 88.82

16. Videira, SC / 88.49

17. Jaguariúna, SP / 88.08

18. Mogi Mirim, SP / 87.96

19. Batatais, SP / 87.37

20. Avaré, SP / 87.01

21. Matão, SP / 86.96

22. Capivari, SP / 86.61

23. Lavras, MG / 85.22

24. Pirassununga, SP / 84.47

25. Mirassol, SP / 84.28

26. Taquaritinga, SP / 83.95

27. Marechal Cândido Rondon, PR / 83.75

28. Concórdia, SC / 83.50

29. Alfenas, MG / 83.47

30. São Roque, SP / 83.25

31. Cruzeiro, SP / 83.24

32. Ijuí, RS / 82.90

33. Esteio, RS / 82.67

34. Ibitinga, SP / 82.48

35. Montenegro, RS / 82.02

36. Itajubá, MG / 81.09

37. Francisco Beltrão, PR / 80.83

38. Cianorte, PR / 80.80

39. Andradina, SP / 80.74

40. Farroupilha, RS / 80.72

41. Itumbiara, GO / 80.46

42. Nova Lima, MG / 42 80.29

43. Campos do Jordão, SP / 80.20

44. Nova Odessa, SP / 79.93

45. Mococa, SP / 79.57

46. Santo Ângelo, RS / 79.32

47. Porto Ferreira, SP / 79.29

48. Cruz Alta, RS / 79.24

49. União da Vitória, PR / 78.79

50. Catalão, GO / 78.57

Fonte: O Globo, Catraca Livre

Pesquisa mostra que brasileiro tem dificuldade para renegociar dívidas com bancos


Uma pesquisa feita em janeiro desse ano pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) com 1.815 internautas mostrou que, entre os que já tentaram uma negociação com as instituições financeiras, 60,8% não tiveram sucesso. O estudo também apontou que o que leva brasileiros à necessidade de renegociar uma dívida com bancos ainda são os velhos conhecidos entre os problemas causados por falta de planejamento: cartão de crédito, empréstimos e cheque especial.

De acordo com o levantamento, para 29,1% dos entrevistados a transferência da dívida para outra empresa impediu o processo. Isso porque é comum que os bancos terceirizem esse serviço e passem para escritórios ou financeiras o trâmite de cobrança. Outros 27,3% disseram não ter conseguido novo prazo para pagar; e 24,2% foram informados de que o banco não renegocia dívidas que não estejam atrasadas.

Ao realizar a pesquisa, o Idec também procurou ouvir as instituições financeiras, mas elas não ofereceram muitos argumentos sobre as dificuldades dos clientes em conseguir uma negociação saudável. Segundo especialistas, os frequentes acordos firmados com repactuação e alongamento da dívida se apresentam como única alternativa oferecida pelas instituições para solucionar o problema do endividamento e acabam gerando um novo ciclo de inadimplência, ao invés de uma solução efetiva.

O cenário aponta uma necessidade de iniciativas relacionadas à educação financeira por parte dos bancos, para que o consumidor não se torne um endividado, já que na pesquisa realizada foi apurado que 46% dos consumidores nunca tiveram nenhum tipo de orientação prestada por parte das instituições.

Motivos

Desemprego, problemas de saúde e descontrole do orçamento são os principais motivos que levam à inadimplência, segundo dados da plataforma de renegociação de dívidas Kitado. Em 2016, a empresa registrou 230 mil acordos fechados entre clientes e financeiras, sendo que 67% foram honrados. No ano anterior, houve pagamento em 55% dos 150 mil acertos mediados pela plataforma.

Quando o assunto é motivo de atrasos e formação de dívidas, as contas pequenas também entram no pacote. Segundo dados da Serasa Experian, faturas de água e luz também ganharam destaque no ano passado, passando de terceiro para segundo lugar entre as operações de renegociação mais registradas. A Serasa tem hoje 59,6 milhões de consumidores negativados em sua base de dados.

Nesses casos, o conselho para quem está em situação de dívida é se organizar e tentar quitá-la o quanto antes para começar do zero seu planejamento financeiro. Para quem quer entender mais sobre os cuidados frente ao uso dos vilões do endividamento (cartão de crédito, empréstimo e cheque especial) visite a retranca "Crédito Consciente" em nosso site e tenha acesso à matérias e dicas a respeito desses recursos.

Fonte: Correio Braziliense

Reflexões e desafios sobre a mulher e as finanças

Este mês em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher - em 8 de março - é um bom momento para, além de refletir sobre as condições e conquistas desse gênero, avaliar também sobre como as mulheres têm se relacionado com as finanças e porque é importante se aprofundar nessa questão.

Para entender um pouco mais sobre o cenário das mulheres quando o assunto vai para o lado financeiro é preciso levar em consideração as diferentes realidades sociais e políticas de cada lugar, além da econômica. Mas de um modo geral, segundo pesquisa da Euromonitor, é inegável a importância das mulheres para a economia: elas representam metade do mercado consumidor mundial e são 42% da população economicamente ativa na América Latina. Em 2014 as mulheres nessa região foram responsáveis por 70% das decisões de compras.

Cenários

Falando mais especificamente do Brasil, um estudo feito em 2015 pelo Blog Finanças Femininasem parceria com o Opinion Box, plataforma de pesquisa digital, mostrou que 72% das mulheres preferem ter mais qualidade de vida a dinheiro. A pesquisa abordou diferentes questões e uma delas foi a respeito do controle financeiro: 40% afirmaram anotar todos os gastos; 27% admitiram não fazer nenhum tipo de controle; 24% disseram abastecer uma planilha de gastos; 19% controlam apenas via extrato bancário e 7% contaram fazer controle por meio de aplicativos.

Entre os desafios econômicos está a questão salarial: as mulheres ainda ganham menos que os homens mesmo ocupando os mesmos cargos. Segundo a Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe (CEPAL), as disparidades salariais entre gêneros persistem como um obstáculo para o fortalecimento econômico das mulheres e a superação da pobreza e a desigualdade na América Latina.

Embora a diferença salarial entre homens e mulheres tenha diminuído 12,1 pontos percentuais entre 1990 e 2014, as mulheres recebem, em média, apenas 83,9 unidades monetárias por 100 unidades monetárias recebidas pelos homens, de acordo com a CEPAL. Na comparação entre a remuneração recebida por ambos os sexos considerando os anos de estudo, elas podem ganhar até 25,6% menos do que seus colegas do sexo masculino em condições semelhantes.

Por uma vida boa

Lidar com os desafios e obter mais conquistas para as mulheres são questões ainda em curso no Brasil e no mundo. Muito ainda pode e precisa mudar. Mas é possível nesse tempo pensar como anda sua relação com o dinheiro para ter uma vida financeira e pessoal saudável. Aproveitamos a data para listar razões para que as mulheres se cuidem, de todas as maneiras, inclusive do seu próprio bolso:

Você vive mais - As estatísticas mostram que as mulheres vivem mais que os homens. Embora a expectativa de vida da mulher varie de país a país, mundialmente elas vivem em média 73 anos, enquanto os homens, 68, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Por isso, é essencial poupar para a aposentadoria o mais rapidamente possível. Não importa o valor inicial da poupança, o que importa é a constância, que permitirá a uma melhor qualidade de vida no futuro.

