Cenários

Ficar por dentro dos cenários que podem afetar suas decisões de investimento é tão importante quanto avaliar sua própria situação financeira. Do macro ao micro, as avaliações de um investidor devem levar em conta as tendências, as pesquisas e as análises de especialistas. Aqui, você vai se atualizar sempre sobre tudo isso.

Mais da metade dos brasileiros não reserva tempo para as finanças

Você separa algumas horas de sua semana para cuidar das suas finanças, acompanhar gastos e planilhar despesas e receitas de seu orçamento mensal? Uma recente pesquisa feita pelo SPC Brasil e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revelou que seis em cada dez brasileiros investem pouco ou nenhum tempo no cuidado com as finanças pessoais.

O comportamento reflete um hábito de uma parcela significativa de brasileiros que não fazem planejamento financeiro, pois partem do princípio que isto exigiria que eles se privassem de sua rotina de gastos. Trata-se de um grupo que não gostaria de eliminar compras em muitas parcelas, jantares em restaurantes ou viagens não programadas.

A realidade, no entanto, é bem diferente: criar um cronograma para ficar atento ao controle de gastos permitiria manter a vida financeira em dia e aproximar-se de outros objetivos a médio e longo prazo, como adquirir um carro, fazer uma pós-graduação, ou manter um plano complementar de aposentadoria, por exemplo.

Monitorar o extrato bancário calculando os custos fixos e variáveis é uma excelente maneira de manter o controle sobre as próprias finanças e, a partir disso, construir um orçamento realista para o presente e futuro.

Onde aprender a administrar as finanças?

Outro dado apontado pela pesquisa é que menos da metade dos entrevistados consegue estabelecer metas maiores, como comprar um imóvel, e segui-las à risca para realizar esse tipo de objetivo.

Isto porque, os compromissos financeiros relacionados à família, ao trabalho e ao estudo não estão sendo administrados periodicamente, e todo esforço se concentra apenas em pagar contas nos prazos e corrigir urgências.

O site Parceiros do Futuro já trouxe dicas de orçamento doméstico, ferramentas virtuais como aplicativos para anotar gastos e gerenciar contas de banco, como fazer sua planilha de gastos, benefícios do crédito consciente e canais de vídeo que ajudam a ampliar a educação financeira. O material está todo neste mesmo site, nas categorias "Suas Finanças", "Fique por Dentro" e "Saiba Mais".

Se você se enquadra no grupo dos 60% de brasileiros que não reservam tempo para cuidar das finanças, aí está uma dica para começar a mudar essa história desde já. Aproveite!


Com informações de EBC

Para encorajar: brasileiro quer guardar dinheiro em 2018, diz pesquisa

Em 2018, a meta dos brasileiros é juntar dinheiro, segundo uma recente pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Quase metade dos entrevistados na pesquisa (45%) afirmou que pretende juntar dinheiro este ano ou sair do vermelho (27%). Mais da metade dos entrevistados (58%) também acreditam que sua vida financeira será melhor.

A notícia é boa e traz inspiração para quem precisa de um empurrãozinho para fazer seu pé-de-meia. Afinal, resolver problemas financeiros exige coragem, mudança de atitude e de comportamento.

Para quem se animou com o desafio, chegou o momento de colocar na ponta do lápis exatamente quanto é o valor disponível em sua conta bancária para gastar. Também é preciso organizar os gastos (de preferência em planilhas ou aplicativos que ajudem a acompanhar) e priorizar o que é essencial, como o pagamento de dívidas atrasadas.

E se o assunto são as dívidas pendentes, trocar dívida cara por dívida barata, como quitar cartão de crédito com recursos do consignado, por exemplo, pode ser um paliativo para o problema. Mas o ideal é recorrer a esse tipo de alternativa só quando não houver outra saída, para evitar de entrar em um novo ciclo de endividamento com juros.

Para quem não está endividado e quer entrar no bloco dos brasileiros que vai guardar dinheiro em 2018, o primeiro passo é reservar um valor excedente para fazer um aporte extra no plano de previdência privada em que estiver participando.

No caso dos funcionários das empresas patrocinadoras dos planos administrados pela Fundação Itaúsa é possível contratar o Plano de Aposentadoria Individual (Plano PAI), que funciona como uma poupança previdenciária, na qual a empresa em que o participante trabalha também contribui para a formação da reserva financeira.

Tenha um orçamento mensal bem definido, registre os gastos e trace objetivos. Lembre-se: quem se programa agora, aproveita melhor o futuro. Neste cenário de 2018, obter controle financeiro dentro de casa é essencial. E no site Parceiros do Futuro há muitas dicas sobre como fazer esse planejamento. Vale conferir.

Com informações de Globo, InfoMoney e PB Agora e foto da Agência Brasil.

Passagens aéreas mais baratas? Saiba como garimpar preços melhores

Comprar as passagens, arrumar as malas e conhecer o mundo. Passagens de avião com destino para fora do Brasil estão se tornando algo cada vez mais acessíveis. Um recente relatório de Tarifas Aéreas Internacionais da Anac (Agência Nacional de Avião Civil) apontou que, entre 2011 e 2016, as tarifas de passagens áreas ficaram mais baratas para todos os continentes de destino - América do Sul, América do Norte, América Central, África, Ásia e Europa.

