Saiu na Mídia

Nesse espaço você vai encontrar uma seleção de reportagens e notícias que saíram na mídia sobre questões relacionadas à educação financeira e previdenciária. Confira o que os veículos e canais especializados estão falando sobre economia e finanças pessoais.

Olhando o futuro - todo foco na Educação Previdenciária

O aumento da longevidade da população e os desafios da previdência pública ressaltam a importância, para organizações e indivíduos, de se planejar para o futuro. Esse cenário tem gerado demanda e oportunidades para a implementação de programas de educação financeira e previdenciária e de programas de preparação para a aposentadoria. O tema esteve no centro das discussões do evento Café da Manhã com Finanças e Previdência, realizado nesta quinta-feira (23) pela JSantos Consultores.

"Apenas 1% das pessoas aposentadas pelo INSS são independentes financeiramente", afirmou Jusivaldo Almeida dos Santos, sócio da JSantos Consultores, no painel de abertura, citando dados de uma pesquisa do IBGE realizada com 25 milhões de aposentados. "E, por independência financeira, eu me refiro a ter patrimônio e dinheiro suficientes para eles não precisarem mais trabalhar para obter renda", acrescentou.

Santos ressaltou a importância do planejamento financeiro e previdenciário para que as pessoas consigam manter um bom padrão de vida na maturidade e lidar com as transformações nas diferentes fases da vida. Neste planejamento, a previdência complementar é um elemento que deve estar presente desde o início. Na ocasião, o especialista apresentou o programa "Dinheiro e Futuro", desenvolvido pela consultoria, que tem foco no ciclo de vida dos indivíduos e se destina a fundos de pensão, empresas e pessoas.

Novo cálculo da aposentadoria - A preparação para aposentadoria oficial e as regras da desaposentação foram o tema da palestra de Murilo Aith, advogado da ABL Sociedade de Advogados. O especialista em previdência pública explicou os impactos da nova regra 85/95 nas aposentadorias concedidas pelo INSS. "A nova regra melhorou os valores recebidos. No entanto, há muitos aposentados trabalhando e que foram prejudicados por terem solicitado o benefício antes da nova regra entrar em vigor, o que representou uma perda de valores em suas aposentadorias".

Aith ressaltou que o julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre as regras da desaposentação tem efeito modulatório e poderá alcançar as pessoas que têm processos em andamento para obter o recálculo do benefício. No pedido judicial para desaposentação, o beneficiário pede a renúncia de sua aposentadoria atual e solicita no ato uma nova aposentadoria, com um cálculo que considere os anos adicionais trabalhados pelo indivíduo aposentado, nos quais ele continuou contribuindo para o INSS. Fazer o pedido judicial não suspende o benefício em nenhum momento, esclareceu o advogado.

Planejamento - O programa de preparação para a aposentadoria (PPA) foi o tema da palestra de Matilde Berna, gerente de desenvolvimento de liderança e engajamento da Lee Hecht Harrison. "O PPA ajuda a organização a criar um ambiente de confiança e transparência, no qual o diálogo sobre o desligamento do funcionário acontece de forma frequente e respeitosa".

A gerente destacou que o planejamento para a aposentadoria deve considerar não apenas o aspecto financeiro, mas a reconexão do indivíduo com um novo propósito de vida. Ao final do programa, a ideia é que o profissional consiga estruturar um novo plano de carreira e de vida e se aproprie dele, de forma voluntária e independente. O público-alvo para este tipo de iniciativa são executivos, administradores e funcionários operacionais, na faixa entre 55 e 60 anos, que estão a um ou três anos da aposentadoria.

Novo fundo de previdência - A criação de um fundo de previdência complementar associativo (ABEFIN Prev) pela Associação Brasileira de Educadores Financeiros foi destacada por Deonília Ribeiro, gerente executiva de projetos sociais e corporativos, ao realizar uma apresentação institucional sobre a associação.

Ela destacou também as leis de incentivo fiscal existentes, por meio das quais empresas e pessoas poderão investir em projetos sociais e de educação financeira da Abefin, utilizando mecanismos de redução e dedução fiscal.

Ao final do evento, o público teve a oportunidade de esclarecer dúvidas e fazer perguntas para os palestrantes, em um debate moderado pelo jornalista José Antonio Purcino. Foi também realizado o sorteio de livros, dentre os quais "Fundos de Pensão e ABRAPP - História de Lutas e Vitórias", de autoria de Devanir Silva, superintendente-geral da Associação.

Data: 24/06/2016

Fonte: Diário dos Fundos de Pensão

Busca por previdência privada cresce na crise

Quanto você quer ganhar depois de parar de trabalhar? Essa é uma preocupação que a maioria das pessoas tem apenas poucos anos antes de pedir o benefício. Mas, segundo economistas, é importante pensar na aposentadoria ainda na juventude, para garantir um rendimento além do valor mensal pago pela Previdência Social. O mesmo vale para quem quer fazer uma poupança, com rentabilidade acima dos ganhos da caderneta, para pôr em prática um projeto futuro, como o ensino superior dos filhos.

Especialistas ouvidos pelo EXTRA dizem que o investimento em previdência privada é atraente para quem quer fazer contribuições de longo prazo. Quanto antes a aplicação começar a ser feita, maior será o montante que servirá de base para calcular a renda vitalícia extra na aposentadoria ou o total de recursos acumulados para financiar um sonho.

O futuro, porém, depende de planejamento. E, diante da crise, a preocupação com o futuro aumenta. Prova disso é que, somente no primeiro trimestre deste ano, o setor cresceu 5,7% em relação ao mesmo período de 2015 e arrecadou R$ 21,5 bilhões, segundo a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). Os planos individuais foram os que mais receberam recursos nos primeiros três meses do ano. Na modalidade, foram investidos R$ 19,1 bilhões.

— Os números sobre previdência complementar mostram que os trabalhadores estão mais preocupados com o futuro. Com a tendência de a Previdência Social do país diminuir os valores dos benefícios (pagos pelo INSS), é imprescindível buscar esse tipo de investimento — disse Vagner de Oliveira, gerente de Previdência e Investimentos da Mapfre Seguros.

Marcelo Anache, economista da universidade Mackenzie, vê o crescimento do setor como reflexo da necessidade de se fazer uma poupança forçada.

— São os efeitos psicológicos da crise — disse.

Escolha o melhor plano

Segundo cálculos do especialista em previdência privada Vagner Lemos, o rendimento médio anual desse tipo de aplicação supera os 7,5%. Assim, uma pessoa que começa a investir aos 25 anos de idade uma quantia equivalente a R$ 300 mensais terá um valor bruto acumulado de R$ 434.325,25, aos 65 anos. Mas, no momento em que um plano é escolhido, é importante estar atento à forma de cobrança de imposto.

Hoje, os principais planos oferecidos no mercado são o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). Independentemente da escolha, existe duas formas de tributação possíveis.

O PGBL é recomendado para pessoas com renda mais alta, pois o total recolhido ao plano pode ser abatido no Imposto de Renda (desde que esse valor represente até 12% de sua renda bruta anual). Porém, quando o dinheiro é sacado, o IR incide sobre o total que estava acumulado no fundo. Se o montante chegou a R$ 500 mil, o imposto será cobrado sobre tudo.

— Já o investimento no VGBL não pode ser abatido no Imposto de Renda anual. Porém, quando o valor total é sacado, o IR é cobrado apenas sobre o quanto o dinheiro investido rendeu — explicou Leonardo Lourenço, superintendente de Marketing da Mongeral Aegon.

Se a quantia acumulada foi de R$ 500 mil, embutindo um rendimento de R$ 200 mil ao longo dos anos, o imposto incidirá apenas sobre esse acréscimo. Esse plano é indicado para quem têm renda menor e declara IR por meio do formulário simplificado ou nem declara.

Conheça os detalhes

Taxas

Os planos, na maioria das vezes, cobram duas taxas: de administração, que varia entre 1,5% e 3%, e de carregamento, uma espécie de desconto em cima de cada aporte (aplicação), e que pode chegar a 5%, dependendo da instituição. Especialistas orientam os interessados a buscarem planos com taxas menores. Existem modelos em que a taxa de carregamento é zero, quando o cliente faz depósitos maiores, de R$ 250, por exemplo.

Tributação

Na tributação progressiva, sobre o rendimento incide um percentual de até 27,5%. Este modelo é indicado para pessoas que querem fazer um plano de previdência de curto prazo. Já no sistema regressivo, a tributação é de 35% no início da aplicação, mas diminui 5% a cada dois anos. Por isso, pessoas que querem fazer um plano de previdência por mais de dez anos devem optar por esta modalidade, pois, em uma década, a tributação passará a ser de 10%, bem menor do que os 27,5% cobrados se estivesse no regime progressivo.

Rendimento

Para fazer o dinheiro render, os bancos atrelam os planos de previdência a fundos, que podem ser tanto de renda fixa quanto de renda variável (como ações na Bolsa de Valores). Se é conservador, opte pelo primeiro caso.

Data: 05/06/2016

Fonte: Site Extra

Centro de Estudos propõe aposentadoria gradual como opção à idade mínima

Em meio ao debate sobre a reforma da Previdência, os professores do Centro de Estudos de Seguridade (CES), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), elaboraram uma proposta em oposição à estratégia "fiscalista" da equipe econômica do governo Michel Temer de fixar uma idade mínima para a aposentadoria.

Os professores da Unifesp, em conjunto com especialistas das universidades de Harvard, da Universidad de Chile, da University of Victoria e da University of Toronto (ambas do Canadá), propõem a introdução de uma aposentadoria "fásica" ou gradual, isto é, em estágios.

"Na reforma da previdência no Brasil, ou vemos argumentos puramente ‘sociais‘ - muitos são visivelmente populistas e demagógicas -, sem qualquer preocupação com questões atuariais ou tributárias, ou vemos a posição do atual governo, puramente fiscalista", diz Abraham Weintraub, professor da Unifesp e diretor-executivo do CES. "Estabelecer idade mínima já se mostrou paliativo inócuo em diversos países."

Pela aposentadoria "fásica", os participantes têm a opção de começar a receber os benefícios aos 55 anos de idade, embora limitados ao valor de 20% do salário mínimo, com uma contribuição mínima de 20 anos. Aos 60 anos de idade (e também com um mínimo de 20 anos de contribuição), receberiam 50% do salário mínimo, porcentual que subiria para 75% aos 65 anos (e mínimo de 25 anos de contribuição) e 100% a partir dos 70 anos de idade (e mínimo de 30 anos de contribuição).

Pela proposta, o trabalhador não precisa obrigatoriamente mais recolher sua parcela de contribuição (desde que já acumulem 20 anos), enquanto as empresas seguiriam depositando suas contribuições normalmente. Todavia, pode-se continuar trabalhando e contribuindo, independentemente de receber o benefício. Isso porque todos os participantes têm uma conta individual, capitalizada pelas contribuições e seus juros.

Com 70 anos de idade e um mínimo de 40 anos de contribuição, o participante que tiver acumulado em sua conta um valor superior a 150 salários mínimos poderá receber uma quantia proporcional acima do salário mínimo.

"Essa alternativa evita a obliteração política da idade mínima, resolve a parte fiscal e tem aceitação popular dada a manutenção da proteção social dos mais pobres", argumenta Weintraub.

Qual seria, em termos de custos, a diferença entre as duas propostas ("fiscalista" e "fásica") para a dinâmica dos desembolsos com a Previdência? Para Weintraub, pode-se obter um resultado tão expressivo quanto a mais agressiva reforma "fiscalista", porém, minimizando o ônus aos extratos mais vulneráveis da sociedade.

"Atualmente, o Brasil já está gastando algo como 9% do PIB em benefícios com o Regime Geral da Previdência Social (RGPS). Caso nada seja feito, chegaremos a impraticáveis 20% do PIB em 2050", diz ele. "Nossa proposta permite estabilizar o total gasto com o Regime Geral, mantendo o valor abaixo dos 10% do PIB até 2050, com uma transição rápida e bem menos traumática."

Nos cálculos da proposta de reforma previdenciária dos professores da Unifesp, se todos os participantes já estivessem nesse sistema de aposentadoria "fásica", as despesas somariam R$ 245 bilhões em 2016, crescendo para R$ 667 bilhões em 2050, levando-se em conta o valor de R$ 880 do salário mínimo vigente em 2015.

Se, hipoteticamente, a proposta da aposentadoria "fásica" fosse adotada, a transição seria a seguinte: os atuais beneficiários continuariam recebendo benefícios normalmente. Até 2020, quem tiver condições de se aposentar, pode optar por qual sistema a seguir. A partir de 2020, esse novo regime seria obrigatório. Os trabalhadores que já estivessem contribuindo para o atual RGPS teriam suas contas individuais capitalizadas pelas contribuições já realizadas.

Enfrentaria essa proposta de aposentadoria "fásica" maior ou menor oposição política para ser aprovada do que a atual estratégia "fiscalista" do governo Temer? "Acreditamos que a robustez técnica (os números fecham) e o baixo custo social para os mais pobres tornam nossa proposta totalmente viável", diz Weintraub.

Ele e o professor Arthur Bragança, também da Unifesp, apresentaram neste mês de maio a proposta da aposentadoria "fásica" para representantes do Banco Mundial. Segundo Weintraub, a proposta foi bem recebida.

Data: 01/06/2016

Fonte: DCI

A nova terceira idade - Novos hábitos se somam ao avanço da medicina é tema de matéria da Veja

Esqueça o conceito de terceira idade. Boa parte dos 19 milhões de brasileiros que já cruzaram a fronteira dos 60 anos não vai aos bailinhos nem jogam cartas com outros aposentados. Os sessentões brasileiros deste começo de século 21 estão dando início a uma quadra da vida que eles mesmos definem "leve e boa", segundo mostra estudo da UFRJ, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro - Faperj.

O estudo põe em números o que se observa por toda a parte. Ter 60 anos ou mais apresenta pouco impacto sobre a atividade intelectual, o desempenho físico, sexual e emocional das pessoas sadias, comparando com as gerações passadas.

Muito disso se deve à evolução do estilo de vida, aos remédios e cuidados médicos preventivos, aos diagnósticos precoces e tratamentos efetivos para as doenças graves associadas à velhice.

O estudo se debruça sobre mudanças radicais de hábitos e comportamentos, espelhando transformações da própria sociedade.

Em 2050 o número de brasileiros com mais de 60 anos será maior do que aqueles com até 14 anos e representará cerca de 30% de toda a população, proporção semelhante a do Japão e Itália hoje.

Data: 25/04/2016

Fonte: Veja

InfoMoney aponta os maiores erros ao requerer (ou não) a aposentadoria pelo INSS

Ainda que pareça um futuro distante, a preocupação com a aposentadoria deve começar desde cedo para se ter garantia de um futuro confortável. Mesmo quando contribuem corretamente, muitos contribuintes têm dúvidas e cometem erros no momento de requerer o benefício. Confira alguns dos principais deles:

Desatenção com a documentação

De acordo com o advogado de Direito Previdenciário Thiago Luchin, a desatenção com os documentos é um dos erros mais comuns de pessoas que pedem a aposentadoria pelo INSS. Normalmente, o necessário é levar carteiras de trabalho, carnês, laudos de insalubridade como o PPP e eventuais outros documentos que comprovem tempo de serviço.

Dar entrada no momento errado

"Infelizmente, tem sido muito comum verificar pessoas que deram entrada em sua aposentadoria e acabaram pegando um valor menor porque não sabiam que se esperassem determinado tempo afastariam os redutores na aposentadoria", explica o advogado. Para evitar este risco, ele afirma ser fundamental conversar com um especialista antes da requisição.

Confiar no sistema

Nem sempre é possível confiar na primeira informação que se recebe. "Com falta de pessoal, equipamento, treinamento e o stress que os servidores passam constantemente durante todo o período de trabalho, infelizmente tem sido muito comum ir até uma agência do INSS, ter uma informação e, logo em seguida ir em outra e ter uma informação completamente diferente", alerta Luchin. Antes de estar vinculado ao INSS, é necessário buscar informações sobre seu caso em específico em todas as fontes possíveis.

Aumentar a contribuição no final

Há alguns anos, as pessoas que quisessem receber mais na aposentadoria usavam de um artifício: passar a usar uma quantia maior nos últimos anos de contribuição. Agora, o cálculo da aposentadoria mudou, garantindo que isso não seja mais possível. Ele corresponde à média de 80% dos melhores salários recebidos entre julho de 1994 até a data do requerimento, explicou Thiago, salvo quando atingir os requisitos da fórmula 85/95, "ou seja, mulher atingir pelo menos 30 anos de contribuição e 55 anos de idade e o homem (/homem) 35 anos de contribuição e 60 anos de idade".

Desatenção no Imposto de Renda

A Receita Federal não deixa passar: na hora do requerimento do INSS, quaisquer problemas que o contribuinte tenha tido ao longo da vida na declaração do IR poderá vir em forma de multas ou outros problemas. Por isso, tenha atenção no preenchimento

Confiar apenas em outros investimentos

Para o especialista, dada a situação econômica do país, não pagar o INSS é um erro, mesmo que haja outros investimentos planejados para a aposentadoria. Felizmente, a Previdência Social já com seus mais de 90 anos é um investimento considerável seguro e ao meu ver, com uma rentabilidade acima da média", explica ele. "O valor que o segurado paga durante a sua vida laboral por exemplo é recuperado em alguns anos, quando passa a receber um benefício. Sem mencionar que ele pode se tornar uma pensão e perdurar por vários outros anos", completa.

Ser conservador

Embora não recomende confiar apenas em outros investimentos, Thiago acredita que ser conservador a respeito da aposentadoria também é um equívoco. "Quando se planeja com antecedência e diversifica, as chances de ter uma aposentadoria sadia, sem preocupações, se torna mais certa", explica o advogado.

"Com mais de 6 mil atendimentos no escritório pude perceber que, a maioria das pessoas que tem uma aposentadoria sadia, independente da classe social, são aquelas que diversificaram e planejaram a aposentadoria. Sempre garantindo o pagamento para a Previdência em primeiro lugar, uma previdência complementar, renda de aluguéis e outros investimentos", garante.

Data: 18/04/2016

Fonte: InfoMoney

Metade das brasileiras chega ao fim do mês sem sobra de dinheiro, aponta matéria do Estadão

Praticamente metade das mulheres brasileiras consegue pagar todas as contas do mês e ainda sobra um pouco de dinheiro para guardar, mas o restante fica no zero a zero ou, pior ainda, no vermelho. Segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 50,4% das brasileiras estão nessa segunda situação.

Entre as mulheres que não conseguem pagar as contas mensais, a principal justificativa é o comprometimento com os gastos considerados básicos, como as contas de luz, água, aluguel e a compra de mantimentos como arroz e feijão.

As empresas fazem um alerta porque em tempos de crise o risco de desemprego é maior, o que pode levar mais mulheres à situação de inadimplência. Além disso, a pesquisa lembra que é preciso pensar no futuro, no momento da aposentadoria.

O estudo indica que 19,6% não se preparam por não saber por onde começar e cerca de 12,1% gostariam de preparar-se, mas dizem não ter sobra de dinheiro para guardar. Outros 19% afirmam se preparar dependendo do INSS, enquanto 13% pretendem recorrer à poupança e outros investimentos. Apenas 4,7% preparam-se por meio de previdência privada.

O maior desejo do grupo caso ganhasse um dinheiro extra, correspondente a 12 meses de salário, seria guardar o valor para emergências (34,7%). Também foram citados a reforma da casa, o pagamento de dívidas e o desejo de fazer uma viagem.

A pesquisa ouviu 810 mulheres com idade igual ou superior a 18 anos, de todas as classes sociais em todas as regiões brasileiras. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

Data: 05/04/2016

Fonte: O Estado de S.Paulo

Diário do Fundo de Pensão destaca a Semana Nacional de Educação Financeira

Apoiadoras desde o início, já na primeira edição, 3 anos atrás, da Semana Nacional de Educação Financeira, a Abrapp e suas associadas vão reforçar ainda mais em 2016 o seu apoio a uma iniciativa que reconhecem como fundamental. É que este ano a programação trará a divulgação de um estudo capaz de orientar ainda melhor os esforços das entidades no intuito de ajudar a educar os seus participantes, a partir de um levantamento feito no exterior e no Brasil quanto ao que existe de melhores práticas educativas e como podem ser aplicadas à realidade brasileira.

O seminário destinado à divulgação e discussão do estudo, explica Paulo César dos Santos, diretor da Secretaria de Políticas de Previdência Complementar (SPPC), está agendado para 18 de maio, em São Paulo, o que significa que irá acontecer no meio da Semana Nacional de Educação Financeira, vindo muito provavelmente a aparecer como um dos pontos altos da programação. O evento será promovido pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social, com o ativo apoio da Abrapp.

"Estamos juntando o que há de melhor no Mundo e no Brasil em termos de educação financeira, comparando e vendo como se pode avançar mais a partir desse ponto", resume Paulo César.

Objetivo explica a parceria - A parceria se explica principalmente, nota Paulo César, pelo que se busca com isso: aumentar a cobertura do sistema de fundos de pensão, colocando mais trabalhadores sob o guarda-chuva da previdência complementar fechada e fidelizar esse público, conservando-o dentro dos planos.

A fidelização é algo ainda mais importante de ser conquistado em momentos como o atual, quando mecanismos como a inscrição automática começa a valer para os servidores da União, ao mesmo tempo em que a sua adoção é defendida de forma mais ampla. O funcionário, é verdade, é inscrito automaticamente, mas como pode pedir para sair, será cada vez mais fundamental que seja educado para que permaneça no plano. Sendo a permanência por um longo período um diferencial da previdência complementar fechada, dentro do conceito da longa duration, que nos distingue dos produtos financeiros oferecidos no mercado.

Desdobramentos - Paulo César acredita até que o estudo e o evento para a sua divulgação serão apenas um primeiro passo, podendo se esperar desdobramentos. Sem entrar em detalhes, ele acredita que o Ministério e a Abrapp unirão cada vez mais os seus esforços na direção de uma contribuição mais ativa para que as entidades tenham sucesso em suas iniciativas.

O estudo, que contou com recursos da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), teve início em outubro de 2015 e foi produzido por dois especialistas, Luiz Calado e Bernardo Fonseca, este segundo baseado na Escócia, a partir de onde analisou as experiências do Reino Unido, Holanda e Suécia em matéria de educação financeira.

"Na Holanda, chamou a atenção o apoio da família Real à previdência complementar, através de várias manifestações. Na Suécia, vimos universidades trabalhando junto de profissionais de RH na mesma direção", observa Paulo César.

Data: 01/04/2016

Fonte: Diário dos Fundos de Pensão

Exame lista 5 coisas espertas para fazer com o dinheiro aos 30 anos

Depois de uma década experimentando, fracassando e aprendendo com os erros você provavelmente deve se encontrar em uma posição financeira mais sólida aos 30 anos. Em caso afirmativo, você pode estar se perguntando o que fazer com o dinheiro que sobra no final do mês agora que você não gasta mais todo o seu salário ou vive no cheque especial.

Você também pode estar assombrado pela dúvida do que fazer para encarar despesas maiores agora que você atingiu os 30 anos e talvez pense na possibilidade de casar, ter filhos ou investir em outra formação. Para auxiliá-lo nessa decisão, listamos abaixo cinco maneiras de aplicar o dinheiro com o objetivo de ter um futuro mais próspero.

1) Aumente as contribuições feitas ao seu plano de previdência

Aos 30 anos você tem um ativo valioso que deve ser muito bem aproveitado: o tempo. Quanto mais dinheiro você economizar a partir de agora, mais você terá no futuro, ao se aposentar.

Você já deveria estar contribuindo para o plano de previdência oferecido pela sua empresa, principalmente se o empregador também realiza contribuições em seu nome. Em alguns planos, a empresa pode até mesmo contribuir com uma quantia igual à sua. Ou seja, a cada 1 real que você investe na aplicação financeira, a empresa também investe 1 real, o que dobra facilmente o seu patrimônio e torna o plano muito vantajoso. Recusar contribuições a um plano com estas condições, portanto, desafia a lógica.

Se já estiver realizando contribuições a um plano de previdência, seja o oferecido pela empresa ou contratado de forma particular (neste caso, veja se não vale mais a pena trocá-lo por outro investimento mais rentável, dependendo das taxas cobradas), talvez seja o momento de aumentar os valores mensais aplicados no fundo, principalmente se você recebeu um aumento de salário recentemente.

É recomendável aumentar os valores da aplicação a cada ano, mesmo que a renda não tenha aumentado ao longo desse tempo e o valor adicional pareça simbólico. Na verdade, qualquer 0,5% a mais fará uma grande diferença nos rendimentos obtidos no longo prazo.

2) Adquira o seguro que você precisa

Seguros em geral - seja o da casa, do carro ou de vida - costumam ser geralmente deixados de lado, ou ao menos figurarem no final de uma lista de prioridades financeiras. Mas é importante pesquisar e verificar os benefícios que podem oferecer e, principalmente, os prejuízos que podem evitar.

Aos 30 anos, o orçamento tende a ficar mais apertado por conta do maior acúmulo de despesas fixas, que podem ser filhos, uma nova formação, negócio próprio ou o financiamento da casa. Portanto, fica mais arriscado ter de arcar com gastos imprevistos, como os gerados por um carro roubado, por exemplo.

Um produto financeiro que geralmente não é levado em conta na hora de montar um portfólio de proteção contra imprevistos é um seguro contra invalidez. Contudo, o prejuízo financeiro de não ter essa proteção pode ser enorme, o que deveria colocar esse produto financeiro no topo da lista de contratações.

Além de contratar um seguro específico que inclua a cobertura por invalidez, outra forma de se prevenir o problema é, mesmo que você contribua para um plano de previdência privada, continuar a contribuir ao INSS.

Apesar das incertezas sobre qual será o valor do benefício no futuro, por conta do déficit registrado no sistema previdenciário do país, o INSS tem benefícios importantes que compensam as contribuições: um deles é a pensão por invalidez, aponta Fernando Meibak, sócio da consultoria financeira Moneyplan. O benefício é pago aos contribuintes enquanto persistir a incapacidade.

3) Economize para a compra da casa

Se você pretende comprar uma casa, o ideal é que você já tenha economizado ao menos 20% do valor para dar como entrada do financiamento.

Atualmente, a maioria dos bancos financiam até 80% do valor do imóvel, mas ainda é necessário fazer com que a dívida caiba no bolso, já que o valor das prestações deve corresponder a no máximo 30% da renda bruta ou líquida da família, dependendo do banco no qual o imóvel será financiado (veja qual a renda necessária para financiar um imóvel em 20 cidades).

Ou seja, quanto mais for possível economizar e aumentar o valor dado como entrada, maiores as chances de ter o crédito aprovado, diminuir o tempo da dívida e pagar menos juros. Hoje, os juros cobrados pelos bancos giram em torno de 11,20% ao ano, em média.

Portanto, se você está com 30 anos e ainda não atingiu este objetivo financeiro, faça uma reserva financeira para esta finalidade. Quanto mais dinheiro você tiver na mão para a aquisição da casa própria, maiores são as chances de obter bons descontos na negociação, especialmente em um momento de desaquecimento do mercado imobiliário, como o atual.

4) Faça uma reserva financeira para a chegada das crianças

Ter filhos tem um custo alto. Há quem diga que os gastos para criar uma criança até que ela se torne um jovem adulto podem atingir a cifra de 2 milhões de reais, dependendo do nível de renda dos pais e suas prioridades. Ou seja, se você planeja ter filhos, é melhor se prevenir e começar a poupar o quanto antes para este objetivo.

A melhor maneira de fazer isso é criar uma reserva financeira. Isso não significa deixar o dinheiro parado na poupança, cujo rendimento vem sendo negativo se comparado à inflação. Prefira aplicar o dinheiro em investimentos mais rentáveis, porém seguros, pensando no médio e longo prazo, desde o momento em que a criança nascer até atingir a idade adulta (conheça quatro investimentos simples e seguros que batem a poupança).

5) Defina objetivos financeiros

Sem metas bem definidas de onde aplicar o dinheiro, é mais fácil cair na tentação de realizar gastos desnecessários. Aos 30 anos, em um momento no qual as despesas tendem a ficar maiores, seja com o carro, a casa ou crianças, esse comportamento se torna mais arriscado e pode ser um passo para o superendividamento.

Definidos os objetivos, como realizar um curso no exterior ou comprar uma casa, fica mais fácil saber de quanto dinheiro você irá precisar para atingi-los. Planilhas eletrônicas e aplicativos podem ajudar na tarefa de controlar o orçamento.

Fonte: Exame

Data: 18.02.2016

Hoje em Dia: consultor financeiro dá dicas para fugir das dívidas em 2016

Ficar livre das dívidas parece ser cada vez mais difícil para os brasileiros. Além das ‘tentações‘ expostas nas vitrines, a facilidade de parcelamento no cartão de crédito tem feito muita gente se afundar no endividamento.

Mas segundo o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros, Reinaldo Domingos, com comprometimento e disciplina é possível controlar os gastos e organizar a situação financeira da família.

Veja abaixo as dicas do especialista

- Reverta a situação: Se gastou mais do que ganha, veja o que pode ser postergado o pagamento sem juros, negocie. Caso não seja possível, busque linhas de créditos que ofereçam juros mais baixo, evitando limites de cheque especial ou cartão de crédito que possuem juros abusivos;

- Planejamento: liste os ganhos mensais e as despesas fixas e variáveis. Identifique os excessos, que geralmente representam 30% das despesas das famílias brasileiras. Evite a todo custo entrar no limite do cheque especial e pagar a parcela mínima do cartão de crédito;

- Pesquisar preço e comprar à vista: quem pesquisa o melhor preço paga menos e aumenta a chance de comprar à vista e obter desconto.