Você precisa cuidar da sua saúde - Mulheres são mais propensas a riscos à saúde na idade fértil, e mesmo enfermidades menos importantes requerem exames ou assistência médica; por isso, é preciso ter um plano de saúde e, sobretudo, adotar exames preventivos. Lembre-se de deixar uma agenda anual livre para colocar em dias estes exames.

Você pode poupar para realizar seus sonhos - Identificar suas despesas ajuda a saber qual sua capacidade de pagá-las, assumir o controle do seu dinheiro e, consequentemente, quanto você pode guardar na poupança para projetos de futuro. Neste caso, importa não a quantidade, mas fixar uma meta de economia em seu orçamento para que você possa realizar os seus sonhos.

Você pode impulsionar sua carreira - Seja para mudar de carreira ou aprimorar suas habilidades e assumir cargos mais altos, gerenciar bem suas finanças lhe dará os recursos necessários para pagar cursos ou fazer uma pós-graduação para você ficar sempre atualizada e com um currículo competitivo no mercado de trabalho.

Você pode se mimar - Ter suas finanças em dia não é sinônimo de privação e de não poder fazer o que você gosta. Mas para desfrutar de tudo de que deseja, comprar ou viajar, você precisa planejar sua vida financeira. Isso não irá apenas permitir que você consiga o que pretende conquistar, mas também evitará que você fique endividada.

Fontes: O Globo, Mastercard Blog, Finanças Femininas

Planejamento além do bolso: como organizar a rotina para os estudos

O planejamento tão comentado como apoio para uma vida financeira saudável pode ir além do que se imagina. Considerar pontos importantes de uma organização e projeção do amanhã também ajuda na vida pessoal e em assuntos como carreira e estudos. Pensando nesse último fator citado, nós lançamos o desafio: é possível usar o planejamento como ferramenta de auxílio para organizar os estudos, ajudar a criar regras e metas para fixar melhor os conteúdos aprendidos nas disciplinas e não esquecer nenhum compromisso que envolve o universo da sala de aula.

Ao se planejar, é possível organizar seu tempo e datas importantes que vão desde provas e atividades curriculares até a atenção quanto ao pagamento de uma mensalidade ou item extra da instituição de ensino. Isso, com certeza, é um apoio para cuidar do futuro e evitar problemas. Entender o propósito do planejamento e se sentir comprometido com ele são premissas para alcançar qualquer objetivo.

Por isso, jovens, adultos, pais e crianças podem aproveitar as dicas da educadora Paula Lima Lotto, que explica aqui como criar uma rotina regular de estudos, com um bom planejamento e cronograma para atingir resultados. Quando o assunto é tempo dedicado ao estudo, por exemplo, o sucesso não é uma questão de "quantidade", mas sim de "qualidade". Uma hora de estudo diário é suficiente para rever a matéria dada no dia e fazer as tarefas de casa, segundo ela.

Veja algumas dicas para começar o ano letivo com foco e planejamento.

  • Criar um quadro de horários e colocar todas as suas atividades (inglês, trabalho, curso complementares etc), procurando um tempo livre e estabelecendo qual será o horário de estudos. É interessante escolher o mesmo horário em todos os dias da semana, assim logo se habituará à nova rotina de estudos. No caso das crianças, este hábito se forma também com a participação da família e professores.
  • Coloque nesse quadro de horários e atividades as datas importantes que você já tem conhecimento para os próximos dias (ou meses, se possível). É importante estar ciente do espaço entre uma prova e outra, ou entre um pagamento ou outro, para não se perder e conseguir se programar com o bolso ou com o conteúdo que precisa estar na ponta da língua para um grande dia.
  • Dentro do plano de estudos, o estudante deve priorizar durante sua rotina todo o conteúdo aprendido. Estudar a matéria do dia no dia é muito importante, pois o aluno apenas perceberá se ficou com dúvidas quando estiver em casa revendo a matéria.
  • O estudante deve fazer o estudo de seus erros, procurando diagnosticá-los, ou seja: errei por falta de atenção, errei por não ter interpretado bem a pergunta, errei por realmente não ter compreendido o conteúdo. Dependendo do "diagnóstico", poderá buscar a solução mais adequada.
  • Encontrar maneiras de ter melhor rendimento nos estudos é um caminho. Estudar em grupo, por exemplo, é uma boa ideia desde que não perca o foco. Trocar ideias e tirar dúvidas com os colegas é sempre muito proveitoso. Cada aluno tem sua forma de aprender. Esta descoberta é feita durante os anos de escolaridade e cada um cria seu ritmo para seu desenvolvimento.

É importante ressaltar que na hora de estudar, não existem técnicas, mas sim, habilidades necessárias para cada área de conhecimento. Estudar exatas sem executar exercícios é improdutivo. Estudar humanas sem estabelecer conexões não faz sentido. Afinal, o conhecimento se relaciona com todas as áreas e essa descoberta é uma tarefa que exige esforço e persistência de cada um. Estudar somente para fazer uma prova, segundo Paula, é garantir, posteriormente, o esquecimento e a falta de aplicação. Ou seja, é apenas tempo perdido. Fique atento a essas dicas e boa sorte com o desafio!

Fonte: Assessoria de Imprensa - www.scaramellapress.com.br

Promessa de ano novo: melhorar o planejamento financeiro

Com o novo ano se aproximando, as pessoas tradicionalmente fazem seus balanços do ciclo que está terminando e estabelecem os objetivos para o próximo período. E a vida financeira não pode ficar de fora desse balanço: que tal começar 2017 com um bom planejamento financeiro?

É importante manter a disciplina e seguir alguns passos durante todo o ano para manter o controle e atingir as metas estabelecidas. Aí vão algumas dicas:

- Escolha uma ferramenta para controle: existem hoje diversos aplicativos gratuitos, que podem ser usados em celular, tablet ou no computador pessoal, que ajudam a administrar receitas e despesas e também investimentos - alguns possibilitam até receber lembretes sobre vencimentos de contas. Para os menos conectados, uma planilha de controle ou até uma caderneta de anotações podem funcionar. O importante é escolher algo que seja fácil para você e que esteja sempre à mão para poder fazer as marcações.

- Considere sua renda real: não conte com o salário bruto e sim com o que de fato entra em sua conta bancária. Achar que ganha mais do que realmente recebe é um dos fatores que leva ao endividamento.

- Anote todos os gastos: aquele pãozinho com café na padaria pode ser bem barato, mas se for consumido todos os dias pode se tornar uma soma considerável no orçamento.