De todos os avaliados, o continente cujas tarifas tiveram maior queda foi a América do Norte: as passagens ficaram 42,3% mais baratas. Já os destinos da América do Sul tiveram a menor queda: 19,5%. Confira na imagem abaixo a redução das tarifas por continente:

Imagem original: Infomoney

Viajar gastando menos

Quem está sonhando fazer alguma viagem em 2018, seja no Brasil ou para o exterior, já pode começar a planejar os gastos para não se endividar depois. Para isso, Parceiros do Futuro preparou duas boas dicas:

Google Vôos: O Google lançou em dezembro um recurso novo, chamado Google Vôos. Por meio de seu buscador é possível comparar se os valores atuais estão mais baratos que o normal para a época do ano escolhida. A ferramenta é novidade e para pesquisar passagens aéreas no Google Vôos não é preciso instalar nenhum app, apenas procurar diretamente na barra do Google frases como "voo de cidade A para cidade B" e conferir as opções. Um cartão permitirá ajustar datas e escolher aeroportos, entre outras possibilidades.

Cobrança de bagagem: No grande dia da viagem, ou no caminho de volta, lembre-se que a cobrança de bagagem também mudou em 2017. Com a nova regra da Anac, o peso da bagagem de mão deve ser até 10 quilos, porém, cada empresa pode definir as dimensões da mala. Na maioria das companhias, a mala que pode ser levada a bordo nas viagens de avião tem que ter 55 centímetros de altura, 35 de largura e 25 de profundidade. Mas confira estas informações no site da empresa onde for comprar sua passagem, para não ser surpreendido com gastos extras inesperados.

Planejamento: Um bom planejamento também é sinônimo de uma viagem tranquila e sem sustos financeiros. Parceiros do Futuro já trouxe em seu site algumas ferramentas que ajudam a tomar decisões inteligentes em relação ao dinheiro antes e durante a viagem, além de aplicativos e sites sobre hospedagem, refeição, transporte e outros. Relembre neste link.

Com informações do Infomoney e do G1.

Estudo mostra que Brasil caiu no ranking mundial de preparo para a aposentadoria

A montanha russa que o brasileiro vem vivendo na política e economia nos últimos anos interfere em diversos assuntos e, um deles, diz respeito a sua preparação para o futuro. Parece que com tantas mudanças, anda faltando disposição - e condições - para planejar a aposentadoria. Menos até do que registrado no ano passado e, pra completar, na contramão da média global, segundo o Índice Aegon de Preparo para a Aposentadoria (ARRI). Essa constatação foi divulgada pela Pesquisa de Preparo para a Aposentadoria, elaborada pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon.

O Brasil, segundo os dados coletados nesse estudo, é o país com maior queda em relação ao ano passado e passa a ocupar a terceira posição no índice que reúne 15 países. Na lista das nações que registraram queda no ARRI junto com o Brasil estão a França e a Alemanha. A explicação para o caso do Brasil está na composição da renda na aposentadoria.

A pesquisa revela que os brasileiros esperam que 49% de suas receitas, ao se aposentarem, venham do governo, ou seja, da previdência social; outros 28% esperam que isso venha de investimentos próprios; e 23% contam com o empregador e seus planos corporativos.

Para 52% dos brasileiros, garantir uma renda suficiente para a aposentadoria é uma responsabilidade de cada um, mas só 21% dos pesquisados afirmaram saber exatamente como alcançar essa meta. E apenas 16% alegam estar bem preparados e com poupança garantida.

No entanto, há indícios de melhoria na consciência e números que mostram que a valorização desse tema pode mudar: 34% dos brasileiros acreditam que estão no caminho de garantir a renda necessária e 37% dizem que se certificam que estão poupando para quando a velhice chegar. São números relevantes que merecem ser trabalhados para que mais e mais pessoas fiquem atentas com seu planejamento e modo de se preparar para o futuro. Aqui mesmo no site Parceiros do Futuro é possível encontrar várias dicas e informações para ajudar nessa tarefa.

Fonte: O Globo

Sudeste e Nordeste concentram maior número de aposentados no Brasil

As regiões Nordeste e Sudeste concentram o maior número de aposentados do país. São 26% em São Paulo, 11% em Minas Gerais, 9% no Rio de Janeiro e 2% no Espírito Santo, segundo levantamento feito pela UnitFour, empresa fornecedora de dados para o mercado. O estudo buscou entender o cenário da aposentadoria frente às mudanças que estão sendo discutidas pelo Governo Federal e levantou alguns dados importantes.

Estima-se que 63% das mulheres se aposentam por idade, enquanto 68% dos homens optam por se aposentar devido ao tempo de contribuição, em relação ao panorama geral no país. O estudo também revela, que do total da população brasileira, 38% são aposentados por idade e 62% por tempo de contribuição.

O levantamento reflete a situação atual da previdência no país, visto que hoje é possível passar a receber os benefícios de duas formas: ao atingir a idade mínima necessária - 65 anos para homens e 60 para mulheres - ou então contribuir por 35 e 30 anos. Se a proposta referente à reforma previdenciária (PEC) 287/2016 for aprovada, a aposentadoria passa a ser concedida para os homens a partir dos 65 anos e para as mulheres, a idade mínima será de 62 anos. Além disso, para adquirir esse direito, o trabalhador deverá ter contribuído por, no mínimo, 25 anos, afetando assim os estados com maior concentração de aposentados.

Mapa da aposentadoria

Sudeste e Nordeste concentram juntos 72% dos aposentados. De acordo com a pesquisa, a região Sudeste conta com 48% do total de aposentados do país, sendo 26% em São Paulo, 11% em Minas Gerais, 9% no Rio de Janeiro e 2% no Espírito Santo. O Nordeste abriga a segunda maior população dessa fatia no país, com 24%, divididos em Bahia com 6%, Ceará e Pernambuco com 4%, Maranhão com 3%, Piauí, Pernambuco e Rio Grande do Norte com 2% cada e Sergipe e Alagoas com 1%. Os outros 28% se dividem entre Sul, Centro-Oeste e Norte, ambos com 5%.