- Pedir desconto: se um produto custa R$ 1 mil e pode ser parcelado em 10 vezes de R$ 100, certamente à vista custará de 10% a 20% menos;

- Reter 10% dos rendimentos: o ideal é guardar 10% do que ganha. Com o tempo, pode-se partir para um plano de previdência privada para complementar o INSS;

- Família unida: reúna a família para definir os desejos de curto (até um ano), médio (até cinco anos) e longo (mais de 10 anos) prazos e incorpore o valor mensal necessário para a realização dos mesmos no orçamento mensal do próximo ano. Subtraia o valor desses sonhos da receita. O saldo restante é o orçamento para as demais despesas mensais.

Fonte: Hoje em Dia

Data: 10.02.2016

Em matéria do Valor Econômico saiba como mudança demográfica desafia o mercado

A demografia vai traçar cada vez mais o futuro ­ do planeta, dos negócios, da tecnologia e do lazer. Não só porque a população mundial ganhará mais um bilhão de pessoas até 2025, mas porque as pessoas vivem mais, têm menos filhos e se unem em novos arranjos familiares. A população da África deve dobrar até 2050, mas a da Europa vai encolher. No Brasil começará a cair em 2043, depois de chegar a 228,35 milhões em 2042, de acordo com as projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O segmento da população com crescimento mais rápido será aquele com idade acima de 65 anos. A participação dos profissionais com mais de 60 anos, que levou um século para passar de 7% para 14% no mercado de trabalho da França, deve dobrar no Brasil, na China e na Índia em menos de trinta anos.

O envelhecimento vai exigir mudanças nos sistemas de saúde e previdência. O novo perfil demográfico prevê menos mão de obra jovem, maior participação da mulher no mercado de trabalho e assimilação da força produtiva dos idosos. Os velhos já estimulam a demanda por lazer e serviços. Clínicas, residências e hotéis temporários serão novas oportunidades de negócios para empreendedores que focarem no segmento. A tecnologia assistida começa a ganhar fôlego com inventos, como a casa inteligente criada por japoneses, que soa um alarme caso a pessoa caia, ou o robô que troca fraldas e dá comida na boca. A incorporação do idoso ao setor produtivo será uma exigência para o crescimento econômico dos países. A área de cuidados especiais abrirá uma fronteira profissional.

"A velhice ficou velha, mas não morreu", diz Ana Amélia Camarano, técnica de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. "É necessário ampliar a discussão sobre a questão demográfica e seus impactos sobre o mercado de trabalho e o crescimento econômico do Brasil", afirma Ana Maria Bonomi Barufi, economista sênior do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco (Depec/Bradesco).

As necessidades geracionais já identificam as tendências de consumo, migração e comportamento. Os baby boomers, que nasceram entre 1946 e 1964, são cerca de 80 milhões e representam quase metade da força de trabalho dos Estados Unidos. A Geração X, os nascidos entre 1965 e 1979, engloba um contingente de mais de 50 milhões de americanos entre os 35 e os 50 anos. A Geração Y, nascida depois de 1980, chega aos 40 anos dependente dos aparatos eletrônicos. A tendência é que os baby boomers não se aposentem cedo, o que significa maior demanda por empregos e exigências de consumo. Para os idosos mais tecnológicos, já foram desenvolvidos celulares com teclas maiores e aplicativos com lembretes da hora do remédio e acesso à emergência.

As mudanças demográficas também impõem dilemas que precisam ser enfrentados pela sociedade. Hoje, 48% da renda das famílias vêm das mulheres, que já não podem mais voltar para casa para cuidar das crianças e dos pais ou sogros sem comprometer o orçamento. Projeções estimam que o número de brasileiros sendo cuidados por não familiares irá duplicar até 2020. Os especialistas destacam ainda que, em um cenário com novos arranjos familiares, o aumento da expectativa de vida e os avanços da medicina nos países desenvolvidos ou em desenvolvimento se tornam desafiadores. A sobrevida de um doente de Alzheimer chega a treze anos e ele precisa de cuidados exclusivos. A família não dá conta.

No Brasil, a mudança demográfica vai exigir uma reviravolta. Depois de meados de 2020, a taxa de crescimento do grupo etário de 15­59 anos irá se tornar negativa. 2042 será um marco, porque representará o declínio da participação do contingente de 15 a 64 anos na população em idade ativa. Já os brasileiros de 65 anos ou mais, que agora somam 16,1 milhões de pessoas e representam 10% da PIA, de acordo com estimativa do IBGE, serão 42,2 milhões em 2042, com participação de 21,8% na força de trabalho. Em 2050, 60% dos brasileiros em idade ativa vão ter mais de 45 anos, indica a publicação "Brasil em Desenvolvimento 2015 ­ Estado, Planejamento e Políticas Públicas", do Ipea.

A receita de especialistas em demografia aponta para a necessidade de um aumento da população economicamente ativa (PEA) em relação à população em idade ativa (PIA). A Alemanha conseguiu aumentar a taxa de participação no mercado de trabalho de quem tem de 55 a 64 anos em quase 20 pontos percentuais, de 2005 a 2013, com a alteração da idade mínima de aposentadoria e a redução do prazo de concessão de benefícios para pessoas mais velhas para que continuassem ativas. Chile, Turquia, Polônia e Rússia também tiveram variação positiva da PEA em relação à PIA. Na direção oposta, com a PIA crescendo mais do que a PEA, estão EUA, China, Portugal e Japão. No Brasil, a PEA apresentou uma expansão ligeiramente inferior à da PIA.

O país ainda tem um longo caminho no incentivo à participação das mulheres e dos idosos no mercado de trabalho. As medidas passam pelo desestímulo à aposentadoria precoce, ampliação da idade mínima da aposentadoria por contribuição, criação de postos de trabalho mais flexíveis, programas de treinamento e requalificação profissional e o estímulo às empresas que contratarem pessoas mais velhas. Por enquanto, a única medida desse pacote em discussão é a terceira reforma previdenciária em quinze anos ­ as de 1999 e 2003 evitaram que a expansão dos custos com aposentadorias passasse de 10% do PIB, em 2005, para 37%, em 2050, apenas com o aumento no número de aposentados.

"Questões de longo prazo não estão na agenda dos governos e das empresas. O Brasil está envolvido em questão mais complexa: crise de curto prazo e sustentabilidade da previdência", diz Ana Maria Bonomi Barufi, do Depec/Bradesco. "Não basta canetada para incorporar o idoso ao mercado de trabalho. Há muito preconceito", afirma Ana Amélia, do Ipea.

Fonte: Valor Econômico

Data: 18.02.2016

Jornal A Cidade: Previdência privada pode ser um bom complemento de renda

De acordo com a última pesquisa realizada pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), em abril de 2015, houve um aumento no número de pessoas que utilizam a chamada Previdência Privada no Brasil. Atualmente, existem 13,6 milhões de planos desse tipo ativos em todo território nacional. O crescimento girou em torno de 47,4% em relação ao mesmo período de 2014.

Para o vice-presidente do "Clube do Mercado Financeiro", da Faculdade de Economia e Administração da USP Ribeirão Preto, Renan Pascoal Rossetti, utilizar esse serviço pode trazer muitas vantagens a uma pessoa. "Isso pode ser importante para garantir uma renda, quando nossa capacidade de trabalho não for suficiente para garantir o suprimento das nossas necessidades", afirma.

Foi exatamente pensando nisso que o engenheiro mecânico Alexandre Michelin, 47, fez a opção por pagar a Previdência Privada há quase uma década. "A velhice é uma época em que problemas de várias ordens começam a ocorrer e a PP é uma garantia que tenho para cuidar de questões ligadas principalmente à saúde", diz.

Além disso, Michelin vê outra utilidade ao fazer essa opção. "A maior vantagem é na declaração do imposto de renda devido ao benefício fiscal, que retarda ou adia o pagamento do imposto para o momento do resgate da aplicação. Isto é, enquanto estou na fase de acumulação de renda, não pago nada", comenta.

Alternativa ainda exige cuidados

Embora os números relacionados com a previdência provada estejam em crescimento, os planos ainda podem ser desconhecidos de algumas parcelas da população, principalmente aquelas com poder aquisitivo não tão alto.

Para pessoas pouco familiarizadas com esse tipo de aplicação, o vice-presidente do "Clube do Mercado Financeiro", ligado à Faculdade de Economia e Administração da USP Ribeirão Preto, Renan Pascoal Rossetti, alerta para a necessidade de atentar-se para algumas questões relacionadas a ela.

"Uma desvantagem óbvia é deixar de consumir hoje pensando no futuro, outra, é o fato da previdência ser um investimento de baixa liquidez, ou seja, o investidor não consegue sacar seu dinheiro com a mesma facilidade", fala.

Fonte: Jornal A Cidade

Data: 01.02.2016

Valor Econômico fala sobre soluções para preocupações financeiras dos millennials, a nova geração

Seja atento com seus gastos e despreocupado com sua poupança. Esse é um conselho financeiro fundamental de Karen Carr para os millennials, também chamados de geração Y (os nascidos entre 1980 e 1997). Karen é uma planejadora financeira credenciada, de 27 anos, da Society of Grownups, uma empresa de educação em finanças pessoais e planejamento sediada em Brookline, no Estado de Massachusetts, nos Estados Unidos.

Tudo bem, mas como é que se consegue fazer isso? Karen e outros especialistas em gestão de recursos da geração do milênio, compartilham abaixo suas sugestões sobre como os poupadores em início de carreira podem começar 2016 com uma base financeira mais sólida.

Examine seus valores

Em primeiro lugar pense se as coisas que você faz e compra no dia a dia refletem seus valores. "Se refletirem, isso aumentará seu grau de satisfação geral, e você pode descobrir, facilitará o ato de poupar", disse Karen.

Você pode querer escolher uma categoria de gastos especialmente significativa para si próprio e elegê­la como sua prioridade máxima. Talvez viajar e vivenciar outras culturas se torne seu "gasto­âncora", diz Farnoosh Torabi, autora do livro de finanças pessoais e responsável pelo podcast "So Money".

Para economizar para isso, você terá de reduzir outras despesas. Ainda assim, as concessões parecerão mais fáceis uma vez que você tiver identificado uma meta. Continue a apreciar demoradamente as fotos do lindo (preencha aqui o nome do país dos seus sonhos) pregadas na porta de sua geladeira e na sua mesa e guardadas no seu smartphone, recomenda ela.

Não se deixe derrotar por um estouro de orçamento

Um orçamento não tem de ser uma verdade absoluta que você conquista ou é vencido por ela todo mês. Pense num orçamento como uma diretriz, não como uma camisa de força, diz Karen. Se você gastar demais em uma classe de produtos, reduza em outra. Dos muitos novos aplicativos para dispositivos móveis de formulação de orçamentos, o preferido de Karen é o Level Money. A planejadora gosta de seu enfoque de alto nível para efetuar orçamentos, além de sua simplicidade: ele distribui o dinheiro entre as categorias contas, poupança e as outras coisas.

Fixe o preço do seu tempo

Os jovens tendem a desvalorizar seu tempo, pondera Paula Pant, uma empreendedora de 32 anos do setor imobiliário e responsável pelo blog "Afford Anything" (Permita­se Qualquer Coisa, em uma tradução livre). "Boa parte das orientações de frugalidade mais comuns vem daquela atitude mental de economizar centavos à custa do seu tempo", diz Paula.

Para calcular, por alto, quanto vale o seu tempo, corte três zeros de seu salário anual e divida o resultado por dois, sugere Paula. Isso equivale a 40 horas por semana por 50 semanas, portanto a 2 mil horas por ano. Se você ganha US$ 60 mil ao ano, seu tempo vale US$ 30 a hora. Se um projeto do tipo faça­você­mesmo levar menos que uma hora e economizar mais que US$ 30, talvez valha a pena executá­lo.

O principal, no entanto, é mudar de cabeça. Pense no que você poderia fazer com esse tempo, uma coisa que tenha um impacto mais profundo sobre o seu futuro, recomenda Paula. A pergunta a ser feita é: "Se eu ficar perdendo tempo em coisas sem importância em vez de ir atrás daquela promoção, qual será o potencial profissional futuro que estarei sacrificando?"

Automatize a poupança

Deduções em holerite para planos de previdência privada com custos compartilhados entre funcionário e patrão e outros descontos automáticos podem pôr a economia também no piloto automático. O que você não vê em sua conta corrente pode não lhe fazer falta.

Experimente um aplicativo de poupança como o Digit, sugere Farnoosh. Seu algoritmo monitora seus gastos e sua renda a fim de mostrar quando você tem dinheiro excedente na conta. Quando o aplicativo concluir que você tem, ele transfere para a poupança as quantias que considerar que não lhe farão falta.

Teste seu potencial para economizar

Muitas pessoas acham que sua renda acompanha, mágica e exatamente, seus gastos, disse Paula. Ela propõe um desafio: economizar 1% a mais no mês que vem, independentemente do que você esteja poupando agora.

Acrescente depois mais 1% mensal durante um ano, ou a cada período de alguns meses. "O benefício não é ter poupado US$ 50 mensais a mais", disse ela. "É ter superado aquela barreira mental de achar que não conseguirá economizar mais do que já economiza."

Fonte: Valor Econômico

Data: 14.01.2016

Diário do Grande ABC informa que na região, 71% dos aposentados ainda trabalham

Já faz algum tempo que a palavra aposentadoria era sinônimo de descanso. De alguns anos para cá, o número de pessoas que ‘penduraram as chuteiras’ e voltaram ao mercado de trabalho só aumenta. Na região, 71% dos aposentados continuam em atividade, de acordo com estimativas da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Grande ABC. Isso significa que, dos 301.914 aposentados das sete cidades, segundo dados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) até o fim do ano passado, 215 mil continuam na ativa - seja com ou sem registro em carteira.

A quantidade de aposentados no mercado de trabalho cresce ano a ano. Em 2014, eram 60% deles. Em 2013, a metade precisava seguir exercendo atividade remunerada. Para o diretor de políticas sociais da associação, Luis Antonio Ferreira Rodrigues, um fator que ajudou a impulsionar esse percentual foi a crise econômica que o País enfrenta. "Com a alta da inflação, que eleva o custo de vida, o aposentado fica ainda mais prejudicado, já que os gastos com Saúde, por exemplo, são sempre acima da média", afirma Rodrigues.

Esse é um dos motivos pelos quais o torneiro ferramenteiro aposentado Antônio Carlos Machado, 57 anos, de Santo André, continua em atividade. "A aposentadoria é uma ilusão. O salário não te dá condições de manter um convênio, fazer supermercado e arcar com outros custos básicos", desabafa Machado, que há três anos se aposentou pelo INSS, mas continua trabalhando na mesma empresa em que é funcionário há quase 30 anos.

Com a necessidade de pagar a faculdade do filho, o benefício de R$ 2.700 tornou-se insuficiente para sustentar a família. "Claro que eu gostaria de descansar, mas, além de um meio de complementação de renda, também vejo a aposentadoria como uma forma de conseguir guardar um dinheiro, coisa que nunca pude fazer na vida", completa ele, que pretende continuar a trabalhar por mais três ou quatro anos após a formatura do filho, prevista para 2017.

No caso de Machado, continuar trabalhando na mesma empresa é um privilégio. "Muitos dos que se aposentam e precisam se recolocar no mercado acabam encontrando oportunidade, na maioria das vezes, em subempregos, com salários mais baixos do que costumavam ganhar", avalia o representante da associação.

No caso da aposentada Emília Tanaka, 63, de São Bernardo, voltar a trabalhar, após dois anos em casa, não foi um problema. "A gente precisa exercitar a mente e se atualizar. Não gosto de ficar parada. Quando vi a oportunidade de vagas para idosos, me candidatei", afirma ela, que já foi bancária, dona de comércio, e hoje é atendente em unidade da Pizza Hut em Santo André. Lá, ela trabalha três dias por semana - sexta, sábado e domingo -, por seis horas, com direito a uma folga por mês.

Essa rotina, que Emília exerce há oito anos, é sempre feita com bom humor e simpatia. "Gosto muito do meu trabalho. Além de fazer o que me dá prazer, que é lidar com o público, consigo ficar com minha família, complementar a renda do meu marido, viajar e comprar presentes para os netos."

Rendimento

"Mesmo com o aumento no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), utilizado para corrigir o valor da aposentadoria, que fechou em 11,27% em 2015, a alta no salário médio oferecido pelo governo ainda está abaixo da inflação", diz Rodrigues.

De acordo com o INSS, o rendimento médio dos aposentados do Grande ABC é de R$ 1.599,18, o que representa acréscimo de R$ 97, ou 6,47%, ante o montante de 2014. O INPC naquele ano encerrou em 6,22%.

Complemento

Alternativa às dificuldades da Previdência Social para complementar o baixo rendimento é a contribuição simultânea de previdência privada, que muitas vezes pode garantir o descanso tão almejado por quem deseja se aposentar.

Essa é a situação do supervisor de almoxarifado aposentado Antônio Vicente de Oliveira, 58, Santo André, que, após 36 anos de empresa, aproveita a vida tranquila. "Como eu já era aposentado pelo INSS há 16 anos, pois trabalhava com insalubridade, quando completei 55 anos me aposentei pela iniciativa privada com condição financeira estável", comenta. A soma dos dois benefícios resulta no mesmo salário que Oliveira recebia quando trabalhava. "Hoje comprei um carro novo, e agora posso aproveitar para viajar com minha esposa, como sempre quis."

Para entidades, não há o que festejar no dia da categoria

De acordo com a Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos), a data que é celebrada hoje, 24, não é motivo de festa. "Não há nada para comemorar. É preciso que a categoria se una e lute por direitos mais justos", afirma o presidente da entidade, Warley Martins.

A Associação dos Aposentados e Pensionistas do Grande ABC também não está contente com a atual situação da classe. "Muitas leis não beneficiam os segurados. E é preciso que outras regras sejam aprovadas, como a desaposentadoria (troca do benefício por outro de maior valor, incluindo as contribuições do período posterior à aposentadoria), por exemplo", desabafa o diretor de políticas sociais, Luis Antonio Ferreira Rodrigues.

Por outro lado, há algumas situações em que certas regras não deveriam ser aprovadas, segundo as entidades, como a proposta que prevê idade mínima para aposentadoria, de 60 e 65 anos para mulheres e homens, respectivamente. "Essa lei, se aprovada, vai prejudicar o trabalhador, que terá que se aposentar mais tarde, mesmo com direitos garantidos", prevê Martins.

Homenagem

Mesmo com o descontentamento, a data será comemorada, como ocorre tradicionalmente, na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, com programação que vai das 8h às 11h.

Fonte: Diário do Grande ABC

Data: 24.01.2016

Valor Econômico: reajuste de aposentadoria superior ao mínimo eleva gasto da Previdência em R$ 21,5 bi

O reajuste para aposentados e pensionistas que recebem valores acima do salário mínimo vai aumentar os gastos da Previdência Social em R$ 21,5 bilhões em 2016, segundo cálculo do Ministério do Trabalho e da Previdência Social.

Conforme portaria divulgada ontem no "Diário Oficial da União" o reajuste dado aos segurados da Previdência Social que ganham mais de R$ 880 será de 11,28%, menor que os 11,68% dado para as aposentadorias e pensões de um salário mínimo. O impacto, no entanto, será maior que os R$ 19,5 bilhões deste grupo.

Aposentados e pensionistas que recebem acima de um salário mínimo têm os benefícios reajustados pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), divulgado na sexta-feira. Isso significa, na prática, que os beneficiários na faixa acima do mínimo não tiveram reajuste real neste ano. O teto da Previdência Social para 2016 ficará em R$ 5.189,82.

A diferença nos reajustes foi motivo de embate no Congresso Nacional no ano passado. Deputados e senadores chegaram a aprovar, dentro do texto da Medida Provisória 672/15, a extensão da atual política de valorização do mínimo às aposentadorias e pensões maiores que um salário. A presidente Dilma Rousseff vetou a mudança e, atendendo aos apelos do governo, que alegou que a nova regra provocaria um aumento de R$ 11 bilhões nas despesas da Previdência nos próximos quatro anos, os parlamentares confirmaram o veto.

A portaria também estabeleceu as novas alíquotas de contribuição do INSS dos trabalhadores empregados, domésticos e trabalhadores avulsos. Para trabalhadores com salário até R$ 1.556,94, a alíquota é de 8%. Para os que ganham entre R$ 1.556,95 e R$ 2.594,92, é de 9%, e de 11% para a faixa entre R$ 2.594,93 e R$ 5.189,82.

Nas redes sociais, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, defendeu a atual política de reajuste do salário mínimo, prorrogada pelo Congresso Nacional por mais quatro anos, até 2019. "Em 2003, não era possível comprar nem uma cesta básica completa com R$ 240, o valor do mínimo à época. Em 2016, após sucessivos aumentos acima da inflação proporcionados pela política de valorização implantada por Lula e seguida por Dilma, o trabalhador brasileiro pode comprar mais de duas cestas básicas e meia e encher o tanque do carro mais de quatro vezes", disse o ministro.

Fonte: Valor Econômico

Data: 12.01.2016

Segundo o jornal Valor, as resoluções financeiras para o Ano Novo podem dar certo

Nesta altura do campeonato, todos nós já estamos cansados de saber o que fazer nesta época do ano: tomar uma decisão de Ano Novo para perder peso ou reduzir os gastos ou, finalmente, terminar a leitura daquele romance. E então fracassar da maneira mais miserável. Sentir­se mal em relação a si mesmo e por fim devorar um pote duplo de sorvete de chocolate.

Isso é suficiente para fazer você querer lançar as mãos aos céus e abster­se totalmente de assumir resoluções, como Cheryl Chen, um escritor freelance no sul da Califórnia. "Eu costumava assumir resoluções de Ano Novo, e então nunca as respeitava", diz Chen, 27 anos, que parou totalmente de assumir decisões de fim de ano há uns três anos.

"Eu não vejo razão para assumir toda aquela pressão. Todo mundo fica sempre me perguntando sobre elas". Mas antes que você jure nunca mais assumir resoluções de fim de ano, confira os novos dados da Fidelity Investments, uma gestora de fundos. Um recém­lançado relatório de estudo sobre Resoluções de Ano Novo da Fidelity descobriu que assumir resoluções financeiras, na realidade, ajuda a botar seu orçamento em ordem.

Na verdade, entre todos os que cumpriram total ou quase integralmente sua resolução para este ano, 56% disseram que suas finanças tinham melhorado. Entre os que descumpriram o que tinham se comprometido a fazer, apenas 34% reportaram estar em melhor situação financeira.

"Resoluções financeiras são, na realidade, relativamente fáceis de cumprir", diz John Sweeney, vice­presidente executivo para as estratégias de aposentadoria e de investimento da Fidelity. "No caso de dietas ou exercícios, você tem que se levantar todas as manhãs e recomeçar tudo de novo, mas com algo parecido com uma dedução de 401 (k) [previdência] da folha de pagamento, basta configurar tudo uma só vez no início do ano, e então isso passa a fazer parte de seu estilo de vida".

Na pesquisa da Fidelity, 37% dos entrevistados planejam tomar resoluções financeiras para valer a partir de 1º de janeiro, acima de 31% no ano passado. As três principais resoluções financeiras: "poupar mais", citada por 54% dos entrevistados; "gastar menos", para 19%, e "pagar dívidas", com 16%. Os medos secretos que motivam essas resoluções financeiras? A maioria atribuiu os planos a despesas inesperadas e à economia e custos com a saúde após a aposentadoria.

Todas as promessas financeiras do mundo que você faz nada significam se você não tiver nenhuma estratégia firme para saber como cumpri­las. Então, como ir de uma decisão hipotética a cumprimento efetivo? Tudo se resume à formulação de um plano de ação.

"Se faltam poucos segundos para o Ano Novo e você está apenas lançando uma decisão ao vento, então não vai funcionar", diz o Dr John Norcross, professor de psicologia na Universidade de Scranton, que realizou vários estudos sobre o tema. "Isso requer preparação. Você tem que ser sério no enfrentamento".

Para aqueles que mantêm­se fiéis a seus objetivos, as estatísticas são notáveis: Norcross descobriu que 46% das pessoas foram capazes de manter suas resoluções durante ao menos os primeiros seis meses. "Nós, na realidade, paramos de realizar o estudo, pois encontrávamos sistematicamente os mesmos resultados", afirmou Norcross. "Devemos fortalecer a convicção das pessoas no sentido de que cumprirem suas resoluções é algo possível".

Qual a principal dica dele para obter êxito? Modele deliberadamente sua vida de modo que seja mais provável que você tenha sucesso e não confie apenas em força de vontade. Isso significa assumir metas realistas e atingíveis, declarando­as publicamente de tal modo que outros o incentivarão e o ajudarão, e premiando­se por seus sucessos.

Significa, também, acompanhar seu progresso, evitar ambientes onde você irá tropeçar (se você está tentando perder peso, não passe perto daquela confeitaria francesa), e permitir­se um "pecadinho" ocasional, diz Norcross, assim como elaborar um plano específico para quando você "pisar na bola" e comer algo além da conta.

Depois de uns três meses, a nova rotina terá se enraizado e seus comportamentos se tornarão automáticos.

Fonte: Valor Econômico

Data: 30.12.2015

Valor Econômico: O desafio de manter o padrão

Os brasileiros querem parar de trabalhar mais cedo e manter o padrão de vida que têm na ativa, mas não se preparam para isso. Essa é a principal conclusão de pesquisas recentes feitas por operadoras de previdência privada, como a Icatu Seguros. Em levantamento feito pela empresa com seus 400 clientes de previdência, 45% disseram querer se aposentar aos 55 anos. Para isso, 37% informaram destinar apenas 3% da renda mensal ao plano de previdência privada. Outros 22% disseram aplicar 6%.

Aura Rebelo, diretora de marketing e canais da Icatu Seguros, calcula que o valor mínimo de investimento na previdência privada deve ser de 10% da renda mensal, nível de contribuição que apenas 17% afirmaram aplicar no plano, conforme a pesquisa. Para 47,79% dos entrevistados, a principal preocupação em relação à aposentadoria é conseguir manter o padrão de vida atual, enquanto 22% disseram estar mais preocupados com dificuldades financeiras e 18,58%, com despesas de saúde.

Com o percentual de renda que aplicam hoje no plano de previdência, 45,92% dos clientes da Icatu disseram acreditar que manterão o padrão de vida atual e 21,45% acham que esse padrão vai melhorar. Só 32,63% reconhecem que o padrão de vida vai piorar. Para Rebelo, a conta não fecha. "Querem se aposentar mais cedo, mas quase 60% só aplicam até 6% de sua renda. Com esse valor, ou se aposentam mais tarde ou seu padrão de vida vai baixar muito", diz a executiva. O quadro só não é mais problemático, segundo ela, porque a maioria (60%) declarou que pretende aumentar os aportes no plano privado.

Esse descasamento entre desejo e realidade, a seu ver, mostra a pequena penetração que a previdência privada ainda tem entre os brasileiros, de apenas 5% a 6%. Isso indica, segundo Rebelo, que as pessoas talvez apliquem em fundos de investimento ou poupança, mas não reconhecem a importância do veículo principal de acumulação para a aposentadoria, que é a previdência privada. "O brasileiro delega muito a aposentadoria ao governo, à empresa onde trabalha e à família. Não tem consciência de que precisa fazer isso primeiro por ele mesmo", diz a executiva.

A pesquisa indica também que os brasileiros gostariam de se aposentar na cidade onde vivem (75,85% das respostas) e as principais atividades almejadas para depois da aposentadoria são passar mais tempo com a família (45,87%) e viajar (36,39%). Para 17,74%, a expectativa é continuar trabalhando. Mas se recebessem uma quantia significativa em dinheiro, seja como indenização, herança ou sorteio, 34,25% disseram que investiriam os recursos em um bem material, 20,49% usariam o dinheiro para quitar uma dívida e 6,73%, para viajar. Outras opções somaram 15,29% das respostas. Só 23,24% investiriam na aposentadoria. Perguntados se tirariam dinheiro da aposentadoria para um plano de curto prazo, como uma viagem de férias, 48,46% responderam que sim.

Com o aumento da expectativa de vida do brasileiro ­ que em 2014 atingiu 75,2 anos, segundo o IBGE ­, o cenário fica mais complicado. Por isso, diz a diretora da Icatu, não adianta pensar em um horizonte não factível de 55 anos para a aposentadoria.

Pesquisas internas da Porto Seguro também indicam que o brasileiro ainda tem um perfil conservador. "Isso acontece porque temos uma cultura mais imediatista, de curto prazo", diz Fernanda Pasquarelli, superintendente de vida, previdência e investimentos da empresa. Mas, para ela, a situação começa a mudar justamente em função da percepção de que a expectativa de vida está aumentando e de que as famílias estão diminuindo de tamanho. Isso faz com que mais pessoas passem a pensar no futuro e a procurar a previdência privada para cuidar da velhice. "É por isso que o mercado de previdência tem crescido no Brasil", afirma Pasquarelli.

O impacto do envelhecimento da população nos modelos previdenciários é uma questão mundial, com maiores implicações em países em desenvolvimento, como demonstra o estudo "O Envelhecimento Global e a Segurança Previdenciária nas Economias Emergentes", do Global Aging Institute (GAI), organização de pesquisa e educação sem fins lucrativos. De acordo com o estudo, apresentado em São Paulo, em setembro, por Richard Jackson, seu co­autor e presidente do GAI, a convite da Brasilprev, os países emergentes estão envelhecendo antes de terem tido tempo de implementar mecanismos adequados para substituir as redes familiares tradicionais de apoio aos idosos. Enquanto para os países desenvolvidos o desafio é reduzir a crescente carga de seus sistemas previdenciários sobre os jovens, sem prejudicar a segurança que hoje fornecem aos idosos, para muitas economias emergentes o desafio é o oposto. Isto é, garantir certo nível de segurança para os idosos, que hoje não existe, sem ao mesmo tempo impor uma carga pesada para os jovens.