- Avalie sua planilha ao final de cada mês: assim como as empresas fazem o fechamento mensal do caixa, crie o hábito de monitorar também como está o cumprimento de seu planejamento pelo menos uma vez por mês. Isso possibilita avaliar os vilões do orçamento e realizar mudanças que geram economia. Verifique, por exemplo, se precisa mesmo de todos aqueles canais da TV a cabo e se o pacote de telefonia que escolheu ainda faz sentido.

- Faça uma reserva financeira: separe todos os meses um percentual do salário e faça uma reserva para emergências. Especialistas recomendam que essa reserva seja equivalente a seis salários que você recebe. Dessa forma, você fica preparado para excepcionalidades. E invista o dinheiro de acordo com seu perfil e com a perspectiva de uso do dinheiro no curto prazo.

- Faça planos e estabeleça metas: ter um objetivo claro motiva a guardar dinheiro para alcançar o que se deseja. Não é difícil saber quanto precisa economizar por mês para fazer uma viagem ou comprar algo que queira muito, basta pesquisar e fazer as contas, projetando o tempo necessário para chegar lá.

Fontes: GuiaBolso, Dinheirama e Você S/A

Três em cada dez brasileiros são consumidores conscientes, diz pesquisa

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) calcularam pelo segundo ano consecutivo o Indicador de Consumo Consciente (ICC) e os dados, divulgados recentemente, mostraram como andam os hábitos dos brasileiros em relação às compras, à educação financeira e ao consumo sustentável.

Para elaborar o indicador, foi realizada uma pesquisa com uma série de perguntas para investigar os hábitos, atitudes e comportamentos que fazem parte da rotina dos brasileiros. Estas questões permearam as três dimensões que compõem o conceito de consumo consciente, e todas elas obtiveram resultados abaixo do desempenho ideal de 80%: práticas ambientais (72,5%), práticas financeiras (73,8%) e práticas sociais (70,6%).

Entre as informações, chama a atenção o fato de que apenas três em cada dez brasileiros são consumidores conscientes. Em uma escala de 1 a 10, consumidores entrevistados - em 26 capitais brasileiras e Distrito Federal - deram nota média de 8,9 para a importância do tema consumo consciente, mas apenas três em cada dez consultados (32%) podem ser considerados, de fato, conscientes - um aumento de 10,2 pontos percentuais em relação ao ano passado, quando esse percentual era de 21,8%.

O Indicador de Consumo Consciente (ICC) deste ano atingiu 72,7%, permanecendo praticamente estável em relação a 2015, quando estava em 69,3%. O ICC pode variar de 0% a 100%: quanto maior o índice, maior é o nível de consumo consciente. Apesar da melhora nesses dados, o aumento foi considerado discreto pela SPC Brasil e a CNDL em relação a 2015.

"Assim como em 2015, os entrevistados associam mais frequentemente o consumo consciente com atitudes relacionadas apenas a aspectos financeiros, ficando em um segundo plano as esferas ambientais e sociais", disse a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. O principal benefício percebido continua a ser o de economizar e fazer o dinheiro render mais (37,1%), prevalecendo a dimensão financeira do consumo consciente e não os outros citados.

Sobre impulsos de consumo

O subindicador de Práticas Financeiras foi o único a apresentar um crescimento significativo, de 5,8 pontos percentuais em relação a 2015, ficando em 73,8% em 2016 ante 68,0% no ano passado. Ele observa a habilidade do entrevistado para lidar com os apelos do consumismo e a capacidade de gerenciar as próprias finanças sem fazer dívidas ou comprometer o orçamento. Entre as 18 atitudes investigadas, 11 apresentaram crescimento significativo em 2016, quando comparado ao ano passado, sendo as mais praticadas a avaliação do impacto de compras no orçamento antes de realizá-las (90,2%), não ter vontade de fazer compras por ver os amigos com coisas novas que estão na moda (87,7%), sempre pesquisar preços (86,9%), priorizar a qualidade dos produtos e não as marcas (86,6%) e preferir consertar um produto que ainda pode ser utilizado a comprar um novo (86%).

Este crescimento está possivelmente associado não a uma maior consciência dos consumidores, mas a restrições financeiras e receio do futuro, gerados pelo momento econômico que o país está passando. Para saber mais sobre a pesquisa acesse o site do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) ou da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Fonte: Site Uol e Tribuna da Bahia

No embalo das Olimpíadas: a importância dos exercícios físicos no dia a dia

A revista Pé-de-Meia chegou a sua nona edição com o tema "Novos estilos de vida" e falando também sobre as Olimpíadas 2016. Confira abaixo a matéria completa sobre a diferença que os exercícios físicos podem fazer no cotidiano das pessoas.

Enquanto uma criança saudável ocupa boa parte do seu tempo correndo e explorando seu mundo particular, muitos adultos passam o dia sentados no escritório, no trânsito ou na frente da televisão. No longo prazo, o preço desse modelo de vida pode ser muito alto para a saúde. A boa notícia é que se exercitar pode ser mais fácil e barato do que se pensa. Portanto, tempo e dinheiro não são mais desculpas.

"Pensar que o exercício físico é um investimento alto para o orçamento é pura falta de imaginação. Podemos fazer exercícios no dia a dia sem gastar nada e, assim, melhorar as condições de funcionamento do nosso organismo", explica Ivan Pacheco, médico especialista em Medicina do Esporte e diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte - SBMEE, entrevistado pela revista Pé-de-Meia.

Força e flexibilidade

Entre os muitos benefícios, o especialista destaca a melhora nos perfis de triglicérides, colesterol e densidade óssea dos indivíduos. Além disso, a atividade física melhora a função pulmonar e ajuda no combate à osteoporose. "Pessoas que fazem exercício de forma regular têm maior independência no cotidiano, especialmente no caso das mais idosas. Existe também uma melhora nas funções hormonais do organismo. Sem falar que o aumento da endorfina dá uma sensação de prazer, de relaxamento muscular. Entre outras coisas, isso melhora a qualidade do sono."

O educador físico Carlos Henrique Bueno, especialista em Fisiologia do Exercício, concorda. "Nos últimos anos, inúmeros artigos e estudos científicos indicam que patologias são causadas pela falta de exercícios físicos, hábitos irregulares e sedentarismo. Além disso, não há mais dúvidas quanto aos benefícios adquiridos com a prática regular de atividade física. Entre eles, podemos destacar a melhora da circulação sanguínea, o combate à obesidade, o desenvolvimento do sistema cardiorrespiratório, o incremento da força muscular e o aumento da flexibilidade."

Orientação profissional

Para os iniciantes, a recomendação é ter prudência. Buscar apoio de um profissional é sempre indicado. Aos que estão acima dos 40 anos investir em medicina preventiva e ter algum acompanhamento é importante. "Sempre orientamos a procura por profissionais, até para fazer um acompanhamento regular. Mas tudo depende do objetivo. Todas as pessoas podem fazer exercício. O ser humano é feito para caminhar, explica o médico Ivan Pacheco. "Contudo, esportes mais rigorosos, como musculação ou corridas de velocidade, exigem orientação de algum profissional de educação física ou medicina do esporte para evitar lesões", afirma ele.