Apesar de estar em uma das regiões com menor índice de quem recebe esse benefício, o Distrito Federal é a localidade com maior média de valor de aposentadoria entre os estados, seguido pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Espirito Santo.

Fonte: UnitFour e Veja

Programas de fidelidade: vantagens e desvantagens no atual cenário

Foi-se o tempo em que programas de fidelidade estavam restritos apenas às companhias aéreas. Hoje, diversas categorias de produtos oferecem esse benefício e ainda há espaço para crescimento deste mercado de fidelização. Atualmente, o Brasil conta com 73 milhões de participantes de programas de lealdade, embora o número de pontos emitidos tenha caído de 43,9 bilhões para 40,1 bilhões em um ano, segundo a Associação Brasileira de Empresas do Mercado de Fidelização (Abemf).

O crescimento da utilização desse tipo de programa se deve à recompensa recebida, que pode ser trocada por um produto ou serviço. Afinal é possível ganhar e converter "milhas" em farmácias, postos de gasolina, hotéis, lojas de material de construção, sites de comércio eletrônico e outros. As empresas que administram esses programas passam a ideia de que, por serem gratuitos, eles proporcionam a chance de, mesmo na crise, consumir mais sem pagar mais. Mas especialistas advertem que a fidelização só é uma aliada no orçamento quando não leva a gastos inconsequentes, é preciso ter cautela.

O alerta é válido pensando na atual situação econômica do Brasil, que se encontra instável e passando por mudanças. Em um ambiente desafiador, as pessoas precisam olhar para seus gastos e enxergar oportunidades, as milhas podem entrar aí, se foram acumuladas e utilizadas com consciência.

Por isso, o recomendável é escolher um programa com base em seus hábitos de consumo, não o contrário. A dica é relacionar as lojas e prestadoras de serviço que mais usa e aderir ao esquema de pontos que estiver mais presente nesse rol de produtos. No caso dos aposentados, por exemplo, olhar para o sonho da viagem para o exterior ou para os gastos com saúde considerando os programas de fidelidade.

Outra dica para potencializar o acúmulo de pontos sem gastar mais é comprar em lojas parceiras de programas de fidelidade usando cartões de crédito, que também geram milhas. Para quem consegue pagar a fatura em dia, pode valer a pena concentrar os gastos em um só cartão para acumular pontos. Mas mais uma vez fica o alerta: vale apenas quem está com as finanças em dia. Caso contrário, o consumidor pode acabar tendo de pagar os juros altíssimos dos cartões.

Cuidados na utilização

- A maneira correta é utilizar os benefícios da fidelidade nos gastos que você já faz no seu dia a dia. Consumir a mais para ganhar milhas aéreas, por exemplo, sai sempre mais caro do que comprar a passagem.

- É preciso fazer as contas para saber se o programa vale a pena. O princípio desses programas é levá-lo a deixar de comprar em um concorrente. Mas essa loja pode ser muito mais cara. Os cartões que dão mais milhas também costumam cobrar anuidade maior.

- É importante conhecer o regulamento e observar os prazos. Segundo pesquisa recente do Banco Central, em 2014 os brasileiros deixaram expirar 53,4 bilhões de milhas, 24% do total daquele ano.

- É preciso ficar atendo ao prazo de validade dos pontos acumulados. Cada programa tem um regulamento específico e os prazos de validade são bem diferentes. Muitas vezes, os consumidores acumulam o benefício por algum tempo, mas quando estão prestes a utilizá-lo, são surpreendidos pela perda de vários pontos.

Fonte: o Globo e site Mercantil do Brasil

4ª Semana Nacional de Educação Financeira acontece em maio

A quarta edição da Semana Nacional de Educação Financeira já tem data marcada e acontecerá entre os dias 8 e 14 de maio. A Semana ENEF, como é conhecida, é uma iniciativa do Comitê Nacional de Educação Financeira (CONEF) para promover a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF). Nesse período, diversas ações educacionais gratuitas serão oferecidas pelos membros do Comitê e por seus parceiros. A ideia é que em todo o Brasil se discuta o tema com públicos de todas as idades e em vários ambientes.

Por isso, é possível se inscrever para promover uma atividade ou ficar atento desde já para participar de alguma programação em sua cidade. O período de inscrição para ações ainda está aberto. Na primeira edição da Semana ENEF, ocorrida em 2014, foram realizados mais de 170 eventos, presenciais ou online, em 21 cidades de 17 estados brasileiros e DF. Já na Semana ENEF de 2015, realizada no mesmo período da Global Money Week, foram realizados 505 eventos, presenciais ou online, impactando milhares de cidadãos.

O CONEF é formado por representantes das seguintes instituições: Banco Central do Brasil (BCB); Comissão de Valores Mobiliários (CVM); Superintendência de Previdência Complementar (Previc); Superintendência de Seguros Privados (Susep); Ministério da Educação; Ministério da Fazenda; Ministério da Justiça; Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima); BM&FBOVESPA S.A; Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg); e Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN).

Se você tem interesse em organizar atividades durante a Semana, cadastre suas ações na aba do site oficial da Semana, em Outras Iniciativas. Antes de inscrevê-las, observe os critérios e vedações constantes em Orientações e Critérios. O objetivo é que muitos se juntem a esse esforço de levar educação financeira à população.

Para saber mais sobre a Semana, clique aqui.