O estudo procura demonstrar que, com a longevidade da população, o modelo previdenciário de capitalização, como a previdência privada individual, trará maiores vantagens do que os sistemas de repartição, como a previdência social brasileira.

Fonte: Valor Econômico

Data: 10.12.2015

Dicas para não cair na armadilha dos gastos excessivos no Natal é pauta no jornal Valor

Festas de fim de ano: época de se reunir e celebrar com a família e fazer escolhas de vida questionáveis. Seja bebendo demais ou colocando em discussão velhos ressentimentos, algum fato sobre as festas de fim de ano acaba mudando nossa percepção sobre as coisas. Mas uma nova pesquisa revela a escolha mais idiota de todas: muitos de nós estamos exaurindo nossos fundos emergenciais, ou mesmo atacando as contas de aposentadoria, simplesmente para pagar as contas do Natal.

Cerca de 62% dos pais americanos admitem gastar mais dinheiro do que deveriam no fim de ano, segundo a pesquisa Pais, Filhos & Dinheiro de 2015, conduzida pela gestora de recursos T. Rowe Price, de Baltimore. Para agravar o problema, 9% dos pais estão usando recursos emergenciais da família para isso, sendo que 7% estão atacando os planos de aposentadoria 401(k) ou os IRAs.

Os papais são os maiores culpados, com 11% deles admitindo que sacaram dinheiro de poupanças para emergências para as despesas de fim de ano. Para efeito de comparação, apenas 6% das mães recorrem aos fundos emergenciais e menos de 3% fizeram saques nos fundos de aposentadoria.

"As pessoas sentem que se não gastam, gastam e gastam, isso significa que não estão fazendo nada", diz Stuart Ritter, um planejador financeiro sênior da T. Rowe. "Essa mentalidade ‘tudo ou nada‘ é usada para racionalizar o ato de comprar mais do que realmente se deveria. Como resultado, uma grande porcentagem de pessoas diz que acaba se excedendo nos gastos."

Embora a situação financeira de cada família seja única, há algumas dicas que todos podem usar para evitar problemas com os gastos excessivos.

Parâmetros rígidos

Uma típica família americana gasta cerca de 1% da renda (antes dos impostos) nas compras de fim de ano, segundo Hersh Shefrin, professor e economista comportamental da Santa Clara University. As famílias de baixa renda ficam um pouco acima disso (1,5%) e as de alta renda, um pouco abaixo (0,5%).

Atenha-se a essas diretrizes e certifique-se de que suas compras não estão saindo de controle. Shefrin sugere começar a fazer as compras mais cedo para evitar os gastos excessivos e o estresse das compras de última hora.

"Só depois compre algo pequeno e significativo para você mesmo, mas apenas se isso não fugir do orçamento", diz ele.

Mantenha a disciplina

Gastar com disciplina significa menos discussões familiares. Metade daqueles que gastam demais informaram a ocorrência de discussões por causa de dinheiro, de acordo com a pesquisa Pais, Filhos & Dinheiro. Entre aqueles que não gastaram em excesso, as discussões ocorreram em apenas 27% das famílias.

Lembre-se de que a maioria dos presentes mais interessantes não precisa necessariamente custar mais caro: faça à mão um álbum de fotografias, por exemplo, ou monte uma árvore genealógica.

Uma outra ideia é oferecer aos membros da família um livro de certificados que ela pode transformar em dinheiro e aproveitar juntos as atividades favoritas. Afinal, as crianças dão muito valor ao tempo que vocês passam juntos, mesmo que sejam "descoladas" demais para dizer isso.

Agregue responsabilidade

Forme uma frente unida com seu cônjuge para evitar que ambos gastem muito. Afinal, quanto menos vocês gastarem com presentes de Natal, mais vocês terão para bancar outros objetivos importantes, como economizar para a faculdade dos filhos, as férias da família e as contas de aposentadoria. "Não pense nessa redução como algo que o levará a conseguir menos coisas do que você gostaria; pense nisso como conseguir mais do que você precisa", diz Ritter.

Você também pode usar a pressão de seu cônjuge em seu favor. Torne isso público, para que você não recue em suas metas de poupança.

"Diga a alguém que você respeita o que pretende fazer e peça a essa pessoa para verificar depois se você ficou dentro do orçamento", aconselha Shefrin. "Não há pressão igual à de pessoas que você respeita."

Fonte: Valor Econômico

Data: 25.11.2015

Artigo do Valor Econômico indica que "quando o assunto é dinheiro, a teoria é outra"

O investidor que se dizia arrojado, ao primeiro sinal da volatilidade dos mercados, sacou tudo e realizou o prejuízo. E o consumidor, que se dizia capaz de arcar com uma dívida, não deu conta dos compromissos e entrou para a estatística de inadimplência. Diante desses casos, mais comuns em tempos de economia fraca, os bancos têm chegado a uma conclusão: não dá para acreditar que o cliente vai tomar a melhor decisão quando o assunto é dinheiro. Ou, o que os teóricos das finanças comportamentais têm repetido há anos: as pessoas não são assim tão racionais quanto dita a cartilha.

O resultado é que bancos têm deixado um pouco a matemática de lado e investido em pesquisas qualitativas para captar o sentimento do cliente, assim como em campanhas e interações que miram o comportamento.

"Mais do que a falta de experiência e de informação, a dificuldade de fazer boas escolhas com o dinheiro está ligada a comportamento. Mesmo quem tem conhecimento pode não conseguir colocá­lo em prática", conclui o Itaú Unibanco depois de dez meses de pesquisa qualitativa com 63 pessoas, clientes ou não do banco, de diferentes sexos, idades, faixas de renda e arranjos familiares. Foram 945 horas de interação, 616 páginas de uma espécie de confessionário digital, 1.350 páginas de transcrição de entrevistas feitas pessoalmente, além de monitoramento de rotina.

As decisões sobre gastar e poupar são influenciadas por desejos conscientes e inconscientes, apontam os pesquisadores do Itaú no relatório final da pesquisa. As bagagens históricas mostraram­se muito presentes. Do período de hiperinflação, em que o recomendável era carregar os carrinhos de supermercado logo que o salário entrasse, ficou a lição de que consumir rapidamente é equivalente a economizar. E, com o confisco da caderneta, o brasileiro aprendeu que investir significa assumir riscos.

O banco também percebeu que o maior acesso das pessoas ao consumo nas últimas décadas trouxe consigo um sentimento de participação. Ter aparelhos tecnológicos, por exemplo, que requerem reposição periódica e serviços pagos ­ como internet ­, têm valores que vão além das necessidades; carregam ideias de conexão e pertencimento.

Entre os brasileiros, consumir assume ainda um valor afetivo: comprar o iogurte de que o filho gosta ou o sapato; que a filha deseja pode ser visto como uma maneira de transmitir carinho, tal como construir a casa com a qual a família sonha. "Essa associação entre consumo e generosidade não só pode justificar uma dívida, mas também dificultar que ela seja vista como tal", concluem os pesquisadores do Itaú.

O ponto de atenção aparece quando a renda passa a ser insuficiente para dar conta de tanto afeto. "O banco vive de crédito, não de inadimplência, que aumenta quando eu pratico mal a venda", diz Denise Hills, superintendente de sustentabilidade do Itaú.

Ter crédito significa, para o cliente, ter um selo de aprovação social, concluiu ainda o estudo do banco. Já a palavra empréstimo tem conotação negativa, resultado de uma dificuldade ou imprudência. E não ter crédito corresponde à falta de credibilidade, o que dificulta a relação com a inadimplência e leva a uma ideia de dívida injusta, o que também prejudica o pagamento. "Hoje eu tenho dinheiro na poupança para quitar a dívida, mas eu não vou pagar um valor que não concordo para terceiros", diz um cliente de alta renda ouvido na pesquisa.

O Itaú vai usar o estudo como subsídio para aprofundar a capacitação dos funcionários e reforçar a orientação financeira integrada aos produtos, inclusive por meio das redes sociais.

Ao perceber que 300 mil clientes usavam de forma recorrente o cartão de crédito e o cheque especial ­ apesar de ter um limite de crédito mais barato aprovado ­, o Banco do Brasil também decidiu investigar seu comportamento. E concluiu que, ao contrário do que dita a racionalidade, os clientes acabam tomando créditos mais caros pela dificuldade de assumir para si próprios que estão endividados. "O cliente prefere ficar usando o cheque especial, ‘só mais um pouquinho‘, porque vê o crédito pessoal como endividamento e o cheque especial não", diz o vice-presidente de negócios de varejo do Banco do Brasil, Raul Moreira.

Para criar a cultura de que o cheque especial é emergencial, para ser usado por dois ou três dias, não 15 ou mais como é comum, o Banco do Brasil desenvolveu uma inteligência para empréstimos que começou a ser implementada neste ano. Entre as linhas de ação está o aviso ao cliente que está há muitos dias no cheque especial de que há um crédito pré­aprovado mais barato disponível, como o crédito pessoal ou consignado.

A interação pode ser por SMS, caixa eletrônico ou até mesmo via internet banking. Se o banco avalia que o cliente não tem tido o melhor comportamento em relação ao crédito, no momento em que ele navega em sua área particular no banco, um atendente interage em tempo real via chat sugerindo que ele use um produto alternativo.

Esse projeto começou em piloto com 80 mil clientes e acaba de ser estendido aos 6 milhões que usam a plataforma on­line, segundo Moreira. Na semana passada, o banco começou também uma campanha de marketing em defesa do crédito responsável.

A maior interação com o cliente, inclusive via canais digitais, foi também a saída encontrada pelo Citi para compreender suas reais necessidades. "Percebemos que talvez o cliente não se conheça da forma que precisa para tomar decisões sobre dinheiro", diz Eduardo Forestieri, superintendente de distribuição de investimentos do Citi.

Para conversar com mais profundidade com os clientes, o banco montou em janeiro o Citi Investment Center, que começou com 11 consultores e vai encerrar o ano com 25. Esses profissionais agendam videoconferências com os clientes que têm mais de R$ 300 mil de patrimônio financeiro, inclusive via celular. A conversa começa bem antes do produto, em informações como a idade dos filhos e se eles pretendem estudar no exterior.

A necessidade de interagir mais veio da sensação de que o cliente que se dizia arrojado pontualmente não vinha aceitando muito risco. "Estamos implantando ferramentas para mapear o sentimento, saindo de perfil de risco para o perfil situacional do cliente", conta Forestieri. Ou seja, o banco percebeu que não bastava enquadrar o investidor em um certo grau de aversão a risco, já que ele muda com o tempo.

O perfil de risco não deveria, na verdade, mudar com tanta frequência, defende Aquiles Mosca, estrategista de investimentos pessoais do Santander e autor do livro "Finanças Comportamentais". O perfil deveria ser mais perene, por estar relacionado a fatores como a situação familiar ­ ser ou não casado, ter ou não filhos ­, o que não muda de uma hora para outra.

"A questão é que o investidor fica com a impressão de que precisa mudar o perfil de risco para reagir à percepção de risco, o que é ruim: ‘eu era arrojado, mas hoje me tornei conservador porque percebi risco no cenário", diz Mosca. Na verdade, considera, a crise econômica atual alimentada pelas turbulências políticas não deveria afetar as alocações feitas para uma aposentadoria que só vai ocorrer daqui a 30 anos, por exemplo.

A prática, entretanto, é diferente, segundo compilou Mosca, que é também presidente do Comitê de Educação de Investidores da Anbima, entidade que representa o mercado. Os dados da Análise de Perfil do Investidor (API), ao qual os bancos submetem os clientes, mostram que o percentual dos conservadores pulou de 22,4% em 2010 a 44,7% cinco anos depois. Os 16,5% agressivos caíram a apenas 8,1%.

Evitar a mudança de perfil passa por educação financeira, diz Mosca. No Santander, a opção foi dar escala à orientação dos investidores. As reuniões semanais nas agências passaram a ser insuficientes. Nos últimos dois meses, o banco organizou 14 eventos de grande porte, sendo que o último, em São Paulo, reuniu 300 clientes.

Josué Augusto Pancini, vice­presidente do Bradesco, vê um novo momento nos bancos. Depois de segmentar os clientes por renda e patrimônio investido, surgiu a necessidade de estudá­los a fundo para dividi­los por comportamento. Da simples revisão cadastral periódica do cliente, o banco passou a uma mais sofisticada revisão financeira, segundo Pancini, em que a vida do cliente ­ e não somente sua demanda sobre dinheiro ­ entra em cena.

Fonte: Valor Econômico

Data: 24.11.2015

Portal Terra fala sobre os diferentes tipos de aposentadoria

Conheça quais são os tipos de aposentadoria existentes no Brasil e saiba qual é o melhor para você. No Brasil, existem quatro tipos de aposentadoria, que são oferecidos pelo INSS para os trabalhadores que contribuem para a Previdência Social. O tempo de contribuição, a idade e outras especificidades requeridas para receber o benefício variam de acordo com cada modalidade.

O valor da parcela que será recebida também depende de uma série de fatores. Por isso, é importante buscar outras fontes de renda ou para complementar o que será recebido pelo INSS, garantindo uma aposentadoria mais tranquila e segura.

Tipos de aposentadoria no Brasil

O INSS é o órgão que garante os direitos do trabalhador brasileiro que contribui para a Previdência Social. Entre os benefícios oferecidos estão auxílio-doença, salário-maternidade, auxílio-reclusão, pensão por morte e quatro tipos de aposentadoria: por idade, por tempo de contribuição, por invalidez e a aposentadoria especial.

O tipo mais comum é por idade, concedido aos homens com 65 anos e às mulheres com 60 anos. Os trabalhadores rurais do sexo masculino se aposentam por idade aos 60 anos e as mulheres, aos 55. O tempo mínimo de contribuição é de 15 anos para os inscritos após 25 de julho de 1991. Se a pessoa começou a contribuir antes dessa data, são necessárias 144 contribuições.

Na segunda modalidade, são necessários 35 anos de contribuição para os homens e 30 anos para as mulheres. Algumas categorias, como a dos professores, têm um tempo de contribuição diferenciado, com 30 anos para os homens e 25 para as mulheres.

No caso da aposentadoria por invalidez, é preciso que a perícia médica do INSS considere a pessoa totalmente incapaz para o trabalho, seja por motivo de doença ou acidente. Por último, há a aposentadoria especial, que é destinada aos trabalhadores expostos a agentes nocivos à, sejam físicos, químicos ou biológicos.

Para ter direito a um dos tipos de aposentadoria ou a outro benefício oferecido pelo INSS, é necessário que o trabalhador seja filiado à Previdência Social, contribua todos os meses e cumpra o período de carência exigido para cada benefício.

Para os trabalhadores com carteira assinada, a filiação é feita pela empresa, quando assina o contrato de trabalho. Já o trabalhador autônomo deve se inscrever como contribuinte individual, pelo, por telefone ou presencialmente em uma agência da Previdência Social.

Como garantir uma aposentadoria tranquila

Depender só da aposentadoria pode não ser uma boa opção para todos, principalmente para aqueles que receberão parcelas menores que o salário que recebiam enquanto trabalhavam. Sem falar que os gastos tendem a aumentar na terceira idade, devido aos cuidados com a saúde e até mesmo à vontade de aproveitar melhor a nova fase.

Algumas alternativas ajudam a garantir um futuro mais tranquilo e seguro, sem que seja necessário mudar o estilo de vida ou passar por algum imprevisto. Uma das opções é a previdência privada, que pode complementar a previdência pública. Com ela, é possível escolher o valor da contribuição e a periodicidade em que será feita, tendo um bom rendimento no longo prazo.

Também existem as e aplicações, em que você pode ir guardando pequenas quantias durante a vida e se surpreender quando chegar na aposentadoria. Fazer investimentos também é uma forma de garantir uma renda extra. Uma dica é investir em imóveis, que valorizam com o tempo e ainda podem rendem uma quantia por mês com o aluguel.

Fonte: Portal Terra

Data: 13.11.2015

DSOP: Ainda é possível organizar as finanças neste fim de ano!

Para ter dinheiro no bolso nesse fim de ano, mesmo com a crise, e se preparar para realizar os objetivos definidos para 2016, agir com educação financeira é mais garantia do que qualquer outra ação. Por isso, o educador financeiro Reinaldo Domingos, autor do livro Terapia Financeira (Editora DSOP), preparou orientações aos brasileiros que querem passar longe da onda de endividamento.

Domingos aborda temas variados como quitar dívidas, presentear, curtir as festas e férias sem comprometer os recursos para as despesas típicas do início do ano - IPVA, IPTU, matrícula e material escolar - e ainda poupar.

Para não extrapolar as despesas de fim de ano e garantir recursos para 2016

Evitar compras por impulso: os consumidores devem se fazer algumas perguntas antes de comprar - Estou comprando por necessidade real ou movido por outro sentimento, como carência ou baixa autoestima? Se não comprar isso hoje, o que acontecerá? Tenho dinheiro para comprar à vista? Se comprar a prazo, terei o valor das parcelas? O acúmulo de parcelas coloca em risco a realização dos sonhos que foram priorizados com a família?

Planejamento do fim de ano: liste os ganhos do período (renda e ganhos extras como 13º, bonificações e férias). Liste todas as despesas - fixas e variáveis. Avalie sua situação financeira. Há margem para novos gastos? Há pendências financeiras? Faça um esforço para identificar excessos, que geralmente representam 30% das despesas das famílias brasileiras. Avalie quanto poderá reservar para comprar presentes, artigos das festas de fim de ano, preferencialmente à vista. Evite a todo custo entrar no limite do cheque especial e pagar a parcela mínima do cartão de crédito. Reserve parte do décimo terceiro para as despesas do início do ano como IPVA, IPTU, matrícula e material escolar. Cuidado ao parcelar viagens. Pense: será que vale a pena passar dificuldades o ano todo por alguns dias de diversão? Será que uma viagem mais barata e dentro do orçamento não trará satisfação?

Planejamento financeiro de 2016: com a crise financeira que promete se prolongar, é fundamental evitar parcelamentos das compras de final do ano. Na empolgação do consumismo típico da época, esquece-se que os rendimentos extras, também típicos do período, não persistirão pelo ano seguinte. Porém, se o parcelamento for inevitável, faça uma planilha em que o valor já comprometido esteja previsto nos meses correspondentes. Sem esse controle, é certo o acúmulo de dívidas e o risco da inadimplência. É assim que inicia-se o ciclo de endividamento que afasta a realização daquilo que realmente traz satisfação e agrega valor à vida das pessoas. Por isso, reúna-se com a família para definir os desejos de curto (um ano), médio (até cinco anos) e longo (mais de 10 anos) prazos ou aqueles que se pretende em realizar em 2016 e incorpore o valor mensal necessário para a realização dos mesmos no orçamento mensal do próximo ano. Subtraia o valor desses sonhos da receita. O saldo restante é o orçamento para as demais despesas mensais.

Para economizar e poupar sempre

Pesquisar preço e comprar à vista: Pode parecer difícil, mas, se planejando dá para comprar à vista o que se objetiva. Lembrando que prestações também são formas de endividamentos, já que comprometerá recursos futuros. Além disto, quem pesquisa o melhor preço paga menos e aumenta a chance de comprar à vista e obter desconto.

Pedir desconto: Um grande problema do brasileiro é a vergonha na hora de negociar, assim, deixe isso de lado, não há erro nenhum em buscar o melhor preço. Se um produto custa mil reais e pode ser parcelado em 10 vezes de 100 reais, certamente à vista custará de 10% a 20% menos.

Reter 10% dos rendimentos: para começar a construir a independência financeira, deve-se guardar 10% do que ganha. Com o tempo, pode-se partir para um plano de previdência privada para complementar o INSS.

Para ficar livre das dívidas

Qualquer que seja a dívida, o consumidor deve investigar o que está levando ele a gastar mais do que ganha, somando dívidas que não consegue pagar e que roubam recursos que deveriam ser destinados para a realização de sonhos. Fazer acordos para pagamentos de dívidas sem antes saber qual é a real capacidade de pagamento, sem cortar excessos, sem ajustar o orçamento ao verdadeiro padrão de vida é um grande risco, além de uma medida paliativa que apenas adia a solução da causa do problema. Abaixo, algumas medidas para ajudar a quitar dívidas e reequilibrar as finanças.

Cheque especial - cheque especial é uma das mais altas taxas de juros praticadas no mundo. Procure o gerente da conta e proponha imediato cancelamento dessa linha de crédito, mesmo que esteja utilizando. Proponha troca por uma linha de crédito que não ultrapasse 3% de juros mensais. Caso esteja pagando 100 reais de juros ao mês, proponha um parcelamento do mesmo valor, com prazo alongado. Isto fará com que não tenha mais que pagar juros mensais de 10% - isso faz sua dívida dobrar a cada 7 meses. Caso o gerente não aceite, o melhor a fazer é poupar para uma futura negociação.

Cartão de crédito - busque negociação com operadora do cartão ou banco. Proponha um parcelamento com juros que não ultrapassem 3% ao mês, e que estas prestações caibam no orçamento financeiro mensal. Caso a operadora ou banco não aceitem, não faça acordos que não conseguirá cumprir. Mesmo que o nome seja negativado, guarde dinheiro mensalmente para uma futura negociação. Outra estratégia é buscar crédito com taxas mais baixas como, por exemplo, o crédito consignado. Mas atenção: não resolve trocar um credor por outro, é preciso resolver e atacar a verdadeira causa do desequilíbrio financeiro.

Financiamento de casa - Para a maioria dos brasileiros a compra da casa própria é um sonho que só é possível realizar adquirindo uma dívida - o financiamento imobiliário. Em boa parte dos casos, o que impede o pagamento das prestações da casa são os gastos supérfluos. Se está difícil pagar as prestações, o melhor a fazer, além de cortar excessos de gastos, é procurar a financiadora e propor um alongamento da dívida, adequando a prestação à real capacidade de pagamento. Caso não consiga a renegociação, estude a possibilidade de trocar esse imóvel por um de preço inferior.

Carro - um veículo não é investimento e, sim, um bem de consumo. A prestação em si nem sempre é o motivo da dificuldade de custear esse bem - embora ao final do financiamento a pessoa tenha pagado por dois veículos e levado apenas um. O verdadeiro problema está na manutenção do veículo, cujo custo mensal equivale, em média, a 3% do valor do carro. A manutenção de um veículo de 20 mil reais, por exemplo, tem um custo de aproximadamente 600 reais mensais - gasolina, seguro, licenciamento, IPVA, entre outros. Portanto, é importante analisar o custo-benefício da compra do veículo. Se tê-lo é uma necessidade e está difícil pagar é melhor rever o orçamento e tentar renegociar o prazo da dívida com prestações que realmente caibam no bolso, considerando todas as demais despesas já assumidas. Se a renegociação também não for possível, o melhor é buscar um advogado e providenciar a devolução do veículo.

Fonte: DSOP

Data: 05.11.2015

Segundo o Jornal do Comércio, previdência complementar amplia-se muito no País

O Brasil despertou, há alguns anos, para a questão da previdência pública e da complementar, que hoje bate recordes de arrecadação. Milhões não querem mais depender só do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), pois a renda ficaria limitada ao teto de R$ 4,6 mil.

Outro fator debatido é a expectativa de vida dos brasileiros, hoje em 74 anos, mais a diferença de idade para homens e mulheres terem direito à aposentadoria por tempo de serviço, ou seja, de 65 anos e 60 de idade. Aliás, com pessoas cada vez mais longevas, como chamar de idoso quem tem 60 anos?

E se tão somente os empregados de empresas formais contribuíam, compulsoriamente, para o INSS, hoje todos podem contribuir e devem fazê-lo, pois é uma garantia de uma renda na velhice, mesmo que não seja o que a maioria deseja.

A crise na Europa, principalmente na Grécia, alertou a todos para o problema das aposentadorias. Os gregos foram obrigados a cortar os valores das pensões e de milhares de servidores públicos, uma tragédia social. Por isso é bom saber que, no Brasil, os governos estão apostando no fundo de previdência complementar para enfrentar o déficit da previdência do setor público.

O fundo criado é apenas para os novos servidores, que ficam sujeitos ao mesmo teto básico de benefício dos trabalhadores da iniciativa privada no INSS. Hoje, profissionais liberais, estudantes e até donas de casa ampliaram o universo dos que contribuem para a Previdência Social, uma atitude ajuizada.

Além dos benefícios paralelos, as pessoas também pensam em uma terceira idade com mais qualidade de vida através de ganho financeiro. E isso pode ser a diferença entre viver de favores de filhos e netos ou pagar suas próprias contas básicas. A cobertura social entre as pessoas com idade entre 16 e 59 anos chegou a 66,9%, segundo o Ministério da Previdência Social.

Isso prova que cerca de 60 milhões de brasileiros da População Economicamente Ativa (PEA) com idade entre 16 e 59 anos estão protegidos pela Previdência Social. Essa é a melhor taxa apurada desde 1992, ou 66,4%. A taxa de cobertura reflete o aumento da formalização no mercado de trabalho que vem caindo neste 2015 bem como o efeito das políticas públicas de inclusão de trabalhadores na Previdência. Assim mesmo, 27,81 milhões de brasileiros continuam desprotegidos.

Deste total, 14,13 milhões têm capacidade de contribuir com a Previdência Social, mas não contribuem. Metade desse total, 7,357 milhões, recebe entre um e dois salários-mínimos, devido à grande rotatividade de emprego entre os trabalhadores dessa faixa salarial.

A situação da Previdência, entretanto, não é das melhores em termos financeiros, como, de resto, quase todas contas públicas em 2015. Por isso, o déficit da Previdência no País deve chegar a R$ 194,9 bilhões em 2016. Neste ano, o valor estimado da dívida é de R$ 157,3 bilhões. Até 2012, o valor não passava de R$ 95,2 bilhões.

Desta forma, a melhor recomendação que se pode dar aos jovens que têm emprego, ou uma renda, é iniciar uma poupança em banco para aposentadoria complementar, além daquela do INSS.

Por isso, a previdência complementar bateu novo recorde de arrecadação e de pessoas que aderiram, ajuizadamente, ao modelo. Não é tudo, mas é bom e protege, com todos os problemas que são levantados, periodicamente, na Previdência Social do Brasil.

Fonte: Jornal do Comércio

Data: 02.11.2015

Brasil se torna uma nação envelhecida, aponta reportagem do Jornal do Comércio

Aos 62 anos, a aposentada Eunice Luz tem a rotina que sempre desejou. Viaja para comprar malhas na Serra Gaúcha, passeia com as netas e se ocupa em atividades como voluntária no Sindicato Nacional dos Aposentados. "Consigo ter uma vida boa, porque me preparei para isso. Só com o benefício do INSS, não ia dar", conta. Ex-funcionária de um banco, ela se mantém com a renda da previdência privada, fundo para o qual começou a contribuir por estímulo do pai, que dizia que era preciso garantir o futuro. "Antigamente, as pessoas rezavam para parar de trabalhar e, dois ou três anos depois, morriam. Com 60 anos, já eram velhas. Mas meu pai dizia que o mundo estava mudando", lembra.

E mudou, de fato. Pela primeira vez na história, a maioria das pessoas no mundo pode esperar viver além dos 60 anos. No Brasil, uma criança nascida em 2015 pode esperar viver 20 anos mais do que se tivesse nascido há 50 anos. Os dados são do recente Relatório Mundial de Envelhecimento e Saúde, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e sinalizam que o Brasil está envelhecendo mais rapidamente do que a média internacional. Em 2050, a população idosa brasileira será três vezes maior do que é hoje - passará de 12,5% para 30% -, enquanto a mundial duplicará. Em breve, o Brasil será considerado uma nação envelhecida, classificação dada aos países com mais de 14% da população acima de 60 anos.

Mas o que significa isso? Segundo o relatório da OMS, ser idoso não quer dizer ser dependente, como se imaginava antigamente. Assim, é possível viver mais com qualidade de vida, desde que os governos, as empresas e as pessoas se preparem para isso. Se depender do planejamento financeiro, no entanto, os brasileiros ainda têm muito a mudar.

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostrou que 57% dos consumidores no País não poupam dinheiro para a aposentadoria. "Quando nos aposentamos, queremos manter o padrão de vida, por isso precisamos nos planejar com uma poupança além do que o governo vai nos dar", orienta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Um relatório produzido pelo HSBC, que ouviu 16 mil pessoas em 15 países, apontou que aproximadamente três quartos dos aposentados não realizaram pelo menos uma de suas expectativas ao parar de trabalhar. "É frustrante faltar dinheiro para as pessoas realizarem o que planejaram, porque é muito difícil prever o custo da aposentadoria. Por isso, é importante procurar um consultor financeiro, assim como vamos a um nutricionista ou a um mecânico", sugere o porta-voz brasileiro da pesquisa, Alfredo Lália.

Apesar de se mostrarem despreparados para a aposentadoria, os brasileiros são mais otimistas quanto ao futuro do que cidadãos de países como Alemanha, Austrália e Canadá, como mostrou um estudo realizado pelo grupo global Mongeral Aegon. Entre 15 países, o Brasil ficou em segundo lugar no nível de otimismo para a aposentadoria, apenas atrás da Índia. "No início do ano, ainda não era muito evidente a crise econômica e política que atravessamos. Provavelmente, um resultado diferente vai aparecer na pesquisa do ano que vem", projeta o superintendente de projetos especiais do grupo, Leandro Palmeira.

Quando e como começar a guardar dinheiro para o futuro?

É consenso entre especialistas que quanto antes se começa a poupar para o futuro, melhor. Na casa da família Basso, por exemplo, os quatro integrantes já têm sua reserva em planos de previdência privada, inclusive Rafael, de 2 anos, e Aline, de 3 anos. "Eles não tinham nem um ano, e comecei a depositar pensando em pagar as faculdades. Se não precisar, eles já podem usar para a aposentadoria", conta o pai, Daniel Basso, de 36 anos, que contribui todo mês. Ele e a esposa, Elisa Basso, consideram a poupança inacessível, pois não pretendem mexer nela até se aposentar.