Suando a camisa

Que tal começar a incluir exercícios regulares em sua rotina? A revista Pé-de-Meia perguntou ao professor e treinador Carlos Henrique Bueno que atividades simples podem fazer a diferença em termos de saúde e qualidade de vida.

"É um desafio incluir exercícios físicos no cotidiano de pessoas extremamente atarefadas, que não conseguem reservar um período do dia para a prática orientada. Contudo, é possível mudar hábitos, adotando exercícios que podem ser praticados por qualquer pessoa, em diversos lugares, a qualquer hora do dia."

Dentro de casa

A dica aqui é realizar exercícios com o próprio peso corporal, utilizando pequenos espaços como a sala, o quarto ou o quintal. Desde que não haja nenhum problema físico anterior, uma alternativa é começar com o agachamento (que fortalece a musculatura da coxa e glúteos) e a flexão de braços (que trabalha a musculatura do peitoral). Simples e fácil, basta iniciar.

No trabalho

É comum ficarmos na mesma posição por horas, trabalhando em frente ao computador ou em uma linha de produção fabril. Logo, devemos ficar atentos ao aparecimento de lesões de esforço repetitivo (LER), tendinites ou inflamações. Como precaução, podemos fazer alongamentos de 30 segundos dos membros superiores (braços, antebraços e ombros) e membros inferiores (coxas e panturrilhas) ao longo do dia. Não se esqueça: antes de começar a fazer atividades físicas, procure um médico para fazer um bom check-up. E, conforme você evolui na complexidade dos exercícios, recomenda-se que busque acompanhamento de um profissional de Educação Física.

No bairro

Exercícios aeróbios são muito importantes para a manutenção da saúde - caminhar, correr, pedalar. Uma dica importante é respeitar seu nível de sedentarismo e individualidade biológica, começando sempre pelo mais simples. Exemplo: comece caminhando e, aos poucos, introduza pequenos trotes com baixa velocidade.

No prédio

Grande parte da população mundial sofre com problemas vasculares periféricos, ou seja, aqueles que atacam as extremidades do corpo, como pernas e pés (as temidas varizes, por exemplo). Para preveni-los, uma boa ideia é usar a escada em vez do elevador para subir até seu andar uma vez por dia, três a quatro vezes por semana. Sua circulação agradece.

Nas férias

Por fim, a mais divertida das dicas: una o exercício, o social e a diversão. Ande de bicicleta com filhos, amigos ou vizinhos, passeie com os animais de estimação ou faça exercícios que lembram brincadeiras da infância, como pular corda. São exemplos de atividades simples que podem ser realizadas a qualquer momento, em qualquer lugar, junto com familiares.

Fonte: Revista Pé-de-Meia

Pesquisa aponta que dinheiro é o principal motivo de brigas entre casais

Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revelou um dado interessante sobre relacionamentos: o dinheiro pode ser a principal razão de brigas no casamento. Pois é, não parece, mas o lado financeiro interfere muito mais na vida a dois do que outros fatores. Você concorda?

A pesquisa ouviu 810 mulheres, das capitais e interior do país, e procurou traçar o comportamento de compra das consumidoras brasileiras. As entrevistas mostraram que entre as mulheres casadas o motivo mais citado para brigas dentro de casa é a forma com que elas e seus cônjuges organizam as finanças e gastam o dinheiro, mencionado por 37,5% das entrevistadas.

Em segundo lugar, com 31,5% de menções, está a falta de dinheiro. Essas duas razões ficaram à frente, inclusive, de outras respostas polêmicas como, divisão das tarefas domésticas (25,7%), ciúmes (19,6%), a forma de educar os filhos (17,1%) e bebidas e cigarros (14,6%). De acordo com informações do portal ‘Meu Bolso Feliz’ não é apenas a falta de dinheiro que atrapalha a vida dos casais. O excesso ou o modo como ele é gasto também pode se transformar em um problema.

Ficou claro que muitos casais enfrentam dificuldades para chegar a um consenso sobre os hábitos de consumo de um e de outro e também sobre a melhor forma de administrar as finanças da família. Uma dica nesses casos é separar uma quantia mensal do orçamento para que cada um possa fazer seus gastos individuais, sem a interferência do outro. Outra dica para os casais é criar o hábito de conversar sobre as finanças para evitar que o assunto seja foco de desgastes na vida conjugal.

Ainda segundo a pesquisa, três em cada dez (30,3%) mulheres entrevistadas disseram ter o hábito de esconder compras que realizam, principalmente roupas (11,5%), cosméticos (9,5%), comida (6,2%) e sapatos (5,4%). Os números mostram um cenário que pode ser modificado com diálogo e transparência, além é claro do esforço do casal em traçar objetivos e de fazer um bom planejamento financeiro.

Fonte: Site Meu Bolso Feliz e Época Negócios

Dicas para construir uma vida mais equilibrada

Esperança e esperar possuem a mesma raiz, spere, e em ambos os casos assumimos uma posição passiva diante do futuro. Para o consultor Gabriel Cardoso, autor do blog e do livro "Mude você o Mundo", a passividade é inimiga da mudança e da renovação. "Precisamos assumir a responsabilidade pela construção do que vem pela frente... e a nossa mudança começa no próprio pensamento; que por sua vez altera nossas ações; essas alteram nossos comportamentos e hábitos e esses, por fim, mudam o nosso destino. Então, para mudar o mundo devemos começar por nós, e o primeiro passo é o correto tratamento dos nossos pensamentos", aconselha o consultor.

Mas para isso, diz ele, precisamos estar de acordo (e não somente repetir o clichê) de que uma vida ideal é uma vida equilibrada. A partir dessa premissa, sua recomendação é fazer um plano para equilibrar esses aspectos:

(1) amor;

(2) diversão e recreação;

(3) carreira profissional;

(4) famíliares, amigos e comunidade;

(5) crescimento pessoal e espiritual;

(6) bem-estar material;

(7) saúde e boa forma;

(8) educação, formação e cultura;

(9) ajuda ao próximo e cidadania.

"É sábio ser um excelente profissional com uma família desequilibrada? Ou será que é inteligente possuir muito dinheiro às custas da destruição da saúde?" questiona Gabriel. "O equilíbrio sugerido parte do princípio de que uma vida plena e próxima da ideal é aquela que contemple de forma razoável e igualitária os grandes campos prioritários de nossa vida", diz ele. E dito isto, sugere um pequeno exercício:

Em primeiro lugar escreva na sua agenda, num papel ou no computador (word ou excel) seis grupos de metas: ser, fazer, ter, conviver, conhecer e mudar. Em cada um deles, coloque no mínimo cinco e no máximo 12. A quantidade escolhida deverá ser alcançável e passível de ser realizada em um período de um ano (nem metas demais e nem de menos).