Fonte: Site Semana ENEF e Portal de Cooperativismo Financeiro

Maioria dos brasileiros não tem reserva para emergência

Os brasileiros são os mais vulneráveis financeiramente em caso de emergência, de acordo com um estudo do Banco Mundial: os números mostraram que 44%, o que representa mais de 70 milhões de pessoas acima dos 15 anos, consideram impossível levantar cerca de R$ 2.500 numa necessidade extrema (valor escolhido pelo órgão para permitir comparações e equivalente a 1/20 do PIB per capita). No mundo só sete países estão mais despreparados.

De acordo com a pesquisa, dos brasileiros que acham possível obter a quantia sugerida, apenas 16% dizem poder recorrer às próprias economias; mais da metade respondeu que pediria ajuda a amigos ou parentes. Na verdade, isso só confirma os dois principais pontos que o brasileiro não tem o costume de pensar: seguro de vida para o pai ou mãe de família e a reserva de emergência.

O problema disso, segundo especialistas em finanças, é que nem sempre tudo sai como planejado e pode haver problemas no caminho. O indicado para quem pensa em se preparar para imprevistos é ter um fundo de emergência que varia de 3 a 12 vezes o custo mensal da família - mas isso, claro, depende e varia de acordo com profissão, estabilidade de renda, do estado civil e outros itens.

Detalhes

O estudo do Banco Mundial leva em conta só a poupança financeira, que é um dos itens de patrimônio capazes de assegurar recursos para aposentadoria ou em uma emergência. Lembrando que a posse de imóveis, de veículos, de bens duráveis que possam ser vendidos e mesmo o investimento em educação são também considerados formas de poupança.

Um estudo feito a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicou que 81% das famílias têm poupança financeira nula. Se a casa própria for considerada, passa para 61% os de poupança zero e 47% que não têm dinheiro, casa ou carro como patrimônio.

Construir indicadores que levantem o lado patrimonial das famílias para avaliar seu equilíbrio financeiro é considerado importante pelo Banco Central, conforme seu relatório de inclusão financeira de 2014. Isso porque o número de pessoas físicas com caderneta de poupança, por exemplo, não é o suficiente, uma vez que nessa época do relatório, dos 131,8 milhões de brasileiros com caderneta, 60% tinham menos de R$ 100, o saldo médio era R$ 1,66. 45% das famílias não tinham sobra financeira regular.

A dica diante do cenário atual é tentar se manter regular nas escolhas feitas para a reserva e pensar em uma forma de conquistar mais segurança financeira. Pesquise, leia, procure opiniões diversas para tomar decisões que combinem com seu estilo de vida e perspectivas para o futuro.

Fonte: Folha de São Paulo

Horário de verão e as mudanças que mexem no bolso dos brasileiros

O horário de verão começou em outubro nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e vai até o dia 19 de fevereiro de 2017. A mudança nos relógios ajuda na economia de energia de modo geral e no bolso de cada brasileiro que deve ficar atento aos detalhes em dias de alta temperatura. A redução acontece porque, adiantando uma hora no relógio, o momento de maior gasto de energia da população não coincide com o horário de acender a iluminação pública, diminuindo a demanda de energia ao mesmo tempo.

Pensando nas hidrelétricas que sustentam nosso país, funciona assim: menos equipamentos ligados reduzem a demanda de energia no mesmo horário, com isso evita-se operar as usinas termoelétricas - que são as mais caras e as últimas a serem ligadas. Isso acaba impactando indiretamente no preço pago pelo consumidor, que fica menor ou mais estável.

A principal economia acontece entre 18h e 21h. Apesar da previsão de economia esse ano ser de 4%, com a colaboração de todos, esse número pode ser ainda melhor. Confira as dicas para reduzir o consumo de energia durante o horário de verão e economizar:

  • Cortinas: Sempre que possível abra as cortinas de sua casa. A iluminação natural é sempre mais saudável e evita o uso de luzes artificiais em sua casa durante o dia. Com o horário de verão as luzes podem ser acesas mais tarde que o habitual.
  • Lâmpadas incandescentes têm um consumo muito alto, troque-as por lâmpadas fluorescentes, que hoje já estão disponíveis por um preço acessível, e se for possível financeiramente troque sua fluorescente por led que são ainda mais econômicas.
  • Sempre que possível, mantenha as janelas de sua casa abertas, isso ajuda a arejar e diminuir a temperatura evitando assim que sejam ligados ventiladores ou ar condicionado.
  • Caso o ar condicionado seja mesmo necessário faça uma limpeza periódica em seus filtros, pois o acúmulo de poeira e sujeira nos filtros acaba forçando seu aparelho. Essa dica vale para todos os eletrodomésticos que possuam algum tipo de filtro, como os exaustores de cozinha e umidificadores de ambiente.
  • Acumule o máximo possível de roupa para ser lavada. A máquina de lavar consome uma imensa quantidade de energia elétrica. Evite o uso se não for para sua capacidade máxima.
  • Acumule também o máximo possível de roupa para ser passada. O ferro elétrico consome energia para se aquecer, a cada desligamento e nova ligação ele tem que se reaquecer e normalmente enquanto isso não vai ser usado por não estar na temperatura ideal. Esse tempo é desperdício de energia elétrica.
  • Na geladeira alguns cuidados devem ser tomados, nunca coloque nas grades da geladeira plástico ou outros materiais que interrompam a passagem de a. Isso faz com que a temperatura fique comprometida e os motores trabalhem mais, consumindo energia.
  • O chuveiro é o grande vilão da conta de luz por ser o equipamento que normalmente tem maior potência em sua residência. Não tem muito segredo para economizar com o chuveiro: tome banhos menos demorados.