A família é o exemplo do que os consultores financeiros recomendam: poupar com regularidade, por um longo período. "Não só o que guardamos faz aumentar o rendimento com o tempo, mas também os juros sobre juros, que fazem nossas economias engordarem mais rápido", explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

O primeiro passo do planejamento financeiro deve ser olhar para o orçamento de forma ampla, contabilizar tudo o que se gasta e o que se ganha e localizar onde é possível economizar. "Às vezes, a economia em gastos invisíveis ajuda, como estacionamento, sorvete e cafezinho", sugere. Em seguida, já dá para ter noção de um valor mensal fixo que é possível investir.

Não há um único valor mínimo por mês recomendado para todos, então o negócio é guardar o máximo que puder e não se preocupar se parece pouco. "Temos uma falsa sensação de que, se sobrou pouco, não vale a pena economizar. Mas R$ 50,00 por mês, no final de um longo período e com alta rentabilidade, pode gerar uma boa renda", indica o consultor em finanças pessoais e professor de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs) Alfredo Meneghetti Neto, que recomenda aplicar 10% da renda mensal em diferentes investimentos, incluindo aplicações como previdência privada, caderneta de poupança, títulos do Tesouro Direto, fundos de renda fixa e ações. Ele só descarta depender apenas da Previdência Social, cujo teto é de R$ 4.662,43.

Previdência atrai jovens e maiores contribuições

Existem diversos tipos de investimento para poupar recursos para o futuro. A previdência privada, no entanto, é o único deles que consegue ser transformado em renda mensal direto na conta, o que faz dela um investimento propício para a aposentadoria.

Uma pesquisa da Brasilprev realizada entre seu 1,8 milhão de clientes, fornecida com exclusividade ao Jornal do Comércio, apontou que a contribuição média em previdência privada na região Sul cresceu 8% entre maio de 2014 e maio deste ano. A contribuição média no Rio Grande do Sul, de R$ 377,00 por mês, é maior que a da região, de R$ 340,00.

"O ticket médio cresce devido ao aumento da renda média da população nos últimos anos e da consciência de que é preciso poupar", explica a gerente de inteligência e gestão de clientes da Brasilprev, Soraia Fidalgo.

Planos de previdência para jovens e crianças também estão cada vez mais populares. Na Brasilprev, entre cada três planos, um é de alguém com menos de 21 anos. Soraia conta que entre os clientes de até 30 anos, a maioria das decisões de fazer a previdência privada parte dos pais, pensando em projetos educacionais ou profissionais.

É o caso dos irmãos Luiza e Guilherme Menezes, de 25 e 29 anos, respectivamente, que ganharam um presente diferente do pai, Valmir Menezes, no último Natal: um plano de previdência privada. "Trabalhei no serviço público e recebo meu salário integral como aposentado, mas percebi que esses benefícios estão terminando. Então, propus ajudá-los a buscar alternativas na iniciativa privada", conta o consultor agrônomo. Seu projeto é contribuir com depósitos anuais, até que os filhos consigam investir com recursos próprios. "Todo início de carreira é difícil. Por enquanto, acho que consigo formar uma boa poupança", comemora.

A idade sinalizadora de que está na hora de planejar a aposentadoria é 35 anos, como sugere o consultor financeiro e professor de Economia da Pucrs Alfredo Meneghetti Neto. Ele considera que uma das vantagens da previdência privada é poder adquirir planos diferentes, conforme o perfil do investidor, mais conservador ou agressivo.

Esse investimento também tem incentivos fiscais. O Imposto de Renda, por exemplo, é cobrado apenas no momento do resgate ou do recebimento da renda. Meneghetti, no entanto, destaca que, ao procurar o banco ou a seguradora, é preciso já ter buscado informações prévias.

Ao optar por planos de previdência privada, a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, recomenda comparar as taxas de administração e de carregamento cobrada exclusivamente em planos de previdência privada de uma instituição para a outra, ou tentar negociá-las com o gerente.

Também é necessário ter cuidado ao escolher o tipo de plano e ter claro que previdência privada é um investimento de longo prazo, favorável a quem quer transformá-lo em renda no futuro. "É melhor não usar esse dinheiro para comprar um carro, por exemplo, por causa da alta tributação. A previdência privada não é vantajosa para retirar o dinheiro de uma vez só", orienta.

Quais os tipos de previdência privada?

A previdência privada é complementar à Previdência Social, aquela paga pelo INSS aos trabalhadores, por isso também é chamada de previdência complementar. Mas existem duas modalidades:

Previdência complementar aberta: É comercializada por bancos e seguradoras, e pode ser adquirida por qualquer pessoa ou empresa. É regulada e fiscalizada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), ligada ao Ministério da Fazenda.

Previdência complementar fechada: Também conhecida como fundos de pensão, é mantida por instituições sem fins lucrativos e organizada em planos coletivos. É permitida apenas para funcionários de empresas, servidores do governo ou associados de entidades de classe. É fiscalizada pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC), ligada ao Ministério da Previdência Social.

Preste atenção em seus direitos ao adquirir planos

O sucesso de um plano de previdência privada depende de dois momentos: a contratação e o acompanhamento. Ler com atenção as condições do que se está contratando é essencial. Todas as taxas de carregamento e de administração devem estar previstas no contrato, como explica o advogado e presidente da OABPrev-RS, Jorge Fara. "É um contrato de longo prazo, por isso é importante estar bem informado para adquirir um plano que atenda a seus objetivos no futuro."

A rentabilidade deve ser acompanhada uma vez por ano, observando se está de acordo com a que foi projetada. Se estiver abaixo do esperado, é possível fazer mudanças no plano. A portabilidade é outro direito. Ela possibilita a troca de banco ou seguradora caso o consumidor considere as taxas de administração praticadas elevadas, ou não estiver satisfeito com o atendimento. Qualquer investidor pode migrar seus recursos de um plano para outro sem pagar impostos.

Fonte: Jornal do Comércio

Data: 30.10.2015

Segundo Valor Econômico, segredo é guardar uma parte fixa do salário desde cedo

Quanto mais cedo uma pessoa começar a poupar para a sua aposentadoria, melhor. A palavra­chave para qualquer plano é acumulação. É mais fácil juntar toda a quantia necessária para o indivíduo poder, depois de aposentado, desfrutar de uma renda similar à do período de trabalho se não demorar a tomar a decisão de guardar uma parte do salário exclusivamente para compor a acumulação. E essa fatia do rendimento mensal tem de ser sagrada: independentemente da conjuntura econômica, de crise ou prosperidade, o aporte ao plano previamente definido não pode deixar de ser feito.

Quanto do salário deve ser guardado para garantir a aposentadoria? As seguradoras têm fórmulas que facilitam o cálculo. O valor depende da idade que o segurado tiver no início do plano. Quanto mais tarde for iniciado, maior o esforço de acumulação e mais alto o percentual do rendimento.

O Itaú criou o Conceito 1­3­6­9, elogiado pela simplicidade e precisão. Pela teoria, para ter uma vida tranquila no futuro, as pessoas precisam acumular "anos de salários". Para se aposentar aos 65 anos, o poupador precisará ter acumulado nove anos de renda, ou 108 salários mensais. E é melhor começar a guardar já aos 25 anos de idade. Se a pessoa começar a se preocupar com a aposentadoria aos 45 anos, terá de poupar 35% da renda. Aos 50 anos, a economia terá de subir para metade do salário.

A primeira providência é definir qual percentual da renda atual será satisfatório para assegurar uma vida confortável na aposentadoria. Dependendo da seguradora, a estimativa varia entre 65% a 80% ­­ a porção inclui recursos acumulados no plano privado e o benefício fornecido pelo INSS.

O diretor de Previdência e Investimentos da MetLife, Julio Medina, dá um exemplo. Um executivo de 35 anos que ganha hoje R$ 30 mil por mês e tem a meta de se aposentar aos 60 anos terá de poupar R$ 5,7 mil por mês para acumular, até lá, R$ 3,88 milhões ­ o suficiente para obter um rendimento vitalício de R$ 22,5 mil, equivalente a 75% do seu salário atual. Desses R$ 22,5 mil, R$ 18 mil serão fornecidos pela seguradora e R$ 4,5 mil virão do teto da previdência oficial. Se o executivo iniciar o plano aos 20 anos, o desembolso mensal será de R$ 2 mil para o mesmo resultado final. Aos 25 anos, a contribuição sobe para R$ 2,8 mil e, aos 30, para R$ 4 mil.

Aos 60 anos, o segurado terá a opção de converter o total acumulado naquela renda vitalícia ou administrar saques mensais. De acordo com Marcos Figueiredo, superintendente de investimentos do Santander, apenas 10% dos segurados preferem fazer a conversão em renda perpétua. A maioria opta por gerir o estoque como forma de preservá­lo para usufruto do beneficiário quando do falecimento do titular. Na conversão, após a morte do titular, o valor destinado ao beneficiário é recalculado pela instituição e costuma se reduzir muito.

A compra de uma renda vitalícia é muito utilizada por detentores de grandes fortunas para distribuir herança entre herdeiros considerados sem a disciplina financeira necessária para o gerenciamento autônomo dos bens.

"Para quem não tem disciplina com seus gastos, é melhor fazer a conversão do que pegar o dinheiro acumulado de uma vez só", diz Figueiredo.

Quem for iniciar o plano de aposentadoria na média idade, terá de correr contra o tempo. Há três saídas, segundo Medina, da Metlife: acelerar os aportes mensais, cortar gastos de maneira obsessiva ou escolher investimentos financeiros mais agressivos, portanto, mais sujeitos a risco. Para o poupador não entrar em pânico com a dimensão do desafio que tem pela frente, Figueiredo recomenda uma análise detalhada do patrimônio e da estrutura de gastos. "Ele não precisa ter uma poupança financeira em torno de R$ 4 milhões para se sentir seguro.

A casa onde mora, obviamente própria, também pode ser entendida como bem a ser utilizado para complementar a aposentadoria. Ele pode vendê­la quando for a hora e morar num imóvel menor", exemplifica. A atenção aos gastos terá de ser constante. "Gasto é igual a unha, precisa cortar todo dia", aconselha.

Antes de deslanchar seu plano de previdência privada, o poupador deve, na visão do superintendente do Santander, constituir uma reserva de curto prazo. Ela irá permitir a cobertura de despesas emergenciais e funcionará como um seguro­desemprego. Impedirá a interrupção do plano de previdência ou a utilização de dinheiro já poupado para o pagamento de despesas essenciais. Para formar a reserva de curto prazo, o poupador deve investir 10% do salário durante 18 meses. Assim garantirá três vezes a renda mensal e poderá começar a reserva de longo prazo.

Há outra razão para o investidor iniciar o mais cedo possível o seu programa de previdência. O Brasil é um generoso pagador de juros reais às aplicações financeiras. Taxas acima da inflação entre 5% e 7% são aliadas poderosas no esforço de acumulação. Dez anos de capitalização de juros fazem uma enorme diferença. Segundo o diretor de Vida e Previdência da SulAmérica, Fabiano Lima, se alguém iniciar o plano de aposentadoria aos 35 anos terá de destinar a ele o dobro do desembolso mensal feito por quem fez a adesão aos 25. Com juro real de 6% ao ano, o indivíduo de 25 anos terá de investir 4,5% do seu salário para chegar aos 65 anos com uma reserva de 85 salários. Se a idade de partida for de 35 anos, para obtenção da mesma reserva, a poupança mensal subirá para 9% do rendimento. Aos 45 anos, o quadro se complica: a poupança comerá 19% da renda bruta.

Fonte: Valor Econômico

Data: 29.10.2015

Valor Econômico: Maternidade é divisor de águas na decisão de poupar

"Não casei com um homem rico, não espero nada do governo e a minha previdência privada está associada à qualidade de vida que desejo ter na velhice, uma preocupação que comecei a sentir quando fiz 30 anos." O comportamento financeiro da assistente executiva Fabiane Ribeiro, de 35 anos, é marcado por um divisor de águas bastante claro: a maternidade.

Acostumada a trabalhar desde os 15 anos de idade, juntou dinheiro para comprar o próprio carro aos 18, mas no meio do caminho mudou de ideia e foi estudar inglês na Califórnia, onde passou dois anos por conta própria. De volta ao Brasil e ao mercado de trabalho, em dez anos colecionou vários carimbos no passaporte, comprou automóvel e o primeiro apartamento: saciou todos os seus desejos de consumo.

Há um ano, vive com o pai do seu filho, um bebê de 15 meses que veio ao mundo para reformular seus conceitos de matemática: "Tenho minha aposentadoria pessoal, que pago mensalmente aqui na empresa. São 3% do meu salário, acrescidos de mais 1,5% bancados pela companhia, que vão direto para a previdência privada do HSBC. Mas também tenho o compromisso de uma aplicação em nome do meu filho, em débito automático, até ele completar 18 anos."

A ideia é usar o dinheiro para presentear o menino com um carro, assim que ele atingir a maioridade. "Mas se estivermos enfrentando dificuldades financeiras, essa poupança vai permitir custear uma faculdade", adianta Fabiane.

Para tanto, ela conta que separa, mensalmente, R$ 100 para o Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL), o plano que escolheu para o filho. O companheiro de Fabiane paga outros R$ 100, "mas ele tem de passar o valor para a minha conta, porque o contrato está em meu nome".

Microempresário, o companheiro de Fabiane aparentemente não divide as mesmas preocupações em relação ao dinheiro. Não tem um plano de previdência privada pessoal e não pensa insistentemente no assunto. Essa é, na opinião dela, a principal diferença entre eles: "Meu perfil é conservador, tradicional. Eu nunca tive uma educação financeira, mas tenho necessidade de garantir o dinheiro. Não quero correr riscos, principalmente agora que sou mãe."

Independência também motiva a estagiária Karina Godoy, de 22 anos, a economizar perto de 80% do que ganha por mês. O que a move: "Não depender mais dos meus pais, sair de casa algum dia, fazer um MBA, comprar um apartamento, trocar de carro". Ele diz que é " bastante econômica. Desde os 18 anos guardo dinheiro", explica.

"Quando entra o meu salário, deixo um pouco na conta para as minhas despesas diárias e o resto eu guardo. Não me privo de nada, mas se puder fazer uma compra no cartão, sem juros, deixo para pagar no mês seguinte e economizo o dinheiro." Vivendo com rédeas tão curtas, ela conta que se tentação de consumir for grande em um determinado mês e ela só conseguir economizar metade do salário, na certa vai "ficar triste" e fazer de tudo para apertar o cinto e tentar compensar em seguida.

Fonte: Valor Econômico

Data: 29.10.2015

Previdência com objetivos específicos para crianças é foco em texto do Valor Online

Planos de previdência com objetivos específicos para crianças ­ como formação de poupança para a faculdade, pós­graduação, viagem, abertura do primeiro negócio ­ são considerados estratégicos pelas seguradoras. Esses produtos servem de ponte para as instituições estabelecerem relacionamento com pais e avós e, no longo prazo, com as crianças, já na fase adulta.

De janeiro a junho de 2015, o volume de recursos que entrou no PrevJunior da Icatu Seguros cresceu 64% em relação ao primeiro semestre do ano passado. "Muitas vezes, os pais não têm plano de previdência, mas contratam para os filhos", diz o superintendente de produtos de previdência da Icatu Seguros, Sérgio Prates.

O plano de contribuição mensal PrevJunior apresenta tíquete médio de R$ 122,00. Junto com o Prev Junior, há a possibilidade de contratação do seguro com coberturas que garantem pensão ou pagamento único, no caso de morte, e renda mensal no caso de invalidez total e permanente.

Na BrasilPrev, cerca de um terço (35%) do total de planos é voltado para crianças. "O BrasilPrev Junior é o carro chefe da companhia. É um segmento que damos muita atenção", diz o superintendente comercial da Brasilprev, Guilherme Rossi. "O tíquete médio de R$ 141,00 por mês garante um crescimento lento e permanente", afirma Rossi.

Segundo levantamento da Brasilprev de julho de 2015, feito com base nos mais de 420 mil clientes e 620 mil planos voltados ao público menor de idade, houve um crescimento no valor do tíquete médio de 8% em um ano: eram R$ 131 em julho de 2014 e saltaram para R$ 141 em julho de 2015.

"Observamos um aumento contínuo dos valores mensais investidos nos planos. No acumulado dos últimos cinco anos, foi de 40,3%", afirma a gerente da área de inteligência e gestão de clientes da Brasilprev, Soraia Hidalgo.

No estudo, a BrasilPrev mapeou a faixa etária dos clientes menores dos planos Brasilprev Junior. Na maioria, eles possuem entre sete e 14 anos de idade (41%), seguidos daqueles que têm entre zero e seis anos de idade (27%).

Quando analisada a idade dos responsáveis financeiros dos planos ­ que em maior parte é composta por pais (91%), seguidos por avós (6%) e tios (2%) ­ verifica­se que 36% têm entre 41 e 50 anos de idade, 30% entre 31 e 40 anos, 20% entre 51 e 60, 8% entre 61 e 70, e 2% mais que 70 anos de idade.

Na Zurich Santander, a captação de líquida de recursos nos planos para crianças aumentou 15% de janeiro a agosto de 2015, em relação ao mesmo período do ano passado, explica o diretor de produtos de previdência da Zurich Santander, João Batista Mendes. "A média de pagamento mensal é de R$ 120,00, sendo que 95% dos valores acumulados no produto resultam da regularidade de pagamento", diz. A maior parte (90%) vai para produtos de renda fixa.

Fonte: Valor Online

Data: 29.10.2015

Saiu no Diário do ABC - Brasileiros que moram no exterior podem contribuir para Previdência

O número de brasileiros dispostos a deixar o País para tentar uma chance no mercado de trabalho no Exterior aumentou. Segundo pesquisa da Catho, site de classificados de emprego, o percentual de profissionais que aceitariam uma vaga em outros países passou de 75,9% em 2014 para 79,2% neste ano. E tão importante quanto planejar melhores condições salariais é manter a contribuição previdenciária em outro país. E esse processo é facilitado onde o Brasil tem acordos Internacionais de Previdência Social, que funcionam como um mecanismo de cooperação de informações sobre os segurados brasileiros que residem lá fora, como as regras para concessão dos benefícios e os tempos de contribuição.

De acordo com o ministério da Previdência, o principal objetivo desses acordos é garantir os direitos de seguridade social previstos nas legislações aos trabalhadores brasileiros e dependentes legais, residentes ou em trânsito nos países. Porém, esses acordos não implicam na modificação da legislação vigente em cada local, ou seja, os pedidos de benefícios e os direitos e condições são avaliados de acordo com as regras de cada país.

O Brasil tem acordos bilaterais de Previdência Social em vigência com 12 países: Alemanha, Bélgica, Cabo Verde, Canadá, Chile, Espanha, França, Grécia, Itália, Japão, Luxemburgo e Portugal. E dois acordos multilaterais, englobando países do Mercosul e da comunidade ibero-americana. No dia 1º de novembro, entrará em vigor o convênio entre o Brasil e a Coreia do Sul.

Trâmite

A entrada em vigor dos acordos de Previdência Social entre o Brasil e outros países ocorre somente depois do processo de ratificação pelo Congresso Nacional e da publicação de decreto presidencial. Alguns deles, por exemplo, ainda dependem de aprovação, como os da Coreia do Sul, Estados Unidos, Suíça e os da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Benedito Adalberto Brunca, secretário de Políticas de Previdência Social do ministério, afirma que cerca de 90% da comunidade brasileira no Exterior reside em países com os quais o Brasil já tem acordo em vigor ou em processo de ratificação. "Há uma intensificação no fluxo de migrantes e trabalhadores. Para garantir a proteção social, a ampliação da cobertura se torna imprescindível".

O levantamento do ministério sobre a população brasileira em países com os quais o Brasil já negociou acordos de Previdência Social também mostra que a maioria está localizada nos Estados Unidos. Os países do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai) e o Japão aparecem na sequência de maior número de concentração brasileira, com 8,56% e 7,38%, respectivamente.

Segundo informações da área técnica do Ministério da Previdência, o procedimento para utilizar um acordo ocorre no momento do requerimento do benefício previdenciário, deslocamento temporário ou pedido de transferência de benefício para pagamento no Exterior. O interessado deve procurar a instituição previdenciária do país de residência e o local onde deve ser protocolado o pedido. No caso do requerimento de um benefício, as instituições previdenciárias se comunicam para a troca de documentos e informações sobre os períodos de contribuição. Os documentos apresentados pelo segurado referentes à contribuição serão avaliados e confirmados pela instituição previdenciária daquele mesmo local.

O ministério esclarece que os períodos de contribuição não são transferidos de um país para o outro. "Eles são totalizados quando necessário para completar a carência que dará direito ao benefício solicitado (desde que previsto no acordo). O valor a ser pago será proporcional ao tempo de contribuição em cada país e em relação ao tempo totalizado", informou a área técnica por meio da assessoria de imprensa.

O professor especialista em Direito Previdenciário Adriano Mauss explica que o brasileiro que já mora fora do País e ainda não contribui para a Previdência Social pode contribuir na condição de facultativo. "Já o segurado obrigatório do INSS por conta de um contrato de trabalho firmado no Brasil, embora com exercício de atividade no Exterior, terá o mesmo tratamento dado a um residente no País", afirma.

Quem mora no Exterior e já recebe o benefício previdenciário do Brasil deve ficar atento para alguns pontos: não deixar de encaminhar o atestado de vida anualmente para o consulado; fazer o recadastramento quando solicitado e informar qualquer alteração em seus dados cadastrais para os órgãos de competência.

Faltam informações para segurados

O professor Adriano Mauss listou os problemas mais recorrentes em relação aos segurados e aposentados da Previdência Social que moram no Exterior: falta de informação sobre seus direitos; falta de comprovação da atividade exercida no Exterior, quando o órgão local não preenche de forma satisfatória os formulários do acordo; e a demora dos entes governamentais no fornecimento dos documentos solicitados pelos segurados.

Segundo o especialista, o Judiciário sempre pode ser acionado para resolver qualquer controvérsia existente, o que normalmente ocorre caso haja um impasse de ordem local, no INSS. "Entretanto, quando a controvérsia se refere à expedição de documentos no país da origem do vínculo, a mesma deverá ser dirimida segundo as regras daquele Estado", orienta.

Para evitar esses tipos de problemas, ele recomenda que, antes de viajar, o segurado pesquise se o país de destino tem acordo previdenciário com o Brasil e se informe sobre seus direitos.

Já no Exterior, o brasileiro deve se informar sobre a legislação previdenciária local e a forma de contribuição social. "Posteriormente, no caso de retorno ao Brasil, ele deverá solicitar o preenchimento dos documentos comprobatórios das contribuições vertidas na época em que esteve naquele país pelo instituto previdenciário local. Quando ele requerer algum benefício no INSS, essa documentação deverá ser entregue", explica o professor.

Ainda segundo Mauss, o segurado aposentado pelo RGPS (Regime Geral de Previdência Social) que estiver em viagem e não puder receber o seu benefício poderá conceder a um terceiro (familiar, por exemplo) uma procuração para que este o represente na realização de todo e qualquer procedimento referente ao INSS, inclusive o recebimento do benefício. "Basta que o segurado emita essa procuração e comprove a viagem", finaliza.

Fonte: Diário do Grande ABC

Data: 26.10.2015

Agência Estado: Ministro diz que reforma da Previdência deve ser discutida com a sociedade

O ministro do Trabalho e da Previdência Social, Miguel Rossetto disse no dia 22 de outubro que a reforma da previdência que está sendo preparada pelo governo deve preservar as conquistas trabalhistas dos últimos anos, "assegurando a sustentabilidade financeira e reconhecendo que a grande transição demográfica em andamento". Ele confirmou que o governo está discutindo uma proposta para estabelecer uma idade mínima para aposentadoria no Brasil.

Embora essa não seja a disposição da área econômica, Rossetto ressaltou que, antes de ser enviada ao Congresso Nacional, a proposta será discutida com movimentos sociais, centrais sindicais, empresários e a sociedade civil em geral. "Estamos construindo nossa posição sobre aperfeiçoamento do sistema previdenciário brasileiro, extraordinário patrimônio da sociedade brasileira", afirmou o ministro, em entrevista após participar de seminário na Câmara.

Como mostrou hoje o jornal "O Estado de S. Paulo", o Executivo indicou que deve propor idade mínima de 60 anos e 65 anos para mulheres e homens se aposentarem, respectivamente. Preocupada em mostrar que não está de braços cruzados com o aumento do rombo das contas públicas, a equipe econômica quer acelerar as mudanças nas regras da Previdência para conter o crescimento do déficit.

Pela pressa em aprovar as alterações, a ideia do governo seria apresentar a proposta ao Congresso sem esperar consenso no Fórum Nacional do Trabalho e da Previdência Social, criado para discutir a reforma e assuntos trabalhistas. Rossetto não concorda em "atropelar" o fórum porque seu papel no governo sempre foi de interlocutor com os movimentos sociais.

O ministro destacou que a proposta será construída em um "ambiente negociado, com a sociedade civil e Congresso". "Será discutido com movimentos sociais, centrais sindicais, centrais empresariais, com Congresso e conjunto da sociedade civil. Queremos construir agenda que seja capaz de incorporar sugestões e opiniões do Congresso Nacional e da sociedade", afirmou.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sinalizou hoje que a proposta poderá ser aprovada pela Casa, desde que não haja mudança de regra para quem já está no mercado de trabalho - justamente a proposta em estudo pelo governo. Segundo apurou o jornal, a ideia do Executivo é de que qualquer mudança não atinja pessoas que já trabalham e contribuem para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os efeitos devem ser graduais, mas crescentes, sobre o resultado da Previdência e o resto da economia.

"Se mostrar que vai fazer (a mudança) para novos que estão começando, é viável. Se disser que vai mudar o direito adquirido de quem está perto de se aposentar, é mais difícil (ser aprovada)", afirmou o peemedebista. Cunha avaliou que a proposta do governo é uma "pauta boa" para o Brasil, pois o déficit da Previdência deverá aumentar a cada dia em razão do aumento da expectativa de vida da população. "Se não atacarmos o problema da Previdência, não vamos resolver o futuro deste País", disse.

O Brasil é um dos poucos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que não estipula uma idade mínima para aposentadoria. Numa lista de 35 nações, o País tem a menor idade média para aposentadoria: 57,5 anos. A média é considerada muito baixa para honrar os pagamentos dos benefícios no futuro. Os outros países da organização têm média de 64,2 anos. O governo brasileiro defende que a experiência internacional aponta idade mínima próxima de 65 anos.

Fonte: Agência Estado

Data: 22.10.2015

11 sinais de que você não lida muito bem com dinheiro

Todos nós cometemos erros com o dinheiro às vezes, até aqueles que são rigorosos no controle das finanças pessoais. No entanto, outras pessoas são verdadeiros desastres quando o assunto é orçamento.

O site Business Insider listou 11 sinais que podem revelar se você sabe lidar bem ou não com dinheiro. Confira:

1.­ Você não sabe quanto ganha ou gasta

Se você não sabe quanto dinheiro entra e sai da sua conta bancária cada mês, você está destinado à falência por conta de gastos excessivos e dívidas. A matemática é simples: se você está gastando mais do que você ganha, você vai estar em dívida. E se você nem sequer sabe os números da equação, as chances de você ter uma surpresa desagradável são grandes. Você não precisa anotar cada centavo, mas é bom ter uma ideia do quanto vai nos gastos principais, como carro, saúde, parcelas, entre outros.

Solução: tenha um registro de suas receitas e despesas. Pode ser em um aplicativo, planilha de Excel ou caneta e papel, o que importa é manter essa prática para garantir uma conta azul no final do mês. Depois de saber quanto você ganha e quanto você gasta, algumas contas simples irão revelar o quanto você pode se dar ao luxo de poupar, investir ou gastar em supérfluos.

2.­ Você não paga a fatura integral do cartão

As dívidas, em grande parte, estão agrupas em duas categorias: boas e más. As dívidas boas são aquelas que te permitem investir no futuro, como a compra de uma casa ou empréstimos para pagar uma faculdade. Já as dívidas más são aquelas com juros altos e que não te ajudam a construir uma riqueza. O principal exemplo são as dívidas de cartão de crédito. Dados da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) mostram que a taxa média de juros do cartão de crédito no Brasil é de 13,37% por mês, o equivalente a 350,79% ao ano.

Solução: a dívida do cartão de crédito deve ser uma prioridade, já que ela tem taxas muito altas e rapidamente fica fora de controle.

3.­ Não economizar para emergências

Ganhar somente para pagar as contas não é a melhor forma de agir com o orçamento. O ideal é ter um fundo de emergência para quanto acontecem imprevistos, como gastos com saúde ou algum reparo no carro. Além disso, se não sobra dinheiro para as emergências, significa que também não sobra dinheiro para os seus sonhos e objetivos, como uma viagem ou uma faculdade.

Solução: existem duas opções para sobrar dinheiro: ganhar mais ou gastar menos. No primeiro caso, você pode pedir um aumento ou tentar um segundo emprego. Agora, se a opção for gastar menos, considere em reduzir os maiores gastos e determine um valor máximo para gastar por dia.

4.­ Você se estressa quando o assunto é dinheiro

Se você fica nervoso ou se sente culpado com as contas no final do mês é porque não está sabendo organizar o seu orçamento.

Solução: se a origem do seu estresse é dinheiro, então você precisa tomar alguma atitude. Para começar, identifique qual é a sua preocupação; não conseguir pagar as contas; não conseguir quitar as dívidas; aposentadoria; casa própria. Depois disso, veja como reverter a situação, seja gastando menos, investindo parte do dinheiro ou pedindo um aumento.