À medida que o tempo vai passando, vá ajustando os prazos e adequando o que vem ocorrendo com aquilo que foi planejado. Não se esqueça de riscar cada uma das metas à medida em que forem alcançadas, e, claro, comemorá-las. "Comemorar é um ritual de aprendizado", conclui o consultor.

Fonte: www.mudevoceomundo.com

Um milhão de idosos entrou no mercado de trabalho em quatro anos

O número de brasileiros no mercado de trabalho com mais de 60 anos de idade subiu 18% entre o primeiro trimestre de 2012 e o terceiro de 2015, passando de 5,5 milhões para 6,5 milhões. Os são dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) trimestral, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com especialistas, o movimento ocorre em decorrência da necessidade de complementar renda após a aposentadoria e também devido ao aumento da expectativa de vida da população brasileira.

Para o professor de economia Antônio Carlos dos Santos, da PUC-SP, os dados refletem a necessidade de encontrar fontes de renda que complementem a previdência. "Conforme os anos vão passando, essas pessoas vão perdendo em valor real [aposentadoria] e o custo proibitivo de remédios, de plano de saúde, e a necessidade de ajudar familiares faz com que elas continuem trabalhando", explica.

Outro fator que favorece o aumento do número de trabalhadores com mais de 60 anos é o envelhecimento da população brasileira. Entre janeiro de 2012 e setembro de 2015, a quantidade de pessoas nessa faixa etária passou de 24,9 milhões para 29,1 milhões, um crescimento de 17%.

A PNAD apontou ainda que os idosos foram menos afetados pela crise econômica no ano de 2015. Ao contrário da situação geral no país, o número de brasileiros com mais de 60 anos empregados subiu quase 3%. Já entre os jovens com idade entre 18 e 24 anos, o número de trabalhadores caiu 2%. Uma das possibilidades para isso é que os empregadores estão optando por manter pessoas mais experientes dada a dificuldade de encontrar no mercado profissionais com o mesmo nível de qualificação.

Fonte: Diário do Comércio e Indústria (DCI)

Brasileiros e os planos de saúde - entenda esse relacionamento

Em constante busca por um bom atendimento e qualidade de vida, o brasileiro tem mostrado que se importa com a saúde sim e a prova disso é o número de pessoas que aderem aos planos privados de assistência médica. Uma pesquisa feita em agosto de 2015 pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostrou que mesmo com o cenário pouco otimista para empresas que oferecem esse tipo de serviço, são 50,5 milhões de beneficiários de planos dessa natureza no Brasil.

Desse número, 66,5% são usuários empresariais. Em segundo lugar, vem a contratação individual ou familiar de planos médico-hospitalares (19,4%), seguido pelos planos coletivos por adesão (13,4%). A pesquisa ainda revelou que quem mais consome plano de saúde no Brasil são indivíduos da faixa etária entre 30 e 39 anos, o que corresponde a 20,3% (10,2 milhões) do total de beneficiários. Por outro lado, o grupo com 80 anos ou mais representam apenas 2% (1 milhão) do total.

Se no seu planejamento para 2016 está incluído o item "fazer um plano de saúde" ou revisar o seu atual para possíveis mudanças, vale a pena ficar de olho no mercado e saber a melhor forma de contratar esse serviço. Das operadoras existentes no país, 1.390 estão autorizadas a operar pela ANS - 1.013 médico-hospitalares e 377 exclusivamente odontológicas. O brasileiro tem à sua disposição 33,7 mil planos de assistência médica e 3,1 mil odontológicos para escolher.

Veja algumas dicas da ANS para avaliar e escolher uma operadora:

Tipo de plano

Defina se o plano será individual ou familiar. Avalie quantas pessoas farão parte do plano, a idade delas, onde quer ser atendido, o tipo de atendimento e quanto pode pagar por mês.Escolha um tipo de plano adequado as suas necessidades: ambulatorial, hospitalar, com obstetrícia e odontológico. Se escolher o hospitalar, avalie se quer a acomodação em quarto particular ou enfermaria.

Mensalidade

As faixas de idade e escolha dos serviços definirão o preço final do plano de saúde. No geral, as operadoras cobram um valor fixo por mês, você usando ou não o plano. Mas existem as que cobram uma mensalidade fixa menor, mas adicionam um percentual a ser pago pelos atendimentos realizados, como consultas, exames e internações. A chamada coparticipação.

Rede e abrangência

Reflita sobre o local onde quer ser atendido. Seu plano pode ter abrangência municipal, estadual e nacional, entre outras possibilidades. Informe-se com antecedência sobre a rede credenciada de hospitais, clínicas, laboratórios e profissionais de saúde que atenderão.

Doença pré-existente

Em nenhuma situação a operadora pode recusar um cliente. Mas se você declarar que tem alguma doença no momento de contratar o plano, a empresa pode oferecer duas alternativas: por até dois anos suspender o atendimento de alguns procedimentos relacionados à doença que você declarou ou fazer um acréscimo no valor da mensalidade para que você tenha direito a todos os atendimentos, inclusive os relacionados a essa doença.

Senhas e boletos

Informe-se sobre liberação de senhas para atendimento, envio de boletos, reembolso e acesso à rede credenciada. Isso evita equívocos e frustrações quando você precisar utilizar os serviços.

Fonte: UOL e site ANS

Quatro em dez brasileiros vivem fora do padrão de vida, diz pesquisa

Uma pesquisa recente feita pela SPC Brasil e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), comentada pelo jornal Valor Econômico, apontou que quatro em cada dez brasileiros vivem acima do seu padrão de vida. Com isso, terminam o mês sem qualquer tipo de reserva financeira para emergências ou, pior ainda, no vermelho.

O estudo se baseou em entrevistas feitas com 623 internautas com renda maior que dois salários mínimos. Seu resultado mostra que 60% de quem vive acima do padrão são mulheres e que mais da metade (53%) tem até 34 anos.

A maioria - 93% - revela que no próximo ano seu maior desejo é fazer algum tipo de reserva financeira, como investimentos ou previdência privada. Para 91%, o sonho seria melhorar o patrimônio, com a aquisição de uma casa, enquanto 81% querem ter um carro.

O principal motivo que levou os entrevistados (59%) a estourarem o orçamento foram as compras no supermercado. Em seguida, as refeições para receber amigos e parentes em casa (50%) e roupas e calçados (49%). Mas quem vive assim, fora do padrão, está descontente, afinal, 34% estão sempre ansiosos com as contas a pagar e 23% andam irritados com suas dívidas.

Para especialistas, estourar o orçamento e viver fora do padrão não tem a ver com ações de longo prazo, como comprar uma casa ou colocar filhos na escola. É nas decisões de curto prazo que mora o perigo. Por isso, o consumo por impulso deve ser contido e os hábitos ajustados, por meio de coisas simples, como trocar de marca no supermercado e eliminar supérfluos. Viver acima do padrão é fácil, mas diminuir o padrão é difícil porque afeta a autoestima e gera sensação de fracasso e vergonha.