Fonte: G1 e Mundo da Elétrica

Economia Colaborativa: um estilo de vida econômico, lucrativo e sustentável

A revista Pé-de-Meia chegou a sua nona edição com o tema "Novos estilos de vida" e falando também sobre as Olimpíadas 2016. Confira abaixo a entrevista completa com a especialista Andy de Santis sobre Economia Colaborativa.

Você não leu errado. Isso é possível. E para entender esse conceito que começa a ganhar força no Brasil é preciso uma reflexão inicial: quantas horas por semana você usa o seu carro? Qual foi a última vez que você utilizou aquela furadeira que comprou para um serviço pontual? Já deixou de viajar porque não tinha onde deixar os cachorros e nem dinheiro para o hotel? E aquele quarto vazio no seu apartamento?

Pensou? Então saiba que existe uma solução para tudo o que está parado ou imobilizado, na linguagem econômica.

Quando se começa a refletir sobre isso várias ideias começam a surgir: ganhar um extra alugando espaços ou objetos, ajudar vizinhos e amigos, fazendo trocas, conhecer pessoas e ter histórias para contar. São apenas exemplos para mostrar como você pode ser parte, oferecendo, consumindo e satisfazendo suas necessidades dentro da chamada Economia Colaborativa - um modelo que se baseia mais no compartilhamento, no acesso e no intercâmbio do que na própria posse de produtos e serviços.

A especialista no assunto, Andy de Santis completa esse conceito afirmando que por trás de todo objeto comprado existe uma experiência. "Quando você compra um carro, por exemplo, na verdade você está comprando um serviço de mobilidade, mais do que o carro em si. Desvincular o produto do serviço é a base central da ideia da Economia Colaborativa, quando você começa a pensar assim você quebra a ideia de que precisa possuir um bem para poder acessá-lo e usá-lo. Você não precisa comprar uma barraca de camping, você pode emprestar no ‘Tem açúcar’, por exemplo", diz ela.

Para entender melhor esse modelo econômico leia na íntegra a entrevista feita com Andy de Santis:

1) As pessoas estão preparadas para essa mentalidade, de pensar menos no dinheiro como uma saída de obter serviços e produtos e mais como um grupo de trocas?

No final do século passado e início deste, estamos vivendo a transição de uma lógica industrial para uma lógica do conhecimento e do acesso. As novidades tecnológicas e a popularização da internet ajudam nessa caminhada. A lógica industrial considera o bem, o concreto e a posse. Já a lógica do acesso, considera a circulação, a informação, o conhecimento e a cultura, também como valor. Preparar a cabeça para isso é um processo que vai levar um tempo, mas, uma vez iniciado, é difícil ter volta. Eu diria que aqui, esse processo está começando a ganhar força e já se destaca. Na verdade, ele acontece na prática há muito tempo nas comunidades de baixa renda, só que não embalado com esse rótulo, com esse selo de Economia Compartilhada. Nessas comunidades, poucos têm condição de comprar bens apenas para si e os moradores fazem vaquinha para comprar um carro, por exemplo. É firmado um esquema de uso, segunda-feira é o vizinho da direita que dirige, na terça-feira o outro vizinho da esquerda. Nós colocamos o nome Economia Colaborativa e conceituamos, mas ela já existia, as comunidades fazem muito isso.

2) Quem é o público, quem está sendo parte dessa Economia Colaborativa no Brasil, além dessas comunidades que você já citou? A atual situação econômica pode mudar esse cenário?

A comunidade mais antenada, jovem, com opinião formada caminha para uma nova tendência de consumo. A dificuldade está em setores da classe média, onde as pessoas ainda valorizam muito o símbolo de status, onde ter é mais importante do que preservar, do que colaborar, compartilhar. Esse cidadão precisa ser mais convencido da ideia, ele é o que desconfia e, dificilmente, vai topar compartilhar, trocar sem entender as vantagens ou consequências. Mas, ao mesmo tempo, eu vejo a Economia Colaborativa como uma tendência que pode atingi-lo e crescer com a ajuda dele. A crise econômica acaba sendo uma alavanca muito forte para essa mudança de valores, as pessoas começam a ver a Economia Colaborativa como alternativa. Quando falo das ferramentas de compartilhamento de um carro, um quarto vago, um bem e a possibilidade de troca, do baixo custo, as pessoas se interessam. Temos um ambiente propício para que esse modelo ganhe força.

3) Qual seria o verdadeiro motor da Economia Colaborativa? A vontade de mudar o mundo com alternativas mais sustentáveis ou é mais uma necessidade individual financeira?

Acho que o bolso é uma parte bem sensível do corpo humano. Eu identifiquei na educação financeira um caminho para alcançar o fortalecimento da sustentabilidade, e deu muito certo, pois é uma janela para chegar nessas outras questões de ideal, conservação do planeta e consumo. Sempre vou para uma ação com a intenção de trabalhar as finanças pessoais, porque é o tema, é o que as pessoas precisam agora. Mas não tem como falar disso sem comentar o impacto das escolhas de consumo no bolso, na sociedade e no meio ambiente. Eu sempre começo falando do bolso, que é o que dói mais e o que se sente de forma mais urgente. Quando esse indivíduo começa a enxergar que, com a Economia Colaborativa, ele não só contribui com suas finanças, mas também gera acesso para mais pessoas terem uma vida melhor e ainda contribui com o planeta, é um xeque-mate. Você pode até começar pelo viés mais da necessidade, mas aos poucos vai se convencendo de que, de fato, essa é uma prática boa e vai além. E quando isso vira um ideal é fácil ver gente com condições de ter seu escritório, mas optando por dividi-lo com outros negócios, por exemplo. Ou pessoas com algum objeto de pouco uso, alugando por um preço mais barato por meio de um aplicativo do celular. É um caminho que começa com um propósito, mas tem tudo para ir além.