5­. Você foi pensar na aposentadoria muito tarde

O planejamento da aposentadoria é algo que não pode ficar para depois. Apesar disso, um estudo realizado pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) revela que 57% dos brasileiros não estão preparados financeiramente para a aposentadoria.

Solução: Se você ainda não começou a fazer um investimento para aposentadoria, comece. Os principais são os de previdência privada, mas você pode tentar outros investimentos com retorno mais rápido para juntar um pouco mais de dinheiro. Mas se você realmente não se preparou para o futuro, comece a pensar em um emprego de meio período para poder cobrir as despesas principais quando estiver "aposentado".

6.­ Você não sabe como está seu nome

Estar com o nome sujo na praça, ou seja, endividado, pode causar muitos problemas, principalmente quando vai negociar com credores e fazer compras a prazo. Além disso, existem outras consequências negativas, como ter os seus bens penhorados e dificuldade de conseguir emprego.

Solução: Verifique os sites do SPC e Serasa para ver qual é a sua situação e procure negociar diretamente com as instituições para qual está devendo, buscando novas formas de quitar a dívida.

7.­ Você não fala de dinheiro com o seu cônjuge

O dinheiro é um dos motivos que mais causam brigas nos relacionamentos e muitos casais têm dificuldades de compartilhar o orçamento. Se você não sabe o quanto seu parceiro ganha e gasta, você não tem a imagem completa das finanças familiares. A comunicação ineficaz sobre o dinheiro pode levar a tensão, gastos excessivos e dívidas.

Solução: Abra o jogo com o seu parceiro. Se precisar, procure a ajuda de um planejador financeiro para conversar sobre finanças para casais.

8.­ Não incluir as crianças no planejamento financeiro

Muitos pais não sabem como incluir as crianças nas finanças da família ou acham que não é importante. No entanto, os pequenos, em geral, são os que demandam mais dinheiro na família, com vestuário, educação, saúde, atividades e brinquedos. Além disso, as crianças imitam os que os pais fazem. Se você gasta com bobagens, quando elas tiverem o seu próprio dinheiro, também consumirão sem analisar as contas.

Solução: comece a demandar pequenas responsabilidades financeiras para os seus filhos, como ajudar no supermercado ou no planejamento das próximas férias. Comprar um cofrinho e ensiná­los a poupar também é uma boa ideia.

9.­ Você tem medo de investir

Para quem está começando, investir parece um bicho de sete cabeças com aqueles jargões, taxas, relatórios de mercado e a tão temida bolsa de valores. No entanto, investindo o seu dinheiro você verá que o potencial de crescimento é bem melhor que o da poupança tradicional.

Solução: mesmo o bilionário Warren Buffet recomenda uma abordagem conservadora. Na dúvida, procure um consultor de investimentos para te orientar sobre qual melhor tipo de investimento para cada tipo de objetivo.

10.­ Você sente que tem algo a esconder

Se suas finanças não estão bem, provavelmente você não gosta quando o assunto dinheiro surge na roda de amigos ou quanto o gerente do seu banco te liga. Uma pesquisa do SPC Brasil mostra que 48% dos inadimplentes sente "vergonha por ter dívidas" e 44% tem "insegurança e o medo de não conseguirem quitar as pendências".

Solução: Ao invés de esconder a sua situação, você deveria expor para as pessoas mais próximas. Elas podem te ajudar a se recuperar. Caso não queira fazer isso, procure um educador financeiro para te orientar.

11.­ Você acha que aprender sobre dinheiro é chato

Se você acha que aprender sobre dinheiro é chato, as chances são de que você não está fazendo isso. Mas não existe maneira de melhorar se você não sabe o que precisa fazer.

Solução: A informação está lá fora, basta procura­la em livros, artigos, sites, entre outros canais.

Fonte: InfoMoney

Data: 17.09.2015

Superar a visão de curto prazo é missão para a economia comportamental

A principal característica dos programas de educação financeira e previdenciária para os novos tempos, que incorpora questões de psicologia, sociologia e neurociências à economia, reflete a urgência de superar o conceito de fornecer informação financeira pura e simples. É preciso avançar e garantir que os programas reforcem cada vez mais as técnicas voltadas à mudança de hábitos, valorizando a economia comportamental.

"O grande desafio educacional da previdência complementar é alterar a visão de curto prazo e inspirar a preocupação com a poupança de longo prazo", destaca o especialista em finanças e economia André Massaro.

Ele sublinha que "a economia comportamental inclui a análise de aspectos psicológicos porque eles são, na verdade, mais relevantes do que os aspectos puramente econômicos ou financeiros nas decisões das pessoas em relação ao seu dinheiro".

Os programas devem levar em conta a diferença entre informação financeira e educação financeira. Informação sobre finanças está disponível na internet 24 horas por dia para quem quiser, então a falta de informação não pode mais ser considerada um problema. "A questão é provocar o interesse das pessoas de modo que elas se engajem em um compromisso de longo prazo e superem uma característica social em que o mais importante é a gratificação imediata de desejos de consumo", alerta o especialista. Isso significa suplantar o raciocínio pouco lógico que prioriza ganhos de curto prazo, ainda que pequenos, mesmo que haja perda no longo prazo.

Ao analisar a conjuntura da previdência complementar, durante o 3º Encontro Nacional de Educação dos Fundos de Pensão promovido pela Abrapp, Massaro lembrou que o estímulo ao pensamento de longo prazo é vital para manter e ampliar o número de participantes. "Em épocas de crise as pessoas costumam perder a confiança e os mais jovens ignoram, inclusive, que o País já viveu crises econômicas muito mais graves e que a economias em crise tendem a se recuperar". Nesse ambiente, é ainda mais importante evitar que se perca a perspectiva de longo prazo em relação à poupança previdenciária.

Os erros mais comuns em relação aos planos, diz o especialista, são a relutância em aproveitar a contribuição do patrocinador - um erro indesculpável cujo preço será pago a longo prazo; o não aproveitamento das vantagens fiscais e a escolha de perfis de investimento inadequados. "É preciso mostrar que o fundo de pensão patrocinado é indiscutivelmente o melhor investimento que existe, até porque a baixa aderência ainda é motivada por desconhecimento dessa vantagem e pelo não entendimento do efeito multiplicador das contribuições a longo prazo", afirma Massaro.

Métricas - Na visão da especialista em comunicação e gestão de relacionamento, Patrícia Motta Fagundes, a estratégia de avaliação dos programas educacionais das EFPCs devem utilisar métricas e indicadores atrelados a objetivos muito bem definidos. "Não devemos construir indicadores apenas para medir resultados, mas eles devem visar principalmente o acerto de rumos, a otimização de recursos, a condução do desempenho e a orientação da gestão". Usar indicadores que não estão ligados às metas do plano produz apenas coleta de dados e não gera resultados efetivos.

Ela também destacou a importância das pesquisas. "O uso sistemático e periódico de pesquisas de avaliação permite que seja construída uma série histórica e que os resultados sejam melhor consolidados e comparados".

Fonte: Diário dos Fundos de Pensão

Data: 15.09.2015

Planejamento financeiro traz tranquilidade e viabiliza sonhos

Cursar uma pós-graduação, fazer uma viagem ou adquirir aquele bem tão desejado. Tudo isso é possível, mesmo em épocas de vacas magras. O segredo? Disciplina. Ter as contas organizadas e controlar impulsos possibilitam uma vida muito mais tranquila além de gerar condições para alcançar os objetivos traçados com sucesso.

"Planejamento é a alma do negócio. Pessoas planejadas curtem mais do que aquelas que se dizem gastões ou consumistas, pois elas compram melhor, evitam aquisições sob compulsão e estudam antes de sair para comprar algo previamente colocado como meta", afirma o consultor financeiro Marcos Romano.

A representante comercial de São Bernardo Patricia Bascoy, 27 anos, faz parte da parcela - ainda pequena - da população que se preocupa com a "saúde" de seu orçamento. A jovem conta que tem uma planilha no Excel em que controla todos os gastos mensais divididos em categorias, como alimentação, carro, combustível, entre outros. "Através dela consigo ver onde gastei mais no mês atual e a previsão para os próximos meses. Assim fica mais fácil cortar alguns gastos sempre que necessário", diz.

Apesar de admitir que, como a maioria das mulheres, já teve seus momentos de descontrole financeiro, Patricia conta que desenvolveu o costume de poupar desde que começou a trabalhar como estagiária. No início, o valor destinado à poupança era apenas aquele que restava na conta, mas com o tempo, passou a estabelecer valores mínimos mensais e abriu aplicações e previdências, cada uma com um objetivo e um prazo para retirada. "Acho que o bacana de você controlar suas finanças é conseguir fazer um planejamento legal e ter dinheiro para tudo. Uma viagem pode custar uma pequena fortuna, mas se você vem guardando o dinheiro há algum tempo não vai ter grandes surpresas."

Para quem ainda não segue o exemplo de Patricia, a boa notícia é que nunca é tarde para começar. Então, mãos à obra. Antes de mais nada, o consultor financeiro diz que o que deve ser levado em conta são os objetivos que se pretende alcançar, sejam eles algo relacionado ao próprio desenvolvimento ou uma simples vontade.

A primeira dica para elaborar um planejamento eficaz é conhecer os números que fazem parte do orçamento. "Não saber onde o dinheiro vai é uma das principais falhas. A maior ocorrência que eu vejo é as pessoas se lamentarem por não sobrar dinheiro para o lazer. Na verdade, elas gastam muito com eventos que se relacionam ao divertimento, mas por ter virado um hábito, elas não reparam o destino dos recursos", explica Romano.

Na hora de planejar os gastos, três tipos devem ser identificados: os pessoais, os secundários e os destinados à diversão. "Comece a cumprir suas metas pessoais, aquela reserva financeira para sua viagem, para seu curso de especialização ou para a troca do carro ou da casa. Depois pague as contas secundárias. Isso mesmo: água, luz e telefone precisam vir depois de seus objetivos pessoais e por último defina um valor como máximo para investir em lazer", aconselha.

E relação às contas secundárias - que dificilmente ficarão fora de seu orçamento - a dica é tentar reduzi-las a partir da adoção de novas atitudes. "Contas como de luz, água, energia elétrica e celular exigem mudança de comportamento para que de fato se consiga reduzir consumo desses bens e, por consequência, uma redução na conta. Em um cenário como o de hoje, em que tudo sobe e a renda está estagnada, é possível cortar ou alterar comportamento para reduzir despesas. É preciso mudar o padrão de estabilidade financeira que tinha anteriormente à crise", afirma o professor de Economia da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul) Volney Gouveia.

Guardar é fundamental - Saber a melhor forma de gastar os rendimentos não é suficiente. Máxima entre os especialistas, saber poupar é imprescindível para assegurar uma vida financeira saudável.

"Poupar é essencial, uma vez que em qualquer situação de emergência você poderá recorrer ao dinheiro mais barato do mercado: ao seu. Caso contrário, prepare-se para o redemoinho dos juros que são cobrados por instituições financeiras e pelas administradoras de cartão de crédito.

Programe-se para ter no mínimo nove vezes o seu padrão básico de custo de vida em uma aplicação líquida, ou seja, que pode ser acionada através de um resgate a qualquer momento", diz Romano.

É importante, contudo, lembrar que o dinheiro guardado deve ser de fato guardado, e não utilizado para compras supérfluas ou para cobrir a conta negativa no banco. "A reserva deve ser mexida quando temos a interrupção temporária do emprego, algum caso de saúde ou algo mais urgente, que possa comprometer a segurança da família. Em linhas gerais, não vejo um motivo fora dessas condições", orienta Gouveia.

O hábito de poupar deve começar o quanto antes. O ideal, de acordo com o professor, é começar a reserva desde quando se entra no mercado de trabalho. Assim, acumula-se volume maior de recursos.

Opções no mercado - A poupança é apenas uma forma de angariar recursos. O mercado, no entanto, oferece uma série de produtos para ajudar o cliente nessa tarefa. Previdências privadas e seguros são algumas delas.

Segundo Romano, a poupança é, sem sombra de dúvidas, a aplicação favorita dos brasileiros e é recomendada para o início de projetos, momento em que a soma para a nova reserva ainda é muito pequena. No entanto, após um tempo, diversas outras aplicações são possíveis e indicadas, uma vez que mostram melhores resultados.

Já a previdência privada é um investimento de longo prazo e que visa complementar a aposentadoria. No entanto, o consultor ressalta que ela não deve servir como cheque especial ou para complementar a compra de um carro novo, por exemplo, por conta da carga tributária.

O seguro de vida por sua vez, ainda é de longe o produto financeiro mais evitado aqui no Brasil, pois é encarado como um planejamento para terceiros. Para Romano, entretanto, as pessoas se esquecem que o maior beneficiário do produto serão elas mesmas ou quem diretamente está envolvido com elas. "Além disso existem diversos produtos de seguro que premiam pessoas que possuem um ótimo estilo de vida e que chegam com saúde a terceira idade."

O fundamental, contudo é lembrar que o maior investimento deve acontecer, antes de mais nada, na própria consciência. "Existem diversos sistemas para nos auxiliar no que diz respeito a guardar, mas nenhum deles funcionará se você não mudar sua mentalidade. Se a origem dos seus pensamentos lhe conduzem a uma vida de imediatismo, com certeza terá novos problemas após alguns meses e a tendência é que desista e não retome nunca mais um planejamento financeiro", finaliza Romano.

Fonte: Diário do Grande ABC

Data: 14.09.2015

Notícias do Dia: Dez dicas para planejar a aposentadoria sem apertos

Após 41 anos de trabalho no Correios, Manoel João do Nascimento, 61, finalmente pôde descansar sem se preocupar em como se manter. Há dez meses fora do mercado, a aposentadoria para Nascimento tem sido sinônimo de tranquilidade, aproveitando o tempo com seus hobbies da pescaria e jardinagem, e a possibilidade de dar mais atenção à família. Isso porque, ele sempre aprendeu a economizar, pagou uma previdência privada e hoje tira uma renda extra, além da aposentadoria garantida pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Diferente de Nascimento, uma pesquisa recente do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) Brasil, apontou que 57% dos brasileiros não se preparam para a aposentadoria. E desses, 17% revelaram que pretendem depender apenas do INSS. Conforme os últimos dados divulgados pelo instituto, em julho de 2015, foram mantidas 829,015 mil aposentadorias em Santa Catarina. Dessas 42,702 mil são de aposentados de Florianópolis.

Perceber que grande parte dos já aposentados não pensou em como se manter na aposentadoria preocupa Manoel, que planejou a sua e até mesmo o futuro dos netos, realizando uma poupança para eles. "Tenho colegas que buscam hoje um posto no mercado de trabalho porque não conseguem viver apenas com o INSS. Eu sempre disse que a pessoa tem que poupar desde novo. Dedique 20% do seu salário e guarde, ou faça uma previdência privada", indica. O investimento para o aposentado tem que ser pensado a médio e longo prazo para que a chamada "melhor idade" seja de fato aproveitada.

Plano complementar

A aposentadoria pelo INSS tem grande importância, mas não se pode depender unicamente dela. É o que indica o técnico de uma empresa de economia mista de Florianópolis Alcidio Vieira Filho, 52. Ele e o seu colega de trabalho, o economista Renato Grigolo, 62, ainda não se aposentaram, mas planejam não depender unicamente do INSS.

Renato já pode retirar a aposentadoria e aguarda o momento oportuno, já Alcidio terá sua aposentadoria concedida para dezembro de 2020, mas se prepara financeiramente para alcançar esta fase com êxito. Ambos pagam um plano complementar, uma previdência privada da empresa que trabalham, com desconto em folha, e contam com um bom FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

"Participar de um fundo previdenciário privado e manter uma reserva para a aposentadoria, assim como planejar a estrutura familiar com a casa própria, veículo quitado, e os filhos bem encaminhados são metas essenciais. A aposentadoria é um momento para aproveitar a vida, sem precisar continuar trabalhando", opina Alcidio.

Para o economista Renato Grigolo, os casos de pessoas que se aposentam e continuam a trabalhar ocorre por falta de planejamento. "Todo cidadão deveria fazer um plano previdenciário a parte, para que na velhice possa ter mais recursos", afirma o economista.

Formas de aplicações e investimentos

Para Thiago Alvarez, sócio do site de finanças pessoais GuiaBolso, o resultado da pesquisa feita pelo SPC Brasil preocupa principalmente no que diz respeito a quem pretende depender do INSS. Como o valor da aposentadoria geralmente é menor que o último salário, muitas pessoas podem ter dificuldade para manter o padrão de vida.

"Aí a única coisa que resta é cortar gastos. Ou essas pessoas correm o risco de encarar o endividamento", ressalta. Para evitar surpresas, o planejamento financeiro é fundamental. "É preciso ter uma reserva financeira separada da familiar. Se ficar no mesmo bolo, o consumidor pode ficar tentado a tirar o dinheiro para comprar um carro ou a gastar de outra forma", afirma Marcela Kawauti, economista­chefe do SPC Brasil.

Uma dica é colocar o dinheiro em aplicações nas quais seja mais difícil resgatar o montante, como o Tesouro Direto ou a previdência privada. Esses investimentos também são interessantes porque podem ter aportes programados. "Tem que ter disciplina. Juntar R$ 50 ao mês aos 20 anos faz uma grande diferença depois de 40 anos", ressalta Kawauti.

No Tesouro Direto, é preciso tomar cuidado na escolha do título público. Como o foco é longo prazo, o investidor pode optar por um papel do tipo Tesouro IPCA, mais juros semestrais, que paga uma taxa prefixada e a inflação. Há alternativas com vencimento até 2050.

Na previdência privada, as atenções devem se voltar às taxas, que podem corroer até 30% dos ganhos. Quanto maior for o montante aplicado, menor deve ser a taxa cobrada.

No início da fase de acumulação vale também ter investimentos em bolsa, pois a chance de recuperar um eventual prejuízo no mercado acionário é maior. No entanto, se o investidor estiver perto de se aposentar, deve deixar essa ideia de lado. "O mais lógico é ter investimentos em aplicações seguras e de alta liquidez. Se o investidor pegar a bolsa em uma situação ruim, pode ter perdas e comprometer sua aposentadoria", afirma o consultor financeiro André Massaro.

A poupança, que no primeiro semestre do ano perdeu para a inflação (rendeu 3,7% contra IPCA de 6,17%), é recomendada apenas pela facilidade de acesso.

No entanto, o ideal é deixar na caderneta apenas uma reserva de emergência. A maior parte do dinheiro deve ser aplicada em produtos mais rentáveis, como títulos públicos, CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) e LCIs ou LCAs (Letras de Crédito Imobiliário ou do Agronegócio).

As LCI e LCA são títulos emitidos por instituições financeiras e que costumam remunerar um percentual do CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro, taxa de juros nos empréstimos entre bancos). A vantagem desses produtos é a isenção de Imposto de Renda. No entanto, o dinheiro precisa ficar aplicado até o vencimento do título.

Dez dicas para planejar a aposentadoria

1 ­ Não se contente com menos

Quando o assunto é privação de consumo, sempre ouvimos que "vida de aposentado não é fácil", o que leva a certo conformismo. A estabilidade financeira, porém, é possível e depende mais de você do que imagina.

2 ­ Não dependa apenas do INSS

Com a tendência de aumento da expectativa de vida do brasileiro e outros problemas relacionados ao cenário econômico do país, ficou mais arriscado contar apenas com a previdência social.

3 ­ Pague o INSS mesmo quando estiver sem trabalho ou na informalidade

O tempo sem pagar retarda a conquista da sua aposentadoria formal.

4 ­ Poupar é possível

Guardar dinheiro não está necessariamente relacionado com sobras no orçamento, mas sim com projetos maiores, como a aposentadoria. Veja seus gastos com automóvel, roupas, eletrônicos, alimentação. Você descobrirá onde fazer cortes.

5 ­ Aposentadoria pelo INSS: entre 80% e 100% de renda sobre o último salário

Quanto mais próximo o valor da aposentadoria do último salário recebido na fase ativa, menos cortes serão necessários para manter o mesmo padrão de vida. Portanto, considere esses cálculos para planejar quando e como se aposentar.

6 ­ Nunca é cedo, mas também nunca é tarde

Não ter começado cedo um planejamento financeiro não deve extinguir o sonho da aposentadoria. Para isso, economize mais e por mais tempo, o que pode implicar em manter uma atividade profissional mesmo depois de ter obtido a aposentadoria formal.

7 ­ Busque algo motivador para seguir trabalhando

Se você precisa adiar a aposentadoria, resgate um sonho profissional que ficou para trás: inicie uma segunda carreira ou empreenda para complementar a renda. Se as condições são favoráveis, por que parar? É você no comando.

8 ­ Calcular as despesas que a aposentadoria deve contemplar

Além dos custos fixos com moradia, alimentação, água, luz, gás, despesas médicas e impostos, inclua na renda da aposentadoria gastos com lazer e atividades que promovam qualidade de vida, como um curso de artes ou de idiomas, por exemplo.

9 ­ Mais gastos com saúde

Quem segue com o plano de saúde coletivo da empresa deve se preparar para pagar o valor integral na aposentadoria, pois os subsídios oferecidos são retirados, o que encarece a mensalidade. Além disso, a tendência é o consumo contínuo de mais medicamentos. Prepare­se para isso.

10 ­ Caixa para eventos inesperados

Uma vez aposentado, é ideal que se mantenha uma quantia separada para eventualidades que não estejam previstas no orçamento mensal. Um convite para uma viagem de última hora ou a troca de um carro também podem encontrar recursos no caixa voltado aos eventos inesperados

Fonte: Notícias do Dia

Data: 24.08.2015

Disciplina é a chave para economizar, mostra quadro ‘No fim das contas‘ do G1

O quadro "No fim das contas" desta segunda-feira (17) mostra que é possível poupar todos os meses mesmo com preços em alta. O segredo é manter um orçamento enxuto, cortando tudo o que pode significar desperdício.

Foi isso o que fez o casal Rubens Ramos, brigadista, e Nilva Barbosa, diarista, que mora em São Sebastião com os três filhos, todos estudantes. Eles estão há quatro anos morando em um barraco no fundo do lote onde constroem a casa dos sonhos, com 300 metros quadrados. O imóvel está na fase de acabamento.

Nilva diz que o sucesso do plano depende da compreensão da família - pedidos dos filhos, por exemplo, entram na "fila de espera". No dia a dia, a família se preocupa com a redução de gastos. As compras no supermercado seguem uma lista previamente elaborada apenas com os produtos indispensáveis, sem supérfluos, e com prioridade aos preços, não a marcas.

Nilva conta que o lazer também sofreu cortes. "Cinema anda muito caro e nós somos cinco aqui em casa. "Visitamos parentes, cada um leva uma coisa e fazemos um churrasco." Rubens também revela que pesquisa muito os preços, pede desconto e paga à vista. O dinheiro que sobra vai para uma poupança.

Com disciplina financeira, o casal está quase realizando o sonho da casa própria, sem acumular dívidas e ainda conseguindo guardar dinheiro.

Com inflação em alta - a previsão do mercado é de que o país feche o ano com uma taxa de 9,32% - e com juros elevados, é preciso se inspirar no casal de São Sebastião e cortar onde for possível.

Veja algumas dicas

1- Iluminação: além das lâmpadas econômicas, escolha quais luminárias você vai acender. na porta de casa, basta uma e não precisa ser a noite toda.

2- Alimentação: dê preferência a fazer comida em casa e simplifique o cardápio. Varie os legumes ao longo da semana.

3- Quantidades de produtos: quando fizer a lista de supermercado, cheque bem o que vai precisar naquele mês e não antecipe as compras do mês seguinte. As promoções podem fazer a pessoa fazer gastar mais do que precisa.

4- Serviços: academia, assinaturas, planos de telefone, internet, salão de beleza, seguro de carro; veja o que é possível ajustar em cada um.

5- Dívidas: se você já tiver alguma, faça um planejamento, negocie, economize e comece pagando as mais caras, onde os juros são mais altos, como as do cartão de crédito. Vale lembrar: diminuir gastos é mudar hábitos.

Fonte: G1

Data: 18/08/2015

Diário do Grande ABC: previdência privada facilita transmissão de valores da herança

Planejar a sucessão do patrimônio costuma ser um assunto evitado nas reuniões de família. Apesar de ser um tema delicado, não deve passar despercebido. O inventário e a partilha de bens entre os herdeiros, por exemplo, podem causar grande dor de cabeça e demorar anos, devido à burocracia e à exigência de inúmeros documentos. Nesse cenário, os fundos de previdência privada surgem como alternativa para facilitar a sucessão.

Segundo Fernanda Pasquarelli, superintendente de vida, previdência e investimentos da Porto Seguro, a principal vantagem em optar pela previdência privada no planejamento sucessório é que o valor da reserva acumulada no plano não entra no total patrimonial que deve ser considerado para o inventário. "Com isso, os recursos do titular do plano de previdência ficam liberados mais rapidamente para os beneficiários escolhidos por ele, se compararmos ao patrimônio que fica parado em análise no processo de inventário", explica.

Na prática, o inventário é o processo que relaciona bens e dívidas deixados por quem morreu, e pode demorar meses ou até anos para ser concluído. Existem duas formas de fazê-lo: judicialmente ou extrajudicialmente. O processo feito em tribunal é obrigatório quando há testamento, divergências na família, menores de idade e pessoas consideradas incapazes. Já o inventário extrajudicial é realizado por meio de escritura pública no cartório, e ocorre apenas quando todos os herdeiros estão de acordo com a partilha de bens.

A advogada Débora May Pelegrim, da área de Direito de Família e Sucessões do escritório Giovani Duarte Oliveira Advogados Associados, afirma que o inventário extrajudicial é um procedimento rápido e relativamente simples, desde que não existam empecilhos com os bens, que serão inventariados, como a falta de algum registro nas matrículas de imóveis. "Caso seja constatada alguma irregularidade, é necessário regularizar antes de dar prosseguimento ao inventário extrajudicial."

Perfil - A primeira coisa a se observar no caso da sucessão por meio da previdência privada é o perfil financeiro do titular do plano, além do regime de casamento de seus beneficiários, de acordo com Natalia Zimmermann, superintendente do private banking do Santander. "Dependendo do regime matrimonial, os recursos que o beneficiário tem direito a receber via previdência podem ou não ser transmitidos para o seu marido ou mulher", diz.

Segundo a especialista em sucessão e planejamento patrimonial, o regime de comunhão parcial de bens, por exemplo, permite que o dinheiro acumulado no plano seja dividido pelo beneficiário com marido ou mulher em caso de separação. "Como a previdência privada é um produto de seguro de vida, regulamentado pela Susep, não responde por dívida nem herança. É considerada como um rendimento do beneficiário", explica.

O setor de vida, previdência e investimentos da Porto Seguro teve demanda crescente nos últimos anos por clientes em busca da previdência privada para fins de sucessão. "São pessoas que deixam como reserva um percentual de seu patrimônio suficiente para manutenção do padrão de vida de sua família no decorrer do primeiro ano após sua morte", conta Fernanda.

Cerca de 30% dos clientes ultra high do private banking do Santander (contas com ativos investidos no banco acima de R$ 50 milhões) possuem planos de previdência privada com o objetivo da sucessão patrimonial. "Daqueles com investimentos na faixa de R$ 25 milhões até R$ 50 milhões, 37% têm o plano de previdência com finalidade sucessória", constata Natalia.

Custos - Economizar o dinheiro que seria gasto com inventário, advogados, peritos e cartório é outra vantagem da previdência privada na sucessão do patrimônio. Apesar das taxas de administração e carregamento cobradas nos planos, o ITCMD (Imposto de Transmissão e Doação de Bens de Herança), por exemplo, não incide sobre as reservas previdenciárias.

Fernanda, da Porto Seguro, afirma que os gastos com o inventário chegam a reduzir em até 10% o total a ser pago aos herdeiros. "A previdência é uma opção econômica, já que o processo do inventário costuma ser moroso, levando de 90 dias a 20 anos para ser concluído", conta.

A previdência privada também possui benefícios tributários em relação a outros tipos de investimentos. "O plano VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres) possibilita a tributação pela tabela regressiva do IR (Imposto de Renda), que após dez anos atinge a alíquota de 10%, o menor imposto cobrado sobre produtos de investimento (com exceção dos isentos). No momento do resgate ou pagamento dos beneficiários, só é tributado o rendimento", afirma Natalia, do Santander.

Beneficiários - De acordo com especialistas das seguradoras, os principais beneficiários de quem contrata um plano de previdência privada com o objetivo da sucessão patrimonial são os descendentes (filhos e netos) e cônjuges. Eles têm o direito de receber todo o valor acumulado no plano quando o titular morrer ou, ainda, podem transformar o volume reservado em renda mensal.

A lista de beneficiários pode ser modificada a qualquer hora pelo titular do plano de previdência. Ele ainda tem a possibilidade de incluir outras pessoas que não são seus herdeiros diretos, como caseiros, empregadas ou instituições de caridade. "O testamento permite o acesso de informações patrimoniais por todos os herdeiros, e nem sempre esse é o desejo de quem morreu. A previdência preserva o sigilo do patrimônio da família", acredita Natalia.

Se o período de acumulação de recursos já tiver passado, e o titular do plano de previdência estiver ganhando o dinheiro como aposentadoria, ele deverá escolher um tipo de recebimento de renda que seja transmitida aos beneficiários após a sua morte. Existe também uma opção que possibilita que a renda mensal do plano seja destinada aos beneficiários quando o titular morrer, de acordo com o percentual e o prazo determinados por ele.

Fonte: Diário do Grande ABC

Data: 10/08/2015

Saiu no DCI: população em idade de aposentadoria irá dobrar e desafia previdência social

A população brasileira em idade de aposentadoria - a partir de 65 anos para homens e de 60 anos para mulheres - pode dobrar e alcançar 59 milhões de pessoas até 2050 e afetar o atual sistema de previdência social e pública.