A seguir, confira alguns alertas que o site Meu Bolso Feliz faz sobre situações do cotidiano que podem levar uma pessoa a viver fora da realidade e a extrapolar seu padrão de vida.

Vizinho: O ditado diz que "a grama do vizinho é sempre mais verde" e assim você acha que ele vive muito melhor do que você e, afinal, se ele pode, eu também posso… Aí é que está o problema, pois você não sabe qual a realidade dele e passa a viver de acordo com a vida do vizinho.

Colega de trabalho: Numa sociedade consumista, as pessoas sentem a necessidade de se mostrarem sempre bem e o ambiente de trabalho favorece isso, pois é lá que você passa a maior parte do seu tempo, sob a pressão de muitas pessoas. A blusa da colega, o tênis, aquele relógio, o celular, as férias maravilhosas, sem falar no carrão que todos veem no estacionamento. Só você sabe o tamanho do seu salário e o que pode ser feito com ele, mais ninguém. Aqueles almoços mais chiques nos quais você se sente obrigado a ir podem sair mais caros do que aquela deliciosa pizza com a família no final de semana. É possível se posicionar bem no trabalho com consciência e moderação. Seja mais você, evite ficar se comparando e opte pela tranquilidade financeira e sucesso na sua carreira.

Família: Será que é muito diferente do ambiente de trabalho? A diferença é que existe uma maior intimidade, mas as comparações são inevitáveis e pior, podem contaminar o relacionamento familiar, incluindo os filhos e os netos, e criando problemas no presente e no futuro. Afinal, você pode mudar de emprego, mas não de família.

Lembre-se que todos os lugares onde há um encontro com pessoas diferentes, seja no clube, no barzinho, na balada, etc., sempre existirão situações para comparação. Você estará imune deste mal se estiver focado em seus planos e sonhos com tranquilidade, equilíbrio e planejamento.

Fonte: Valor Econômico e Site Meu Bolso Feliz

Pesquisa mostra como anda a relação da mulher brasileira com as finanças

A Educação Financeira está ganhando seu espaço no dia a dia dos brasileiros e, nesse universo do poupar, gastar, pensar na previdência e investir, existe gênero, idade e outros fatores que fazem com que o dinheiro e o modo de usá-lo mereçam atenção.

Nesse sentido, uma pesquisa feita recentemente buscou entender especificamente a relação das mulheres com as finanças e descobriu, por exemplo, que 72% das mulheres preferem ter mais qualidade de vida a dinheiro e que 77% têm dificuldade para entender sobre investimentos.

O estudo foi feito pelo Blog Finanças Femininas em parceria com o Opinion Box, plataforma pioneira de pesquisa digital. O levantamento, feito por meio de questionário pela internet, foi respondido por 991 mulheres de vários estados. 59% das respondentes mencionaram ser casadas, 51% não têm filhos, 24% têm um filho, 17% têm dois e 8% têm três ou mais.

Segundo a criadora do Blog Finanças Femininas, a pesquisa mostrou que as mulheres estão cada dia mais empoderadas financeiramente: estão conversando a respeito do assunto em casa, buscando seguir à risca planejamentos, estão conseguindo juntar um patrimônio e querem aprender a investir.

Relação em números

A pesquisa abordou diferentes questões, uma delas foi a respeito do controle financeiro - ponto importante em tempos de instabilidade econômica - e 40% afirmaram anotar todos os gastos; 27% admitiram não fazer nenhum tipo de controle; 24% disseram abastecer uma planilha de gastos; 19% controlam apenas via extrato bancário e 7% contaram fazer controle por meio de aplicativos.

Sobre o hábito de poupar, 48% mencionaram conseguir poupar algum dinheiro de vez em quando, mas sem regularidade; 36% disseram que o orçamento é apertado e nunca sobra nada no final do mês e 15% afirmaram que estão organizadas para guardar uma certa quantia todo mês. A pesquisa mostrou que em muitas situações, a dificuldade de poupar está relacionada com os custos da casa, já que 33% das entrevistadas afirmaram arcar com pelo menos metade das despesas.

É interessante notar que 37% das entrevistadas afirmaram manter conversas periódicas com o parceiro a respeito das finanças sem gerar estresse. Para 13% delas, no entanto, falar sobre dinheiro é motivo de brigas e 7% das mulheres disseram que procuram discutir o tema o mínimo possível e até o evitam. 2% não falam sobre finanças em casa e 40% mencionaram não ter cônjuge.

Ao falar sobre investimentos, 73% mencionaram ter ou ter tido algum dinheiro em caderneta de poupança; 19% disseram nunca ter feito nenhum tipo de investimento; 11% apostaram em previdência e em imóveis; 19% apostam em títulos de capitalização; 6% investem em CDBs; 3% preferem os fundos de investimentos e ações; 2% foram para LCIs ou LCAs e 0,5% apostam em operações via homebroker ou câmbio. No entanto, 77% das entrevistadas disseram sentir dificuldade para entender os diversos tipos de investimentos.

Fonte: G1 notícias e Blog Finanças Femininas

Pesquisa: consumo consciente é bom mas poucos praticam

Estar consciente sobre a necessidade de controlar o consumo não significa, necessariamente, colocar isso em prática. Pelos menos, é o que aponta a última pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo portal de educação financeira Meu Bolso Feliz.

O levantamento realizado em todas as capitais do país mostrou que o brasileiro reconhece que as atitudes cotidianas ligadas ao consumo são importantes para a vida em sociedade, mas nem todos conseguem praticar individualmente ações nesse sentido. E a situação é ainda mais crítica em relação aos jovens entre 18 e 29 anos.

Em uma escala de 1 a 10, os entrevistados deram nota média de 8,8 para a importância do tema ‘consumo consciente’, mas no conjunto final das perguntas feitas para a análise, apenas dois (21,8%) em cada dez brasileiros podem ser considerados consumidores plenamente conscientes. Para chegar a esse número, o SPC Brasil avaliou uma série de questões relacionadas aos hábitos que fazem parte da rotina dos brasileiros e concluiu que 69,3% dessas ações são classificadas como ‘conscientes’.

Resultados

A análise segmenta os consumidores em três categorias, de acordo com a intensidade da prática dos comportamentos considerados adequados: ‘consumidores conscientes’, que apresentam frequência de atitudes corretas acima de 80%; ‘consumidores em transição’, cuja frequência varia entre 60% e 80% de atitudes adequadas; e ‘consumidores nada ou pouco conscientes’, quando a incidência de comportamentos apropriados não atinge 60%.

A pesquisa chegou à conclusão, portanto, que o brasileiro é, em média, um consumidor que está em estado de transição. A ideia da criação desse "Indicador de Consumo Consciente" é exatamente ter uma ferramenta para acompanhar e compreender mudanças e avaliar se estamos caminhando em direção a uma sociedade capaz de promover e estimular práticas mais equilibradas nas relações de consumo.