4) Pensando na aposentadoria e em questões de planejamento e sonhos futuros, como a Economia Colaborativa contribui e faz parte desse cenário?

A Economia Colaborativa pode ajudar de diversas formas porque oferece saídas de acordo com cada propósito. Por exemplo, quando você está pensando em comprar um apartamento é preciso pensar no propósito de adquirir esse bem. Se a compra não é para investir, gerar um aluguel e retornar em dinheiro, você pode usar ferramentas da Economia Colaborativa para curtir férias, fim de semana sem precisar acumular mais bens, mais despesas. O que acontece é que você ganha mais alternativas para refletir se vale a pena comprar ou se faz sentido usar o dinheiro para aplicar, investir no futuro, como em uma aposentadoria ou outro investimento. Antes as opções eram menores para viajar, comprar e agora a cultura está mudando, esse pensamento de que você tem que ter uma casa na praia, no campo, outro carro para o rodízio, será que precisa mesmo? Porque se você tem acesso às ferramentas para usufruir de bens no momento em que você precisa deles, de forma acessível, não há necessidade da posse. Alugar o carro na locadora ou de outra pessoa no dia do rodízio, para viajar, ou alugar um apartamento no airbnb, faz com que você economize e tenha um recurso a mais que pode ser revertido para outro plano de longo prazo.

5) No dia a dia, que práticas da Economia Colaborativa podem ser adotadas para ajudar a preservar e economizar ao mesmo tempo?

Combinar com os vizinhos, por exemplo, de fazer a feira de forma mais coletiva é algo maravilhoso. O meu caso, por exemplo, sempre compro e sobra cheiro verde, tem que jogar fora, há um desperdício. Porque tenho que comprar aquele maço de cheiro verde só pra mim? Porque não comprar e compartilhar esse produto e cada vez um compra ou algo parecido. O benefício dessa nova forma de pensar vai para esses casos. Comprar material escolar na volta das aulas, por que comprar sozinha e gastar mais sendo que é possível se reunir com pais da mesma escola, comprar no atacado e sair mais barato? Tem por exemplo o site do Bliive - troca de tempo por conhecimento. O que a pessoa sem emprego mais tem disponível? Tempo. Isso é recurso, pode usar tempo para trocar por um conhecimento novo, ela ensina algo para alguém e recebe um conhecimento em troca, por conta do tempo disponível e pode aprender uma nova língua, se preparar para recolocação no mercado. E tudo que citei, tudo isso somado, pode ajudar muito uma pessoa que está fazendo um plano financeiro de longo prazo. Ela vai economizando nos pequenos e nos grandes atos.

6) E o mundo corporativo, como lida com esse movimento que começa a ganhar força?

É uma questão de como as empresas vão se posicionar diante desse contexto. Tem casos interessantes já. Empresas que estão compartilhando unidades fabris: uma empresa que fabrica um produto similar a outra pode usar de dia aquele espaço e máquinas e a outra empresa usa à noite. Porque no fundo o que diferencia uma da outra é posicionamento, algum ingrediente, mas o meio é o mesmo. Quanto mais as empresas puderem entender esse cenário, as tendências e levarem os seus negócios para esse lugar em que serviços são tão ou mais importantes do que os produtos, mais perto estarão do caminho do futuro. Até no nível da corporação, a economia colaborativa pode fazer parte. São diversas possibilidades inspiradoras. O que acontece também é que muitos consumidores estão ficando mais atentos e mudando seu olhar, eles querem saber o que estão comprando e prezam por produtos que têm um lado social e voltado para a preservação do meio ambiente, por exemplo. A pessoa compra o que está por trás do produto, uma história, um meio bacana de se produzir, é a tal da experiência que também pode ser aplicada aqui.

Fonte: Revista Pé-de-Meia

Novo cenário político: o que pode mudar na Previdência Social?

O ano de 2016 já está marcado na história do Brasil. A movimentação política dos últimos meses provocou o afastamento da Presidenta Dilma Rousseff (PT) e início de um governo provisório com Michel Temer (PMDB), antes Vice-Presidente e agora Presidente da República. As mudanças, fruto de um processo de impeachment ainda em andamento, trazem novas ideias e nomes para cada setor econômico e social do país. Nesse contexto, a Previdência Social também está sendo revista e trabalhadores e aposentados precisam ficar atentos ao que muda, permanece ou está por vir.

A gestão interina de Michel Temer, que tomou posse em maio, fez mudanças nos ministérios. Dentre elas, estão a união de pastas, a criação de secretarias e a redução de 32 para 23 ministérios. Uma dessas movimentações fez com o Trabalho e Previdência, antes com Miguel Rossetto à frente, passasse a cuidar apenas de Trabalho, deixando o tema da previdência com o Ministério da Fazenda, liderado por Henrique Meirelles. A ideia é que a reforma da Previdência ganhe força junto com as novas medidas fiscais.

O novo Secretário da Previdência Social Marcelo Abi-Ramia Caetano, economista do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) desde 1997, é defensor da urgência da reforma do setor para conter o déficit das contas do sistema. Entre várias medidas, Caetano já levantou a necessidade de adotar idade mínima para a aposentadoria do INSS e regras de transição mais curtas.