Em nosso modelo de repartição, contribuintes na ativa sustentam os inativos, e o déficit é coberto pelo Tesouro. Nos últimos doze meses até junho último, as despesas com benefícios previdenciários já somaram R$ 436,68 bilhões, o equivalente a 7,9% do produto interno bruto (PIB).

Os mais recentes dados do informe do Ministério da Previdência Social mostram que a previdência pública paga 30 milhões de benefícios (aposentadorias, pensões e assistenciais) enquanto a população econômica ativa ocupada é de 92 milhões de pessoas.

Para 2050, um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) mostra que a população brasileira irá crescer apenas 15% para 238 milhões de pessoas, ante a estimativa de 207 milhões em 2015.

"Será inevitável na previdência pública que as pessoas se aposentem mais tarde. A natalidade caiu e a população está envelhecendo, o que se verá daqui para frente será cada vez mais ajustes em nosso sistema de previdência pública e privada", aponta o consultor sênior da área de previdência da Mercer, Eder Carvalhães da Costa e Silva.

Mesmo diante de um potencial de 11% da população brasileira (10, 2 milhões de pessoas) que possui renda acima do teto de R$ 4.663,75 da previdência social, a previdência complementar (fechada e aberta) atende menos de 5 milhões de contribuintes.

Os números da Associação Brasileira das Entidades de Previdência Complementar Fechada (Abrapp) mostram que o número de contribuintes ativos é de 2,5 milhões, e o número de assistidos, 700 mil.

"A previdência aberta tem cerca de 2 milhões de pessoas, mas não são todos que formam o patrimônio para uma aposentadoria. Uma boa parte vê a previdência aberta como investimento ou poupança, e também como instrumento para sucessão", contextualiza o diretor administrativo e comercial da Gama Consultores, Guilherme Brum Gazzoni.

Na visão dele, a previdência pública precisa de reformas, mas também a previdência privada (fechada e aberta) necessita de incentivos. "Muitas empresas não oferecem previdência complementar aos seus funcionários pois não há incentivos. As pequenas que estão inscritas no Simples não possuem benefício nenhum".

Outro complicador, segundo Carvalhães, da Mercer, é que os contribuintes atuais do sistema privado estão poupando pouco devido principalmente à crise financeira e a falta de educação previdenciária.

"Os patrocinadores [empresas] estão pagando cada vez menos, e os funcionários contribuindo menos ainda. Mesmo quem tem um plano deveria ter um pouco de atenção, se não estão poupando o suficiente", alerta Carvalhães.

Ele lembrou que o aumento da expectativa de vida também interfere nos gastos com saúde na idade de aposentadoria. "As pessoas deveriam estar contribuindo com 15% do salário, mas contribuem com menos de 10%. Quando se aposentarem terão menos recursos para arcarem com despesas médicas, receberam a previdência e o dinheiro todo irá para pagar o plano de saúde. É uma bomba-relógio que irá explodir no futuro", avisou o consultor.

Entre outras medidas que podem incentivar a previdência complementar no Brasil está a proposta de adesão compulsória ou automática. "A aposentadoria compulsória deu resultados no Reino Unido e na Austrália, lá as empresas têm a obrigatoriedade de oferecer a previdência complementar aos seus funcionários", citou Carvalhães, da Mercer.

Gazzoni também lembrou dos modelos compulsórios de previdência complementar na Inglaterra e Nova Zelândia, e falou de iniciativas de organização social em outros países. "Na Holanda e na Bélgica são os sindicatos que exigem nos acordos coletivos o sistema de previdência complementar".

Déficit do Tesouro

Em 2014, o déficit com a previdência de servidores públicos atingiu R$ 67 bilhões. O governo federal possui 575 mil servidores ativos, 383 mil aposentados e 252 mil em planos.

Fonte: DCI

Data: 03/08/2015

Poupar R$ 200 por mês pode garantir aposentadoria de R$ 2.000; veja 7 dicas para uma vida mais tranquila no Portal R7

A fórmula 85/95, que passou a vigorar neste ano, aliviou momentaneamente quem depende da aposentadoria pelo INSS. Mas a medida, que antecipa em até seis anos a obtenção do benefício integral, é temporária. Até 2022, a fórmula mudará gradativamente, reduzindo seus efeitos.

Como, então, planejar-se para ter um complemento de renda depois de parar de trabalhar? O R7 preparou uma lista de sete recomendações.

"Devemos começar a pensar na aposentadoria o quanto antes", afirma Ricardo Humberto Rocha, professor de finanças do Insper.

Mas uma pesquisa do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) realizada com brasileiros acima de 18 anos e divulgada em abril, apontou que 57% da população não costuma apertar o cinto para garantir uma vida melhor depois de parar de trabalhar.

E, em janeiro, outra enquete, realizada pela gestora internacional de investimentos BlackRock, que ouviu apenas pessoas entre 55 e 64 anos, mostrou que, mesmo nessa faixa etária, 43% dos brasileiros ainda não haviam começado a poupar.

"O brasileiro realmente planeja pouco", afirma o professor Rocha. "Mas, mesmo quem está na metade do caminho, com uns 40 anos, pode começar. É importante primeiro criar uma reserva de emergência, para evitar endividamento quando há imprevistos. E, em seguida, começar a reserva de longo prazo."

O fundo de emergência — que deve ser equivalente a seis vezes o gasto mínimo mensal — ajuda a evitar gastos não planejados e o endividamento no cartão de crédito. Segundo a pesquisa da BlackRock, 29% dos brasileiros apontam as despesas inesperadas como um dos motivos para não economizar e 21% dizem que as dívidas no cartão atrapalham.

Confira abaixo as recomendações:

Quando se deve começar a pensar na aposentadoria?

O mais cedo possível. No momento em que se começa a viver a partir da própria renda, deve-se começar a montar duas reservas: uma menor, para emergências, e outra que tende a crescer ao longo dos anos, para a aposentadoria.

Deve-se iniciar os dois fundos ao mesmo tempo?

Se for possível, sim. Senão, vale primeiro ter uma reserva de emergência equivalente a seis vezes o gasto mensal mínimo. Ou seja, um dinheiro que der para sobreviver, com o cinto apertado, por seis meses.

Esse fundo ajuda a fugir de empréstimos e de parcelamento no cartão de crédito, que complicam a vida e torna a economia mais difícil. A partir dessa quantia, vale começar a reserva para a aposentadoria.

O quanto do salário deve ser economizado para colocar nessas reservas?

A economia depende muito de bom senso. Na verdade, deve-se economizar o máximo possível. Mas recomenda-se que se guarde ao menos 10% da renda bruta (o salário bruto dividido por dez).

Onde se deve guardar esse dinheiro?

A reserva de emergência deve estar num fundo seguro e fácil de mexer. O mais comum é a poupança.

Já a reserva para a aposentadoria pode ficar em um fundo que seja seguro e tenha um bom rendimento. O CBD é um bom exemplo.

Pode-se também investir no Tesouro Direto (os papéis do governo). O Tesouro possui títulos de longo prazo, de 10 anos ou 20 anos. Esses títulos rendem mais e também é possível vende-los antes do vencimento. Só não se deve comprar um título mais longo do que o tempo que falta para a aposentadoria.

Comprar um apartamento para alugar depende da ocasião e oportunidade. Em geral, vale se há dinheiro suficiente para pagar a vista.

Vale a pena investir em planos de previdência privada?

Os planos de previdência também são seguros, mas devem ser bem escolhidos. Em geral, é bom já ter algum dinheiro acumulado para começar. Para quem é isento de imposto de renda, vale mais o VGBL que o PGBL.

Com uma poupança de R$ 200 por mês, qual será o rendimento no momento da aposentadoria?

Poupando-se, por exemplo, R$ 200 por mês em um fundo seguro a partir dos 25 anos, é possível chegar aos 60 com um rendimento entre R$ 1.500 e R$ 2.000.

O que deve fazer quem tem 40 anos e não economizou nada?

A primeira medida é formar a reserva de emergência, equivalente a seis vezes o gasto mensal. Depois disso, deve-se passar ao fundo da aposentadoria. Poupando R$ 200 em um fundo seguro aos 40, o rendimento, quando se chegar aos 60, deve girar em torno de R$ 500.

Fonte: Portal R7

Data: 02.08.2015

Portal Nacional de Seguros: avós investem em planos de previdência para os netos

Dizem que avós são pais duas vezes. Um levantamento que a Brasilprev fez a partir de sua base de 1,8 milhão de clientes em todo o Brasil, reforça essa máxima. Zelosos, os avós - cujo dia foi comemorado em 26 de julho - respondem pela contratação de 6% de todos os planos "Brasilprev Junior" nas modalidades PGBL e VGBL. O produto, que é voltado às pessoas com idade entre 0 e 21 anos, representa 35% do total de planos da companhia.

Segundo o levantamento, em média, os avós fazem aportes no valor de R$ 107,00, têm 65 anos, sendo que a maioria deles (52%) tem entre 61 e 70 anos. Na sequência, vêm os de 51 a 60 anos (24%), os acima de 70 (22%) e os entre 41 e 50 (2%). Já a faixa etária média dos beneficiados - os netos - é de 12 anos, sendo que a maior parte deles (60%) tem entre 7 e 14 anos, seguida pelos com idade entre 15 e 17 (15%), 0 a 6 (12%) e mais de 18 (12%). Geograficamente, os clientes do plano Junior estão dispostos da seguinte forma: 44% na Região Sudeste, 21% na Nordeste, 17% na Sul, 12% na Centro-Oeste e 6% na Norte.

Soraia Fidalgo, gerente da área de Inteligência e Gestão de Clientes da Brasilprev, comenta os resultados: "Constatamos em pesquisas que pagar uma boa faculdade, cursos técnicos e de idiomas, bem como a realização de intercâmbios, estão na lista de intenções de quem investe em previdência privada para as crianças. Com os avós esta realidade não é diferente, já que, como tiveram a experiência com os filhos, sabem como ninguém da importância da educação para a ascensão profissional e econômica".

Fonte: Portal Nacional de Seguros

Data: 28/07/2015

Valor Econômico explora o assunto: a Geração Y está guardando o suficiente?

Mais um mito envolvendo a Geração Y, também conhecida como "Millennials", pode estar caindo por terra. Aparentemente, os Millennials [nascidos a partir dos anos 80 até meados da década de 90] têm hábitos de poupança para a aposentadoria melhores que os "Baby Boomers", a geração nascida após a Segunda Guerra Mundial. Esses jovens guardam 8% de seus salários para a aposentadoria, segundo mostra uma pesquisa recente da T. Rowe Price. Já os Baby Boomers, com idades entre 50 e 70 anos, estão um pouco à frente, com 9%.

A única razão de os Millennials não estarem poupando mais é que eles têm dívidas com a faculdade e ainda não ganham muito dinheiro, segundo afirma Anne Coveney, gerente sênior da T. Rowe Price especializada em aposentadoria. A renda pessoal média dos Millennials é de apenas US$ 57 mil anuais. "As circunstâncias podem estar, de alguma forma, ditando seus comportamentos", afirma Anne Coveney.

"Quando eles têm como fazer a coisa certa, aparentemente eles fazem com frequência." De fato, os Millennials prestam mais atenção às suas despesas que os Baby Boomers (75% versus 64%). E 67% dos Millennials não saem do orçamento, número que entre a geração do pós-guerra fica em 55%. Enquanto isso, 88% dos Millennials afirmam ser muito bons em viver de acordo com suas possibilidades.

Para ser justo, os Baby Boomers estão poupando uma parcela maior de seus salários para a aposentadoria do que os Millennials, mas duas vezes mais Millennials aumentaram suas poupanças para a aposentadoria nos últimos 12 meses, informa a pesquisa da T. Rowe Price.

A data de aposentadoria diz muito sobre a mentalidade dos Millennials. Muitos Baby Boomers começaram suas carreiras com planos de pensão de benefícios definidos. Esta é uma frase que a geração dos Millennials nunca ouviu falar.

Muitos dos Millennials acreditam que a Previdência Social vai quebrar antes de eles se aposentarem. Eles sabem que estão por conta própria na questão da aposentadoria. E embora na média eles não estejam poupando tanto quanto o permitido em lei, os dados sugerem que, assim que tiverem condições, eles vão tirar total vantagem dos planos de previdência privada em que os empregadores complementam o valor que o funcionário poupa. "Eles estão mostrando disciplina financeira no gerenciamento dos gastos e desafiando o estereótipo de que sua geração é consumista e tem uma visão de curto prazo", observa Anne Coveney.

Os Millennials também não precisam de tanta ajuda quanto as gerações anteriores. Eles querem conselhos e estão até mesmo conseguindo isso dos chamados consultores robôs ­ algo que apenas uma pequena fração dos Baby Boomers está disposta a fazer ­, que usam um algoritmo de computador para escolher uma carteira de fundos de índices e cobram taxas de administração bem menores que os corretores convencionais.

No serviço automático de investimentos Wealthfront, 60% dos clientes têm menos de 35 anos, segundo informa a própria companhia. Apenas 10% têm mais de 50 anos. Os Millennials estão contando seu dinheiro cuidadosamente, portanto não seria sábio afirmar que eles não poupam para a aposentadoria.

Fonte: Valor Econômico

Data: 27/07/2015

Especialistas mostram como planejar as contas e a aposentadoria em reportagem da Folha de S. Paulo

É comum ouvir reclamações como "a vida de aposentado não é fácil", "aposentadoria é uma mixaria". Para não ficar no vermelho e equilibrar as contas, veja o que especialistas da Serasa Experian recomendam a quem pretende sair ou já saiu da ativa:

1. Não se contente com menos

Quando o assunto é privação de consumo, sempre ouvimos que "a vida de aposentado não é fácil", o que leva a certo conformismo. A estabilidade financeira, porém, é possível e depende mais de você do que imagina.

2. Não dependa apenas do INSS

Com a tendência de aumento da expectativa de vida do brasileiro e outros problemas relacionados ao cenário econômico do país, ficou mais arriscado contar apenas com a previdência social.

3. Pague o INSS mesmo quando estiver sem trabalho ou na informalidade

Não deixe "buracos" na sua contribuição. O tempo sem pagar retarda a conquista da sua aposentadoria formal.

4. Poupar é possível

Guardar dinheiro não está necessariamente relacionado a sobras no orçamento, mas sim com projetos maiores, como a aposentadoria. Veja seus gastos com automóvel, roupas, eletrônicos, alimentação etc.; você descobrirá onde fazer cortes.

5. Entre 80% e 100% de renda sobre o último salário

Quanto mais próximo o valor da aposentadoria do último salário recebido na fase ativa, menos cortes serão necessários para manter o mesmo padrão de vida. Portanto, considere esses cálculos para planejar quando e como se aposentar.

6. Nunca é cedo ou tarde demais

Não ter começado cedo um planejamento financeiro não deve extinguir o sonho da aposentadoria. Para isso, economize mais e por mais tempo, o que pode implicar em manter uma atividade profissional mesmo depois de ter obtido a aposentadoria formal.

7. Busque algo motivador para seguir trabalhando

Se você precisa adiar a aposentadoria, resgate um sonho profissional que ficou para trás: inicie uma segunda carreira ou empreenda para complementar a renda. Se as condições são favoráveis, por que parar? É você no comando!

8. Calcular as despesas que a aposentadoria deve contemplar

Além dos custos fixos com moradia, alimentação, água, luz, gás, despesas médicas e impostos, inclua na renda da aposentadoria gastos com lazer e atividades que promovam qualidade de vida, como um curso de artes ou de idiomas, por exemplo.

9. Mais gastos com saúde

Quem segue com o plano de saúde coletivo da empresa deve se preparar para pagar o valor integral na aposentadoria, pois os subsídios oferecidos são retirados, o que encarece a mensalidade. Além disso, a tendência é o consumo contínuo de mais medicamentos. Prepare-se para isso.

10.Caixa para eventos inesperados

Uma vez aposentado, é ideal que se mantenha uma quantia separada para eventualidades que não estejam previstas no orçamento mensal. Um convite para uma viagem de última hora ou a troca de um carro também podem encontrar recursos no caixa voltado aos eventos inesperados.

Fonte: Folha de S. Paulo

Data: 13.07.2015

Valor Econômico: pesquisa mostra intenção do brasileiro em pagar dívidas e poupar para aposentadoria

A desaceleração econômica empurrou o brasileiro para uma maior consciência sobre o próprio bolso. Na lista de prioridades do que fazer com o dinheiro que sobra depois de cobertas as despesas essenciais, cresceram neste ano a preocupação com pagar dívidas, poupar, investir em fundos e ações e aplicar em previdência, segundo uma pesquisa da consultoria Nielsen. As entrevistas trimestrais também mostraram brasileiros menos afeitos a gastar com roupas novas, produtos tecnológicos e decoração da casa, quando comparados os resultados dos primeiros meses de 2015 com o mesmo período de 2014.

A maior cautela com as finanças é um reflexo da queda na confiança. O Brasil caiu sete pontos na escala de confiança do consumidor da Nielsen, passando de 95 no último trimestre de 2014 para 88 no primeiro deste ano, nível mais baixo desde 2009. A média global é 97, impulsionada por economias em recuperação e pelo preço baixo do petróleo. "Nós estamos na mão inversa, com crédito diminuindo, emprego estagnando ou voltando a aumentar e inflação em alta", diz Ricardo Alvarenga, gerente de tendência de mercado da Nielsen. Na pontuação de 41 países avaliados pela consultoria, em que índices acima de cem indicam otimismo, o Brasil ficou em 28º lugar.

A fotografia ruim completa­se nos resultados de outras perguntas da entrevista. O número de brasileiros que acreditavam estar em uma recessão aumentou de 73% para 85% do último trimestre de 2014 para o primeiro deste ano. A percepção de 37% dos brasileiros ouvidos sobre a situação das finanças para os próximos 12 meses é ruim ou não muito boa. E, na lista de principais preocupações para os próximos seis meses, a economia assumiu a liderança. Saúde, que até o trimestre anterior ocupava o primeiro lugar, caiu para terceiro, ficando atrás também de tarifas mais caras, como de energia elétrica e água.

Nas respostas à pergunta sobre o que fazer com os recursos que ficam no bolso depois de feitos os gastos essenciais, os entrevistados podiam apontar quantos itens quiserem. A maior mudança detectada pelo levantamento foi no quesito quitar dívidas. O percentual de brasileiros que apontou esse objetivo avançou 5 pontos percentuais em 12 meses, para 42%.

Mesmo quem quer pagar dívidas está com dificuldades, diz Julio Leandro, superintendente do Serasa Consumidor. "Tem a recessão, o aumento de desemprego, os juros altos tornando o crédito mais caro e a inflação corroendo o poder de compra", afirma. Os indicadores de perspectiva da Serasa mostram, segundo o especialista, um crescimento da inadimplência nos próximos trimestres, apesar da intenção do consumidor de colocar fim aos débitos.

Para quem quer sair do vermelho, o primeiro passo, segundo Leandro, é avaliar o tipo de endividamento. É comum hoje, aponta ele, endividar­se no cartão de crédito ou no cheque especial, linhas com juro mensal de dois dígitos, que chegam a fazer a dívida triplicar em um ano. As taxas baixam para um dígito no caso do empréstimo pessoal ou do consignado, por exemplo. "Uma das possibilidade é tentar tornar trocar dívidas mais caras por mais baratas. Outra é negociar", afirma Leandro.

A Serasa promove feirões duas vezes por ano para unir devedores e instituições financeiras em mesas de negociação. O próximo evento está previsto para novembro, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Há também uma opção de serviço gratuito pela internet, o Limpa Nome Online, em que o consumidor revela suas dívidas e pode negociar com 80 credores sem sair de casa.

O êxito em negociações é de em média 70% no Programa de Apoio ao Superendividado do Procon­SP. A maior parte das pessoas atendidas, 60%, ficou endividada por um fator alheio à sua vontade, como um divórcio, uma morte na família, um negócio que não deu certo. Para os outros 40%, o endividamento resulta de uma má administração do orçamento. São pessoas com, em média, renda de R$ 3 mil e dívida de R$ 35 mil. "Já chegou uma pessoa com 26 cartões de crédito. Não tem como administrar isso, por mais que se coloque na planilha", conta Diógenes Donizete, coordenador do programa de tratamento do superendividado do Procon de São Paulo.

A recomendação de Donizete aos consumidores é sempre procurar ajudas especializadas, como a do Procon, para negociar a dívida. "Pela nossa experiência, percebemos que a negociação com credores tem sido prejudicial quando a pessoa vai sozinha", diz. É comum, aponta o coordenador, que o credor aproveite para embutir um seguro ou um título de capitalização na operação, o que acaba onerando ainda mais o endividado.

Ainda que a preocupação com o bolso tenha crescido, não só de cautela é feito o brasileiro. Os itens ligados à preocupação com o bolso de fato avançaram mais nas intenções, mas o entretenimento fora de casa mantém­se incólume na liderança, apontado por 43% dos entrevistados como uso prioritário para os recursos que sobram após os gastos com despesas essenciais.

O resultado descola o Brasil do resto do mundo. Na média da América Latina, a liderança é para quitar dívidas, que ocupa o segundo lugar no mercado local. Na Europa, no Oriente Médio, na África e na América do Norte, a prioridade máxima é da poupança, que no Brasil ocupa o nada honroso sétimo lugar. Aqui, poupar é indicado por 17% dos entrevistados, contra 61% em média na Europa.

O brasileiro tem dificuldade de abrir mão de alguns dos hábitos que conseguiu adquirir nos últimos anos, considera Alvarenga, da Nielsen. Mesmo com o avanço da postura conservadora, guardar dinheiro ainda não ocupa um lugar de honra nos planos das pessoas.

O percentual de entrevistados que planeja investir em ações ou fundos avançou dois pontos percentuais e ultrapassou a intenção de gastar com a decoração da casa, mas está empatado com a poupança na sétima posição. Ainda que também tenha aumentado dois pontos percentuais, aplicar em previdência fica no nono lugar, com a indicação de 6% dos brasileiros ouvidos.

A faísca de consciência sobre as necessidades do próprio bolso é a deixa para a formação de investidores. "Estamos em um momento bastante oportuno. Quando há uma abundância de crédito, é muito mais difícil tirar as pessoas do estado de euforia", afirma Ana Leoni, superintendente de educação da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Para transformar consumidor em poupador, o formato da comunicação faz muita diferença. O caminho, diz Ana, com base em pesquisas realizadas pela Anbima, é evitar a associação entre poupança e privação, em contraposição com entretenimento e prazer. No lugar do guarde para a emergência ou poupe porque a situação não está boa, deve entrar em cena o guarde para uma oportunidade futura ou faça reservas para um sabático. "Vamos aproveitar para trazer uma linguagem mais leve, bem humorada e mostrar que o momento de escassez é bom para rever conceitos", afirma Ana.

Fonte: Valor Econômico

Data: 13.07.2015

Diário dos fundos de pensão: como as mudanças no INSS afetam a previdência complementar

A mudança na legislação da Previdência Social, com a adoção do modelo de cálculo que leva em conta a fórmula 85/95 na soma de idade e tempo de contribuição como alternativa ao fator previdenciário, poderá ter alguns reflexos sobre os planos de benefícios da Entidade Fechada de Previdência Complementar (EFPC). Em tese, a alteração afetará os planos da modalidade Benefício Definido, caso as pessoas decidam prorrogar seus pedidos de aposentadoria para acompanhar o que acontecerá no INSS. Mas esse já é um movimento observado pelos especialistas em seguridade há algum tempo no sistema. Na prática, portanto, o impacto não deverá ser muito significativo, estima o diretor de Previdência da Fundação CESP, Euzébio Bomfim.

"Na Fundação CESP, o plano BD dá a possibilidade de se aposentar antecipadamente independentemente do INSS, mas já notamos essa tendência de permanecer por mais tempo". De todo modo, ele observa que a mudança proposta pelo governo, que prevê uma elevação progressiva do tempo exigido para aposentadoria de acordo com o aumento da expectativa de vida dos brasileiros, faz mais sentido do que o modelo atual. "Olhando para o objetivo de evitar que as pessoas se aposentem muito jovens esse formato é mais lógico, até porque o Brasil é um dos poucos países do mundo que não exigem idade mínima para a aposentadoria", analisa Bomfim.

No sistema das EFPCs, os planos de Contribuição Definida já induzem naturalmente os participantes a ficarem mais tempo contribuindo para acumular recursos, uma vez que há uma série de vetores favoráveis ao aumento de renda futura. A expectativa, acredita Bomfim, é de que as mudanças no INSS venham reforçar essa tendência e induzam as pessoas a trabalhar por mais tempo, o que significará um aumento de renda previdenciária como um todo. "A medida tende a ser altamente benéfica para os planos CD, portanto, porque é possível que haja uma programação mais demorada de trabalho de modo geral no País", diz o dirigente.

Planos com vinculação - Na avaliação feita pelo diretor (AETQ) da Fundação Promon, Mário Sérgio Ribeiro, "as mudanças impactarão apenas aqueles planos que tem em seu regulamento vinculações à previdência social, seja na questão da concessão do benefício, seja no valor pago ao participante, complementar à previdência oficial". Além, é claro, da questão da pensão por morte, que pode atingir outras entidades mais fortemente do que atingiu a Fundação Promon".

Na Fundação Promon, que possui dois planos de benefícios - um de BD, que já está fechado a novas adesões desde maio de 2005, e um de CD -, as alterações na legislação previdenciária não deverão ter impacto expressivo sobre o plano BD, único dos dois planos que tem em seu regulamento algumas questões relacionadas à previdência social.

A exigência do regulamento refere-se aos critérios de elegibilidade para a concessão do benefício que determina, entre outras coisas, que o participante deve ter o benefício da aposentadoria concedido pela previdência oficial. "Como não é um plano de benefício complementar à previdência oficial, as alterações na legislação previdenciária não impactarão fortemente o plano, à exceção da questão do benefício de pensão por morte do participante", explica Ribeiro. Em seu regulamento, o plano BD (Plano BasicoPlus) determina que a perda de qualidade de dependente ou pensionista na previdência social oficial acarretará, automática e imediatamente, a perda da qualidade de beneficiário, ou seja, a aprovação da medida provisória 664, que se transformou na lei 13.135 e trata da pensão por morte, trará sim, um impacto para o plano e seus participantes.

"Entretanto, como o plano está "fechado" há quase dez anos, o impacto acabará sendo bastante restrito. Em caso de falecimento do participante, o impacto seria, hoje, sobre sete participantes. Ao cabo de quatro anos, apenas um participante e, em dez anos, nenhum participante seria afetado". Já no CD, que não tem qualquer relação com a previdência oficial, as novas determinações não terão efeito, acredita o diretor.

Fonte: Diário dos fundos de pensão

Data: 07/07/2015

Folha de São Paulo dá dicas para manter sonhos, mesmo com instabilidade econômica

Tempos difíceis. A inflação elevou o preço de muitos produtos e serviços que antes cabiam no seu bolso e agora não cabem mais. O exercício de reduzir, cortar, escolher o que fica e o que sai está sendo feito por muita gente. Quem continua gastando como se nada estivesse acontecendo está indo por um caminho perigoso, certamente assumindo dívidas, cada vez mais caras.

Quem faz orçamento aprimora. Quem não faz precisa começar o quanto antes. O orçamento, controle de todas as despesas do mês, é a ferramenta que permite administrar e limitar os gastos dentro da disponibilidade de caixa. O que não cabe deve ser reduzido, eliminado ou transferido para o próximo mês.

Sonhos

Nesse exercício, uma coisa não pode sair do seu orçamento: seus sonhos, seus projetos de vida. Eles continuam sendo nossa prioridade. Para assegurar que não faltará dinheiro para a realização dos sonhos, são colocados em primeiro lugar no orçamento, antes de listar as despesas necessárias e outros gastos. Assim, se tiver que cortar alguma coisa, será dos gastos voluntários, menos importantes.

Muita gente fala que não consegue guardar dinheiro, que não sobra nada no fim do mês. Ou, pior ainda, que o dinheiro se esgota antes de o mês acabar e os últimos dias são financiados com dinheiro emprestado, comprometendo parte do salário do próximo mês. Sabemos como essa história termina, e o final não é feliz.

Não espere sobrar dinheiro para investir visando seus objetivos futuros; não vai sobrar. E sabe o que a gente faz com a "sobra"? Jogamos fora, gastamos na primeira liquidação que aparece pela frente. Seu sonho não pode ficar com a sobra, é muito importante e deve ocupar lugar de destaque.

Como

Quando receber o salário, pague a você em primeiro lugar. Separe cerca de 20% de sua renda líquida para os projetos que têm grande significado na sua vida: a compra da casa própria, a educação dos filhos, uma reserva financeira suficiente para atravessar períodos difíceis e, por que não, as merecidas férias em família para recarregar as baterias.

Depois, pague as despesas essenciais, sem as quais não podemos viver, as "necessárias": moradia, alimentação, educação, saúde e transporte. Verifique quanto cada item representa do orçamento disponível (em %) e avalie se a distribuição da renda está adequada.

Finalmente, o menos importante, os gastos voluntários, que podem ser reduzidos ou eliminados do seu orçamento por uns tempos ou para sempre. Corro o risco de errar nos exemplos porque o que é supérfluo para mim pode ser importante para você: academia, TV a cabo, celular, refeições fora de casa, presentes etc. É importante determinar que os cortes, se necessários, serão feitos aqui, nos itens classificados como de menor significado.

Juro Alto

A notícia boa nesse período de incerteza e instabilidade é que a taxa de juros oferecida pelo mercado é alta, entre as maiores do mundo. Para reduzir o consumo e combater a inflação, estimada em 9% no ano, o governo procura atrair poupadores pagando juros de 14% ao ano. Significa que você pode ganhar 5% de juro real bruto ao ano!

A generosa política monetária de taxa de juros elevada premia o investidor que adia decisões de consumo e representa uma excelente estratégia de acumulação de dinheiro, sem a necessidade de correr riscos desnecessários.