O levantamento mostrou também que 74% dos entrevistados realizam as atividades consideradas adequadas para o uso racional da água, assunto preocupante no momento, sendo que a ação mais citada é a de fechar a torneira enquanto escova os dentes (90,4%). Além disso, 76,4% dos entrevistados disseram não utilizar o carro para fazer pequenos deslocamentos dentro das cidades.

Sobre a juventude e o consumo

A pesquisa mostrou que os consumidores mais jovens são os que menos adotam práticas adequadas de consumo. O percentual de atitudes corretas, que é de 69,3% para a população em geral, sobe para 74,2% entre os entrevistados com idade acima dos 56 anos e cai para 64,5% entre o universo de consumidores com idades que variam entre os 18 e 29 anos.

Acredita-se que esses números podem ser explicados pelo fato de que nesse período de vida, apesar de todo o acesso à informação, as pessoas são mais individualistas e preocupadas em atender mais suas próprias necessidades do que as coletivas.

Fonte: Site O Dia

Educação financeira e esporte têm mais a ver do que você imagina

A relação com o dinheiro pode afetar diversos campos da vida das pessoas, no trabalho, na escola ou no ambiente familiar. Nas situações do cotidiano, é possível encontrar similaridades entre os impactos da boa educação financeira e a disciplina nos exercícios físicos. Afinal, cuidar da saúde do corpo exige esforços bem parecidos com os necessários para se manter uma boa saúde financeira.

Para os especialistas, tudo é uma questão de comportamento. Comportamentos são atitudes internalizadas a partir da formação de hábitos. Por essa lógica, a disciplina e o treinamento exigidos na prática de esportes são mecanismos que servem também à realização de sonhos e à conquista de objetivos financeiros. Ou seja, ambos têm em comum a necessidade da força de vontade e do planejamento, que desencadeiam compromisso, regularidade, metas etc.

O mais importante é o sentimento de satisfação que essas caminhadas produzem. Na atividade física ou no esporte, em geral escolhemos o que nos faz bem e introduzimos sua prática em nossa rotina. Com a vida financeira é a mesma coisa, deve-se traçar uma meta e um programa para chegar lá.

Questões a pensar

Na escolha da atividade física ou do esporte preferido as perguntas essenciais para começar são: quantos dias da semana você pretende praticar? qual o horário que vai reservar? você tem alguma meta específica em relação a diminuir peso ou melhorar o desempenho físico? Na disciplina financeira, o diagnóstico inicial também é importante: quanto recurso você dispõe para poupar? com que regularidade pretende se dedicar a esse hábito? qual meta pretende atingir ao final desse período?

Jogando com o time

Se o esporte praticado for em grupo, como futebol ou vôlei, é importante levar em consideração o cuidado com o bom relacionamento. Funciona como na vida financeira, se você está em família, por exemplo, deve pensar bem antes de decidir grandes mudanças financeiras e consultar seus parceiros. Uma boa conversa resolve qualquer impasse e facilita a tomada de decisões.

Então, se você é iniciante ou veterano na atividade física, comece a pensar em aplicar suas melhores competências na manutenção da saúde financeira. Afinal, agora já sabe que as qualidades de um bom atleta podem ser as mesmas de quem sabe cuidar bem do próprio dinheiro.

Fonte: Educação financeira para todos e Dinheirama

Projetos de vida para a maturidade

Você tem um projeto de vida? Essa é a pergunta que faz a antropóloga, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e escritora consagrada, Mirian Goldenberg, em sua pesquisa sobre a vida na velhice. A autora ouviu de pessoas acima dos 60 anos quais são os desejos e planos para viver essa fase. Parte desse trabalho aparece em seu livro "A Bela Velhice".

A descoberta é que não existe um jeito único. O comportamento de cada indivíduo varia de acordo com fatores como classe social, condições de saúde, carreira e família. Em comum, os entrevistados indicaram que a expectativa é que, nessa fase da vida, eles possam fazer o que desejam e não apenas o que é preciso para atender às exigências da família ou da sociedade.

Mirian Goldenberg cita alguns depoimentos que mostram os sonhos, os planos e a vitalidade dos que já cruzaram a fronteira dos 60 anos. "Estou fazendo um curso de filosofia, viajo, namoro, cuido da casa e aprendo muito sobre a vida com os meus netos. Com tantos projetos para realizar, com tanta coisa para aprender, não tenho tempo para ficar me lamentando da vida. Nunca fui tão feliz", disse um engenheiro de 69 anos.

Outro entrevistado comenta que, mesmo com a aposentadoria, preferiu trabalhar. "Prefiro mil vezes trabalhar a ficar em casa, enchendo a cara, engordando e vendo televisão". Outro participante, um professor, também escolheu o mesmo caminho: "Sempre quis ser professor. Já recebi convites para fazer outras coisas, mas escolhi fazer o que realmente dá significado à minha vida".

Em suma, o que a pesquisadora mostra é que a velhice também é espaço para a vida ativa e para a realização de sonhos. Nesse sentido, cada pessoa vai construir o seu projeto particular - e, construir um projeto, significa equalizar metas e recursos. Quem não sabe para onde vai não chega a lugar nenhum, por isso, sempre é tempo de planejar o futuro, mantendo a mente ativa e a alegria de viver.

Sobre o livro

O livro "A Bela Velhice" (Editora Record) , de autoria de Mirian Goldenberg questiona mitos do envelhecimento, e está disponível nas livrarias por um preço médio de R$ 25,00.

Mais de 70% dos consumidores não sabem o que é estar endividado

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo portal de Educação Financeira Meu Bolso Feliz, mostrou uma realidade que ajuda a entender melhor o comportamento do brasileiro em relação a questões financeiras. De acordo com o estudo, saber lidar com os próprios gastos se torna ainda mais difícil quando o indivíduo tem a concepção errada do que é estar ou não endividado.

Foram ouvidos 662 consumidores acima de 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais nas 27 capitais. Para mais da metade dos consumidores (52%), estar endividado significa ter contas atrasadas. Há também os que acreditam que é ter o nome registrado em entidades de proteção ao crédito (21%).

Segundo especialistas da área, uma pessoa considerada endividada é a que tem parcelas a vencer, de compras que foram divididas ou de empréstimos. Existe uma confusão com a inadimplência, que é quando as parcelas a pagar existem, mas não são acertadas. O fato de ter parcelas, mesmo quitando em dia, ainda configura uma dívida.

Durante 2014, 41% dos entrevistados admitem ter atrasado ao menos uma conta - este percentual aumenta para 50% entre os pertencentes às classes C, D e E. Entre aqueles que conseguiram quitar a dívida, 75% afirmam ter feito em até um mês, esse número passa para 82% no caso do cheque especial e 58% no caso de empréstimos.