Como era e como pode ficar

Segundo as regras atuais do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), do governo Dilma Rousseff, a idade mínima — 60 anos para mulher e 65 para homem — é exigida apenas para quem se aposenta por idade, sendo necessário que tenha pelo menos 15 anos de contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). E quem se aposenta por tempo de contribuição — 30 anos para mulher e 35 para homem — pode usar a fórmula 85/95 progressiva, que soma o tempo de recolhimento com a idade do segurado. Com isso, se o trabalhador cumprir o tempo de contribuição mais cedo, pode se aposentar com menos de 60 anos de idade.

O projeto de reforma da Previdência tem como principal proposta a fixação de uma da idade mínima entre 65 e 67 anos para todos: homens e mulheres de qualquer carreira, incluindo funcionários públicos e categorias com aposentadorias especiais, como professores. Para trabalhadores da ativa, estão sendo avaliadas regras de transição entre o modelo atual (que permite a aposentadoria com pouco mais de 50 anos) e o novo modelo (que buscará a aposentadoria acima de 65 anos). Para os críticos da reforma, essa mudança é injusta, pois vai prejudicar principalmente as pessoas mais pobres, que começam a trabalhar mais cedo.

A ideia geral é criar mecanismos para prolongar a permanência do trabalhador no mercado - por um período curto para quem está prestes a se aposentar pela regra atual e por um prazo longo para quem entrou há pouco no mercado.

Uma outra questão polêmica é a vinculação do valor da previdência ao salário mínimo que também está sendo repensado. Essa vinculação, que corrigiu defasagens fez com que, de 2012 para cá, as aposentadorias tivessem um aumento real - acima da inflação - de cerca de 13%.

A reforma vai mexer também com servidores públicos. Avalia-se o fim gradativo de aposentadorias especiais, num período de quatro e oito anos, e o fim da paridade de reajuste para trabalhadores na ativa e inativos, imediatamente. Também está em análise a elevação progressiva da taxa de contribuição até o teto permitido pelo Supremo Tribunal Federal, hoje de 14%, especialmente para Estados.

Ainda sem solução para vários dilemas, a reforma da previdência que está sendo debatida requer uma análise profunda da grande diversidade de situações existentes. Um trabalhador de empresa privada, por exemplo, ao se aposentar receberá, no máximo, R$ 4.663 pelo INSS. Já se for funcionário público, dependendo da data em que foi contratado e da carreira que seguiu, pode receber aposentadoria integral até um teto de cerca de R$ 33 mil.

Dados do IBGE mostram que um a cada quatro brasileiros que se aposentam continuam trabalhando para complementar a renda. Cerca de 20 milhões de beneficiários recebem um salário mínimo. Como os benefícios são baixos para a maioria, a aposentadoria tornou-se uma complementação de renda para muitos.

Fonte: Estadão, portal IG, Correio Braziliense, BBC Brasil e O Dia Economia

Estudo recomenda mudança comportamental sobre aposentadoria

O estudo "Síntese de Indicadores Sociais", realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) durante o ano de 2015 e divulgado recentemente, levantou diversos dados sobre trabalho e família que apontam cenários sobre comportamento, finanças e, até mesmo, aposentadoria. As transformações que apareceram nos últimos dez anos, indicadas na pesquisa, reforçam a necessidade do brasileiro se preocupar mais com seu futuro.

Nas últimas décadas, o Brasil viu sua população idosa aumentar em um ritmo mais rápido do que o previsto. Segundo o estudo do IBGE, isso está acontecendo devido à mudança no ritmo de vida e de trabalho que faz as mulheres, principalmente, repensarem a vontade de ter filhos. Resultado: queda da fecundidade e aumento da expectativa de vida do brasileiro, que subiu para 74, 9 anos. Assegurar o bem-estar da população mais velha e equilibrar as contas da seguridade social é hoje um desafio para o Governo Federal e para a população que precisa ficar mais atenta à outras alternativas além da Previdência Social.

O que acontece é que em relação ao fator demografia, quanto maior é a expectativa de vida de uma população, maior é o gasto do Governo com a aposentadoria dos trabalhadores. Inevitavelmente o país vai ter que gastar mais com aposentadorias e saúde. Segundo especialistas, esse alerta é muito importante para as pessoas que hoje estão ativas, para que comecem a se preocupar, desde já, em criar reservas para o seu sustento ou a manutenção de um adequado padrão de vida no futuro.

O cenário em números

O estudo mostrou que as mulheres trabalham, por semana, cinco horas a mais do que os homens e que essa situação é provocada, entre outros fatores, pela divisão desigual das tarefas domésticas. A jornada total das mulheres é de 56,3 horas, sendo 35,5 horas dedicadas ao mundo profissional, acrescidas de 21,2 horas nos afazeres domésticos. Entre os homens, a carga semanal de trabalho é de 51,3 horas, que estão divididas entre 41,6 horas dedicadas a atividades remuneradas e 10 horas destinadas ao trabalho ou apoio doméstico.

Constatou-se com o estudo que a quantidade de horas que os homens destinam ao trabalho doméstico praticamente não se alterou na última década: em todo este período ela se manteve perto de dez horas. Entretanto, o que realmente mudou foi o número de homens ocupados que realizam também afazeres domésticos. Esse índice subiu de 46,1%, para 51,3%. Mas ainda assim ele é significativamente menor do que o observado entre as mulheres, que continuam a fazer dupla jornada.