Para ajudar na disciplina da poupança mensal, você pode programar uma aplicação automática em Tesouro Direto, fundos de investimento ou planos de previdência, por exemplo. A modalidade de investimento será definida de acordo com seus objetivos e nível de tolerância a riscos. Escolha os produtos com o menor custo (taxa de administração, custódia, corretagem etc.) e a menor incidência de Imposto de Renda possível.

Fonte: Folha de São Paulo

Data: 06/07/2015

Segundo o jornal A Tribuna, investimentos ajudam os pais a custear faculdade dos filhos

Garantir uma boa faculdade para os filhos no futuro é uma missão difícil, mas não impossível. Começar a guardar dinheiro, apostar em um fundo de investimento, plano de previdência privada ou na caderneta de poupança, por exemplo, pode ajudar os pais a custearem uma instituição privada de ensino para quando a criança completar 18 anos de idade.

Segundo especialistas em planejamento financeiro, ter uma renda extra no orçamento familiar é essencial para os pais que desejam começar qualquer tipo de investimento visando à educação dos filhos. Evitar a acumulação de dívidas e ter um emprego estável são outras exigências para o sucesso em uma aplicação financeira de longo prazo.

O coordenador do curso de Administração da Universidade Mackenzie de Campinas, Luiz Carlos Lemos Junior, afirma que o mercado tem um leque enorme de opções de investimentos e a melhor escolha vai depender do tipo de perfil dos pais investidores. "Em primeiro lugar, eles precisam ter uma conta bancária que seja acompanhada por um gerente, porque esse especialista poderá orientá-los quando for o momento de mudar de investimento de acordo com o objetivo pretendido", acredita.

Perfil

Os investidores costumam ser classificados em três perfis: arrojado, moderado e conservador. A diferença entre eles é basicamente o tipo de risco que cada um está disposto a enfrentar. No caso do arrojado, os investimentos costumam ser de alto risco, sem liquidez imediata. O moderado busca uma aplicação de baixo a médio risco. O conservador procura uma aplicação de baixíssimo risco e com rápido retorno.

Para Rafael Silva Ferreira, mestre em economia pela FGV-SP e planejador financeiro, a disciplina é a maior aliada no momento de acumulação dos investimentos. "E, para qualquer tipo de perfil, paciência e perseverança são essenciais, além de muita pesquisa sobre instituições consolidadas no mercado que possam garantir tranquilidade no momento de gerir os recursos aplicados", orienta.

Mensalidade

De acordo com um levantamento da consultoria Hoper Educação, feito com mais de 2 mil faculdades no Brasil, o valor médio da mensalidade cobrada por instituições privadas de Ensino Superior no País, em 2014, é de R$ 645,00. As mensalidades mais altas estão no Estado do Rio Grande do Sul, e as mais baratas, em Alagoas.

No entanto, em todas as regiões há cursos que podem custar três e até quatro vezes mais do que a média. Uma graduação em Direito na Universidade Mackenzie de São Paulo, por exemplo, chega a R$ 1.681,00 por mês. No Rio de Janeiro, um curso de Economia na Pontifícia Universidade Católica (PUC) requer mensalmente a quantia de R$ 3.223,00.

Cláudio Sanches, diretor de produtos de investimento e previdência do Itaú, recomenda que os pais se preparem também para custear, além da mensalidade da faculdade, livros, materiais, transporte e, eventualmente, moradia.

"Embora esse valor possa variar de acordo com a região do país, eles precisam estar preparados para garantir pelo menos R$ 1,8 mil mensais durante o período universitário do filho", alerta.

O executivo calcula que é possível acumular um investimento de mais de R$ 1,5 mil mensais por até cinco anos, se os pais começarem hoje um investimento em um plano de previdência privada de R$ 352,00 por mês. "Isso considerando que esse custo subirá pela inflação e que a taxa de juros real (descontada a inflação) seja de 3% ao ano", afirma.

Previdência privada a longo prazo

Foi-se o tempo em que a previdência privada era um tipo de investimento exclusivamente para a aposentadoria. Ultimamente, os planos privados de previdência também estão sendo procurados para custear outros projetos de longo prazo, como o pagamento dos estudos dos filhos e netos.

Segundo Christiano Ehlers, superintendente executivo de investimentos do Santander, a rentabilidade dos planos de previdência irá depender do fundo no qual os recursos serão aplicados. "Existem diversas opções de planos, como conservadores, de renda fixa e composição balanceada. O importante é começar o quanto antes porque, quanto maior o prazo, menor será o valor da aplicação mensal", diz.

Algumas taxas podem ser cobradas para arcar com as despesas de comercialização e distribuição do plano de previdência privada, e podem variar de acordo com cada instituição financeira. "No Santander, uma taxa é cobrada principalmente na saída dos recursos, no caso de um resgate antecipado. Se o cliente permanecer acima de cinco anos no plano ficará isento desta cobrança", conta Ehlers.

De acordo com Cláudio Sanches, do Itaú, os produtos de previdência privada PGBL e VGBL têm rentabilidades idênticas, portanto, apresentarão o mesmo saldo no futuro, desde que investidos os mesmos valores. "O interessante da previdência é que o investidor pode mudar seus recursos para produtos com taxas menores à medida que vai acumulando valores, sem a necessidade de resgates, pois a previdência permite a portabilidade entre os planos".

Fonte: A Tribuna

Data: 29/06/2015

No Zero Hora: especialistas apontam desafios da Previdência nos próximos anos

Projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que em 2050, o percentual da população em idade ativa será de 57% da população. Ao vetar o texto do Projeto de Lei de Conversão 4/2015, assegurar a manutenção da fórmula 85/95 para cálculo da aposentadoria e encaminhar uma proposta que institui uma regra de progressividade, com base na expectativa de vida do cidadão, a presidente Dilma Rousseff adicionou mais uma briga na já conturbada relação com o Congresso, que agora se articula para derrubar a decisão.

No centro do debate uma pergunta ainda sem resposta: até onde a previdência brasileira aguenta? A opinião de especialistas que acompanham o tema de perto não é muito animadora.

O envelhecimento da população, a entrada de cada vez menos pessoas no mercado de trabalho e aposentadorias precoces pesam contra. Projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que em 2050, o percentual da população em idade ativa será de 57% da população.

O gasto com aposentadorias é superior à arrecadação desde abril de 1997.

A regra 85/95 beneficia o trabalhador no curto prazo porque permite que as aposentadorias sejam pagas em seu valor integral, mas deve ter impacto doloroso nas contas públicas nos próximos anos - avalia Fábio Giambiagi, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Na Europa, os sistemas de aposentadoria estão no centro da crise que ainda assola boa parte do continente. As conquistas sociais obtidas ao longo de décadas estão ameaçadas ante o alto endividamento público, inflado por gastos crescentes com previdência. Com o envelhecimento da população e a estagnação das economias desde 2009, o problema se agravou e a maioria dos países passou a promover reformas no sistema. As mudanças foram altamente impopulares e levaram milhares a protestar nas ruas.

Na América Latina, o assunto também é tabu e, com exceção do Chile, nenhum país promoveu mudanças radicais no sistema (veja abaixo). No Brasil, se o veto da fórmula 85/95 for derrubado, como planeja parte dos parlamentares, inicialmente as pessoas postergariam suas aposentadorias para garantir remuneração maior, o que faria com que os gastos nos primeiros cinco anos diminuíssem consideravelmente, conforme estimativas do Ministério da Previdência Social.

A conta viria após 2020, quando essas pessoas passassem a requerer o direito, provocando uma disparada sem precedentes no déficit. A realidade é que com ou sem fator previdenciário, o Brasil tem um problema grave a resolver nos próximos anos. Em suma, é uma bomba de grandes proporções que vai explodir lá na frente, se não fizermos nada para evitá-la - afirma o especialista em finanças públicas Raul Velloso, que sugere o fim da indexação do piso previdenciário ao salário mínimo.

Como é em outros países

ALEMANHA

Para o benefício integral, é preciso ter 65 anos de idade com mínimo de 45 anos de contribuição. A aposentadoria parcial é paga a quem tem pelo menos 67 anos de idade e cinco anos de contribuição.

ESPANHA

Para o benefício integral é preciso ter 65 anos de idade e mínimo de 35 anos de contribuição. A aposentadoria parcial exige 15 anos de contribuição, com pelo menos dois anos de contribuição nos últimos 15 anos. Entre 2013 e 2027, a idade mínima passará progressivamente para 67 anos e o tempo de contribuição para 37 anos.

FRANÇA

A reforma previdenciária de 2010 eleva a idade mínima de 60 para 62 anos, gradualmente, até 2018. Em 2003 já havia sido elevado o período mínimo de contribuição, com aumento gradual para 42 anos até 2020.

REINO UNIDO

A aposentadoria se dá com 65 anos de idade (homens) e 60 (mulheres) - mas a idade mínima para as trabalhadoras vai passar para 65 até 2020, com 30 anos de contribuição para os dois sexos.

ITÁLIA

Em 2010, foram feitas alterações como parte de um plano de austeridade. A idade mínima de aposentadoria para as mulheres deve aumentar de 60 para 65 anos entre 2014 e 2026.

DINAMARCA

Desde 2006, a idade mínima de aposentadoria antecipada está sendo elevada gradualmente de 60 para 62 até 2022. Para o benefício integral, a idade mínima passará de 65 para 67 até 2027. Em maio de 2011, o governo propôs aumento da idade de aposentadoria antecipada para 64 anos até 2023, mas a medida não foi aprovada. A concessão de aposentadoria é possível mesmo sem contribuição, apenas com tempo de residência no país.

GRÉCIA

Em 2011, já em crise econômica, o governo elevou a idade de aposentadoria para as mulheres de 60 para 65 anos a partir de 2013, igualando-se à dos homens, e o aumento do tempo mínimo de contribuição para benefício integral de 37 para 40 anos a partir de 2015. Aposentadoria antecipada tem redução de 6% no valor por cada ano.

CHILE

Pioneiro a promover mudanças na América Latina, privatizou a previdência pública em 1981, deixando a administração para uma empresa privada. Parte da população recebe o piso. Quem contribuiu mais ganha de acordo com o que conseguiu acumular. A medida resultou em redução da cobertura e em dificuldade de acumulação para financiar uma aposentadoria mínima por parcela relevante dos trabalhadores.

BRASIL

É possível solicitar o benefício com 30 (mulheres) e 35 anos de contribuição (homens). Não há idade mínima, mas é preciso ter 60 (mulheres) e 65 anos (homens) para obter aposentadoria por idade no caso de não ter o tempo mínimo de contribuição. A idade média de aposentadoria é de 50 (mulheres) e 55 (homens).

ESTADOS UNIDOS

Idade mínima é de 66 anos (67 em 2022) com pelo menos 10 anos de contribuição. Atualmente, a pensão pública equivale a 40% do salário que o trabalhador recebia. Por isso, quem pode faz investimentos, como planos de previdência privadas ou ações. Cerca de 53% dos trabalhadores não têm plano de previdência privada complementar.

JAPÃO

A aposentadoria básica é de 65 anos de idade, com pelo menos 25 anos de contribuição. O benefício integral é obtido com 40 anos de contribuição. Fonte: Ministério da Previdência Social e Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

Fonte: Zero Hora

Data: 18/06/2015

Portal Nacional de Seguros: Aposentadoria privada pode garantir ganhos até 70% acima do INSS

Frente ao debate sobre o INSS e as perdas que ocorrem para os trabalhadores em função do Fator Previdenciário e outros redutores criados pelo Governo para equilibrar as contas públicas, um questionamento que sempre me fazem é se não vale a pena parar de pagar o INSS e aplicar esses valores.

Bom, para esclarecer essa questão é interessante avaliarmos um exemplo que fiz de um jovem com 18 anos, que quer se aposentar pelo modelo atual do INSS com 53 anos. Caso esse jovem tenha a remuneração mensal R$ 2.000,00 e contribua durante o período de 35 anos, ao final, terá contribuído um total de R$168.000,000 (sem atualização), o que, com a aplicação do fator previdenciário, garantirá um rendimento de R$ 1.336,60 mensais quando aposentar.

Contudo, se esse jovem utilizar o que proponho na Metodologia DSOP, com uma contribuição mensal de R$ 400,00 durante o mesmo período, em um investimento com juros de 0,6% ao mês, terá poupado R$ 755.690,81, tendo um rendimento mensal, só de juros, de R$ 4.534,14. Já que, para que se tenha sustentabilidade para o resto da vida deve-se utilizar apenas a metade desse valor, ele poderá efetivar uma retirada mensal de R$ 2.267,07.

Isto é, no modelo que proponho, a mesma pessoa terá um aumento em seus ganhos de 70%, o que é bastante considerável. Mesmo assim, como resposta ao questionamento feito no início do texto, é importante sim que também se tenha o INSS, pois, mesmo com todos os seus problemas, é uma garantia para as pessoas frente a qualquer imprevisto.

Por isso, a preocupação é com a outra aposentadoria, que deverá ser priorizada como um objetivo de longo prazo, retirando todo mês, logo quando receber seus rendimentos, a quantia necessária para essa finalidade. Nunca deixe para poupar o que sobrou, pois, na maioria dos meses, não conseguirá obter o valor desejado.

Sobre onde aplicar esse dinheiro, são muitos os investimentos para objetivos de longo prazo, que possibilitam rendimentos até mesmo maiores de 0,6% ao mês de juros. Portanto, sempre recomendo a elaboração de uma cesta de aplicações, para a qual devem ser consideradas aplicações como títulos públicos e previdência privada. Contudo, é interessante o acompanhamento de um especialista.

Seguindo essas recomendações, no futuro, terá como resultado garantias de aposentadoria tanto pelo INSS quanto por aplicações que realizou, possibilitando que não faça parte da estatística de milhões de brasileiros que precisam continuar trabalhando, dependem de parentes ou vivem na miséria ao se aposentarem.

Fonte: Portal Nacional de Seguros

Data: 05/06/2015

Correio 24 horas: previdência privada é opção de quem já pensa na aposentadoria

Em um cenário incerto com relação ao fim do fator previdenciário e a mudanças nas regras da aposentadoria aprovadas pela Câmara, quem quiser programar um futuro que não dependa somente da Previdência Social pode encontrar na previdência privada uma alternativa de investimento para garantir tranquilidade financeira após anos de trabalho.

Os planos de previdência privada funcionam como uma espécie de poupança "forçada" a longo prazo, como explica o economista e especialista em Previdência Privada, Pedro Gomes. "As pessoas, cada vez mais, têm se interessado pelo o planejamento dos seus gastos e da sua vida financeira, principalmente os que batalham para ter uma vida mais confortável lá na frente".

Foi justamente pensando em ter segurança financeira que a engenheira ambiental Juliana Marques, 28 anos, fez dois planos de previdência privada - um por conta própria antes mesmo de se formar há dois anos, e outro ao qual aderiu recentemente, uma vez que a empresa em que trabalha oferece o benefício aos seus funcionários.

"Se a gente não se planejar e organizar desde cedo nossa vida financeira, acaba gastando tudo e não sobra nada para o futuro", diz. Precavida, a opção por manter os dois planos foi mesmo no sentido de aumentar o número de investimentos. "É um modo de juntar o suficiente para depois conseguir aproveitar e viver mantendo um bom padrão de vida".

Juliana paga R$ 75 pela a previdência privada que tem no Banco do Brasil, cuja taxa de administração cobrada pelo banco chega a R$ 17, em média. "Acabei preferindo deixar por ser um valor que não impactaria muito no meu orçamento, sem deixar de contribuir para a minha reserva pós-carreira".

Já na previdência complementar que mantêm como benefício do local onde trabalha, a contribuição pode variar de 6% a 12% sob o valor do salário líquido. Neste caso, ela optou pela maior faixa de contribuição. "A principal contrapartida que eu vi é que a empresa vai aumentando o rendimento conforme a minha permanência lá. Como eu vislumbro construir uma carreira lá, acaba sendo a construção de um patrimônio durante a minha vida profissional", afirma a engenheira ambiental, que pretende diversificar ainda mais os investimentos: "A minha ideia é continuar juntando um pouquinho fora da poupança para ter uma renda melhor no futuro para que eu viva com qualidade".

Longo prazo

A faixa de contribuição mínima para quem pretende aderir a um plano de Previdência Privada varia entre os bancos, mas podem chegar a média de R$ 25 a R$ 70 por mês. De acordo com o economista Pedro Gomes, a idade ideal para se iniciar um plano de previdência complementar é entre os 18 aos 20 anos. "Vai permitir uma rentabilidade maior por conta de uma maior quantidade de tempo de contribuição".

Gomes chama atenção para a diferença entre os dois tipos de previdência privada ofertadas pelo mercado, o Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) e o Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL).

O PGBL é recomendado para quem já está com 30 anos, como explica o especialista. "Isto porque ele vai ter um tempo menor de contribuição, o resgate vai acontecer em um prazo menor". A maior vantagem está também na declaração do Imposto de Renda. "Ele vai poder deduzir o valor total. O Imposto só vai ser descontado quando for resgatar a Previdência Privada".

O VGBL é válido para quem vai demorar um tempo maior para resgatar. "Não haverá dedução do imposto de renda, mas em compensação, quando for receber lá na frente, não vai ser descontado Imposto de Renda do valor total do benefício resgatado".

Dicas - Na hora de escolher o melhor plano de Previdência Complementar vale observar o valor cobrado pelos bancos na taxa de administração e adequar também ao tempo que pretende restituir o valor, seja em parcela única ou como renda vitalícia. "O valor cobrado na taxa de administração pode influenciar negativamente o rendimento do plano", orienta Pedro Gomes.

Outro ponto importante é ter disciplina para manter o pagamento do plano, sem deixar que ele saia da lista de prioridades. "Busque uma opção que caiba no seu orçamento. Não desista de manter o plano vivo a fim de atingir o objetivo a que ele se propõe".

Quanto antes, melhor. A estudante de direito Júlia Cavalcanti, 22 anos, logo que entrou na faculdade fez adesão a um plano de previdência. "Minha mãe me incentivou a fazer. Depois desse toque, busquei mais informações e percebi o quanto é necessário", afirma.

Mesmo sem ainda estar trabalhando, ela paga R$ 100 por mês pelo plano contratado. "Minha previdência tem um único objetivo: complementar minha renda numa aposentadoria ou diminuição de jornada de trabalho futura".

Fonte: Correio 24 horas

Data: 18/05/2015

A Tribuna destaca pesquisa que aponta aposentadoria gradual e planejada como tendência

Mais da metade da população brasileira (62%) pretende trabalhar menos horas ou iniciar uma atividade diferente da exercida até então, antes de se aposentar totalmente. É a chamada semi-aposentadoria. Segundo pesquisa recente do banco HSBC, os brasileiros em idade ativa estão buscando uma transição mais gradual para a vida pós-trabalho.

O levantamento foi realizado com cerca de 16 mil pessoas em 15 países. No Brasil, foram entrevistadas mil pessoas (metade homens, metade mulheres), com 25 anos de idade ou mais, e aposentadas, entre agosto e setembro do ano passado.

A semi-aposentadoria é uma escolha positiva para 42% dos entrevistados brasileiros, que disseram optar por parar de trabalhar gradualmente para ajudar a manter a condição física e mental ativa.

Alfredo Lalia, CEO de Seguros do HSBC, acredita que a população brasileira já percebeu que vai viver mais e quer se aposentar com mais tranquilidade. "Hoje, uma pessoa com 60 anos não pensa mais na morte, mas em conciliar longevidade com qualidade de vida. A geração dos 40 e 50 anos também já começa a pensar em se aposentar mais tarde e em uma transição mais lenta do trabalho total para o ócio total", diz.

O estudo identificou que 73% dos aposentados brasileiros têm sido incapazes de realizar pelo menos uma das suas esperanças e aspirações desde que se aposentaram. E também mostrou que 76% da população em idade ativa e 80% da aposentada presta apoio financeiro regular a outra pessoa.

Planejamento

Deixar para se aposentar mais tarde não significa que o planejamento financeiro e previdenciário deve ser esquecido. Afinal, quanto mais avançada a idade, maiores são os gastos com remédios e o convênio privado de saúde, por exemplo, além de outras necessidades relativas à terceira idade. Por isso, é importante manter um investimento visando o longo prazo para ter uma renda extra na velhice.

Para Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), pensar em uma aposentadoria sustentável, infelizmente, ainda não é algo a que a maioria das pessoas dê a devida importância. "A Previdência Social, embora não seja o suficiente para ter um futuro tranquilo, é um direito do trabalhador. A previdência privada funciona como um complemento ao INSS, garantindo que, após certa idade, o trabalho seja motivo apenas de prazer e não, de obrigação. Ambos são importantes", acredita.

A pesquisa do HSBC recomenda quatro ações que podem ajudar a planejar um futuro financeiro melhor: ser realista sobre suas aspirações de aposentadoria; rever seus planos de trabalho no longo prazo; considerar os seus compromissos financeiros mais amplos; e ter um plano de aposentadoria clara.

Dirce Namie Kosugi, consultora e advogada especialista em Direito Previdenciário, recomenda o investimento simultâneo nas previdências Social e privada, mas ela alerta para alguns riscos. "Ambos podem resultar em perda parcial ou total do investimento. Isso porque a legislação previdenciária está em constante mutação; infelizmente, nem sempre aprimorando os direitos sociais. E também porque a economia é variável, colocando em risco as aplicações de previdência complementar", diz.

Segundo o economista Erick Herbert Thau, da Técnica Finance Advisory e sócio da Salix Group, no cenário econômico atual, em termos de rentabilidade, existem outras modalidades de investimento que remuneram melhor o dinheiro investido do que a previdência. "As letras de crédito imobiliário (LCI) e agrícola (LCA), os títulos de renda fixa, entre outros, são boas opções que oferecem um bom retorno financeiro", explica. Mais informações: www.previdenciatotal.com.br

Reforma

Os recentes ajustes propostos nos benefícios da Previdência Social por meio da Medida Provisória 664 (MP 664/2014), do Governo Federal, trouxeram à tona a discussão sobre o futuro da aposentadoria. As novas regras de restrição do acesso para a pensão por morte, auxílio doença, abono salarial e seguro-desemprego acenderam um alerta sobre uma possível e mais ampla reforma previdenciária.

Para Marco Aurélio Serau Jr., professor de Direito Previdenciário, os sistemas previdenciários demandam constante atualização para continuarem compatíveis com as demandas sociais e serem viáveis financeiramente. "Porém, o ajuste é sempre suportado pelos segurados e beneficiários, que sofrem cortes em seus benefícios. Nunca há a busca de outro caminho para a obtenção da sustentabilidade econômica dos sistemas previdenciários", diz.

Fonte: A Tribuna

Data: 11/05/2015

Valor Econômico: Comissão do Congresso aprova mudanças em pensão por mortes

A medida provisória que altera as regras de acesso à pensão por morte e ao auxílio­doença foi aprovada em 5 de maio na comissão especial mista do Congresso. O texto segue agora para ser apreciado nos plenários da Câmara e do Senado. A sessão foi marcada pela tentativa da oposição de adiar a votação da matéria, que integra o pacote de ajustes e cortes de gastos do governo.

Segundo o relator do texto, deputado Carlos Zarattini (PT­SP), a discussão da medida pode avançar no plenário da Câmara, com um novo elemento — uma emenda que propõe uma alternativa ao fator previdenciário, criado para desestimular aposentadorias precoces.

A emenda que receberá destaque sugere a adoção da fórmula 85/95 — os números se referem à soma da idade com o tempo de contribuição exigido, respectivamente, de mulheres e homens.

A proposta ao fator previdenciário tem o apoio das centrais sindicais e, em partes, do governo, e serviria de moeda política nesse momento de resistência dos congressistas ao ajuste fiscal.

Medida

A versão da medida provisória que segue para apreciação dos deputados e senadores é bem mais branda do que a enviada pela presidente Dilma Rousseff. Para ter aprovado o texto, o governo aceitou recuar em várias regras.

Entre elas, está a carência de contribuição previdenciária para se ter direito à pensão por morte. O texto atual prevê um mínimo de dois anos de casamento e um ano e meio de contribuição. A medida provisória original determinava um mínimo de dois anos de casamento e dois anos de contribuição.

Quando o tempo de casamento ou de contribuição forem inferiores ao necessário para ter o benefício, o cônjuge terá mesmo assim direito a uma pensão — nesses casos, durante quatro meses. No texto original, não havia esse auxílio.

O governo aceitou também recuar num dos pontos que mais preservaria a Previdência de gastos. Foi retirado o artigo que previa o pagamento de 60% da aposentadoria para o cônjuge mais 10% por dependente, até o limite de 100%. Só com a retirada desse artigo, o governo deixa de lado uma economia estimada de R$ 755 milhões para este ano, informou Zarattini.

O texto aprovado nesta terça prevê ainda que a pensão é válida nos casos em que o beneficiário tiver filhos ou irmãos menores de 21 anos, quando o cônjuge for inválido, ou tiver alguma deficiência, ou se a morte acontecer em função de acidente ou doença profissional.

Outra mudança encaixada na medida é o pagamento de 8% ao INSS durante o recebimento de seguro­desemprego, para que esse período seja contabilizado como contribuição previdenciária.

Faixas etárias

As faixas de idade que determinam a duração da pensão também foram alteradas. Até 21 anos, o cônjuge continua tendo direito a três anos do benefício. De 21 a 26 anos, passa a ter direito a seis anos; de 27 a 29, a dez anos; de 30 a 40 anos, a 15 anos; de 41 a 43 anos, a 20 anos; de 44 anos adiante, pensão vitalícia.

O escalonamento proposto na medida original funcionava da seguinte forma: de 22 a 27 anos, pensão por seis anos; 28 a 32, pensão por nove anos; 33 a 38, 12 anos; 39 a 43, 15 anos; 44 anos adiante, pensão vitalícia.

No auxílio­doença, não se mexeu no ponto em que a empresa paga ao empregado o salário integral durante os 30 primeiros dias de afastamento. Antes da medida, os 15 primeiros eram por conta da empresa, e o restante do INSS.

Fonte: Valor Econômico

Data: 05/05/2015

InfoMoney traz dicas de especialistas para quem não juntou dinheiro para aposentadoria

Ao longo da vida, todas as pessoas se deparam com uma série de obrigações financeiras e objetivos a atingir: pagar a faculdade, comprar uma casa, criar os filhos, entre outras. Com isso, em muitos casos, fica difícil se planejar adequadamente para a aposentadoria e é comum ouvir casos de pessoas que chegam à casa dos cinquenta anos com pouco ou nenhum dinheiro guardado para a longevidade. No entanto, para a CFP, planejadora financeira certificada pelo IBCPF, Maristela Gorayb, mesmo nesses casos, nada está perdido.

Em primeiro lugar, a especialista ressalta que é preciso definir exatamente quando quer parar de trabalhar e uma perspectiva de receita a ser gerada. "Hoje em dia, com as pessoas vivendo mais, não é possível afirmar que uma pessoa de 50 anos está muito perto da aposentadoria, é possível continuar trabalhando por mais quinze anos, por exemplo", relata a planejadora.

Para quem está a menos de dez anos da aposentadoria, Maristela sugere o investimento em aplicações muito conservadoras, como títulos públicos com baixa volatilidade, como o Tesouro Selic, por exemplo, e planos de previdência conservadores, para assim não correr risco de ter perdas. Além disso, em casos extremos, pode ser uma boa ideia pensar em complementar renda na aposentadoria com um trabalho extra ou então tentar postergá­la.

Já para quem está a mais de dez anos para se aposentar, a previdência passa a ser uma opção mais interessante, de acordo com Maristela, uma vez que é possível ter ganhos mais efetivos. Para horizontes mais longos, a especialista afirma que é possível pensar em opções de investimento mais agressivas.

"Falar de investimento com mais risco é falar além de bolsa, os investimentos em ações não estão atraindo tanto. Não vejo no comportamento dos investidores esse apetite, apesar de ser uma opção a se considerar para o longo prazo. É possível tomar risco em crédito privado, ou fundos multimercados, que possam gerar maior retorno no longo prazo ao investidor", aponta Maristela.

Buscar um especialista também é considerado por Maristela uma escolha sábia para se planejar para a aposentadoria. "O pânico nunca ajuda em nada, não ajuda a tomar decisões racionais. O mais importante é que se a pessoa não sabe o que fazer, mas precisa fazer alguma coisa, é buscar um especialista e fazer um plano factível", encerra.

Fonte: InfoMoney

Data: 24/04/2015

Valor Econômico: Geração Y cuida de suas finanças sem ajuda profissional

Abril é o mês da Cultura Financeira Nacional ­ oficializado pelo Senado americano em 2004 ­ e a maneira como a geração Y, conhecida como "Millennials", gasta seu dinheiro é um assunto muito discutido no mundo dos serviços financeiros. Afinal, essa geração personifica a próxima onda gigantesca de clientes.

Duas pesquisas divulgadas no início de abril mostram que os jovens sempre recorrem aos amigos e à família em busca de aconselhamento financeiro, em vez dos consultores financeiros profissionais. É um hábito que as empresas financeiras precisam mudar se quiserem sobreviver.

Os americanos com idade entre 18 e 34 anos são uma mistura de pragmatismo e otimismo, segundo uma pesquisa feita com cerca de 5.500 adultos pela Harris Poll para a Northwester Mutual (a companhia de 158 anos acaba de adquirir a LearnVest, uma consultoria financeira on­line fundada em 2009 e voltada para a geração Y).

Os trabalhadores mais jovens e brancos acham que não terão acesso às pensões corporativas e às redes de segurança social que seus pais têm, mas a pesquisa mostra que eles confiam em sua capacidade de melhorar seu futuro financeiro. Mais de 70% sentem­se seguros ou muito seguros de que alcançarão seus objetivos financeiros.