O estudo constatou que o principal motivo para 32% dos consumidores ficarem nessa situação foi o descontrole nas compras e a perda da noção dos gastos. Outro fator importante é o crédito fácil disponível no mercado - 9% dos entrevistados relataram ser esse o motivo para terem mais despesas do que o orçamento permite.

Entre os entrevistados que ficaram negativados, mais da metade (54%) já conseguiu se acertar, e 53% já tinham estado com o nome sujo anteriormente. Segundo o educador financeiro do SPC, José Vignoli, passar pela experiência de ter o nome sujo, muitas vezes, pode transformar os hábitos de consumo e o modo como o consumidor lida com suas finanças.

A pesquisa mostra que 59% dos entrevistados, que já estiveram negativados, passaram a controlar todos os gastos e 29% alegam que agora pensam antes de comprar. Outros 28% dizem que evitam o uso de cartão de crédito e 26% afirmam comprar apenas se podem pagar à vista. Por outro lado, 12% sugerem que ter o nome incluído no SPC não impactou suas atitudes, ou até mesmo piorou o comportamento.

De modo geral, 32% dos consumidores ouvidos acreditam que a maior dificuldade na hora de fazer o controle dos ganhos e gastos é a disciplina exigida para registrar os valores. "No entanto, é justamente essa disciplina que permite ao consumidor saber quanto pode gastar e como evitar chegar ao nível crítico de ter o nome negativado", conclui Vignoli.

Fonte: Sites Meu bolso feliz, SPC Brasil e Monitor Digital.

DNA financeiro: como o passado influencia hoje em suas finanças

Lidar com as finanças pessoais exige um cuidado diário em relação aos gastos, além do olhar atento sobre o futuro: para realizar um sonho é preciso se organizar e poupar. O que poucos sabem é que nossos comportamentos financeiros podem estar ligados ao passado. Entender esse processo ajuda a ter uma vida mais saudável.

Especialistas em economia e psicologia acreditam que a maneira de se comportar hoje em relação ao dinheiro tem conexão com grandes acontecimentos passados, até mesmo com o modo de viver de outras gerações de uma mesma família.

Quando se investiga com mais profundidade as origens de um problema financeiro é comum encontrar as causas em questões como um casamento com alguém com padrão de vida muito diferente, a chegada inesperada de um filho, a compra de um imóvel acima do poder aquisitivo, a compra de um veículo sem considerar o custo da manutenção e assim por diante.

Segundo o educador e terapeuta financeiro Reinaldo Domingos em seu livro "Terapia Financeira", o que se percebe com frequência é que as pessoas são levadas por grandes acontecimentos e exemplos que tiveram no passado e, quando atingem uma situação financeira caótica, sequer compreendem direito como chegaram até ali. Para ele, é justamente essa conscientização que pode mudar histórias: quais razões emocionais levaram ao desenvolvimento de um comportamento de risco nas suas finanças?

Árvore genealógica

A dica do autor para um autoconhecimento é traçar a árvore genealógica da família: observar qual foi o destino de cada um dos seus antepassados em relação ao dinheiro, identificar se eles morreram endividados ou não, se tinham posses ou não, e se dependiam de terceiros e outras questões. Com essas informações, cada pessoa pode conhecer melhor suas tendências e possíveis origens de crenças em relação às finanças.

Reinaldo propõe pensar ainda sobre o comportamento em relação ao dinheiro desde criança, para descobrir se suas atitudes começaram na adolescência ou início da vida adulta. Assim é possível compreender qual modelo (endividado, equilibrado ou investidor) se tomou como exemplo, conscientemente ou não. Seja qual for o resultado dessa descoberta o importante é que o exercício ajude a perceber o papel do dinheiro para gerações anteriores e posteriores a você.

Fonte: Livro "Terapia Financeira", Reinaldo Domingos.

Como se comportam os brasileiros em relação à previdência

Muitos brasileiros falam que sonham com a aposentadoria. Mas será que estamos nos preparando bem para esse período da vida? Pesquisas mostram que, apesar de pensar no futuro, a maioria das pessoas tem dificuldade em poupar para o amanhã. Para entender as razões para tal comportamento, o Portal do Programa Parceiros do Futuro recorreu à Psicologia Econômica.

Dados de uma pesquisa da consultoria Accenture (2012) mostram que 90% dos entrevistados dizem se preocupar com sua situação financeira após a aposentadoria. Contudo, menos de 6% têm algum investimento para complementar sua renda no futuro. Os números entregam a falta de planejamento do brasileiro para o amanhã.

Para a economista e especialista em Psicologia Econômica, Adriana Rodopoulos, destaque da edição de dezembro/2014 da Revista Pé-de-Meia, muitos fatores levam a esse tipo de comportamento, mais voltado aos gastos do presente do que para o planejamento do amanhã. Confira a seguir algumas reflexões da especialista:

Comportamento de manada

Esse é o tradicional "Maria vai com as outras", no português claro. Adriana explica: temos uma tendência quase inconsciente de seguirmos com o bando e a justificativa para esse comportamento é que se a maioria está fazendo é porque deve ser bom e seguro. Ou seja, já que ninguém do meu meio está investindo, tudo bem também adiar essa tarefa para o futuro.

Teoria da inércia

Tendência muito forte de manter as coisas como estão, mesmo sabendo que aquilo deixou de ser o melhor para nós. O comodismo ou a preguiça faz com que deixemos tudo igual. Por exemplo, assinatura de serviços, como a TV a cabo. Não importa se o pacote tem 500 canais e assistimos só aos da TV aberta. Geralmente, não mudamos de plano, dá trabalho. Mudar exige esforço.

Contas mentais

"A maioria de nós é incapaz de manter uma contabilidade mental apurada", diz Adriana. Esta limitação faz com que muitos de nós acabemos por utilizar boa parte de nossa renda com parcelamentos, comprometendo a renda. Não se pode olhar só para o valor da parcela.

Escolhas intertemporais

Essa ideia tem a ver com um comportamento imediatista. "Grande parte das pessoas toma suas decisões de consumo segundo a dinâmica: recompensa agora, sacrifício depois. É aquela história do compre agora e comece a pagar daqui a X meses", diz Adriana.

De olho nessas dicas, avalie se você faz parte dessa maioria que gasta muito e poupa pouco. A sugestão é reservar uma parte do seu tempo para planejar suas finanças. Vai dar um pouquinho de trabalho, mas a recompensa vem no futuro. Pratique!

*Adriana Rodopoulos é economista com extensão em Psicologia Econômica pelo COGEAE-PUC, atuou na área de Educação como professora e coordenadora por mais de 15 anos e dedica-se ao estudo da Ciência Comportamental Aplicada desde 2007. Assina a coluna de Psicologia Econômica do site Dinheirama.com e é coordenadora e palestrante da Oficina de Escolhas.

Saiba mais sobre esse assunto na edição de dezembro/2014 da Revista Pé-de-Meia, clique aqui.