Ser otimista não significa acreditar que tudo será uma maravilha. Ver os pais perder dinheiro na idade da aposentadoria tornou muitos Millennials avessos ao risco, afirma Chantel Bonneau, uma consultora de 26 anos da Northwestern Mutual. "Enquanto muitos ‘baby boomers‘ pessoas nascidas após a Segunda Guerra Mundial] planejam com base em um cenário otimista, os Millennials tendem a planejar tendo em vista um cenário pessimista", diz ela.

Mais da metade dos trabalhadores mais jovens entrevistados disseram ter metas financeiras, em comparação a 38% daqueles com mais de 35 anos. No entanto, nem sempre esses objetivos são apoiados por planos concretos. No documento "Millennial Money Mindset Report", uma pesquisa com 500 pessoas feita pela consultoria on­line IQuantifi, uma porcentagem ainda maior de Millennials (72%) disse ter metas financeiras. Ao mesmo tempo, apenas 20% dos pesquisados disseram possuir um plano amplo para alcançar esses objetivos.

Dos entrevistados, 12% disseram "não ter ideia de por onde começar e como colocar as finanças em ordem". Eles tendem a começar a buscar aconselhamento financeiro entre os amigos e a família. A pesquisa da IQuantifi mostra que os trabalhadores mais jovens recorrem a um membro da família (71%) ou amigos (45%) quando querem essa consultoria. Apenas 29% deles buscam aconselhamento financeiro de um profissional.

Para economizar mais, os Millennials procuram simplesmente ganhar dinheiro suficiente (citado como o maior desafio por 57% dos participantes da pesquisa da IQuantifi, seguido por manter o orçamento, com 41%). As metas de poupança da geração Y para os próximos cinco anos reforçam a reputação que eles têm de querer um equilíbrio entre a vida profissional e a vida privada. Embora "aumentar a poupança em geral em 2015" seja o principal objetivo para 76%, a próxima meta mais citada foi economizar para as férias, com 68%. Poupar para uma aquisição maior e um carro veio em seguida, com 67% e 66%, respectivamente. Economizar para a aposentadoria ficou por pouco entre os cinco maiores objetivos, citado por 64%.

Esperar que pessoas com vinte e poucos anos tenham a aposentadoria como prioridade em sua lista não é uma coisa realista. Mas os Millennials têm uma visão bem clara sobre sua participação no planejamento financeiro para a aposentadoria. A pesquisa da Northwestern Mutual mostrou que quase três quartos desses jovens acreditam que estarão trabalhando com mais de 65 anos, porque a Previdência Social "não atenderá às suas necessidades". Os entrevistados também se preocupam com os custos com a saúde.

Ao mesmo tempo, 46% acreditam que estarão trabalhando com mais de 65 anos por escolha. Bonneau, da Northwestern Mutual, diz: "Muitos Millennials não esperam ter uma festa quando fizerem 65 anos e depois sentar em uma cadeira de balanço e ficar esperando o dinheiro da aposentadoria sair".

Fonte: Valor Econômico

Data: 20/04/2015

Rede Brasil Atual: Pesquisa mostra que 57% das pessoas não planejam aposentadoria

Pesquisa divulgada em abril pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mostra que 57% das pessoas não fazem planejamento de aposentadoria. Entre as 662 pessoas ouvidas nas 26 capitais do país mais o Distrito Federal, a pesquisa mostra também que esse índice é de 59% entre as mulheres, e de 54% entre os homens. Levando em conta a escolaridade, o índice sobe para 62% entre os que têm até o ensino fundamental completo.

Para os 43% dos trabalhadores que se preocupam com o tema, o planejamento é mais presente nas as classes de maior poder aquisitivo e maior escolaridade. Já entre as opções para assegurar um futuro mais tranquilo, 25% citam a poupança e 14%, a previdência privada. Mas, segundo o SPC, é importante dar importância à previdência oficial, pelo INSS. Deve-se "recolher o INSS mesmo quando resolver dar um tempo para estudar, lazer etc.; o não recolhimento vai prejudicar o futuro já que o imposto é cumulativo", diz a nota do SPC divulgada com a pesquisa.

O SPC também alerta que o trabalhador deve atentar para a tributação da previdência privada ao analisar as opções que têm à disposição para planejar a aposentadoria. Caso precise resgatar o dinheiro da previdência privada para a aquisição de um bem ou quitação de uma dívida, entre outros fatores, a incidência de imposto pode decepcionar o trabalhador. O sistema traz duas formas de tributação, que pode ser regressiva, com alíquotas que começam em 35% e vão se reduzindo com o tempo, ou progressiva, à semelhança do salário - quanto maior o valor, maior a alíquota.

Fonte: Rede Brasil Atual

Data: 07/04/2015

Jornal A Crítica: a aposentadoria pode ser sinal de recomeço nos dias de hoje

A aposentadoria muitas vezes é encarada como sinal de sedentarismo, solidão e mau humor. No entanto, muitos idosos estão mudando essa triste realidade. A prova disso é a crescente procura de empregos adequados à terceira idade.

Para quem tem o objetivo de abrir seu próprio negócio, é importante ressaltar que não basta apenas ter o espírito de bom empreendedor. É necessário estar por dentro do mercado, analisar a concorrência.

Aos 57 anos a funcionária pública aposentada, Eliene Ferreira Andrade Teruya nem pensa em parar de trabalhar, pelo contrário, abriu o próprio negócio. "Nunca fui parada, sou extremamente dinâmica. Acho que só vou parar quando morrer. Sou aparentemente jovem", diz a autônoma.

Após 37 anos de trabalho ela se aposentou e foi terminar o curso de fisioterapia da faculdade. Aos 51 se formou e foi trabalhar com o que gosta. "O serviço público exige demais da gente, apesar de acharem que não fazemos nada", explica a aposentada casada, mãe de três filhos e que também é dona de casa.

A vida profissional depois dos 60 anos pode ser bem diferente da que vigorou dos 20 aos 60. Antigamente, o aposentado era visto como o velhinho em fim de carreira. Nos dias de hoje essa perspectiva mudou. É nessa época da vida que muita gente realiza projetos que ficaram esquecidos no tempo da ativa, conforme explica a neuropsicóloga Ana Cláudia Rodrigues Pereira.

"Muitas pessoas voltam ao trabalho após a aposentadoria por questões financeiras. A classificação de vida está alta, bancar família, as pessoas hoje em dia buscam mais conhecimento também. Antes não tínhamos os recursos que hoje temos, as pessoas antes morriam junto com a aposentadoria, ficavam em casa, ficavam doente, hoje com a internet a pessoa se sente mais ativa", explica a psicóloga.

Com o avanço da medicina e o aumento da expectativa de vida, atualmente em 70,6 anos para os homens e 77,7 anos para as mulheres, conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), além da maior oferta de tecnologias para protelar o envelhecimento, o conceito de terceira idade mudou.

Na época dos nossos avós, eles viviam até os 50 anos. Dos pais, até os 60 anos, hoje, não dá para se aposentar aos 60 anos e ficar sem fazer nada. Se vai se aposentar aos 60 e viver aos 90, serão 30 anos de vida com muita disposição ainda. As pessoas sentem a necessidade de fazer algo que dê sentido à vida delas.

"Tenho pacientes que depois que se aposentaram resolveram fazer faculdade. Elas vão em busca daquele sonho que ficou para trás", detalha Ana Cláudia, que também atua na área de educação inclusiva da Escola Juliano Varela, referência no Estado na educação às pessoas com Síndrome de Down.

Fonte: A Crítica

Data: 06/04/2015

Valor Econômico: pesquisa aponta medo de envelhecer sem recursos

Pesquisas recentes relativas à equação entre previdência e longevidade mostram índices assustadores na forma como as pessoas se preocupam com a possibilidade de envelhecer sem os devidos recursos financeiros.

Os estudos indicam uma preocupação crescente entre os que estão na meia idade — na faixa dos 40 anos — e ainda não se planejaram para garantir reservas que permitam um envelhecimento tranquilo.

Um levantamento realizado pela Wells Fargo Institutional Retirement de Charlotte (EUA), por exemplo, constatou que 22% de seus clientes que tem entre 40 e 50 anos "preferem morrer mais cedo, caso não tenham dinheiro para viver confortavelmente na aposentadoria". Em outro estudo da seguradora Allianz, 77% das pessoas com 40 anos disseram que temiam durar mais que seu dinheiro na aposentadoria. Entre os casados, com filhos, o índice atinge 82%.

Na opinião do professor de Harvard Michael Norton, estudioso do assunto, esse medo pode ser agravado quando os pais se sentem fracassados ao não conseguir deixar uma herança para os filhos — e/ou de se tornarem um fardo financeiro para eles. Um alto índice dessas pessoas considera qualquer uma dessas situações muito pior do que a morte.

Vale ressaltar, porém, que no Brasil e em outras partes do mundo, a dependência não ocorre apenas no campo financeiro. Muitos pais criam filhos sem nenhum grau de autonomia, ao mesmo tempo em que envelhecem cobrando afeto, atenção e a presença deles. Ou seja, se tornam dependentes do carinho e cuidados de filhos adultos que já assumiram outras
responsabilidades.

Envelhecer com dignidade exige cuidar de si mesmo. Como diz Nilton Bonder, "a qualidade da nossa velhice está intimamente ligada a nossa vida hoje". Nossos índices de longevidade estão aumentando e não podemos nos acomodar, esperando por políticas públicas ou mudanças rápidas na previdência social.

Dessa forma, é preciso ter em mente alternativas para criar autonomia financeira e fixar um projeto de vida para essa etapa da vida. A seguir, algumas sugestões:

  • Inicie um processo disciplinado de economizar pequenas quantias e, aos poucos, vá aumentando esse valor;
  • Adie sua aposentadoria por alguns anos como forma de encontrar meios para complementar sua renda;
  • Reduza seu padrão de vida fazendo alguns cortes no orçamento doméstico;
  • Controle os impulsos ao consumismo desenfreado, especialmente se ele estiver baseado nos encantos da publicidade ou em comparações com vizinhos, amigos e familiares,
  • Planeje sua vida financeira, pessoal e profissional;
  • Busque preventivamente um projeto de vida para sua etapa após a aposentadoria;
  • Eduque filhos para a vida, não para você.

Enfim, incorpore este assunto como mais uma responsabilidade exclusivamente sua, pois ela não pode ser delegada.

Fonte: Valor Econômico
Data: 06/03/2015

3 em cada 5 mulheres dizem ter vida financeira organizada, revela pesquisa

64% avaliam situação financeira antes de comprar

Pesquisa realizada pelo Servico de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo portal de Educação Financeira Meu Bolso Feliz revela que 62% das mulheres afirmam ter uma vida financeira organizada. Entre os homens, o percentual é similar, de 64%. "Aquele clichê da mulher impulsiva diante das vitrines cai por terra diante desta pesquisa. A ponderação antes das compras é tão presente nas mulheres quanto nos homens", diz a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

O controle de gastos é uma prática comum a ambos os gêneros: no caso das mulheres, apenas 13% não fazem nenhum tipo de anotação das despesas (entre os homens, essa proporção é ligeiramente menor, de 9%). Mas o que de fato diferencia os dois sexos é a maneira de controlar os gastos. Segundo a pesquisa, 26% das mulheres entrevistadas afirmaram usar cadernos de anotações e agendas (contra 19% entre homens). Por outro lado, os homens são os que mais preferem usar a planilha de computador para registrar as despesas: 35% contra 29% entre as mulheres.

Os estudos também mostram que não há diferença entre os três maiores sonhos de consumo na avaliação de homens e de mulheres: tanto eles quanto elas desejam, em primeiro lugar, viajar para o exterior; depois, viajar dentro do Brasil e só, então, comprar um carro. "A diferença é que 43% dos homens já realizaram pelo menos um sonho de consumo, enquanto que, entre as mulheres, apenas 18% puderam realizar seu sonho", afirma Marcela.

Mais da metade das mulheres (55%) afirma fazer controle do próprio orçamento e diz que só realiza algum sonho de consumo se não tiver que comprometer as finanças, mas poucas têm o hábito de fazer reservas financeiras com essa finalidade. "Tanto eles quanto elas não costumam fazer reservas financeiras para realizar seus sonhos de consumo. É o que dizem 73% das mulheres e 74% dos homens", diz Marcela.

Entre os que não acreditam que poderão realizar seu sonho de consumo, o motivo mais citado foi o valor do produto, considerado um impedimento para 95% das mulheres e 69% dos homens.

Comando financeiro da casa

Além de se considerarem organizadas financeiramente, em alguns casos, as mulheres também comandam sozinhas as finanças da casa. Entre as mulheres que dizem ter apenas um tomador de decisão dentro de casa, em 40% dos casos, esse tomador de decisão é a própria entrevistada (no caso dos homens, este percentual é de 62%).

O estudo também revela que 68% das mulheres que têm filhos de relacionamentos passados não recebem ajuda financeira do pai. "Apesar dos dados estatísticos apontarem um desequilíbrio das oportunidades dadas pelo mercado de trabalho a homens e mulheres, este comportamento reforça a independência financeira que a mulher brasileira vem conquistando ao longo das últimas décadas no Brasil", avalia Marcela.

Fonte: Site G1
Data:05/03/2015

Metade da classe C é poupadora, informa o Diário dos Fundos de Pensão

Embora o hábito de poupança ainda não seja um dos preferidos do brasileiro, a atitude começa a ganhar mais adeptos entre os consumidores da classe C. É o que mostra uma pesquisa feita pelo birô de crédito Boa Vista SCPC em parceria com o programa Finanças Práticas, da Visa. Segundo o levantamento, feito eletronicamente com 1 mil pessoas, 49% já têm o hábito de poupar. Entre esses, 74% conseguem guardar mais de R$ 100 por mês.

No grupo dos poupadores, a opção preferida para guardar os recursos ainda é a tradicional caderneta de poupança, citada por 65% dos entrevistados. Um dado assustador é que 24% dos pesquisados dizem guardar dinheiro em casa. Uma parcela menor, de 10%, indicou aplicar em fundos de investimento, ações ou CDBs (Certificados de Depósito Bancário).

Para a maior parcela dos entrevistados (43%), a poupança serve como reserva que protege de emergências e imprevistos. Uma parcela correspondente a 26% disse que poupa com objetivo de comprar a casa própria; já 9% economizam com foco na aposentadoria. Percentuais menores, de 5% e 4% respectivamente, indicam outras metas como custear estudos e comprar o primeiro carro.

Entre os que ainda não conseguem poupar, existe esperança de guardar recursos. A pesquisa mostrou que 30% desses consumidores consideram "alta" a possibilidade de começarem a poupar ainda em 2015 e 44% afirmam que há chance "média" de que isso aconteça.

A porcentagem dos que devem começar a poupar este ano é maior entre os que não têm filhos (36%), em comparação aos 27% dos que têm filhos. De acordo com o levantamento, 60% dos consumidores que têm filhos e 69% dos que não têm investem na poupança. Para os que não têm filhos, os motivos desta poupança são evitar imprevistos financeiros (44%), comprar a casa própria (27%) e comprar o primeiro carro (10%). Entre aqueles que têm filhos, 12% poupam para se preparar para uma aposentadoria contra 6% dos que não têm filhos.

Por regiões, o Nordeste é o lugar em que se concentra a maior fatia de poupadores da classe C (59%), seguida por Sudeste (50%), Norte (49%), Sul (46%) e Centro-Oeste (43%).

Fonte: Diário dos Fundos de Pensão
Data: 24/02/2015

Segundo Valor Online, brasileiro economiza pouco para aposentadoria

Embora sejam otimistas quanto ao futuro financeiro, os brasileiros poupam menos com foco na aposentadoria. É o que revela um estudo global feito pela gestora de investimentos BlackRock com 27,5 mil pessoas de 20 países, dentre as quais, 4.000 latino-americanos de Brasil, Chile, Colômbia e México. Conforme a pesquisa, 57% dos investidores brasileiros já começaram a economizar de olho na velhice, percentual que sobe a 67% na América Latina em geral — no mundo, o índice é de 62%.

A maioria dos brasileiros (72%) entende o valor e a importância da economia necessária para a aposentadoria, mas a quantia total poupada por pessoas próximas à idade de se aposentar (entre 55 e 64 anos) financiaria menos de um ano da aposentadoria, segundo a pesquisa. Em outras palavras, os "pré-aposentados" brasileiros economizaram uma média de R$ 6.250 para a aposentadoria, mas a estimativa é de que precisarão de uma renda anual de R$ 67 mil durante a aposentadoria.

Confiantes, 77% dos brasileiros dizem ser otimistas quanto ao futuro financeiro, acima da média latino-americana, de 74%. Além disso, aproximadamente 7 entre 10 (68%) latino-americanos estão confiantes de estarem tomando decisões acertadas de poupança e investimento.

Apesar do otimismo, os investidores nacionais enxergam riscos no longo prazo, principalmente em relação à economia do país, fator citado por 57%. O alto custo de vida (55%) e a inflação (47%) são outros aspectos apontados pelos brasileiros entrevistados. A preocupação é tamanha que metade dos ouvidos acredita que a economia irá piorar nos próximos 12 meses. Outros temores entre os brasileiros são renda insuficiente (36%), despesas não planejadas (29%) e alta dívida no cartão de crédito (21%).

"O aumento da longevidade (a perspectiva de gastar, em média, duas ou três décadas após o fim da carreira) tornou mais necessário que nunca que as pessoas em todo o mundo planejem-se, economizem e invistam durante seus anos de trabalho a fim de atingir a segurança financeira na aposentadoria", explica Armando Senra, diretor da BlackRock e responsável pela América Latina e Ibéria.

A pesquisa aponta também que 49% dos brasileiros têm como prioridades financeiras economizar dinheiro. Outros 47% pretendem aumentar o patrimônio, enquanto 44% prioriza a aposentadoria confortável, acima da média global — 37%.

Aplicações preferidas

Os brasileiros são os que mais economizam e investem em toda a América Latina. Quase metade deles afirma investir (27%) ou economizar (22%) metade de sua renda mensal, segundo a pesquisa da BlackRock. Entre as aplicações prediletas, estão ativos de alta liquidez (64%), seguidas de imóveis (11%), títulos (7%) e ações (4%). A facilidade em transformar o investimento em dinheiro, conhecida como liquidez, faz os brasileiros se sentirem seguros, aspecto apontado por 41% dos entrevistados.

O Brasil apresenta o menor nível de interesse por investimentos entre os mercados da América Latina, mas na comparação internacional está bem acima da média. Por exemplo, com 72% dos entrevistados brasileiros afirmando terem interesse em aprender mais, o Brasil fica à frente da China (69%), Ásia (65%) e Europa (39%). Além disso, 3/4 dos brasileiros (77%) acham que deveriam ter acesso a mais informações que os ajudem a investir.

Apesar do interesse, poucos brasileiros contratam consultoria financeira profissional. Apenas um em cada seis (18%) utiliza esse tipo de serviço. Um dos principais fatores, segundo a BlackRock, é que o mercado de consultoria financeira no Brasil funciona de maneira diferente em comparação a outros países. Aqui, os consultores financeiros profissionais costumam oferecer serviços apenas para pessoas físicas que possuam recursos significativos para investimento. Já outros tipos de consultoria, como as disponíveis nos bancos, são mais comuns entre o público em geral.

Quando perguntados sobre o que recomendariam a si mesmos quando mais novos, os brasileiros responderam o seguinte: 38% teriam começado a economizar mais cedo; 47% teriam gastado menos; 25% teriam priorizado a aposentadoria em vez de outras coisas; e 26% teriam quitado suas dívidas mais cedo.

Fonte: Valor Online
Data: 04/02/2015

InfoMoney destaca planejamento para uma aposentadoria sustentável

Como o brasileiro deve se preparar, financeiramente, para a aposentadoria? Esse tema é muito mais relevante do que imaginamos, principalmente, perante a situação de dificuldade que milhões de brasileiros se encontram, depois de trabalhar anos e descobrirem que os valores da aposentadoria não são suficientes nem mesmo para a sobrevivência.

Isso ocorre porque a maioria dos brasileiros se aposenta apenas pela previdência oficial, ou seja, a do INSS, contudo, quando isso ocorre, se tem uma grande queda nos rendimentos. Isso se deve a existência do Fator Previdenciário, estabelecido por lei em 1999, com o objetivo de equalizar o déficit previdenciário, mas como consequência, reduzido o valor dos benefícios durante a sua concessão, sendo inversamente proporcional à idade do segurado em relação ao valor da aposentadoria. Assim, se estabelece um gatilho, a partir do qual quanto menor for a idade de aposentadoria maior será o redutor e, logo, o valor será menor.

É importante ter em mente que a aposentadoria pelo INSS possui grande importância, principalmente, para os trabalhadores menos abastados, pois estes, em sua grande maioria, não trabalharam preventivamente para o período de aposentadoria, o que faz com que, mesmo com a redução dos valores, esses ganhos sejam a única fonte de sobrevivência. Lembrando que, com esses valores, não só conseguem sobreviver como, na maioria das vezes, também auxiliam familiares.

Contudo, para quem não quer depender apenas do governo para garantir sua segurança futura, é fundamental que se projete com outros dois pilares: o primeiro é a previdência complementar coletiva - que possibilita o atingimento de um padrão de vida similar ao da fase laborativa - e o segundo é a poupança individual - que permite a realização dos sonhos.

A previdência complementar coletiva funciona de maneira muito simples: nela, se acumula uma quantidade de dinheiro até o momento de começar a retirar o montante poupado. Assim, quanto mais você acumular e quanto mais tempo você o fizer, maior será o valor no período final. É uma forma de poupança para longo prazo, que tem como principal objetivo proporcionar estabilidade na aposentadoria.

Existem dois planos vigentes, o aberto e o fechado. Enquanto o primeiro pode ser contratado por qualquer pessoa, o segundo é voltado para um grupo de pessoas geralmente da mesma empresa ou sindicato, sendo muito mais seguro e interessante. O plano aberto da previdência privada é vendido por bancos e empresas de seguro. Já no plano fechado, cada pessoa do grupo contribui com uma parte e a empresa ou o sindicato contribui com o restante. Existe a opção de os profissionais que não contam com planos de previdência complementar em suas empresas buscarem planos de instituidores (formados por entidades de classe, profissionais liberais, entre outros).

Por fim existe a poupança individual, que também é fundamental para quem planeja aproveitar de forma plena a aposentadoria, pois essa é que garantirá, além do padrão de vida, a realização de sonhos de curto, médio e longo prazos. Mas é neste pilar que, geralmente, ocorre um grande erro, pois muitas pessoas poupam por poupar. O dinheiro poupado sem finalidade, na maior parte das vezes, é dinheiro fácil de ser gasto com supérfluos. Assim, uma reflexão sobre o papel do investimento é imprescindível. Posterior a essa resposta, chegamos, finalmente, à outra questão: onde investir?

No mercado financeiro, existem diversas opções de aplicação em ativos financeiros com riscos diferentes, variando de aplicações de baixo risco até investimentos de alto risco. Procure sempre um especialista ou um educador financeiro para orientá-lo nas decisões de aplicação da poupança, visando mantê-la de forma segura e rentável.

É preciso definir como e quando o capital poupado será utilizado. Esta decisão será importante na escolha do tipo de aplicação em ativos financeiros para proteger a poupança. Para tanto, faça um plano de investimentos, definindo o momento do resgate de cada ativo financeiro escolhido, em conformidade com o cronograma de aplicação dos recursos poupados, para serem investidos no alcance dos objetivos desejados para o negócio.

Lembro que, de forma geral, o risco de uma aplicação financeira é diretamente proporcional à rentabilidade desejada, ou seja, quanto maior o retorno estimado pelo tipo de aplicação escolhida, maior será o risco. Todavia, o risco significa que poderá não conseguir o retorno prometido ou mesmo perder uma parcela do montante aplicado. É bom lembrar sempre que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

Por fim, lembro que a garantia de uma aposentadoria plena parte invariavelmente pela adequação do orçamento financeiro aos sonhos, utilizando-se dos dois primeiros pilares (previdência oficial e a previdência complementar coletiva), para que possa direcionar com inteligência o dinheiro para o terceiro pilar que é a poupança individual.

Fonte: InfoMoney
Data: 21/01/2015

O jornal O Estado de São Paulo destaca pesquisa sobre os gastos dos brasileiros com as compras de natal

Pesquisa indica que 46% querem gastar menos no Natal deste ano

Brasil tem maior porcentual de pessoas dispostas a gastar menos em grupo de seis países latino-americanos

Na América Latina, o Brasil ocupa o 1.º lugar de uma lista de seis países cuja população pretende gastar menos no Natal deste ano em relação à mesma data de 2013. Neste ano, 46% dos brasileiros informaram que vão desembolsar menos com compras em relação a 2013, revela pesquisa consultoria Deloitte, com 3,5 mil pessoas. Na sequência estão Chile (32%), Argentina (30%), México (29%), Colômbia (26%) e Peru (14%).

"Exceto no caso do Chile, no México e na Argentina a menor disposição às compras de fim de ano reflete a situação econômica", diz Reynaldo Saad, sócio líder da Consultoria para área de varejo na América Latina e responsável pela pesquisa.

No caso do Brasil, ele observa que o sentimento de cautela predomina, já que os indicadores que sustentam o consumo, como renda e emprego, estão estáveis e o crédito, apesar de mais contido, continua disponível. "Como em 2014 houve muitos altos e baixos, por causa da Copa e das eleições, e 2015 será um ano de mudanças, o brasileiro está cauteloso."

Já a maior disposição dos colombianos e peruanos para o consumo de fim de ano resulta da situação macroeconômica mais favorável desses países.

Antecipação. No Brasil, a fatia daqueles que vão reduzir ou manter os gastos neste Natal em relação ao de 2013 é de 86%, o maior índice registrado pela pesquisa desde 2010, quando ela começou a ser feita. O gasto médio nas compras de fim de ano encolheu. Será de R$ 51,58, o menor desembolso por presente em quatro anos, já descontada a inflação do período. No ano passado, foi de R$ 54,69.

Saad destaca um resultado inédito da pesquisa deste ano: a forte intenção de antecipação de compras. Neste ano, 43% dos brasileiros informaram que pretendem fazer as compras de Natal em novembro. Nas quatro pesquisas anteriores, a fatia de pessoas que declararam a intenção de antecipar compras oscilou entre 24% e 32%.

Segundo o executivo, esse resultado indica que o consumidor está querendo aproveitar as promoções de preço oferecidas pelos varejistas, especialmente a Black Friday, programada para última sexta-feira (dia 28) deste mês. "Essa forte intenção de antecipar compras ninguém imaginava."

O avanço do comércio eletrônico foi outra revelação da pesquisa: 66% dos entrevistados neste ano pretendem fazer compras pela internet. No ano passado, essa fatia foi de 64%.

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo
Data:13/11/2014

E a Folha de São Paulo fala sobre como fazer uma faxina nas suas dívidas com os ganhos extras, como 13o salário

Ganhos extras de fim de ano permitem fazer faxina nas dívidas

Começou o período de tensão orçamentária. O comércio tenta convencer os brasileiros a gastar mais para as festas de final de ano, as escolas já cobram matrículas e o governo espera pelo pagamento de impostos -IPVA (veículos) e IPTU (predial).

É hora de uma faxina geral nas finanças para evitar que o ano que vem seja amargo.

Ou para que você descubra que existirá espaço para usar parte dos ganhos extras comuns desta época -o 13º salário, comissões e até a restituição do Imposto de Renda- em presentes de Natal. Ou na compra "daquele" pacote de viagem, caso saia em férias.

"O ideal é já provisionar parte desses rendimentos extras para os gastos de início de ano", diz a planejadora financeira Angela Azevedo.

Mas só a faxina apontará as alternativas. Essa tarefa é fundamental para quem tem dívida, especialmente as parceladas com incidência de juros. O primeiro passo é um raio-X de suas finanças. Levante quanto tem no caixa. Depois, detalhe suas dívidas.

Como o pagamento das despesas fixas, particularmente os impostos, é inadiável, a recomendação dos consultores é tentar quitá-los à vista. "Ao pagar tudo de uma vez, há a possibilidade de conseguir desconto", diz Marcio Cardoso, sócio-diretor da Easynvest Corretora.

Segundo ele, as pessoas se acostumaram a parcelar esses tributos, mas há um custo na operação. "E nenhuma aplicação rende, no curto prazo, o desconto oferecido."

Em São Paulo, o IPVA à vista tem desconto de 3%. A poupança, por exemplo, rende 0,5% ao mês mais a TR (Taxa Referencial), bem abaixo desse percentual.

RENEGOCIAR

Essa seria uma forma de manter mais recursos no caixa no longo prazo. Outra seria renegociar dívidas ou quitá-las. "Dê a si mesmo de presente o fim das dívidas", diz Thiago Alvarez, sócio-fundador do GuiaBolso, site de finanças pessoais. "O que faz sentido nesta época é aproveitar a renda extra e quitar parcelamentos."

Quem tem mais de uma dívida deve priorizar aquelas com juros maiores, como cheque especial e cartão.

"Os juros do rotativo do cartão de crédito giram em torno de 10% ao mês. Se o consumidor não conseguir pagar mais que o mínimo do cartão, nunca mais sairá da dívida", diz Angela Azevedo.

Se não for possível quitá-las de uma só vez, a recomendação é tomar um crédito com juros menores para pagá-las, como o empréstimo pessoal ou o consignado.

"Quem tem esse tipo de dívida precisa tapar o buraco rapidamente. E isso justifica sacrificar coisas a que as pessoas dão importância, como a festa de Natal", diz o consultor André Massaro.

Se a faxina financeira for bem-feita, pode ser que sobre dinheiro. Mas os consultores alertam: tente manter uma parte da sobra para começar uma reserva, reforçada ao longo dos meses para o pagamento dos impostos do ano seguinte. Se isso ocorrer, aí, sim, o Natal poderá ser farto.

Fonte: Jornal Folha de S. Paulo
Data: 20/10/2014