Um dos efeitos dessa realidade é o aumento do número de mulheres que optaram por não ter filhos - o que reflete em uma redução dos índices de natalidade no Brasil. Considerando um período de dez anos, o número de mulheres com idade entre 15 e 49 anos que optaram por não assumir o papel materno passou de 36,6% para 38,6%. As crianças entre 0 e 4 anos de idade, que em 2004 representavam 8,2% da população, hoje são 6,6% dos habitantes do país. Neste mesmo período a população com idade acima de 60 anos aumentou 4 pontos percentuais, atingindo 13,7% da população total.

É essa conjuntura que está levando as famílias a repensarem papéis e responsabilidades financeiras em casa e fora desse ambiente, o que inclui um novo olhar em relação à aposentadoria e à longevidade.


Fonte: Valor Econômico e Diário da Manhã - Economia

Consulta pública aberta sobre educação financeira no currículo escolar

No Brasil, a educação financeira tornou-se política de Estado a partir da publicação do Decreto nº 7.397, de 22 dezembro de 2010, que instituiu a Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef). Desde então, as ações desenvolvidas são compartilhadas por órgãos e entidades públicas e da sociedade, nos âmbitos federal, estadual e municipal. E o Ministério da Educação (MEC) tem atuado diretamente na implementação da Enef, incluindo o tema no documento preliminar da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que definirá conteúdos dos currículos das escolas de educação básica nos próximos anos.

Um fato importante é que até 15 de março, todos os brasileiros poderão contribuir com sugestões na discussão sobre a BNCC, por determinação do Plano Nacional de Educação (PNE). Na consulta pública, a educação financeira deverá ser contemplada também, pois o documento está aberto a sugestões de quem quiser participar. Como tema integrador, denominado "consumo e educação financeira", esse assunto será trabalhado de forma transversal nas disciplinas da educação básica, segundo informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC.

A educação financeira é o processo que pode ajudar as pessoas nas escolhas mais acertadas e responsáveis sobre o planejamento das finanças pessoais e governamentais. A concretização da Enef é realizada por meio do Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef) e do Grupo de Apoio Pedagógico (GAP) - colegiado criado para assessorar o comitê e apreciar, revisar e validar conteúdos e metodologias pedagógicas, relacionados à educação financeira.

Entre 2011 e 2012, cerca de 900 escolas públicas de ensino médio das redes estaduais do Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Tocantins e do Distrito Federal participaram de projeto-piloto voltado para avaliar o impacto do uso do material didático produzido, com resultados muito satisfatórios. Em 2015, escolas públicas do ensino fundamental das redes municipais de ensino de Joinville (SC) e de Manaus deram sequência à experiência.

Antes de trabalhar a educação financeira em sala de aula, os professores das secretarias de educação que aderiram ao programa e participaram dos projetos-piloto recebem capacitação especial. O material didático utilizado pelos estudantes e professores do ensino médio, durante a experiência piloto, está disponível para download gratuito no Portal do MEC e em formato e-book.

Para contribuir com a Base Nacional Curricular é só clicar aqui: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/#/site/inicio

Fonte: MEC

Afinal, o que podemos esperar da economia brasileira em 2016?

Mais um ano se inicia e é hora de aproveitar a atmosfera de recomeço para se autoavaliar, olhar ao seu redor e começar a planejar, tudo de novo! Nesse exercício, é importante confrontar sua rotina financeira com o cenário econômico no Brasil, buscando fontes de informação diversas, a fim de entender as expectativas para os próximos meses. Assim, poderá tirar suas próprias conclusões, sem se deixar levar por uma opinião única.

A palavra "crise" esteve bem presente ao longo de 2015 e, segundo especialistas, continuará no vocabulário dos brasileiros. As medidas que estão sendo tomadas para a recuperação dependem também da confiança e das expectativas, fatores essenciais no ambiente econômico.

Para muitos economistas, é possível passar por esse momento sem muitas perdas, mas será preciso mudanças de hábitos como mais cautela na hora de gastar, investir, fazer empréstimos ou tomar decisões financeiras de grande impacto.

Retrospectiva

Analistas acreditam que o crescimento econômico que ocorreu no Brasil entre 2000 e 2010 não deve se repetir tão cedo, pois foi resultado de condições como, por exemplo, a expansão da economia chinesa, o crescimento da receita de arrecadação do governo frente aos custos no período e o grande volume de capital estrangeiro entrando no país.

Ao longo de 2015, no entanto, esse cenário já mostrava mudanças e, hoje, a situação é de inflação em alta, juros elevados, baixo crescimento e ajustes com vistas ao equilíbrio fiscal, como o aumento de impostos. Isso impacta o bolso do cidadão que precisa ser mais cuidadoso: buscar menores preços, cortar gastos e equilibrar contas.

Incertezas

Para as grandes e pequenas empresas, 2016 ainda é incerto, com setores mais ou menos afetados. No caso das exportações, por exemplo, o dólar alto aumentou a competitividade dos produtos brasileiros no exterior, abrindo espaço para que fornecedores brasileiros conquistem mercados. Insumos importados, porém, ficaram mais caros, aumentando preços, como é o caso do trigo e gás. Mas, ao mesmo tempo alguns produtos que são produzidos aqui no Brasil também têm seu preço atrelado ao dólar, como a soja, a carne e o açúcar. Ainda que eles sejam produzidos no país, quando o dólar está mais caro fica mais vantajoso para o produtor exportar. Aí o produto só vai ser vendido aqui dentro, se o produtor receber mais por isso.

Alguns assuntos importantes para se manter no radar são: a pressão inflacionária, a queda no consumo, a volta da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e a taxa básica de juros do Brasil (Selic). Esta taxa, instrumento usado pelo governo para tentar segurar a inflação, encarece o crédito e acaba ditando a dinâmica de muitos investimentos. Se por um lado os juros altos encarecem o custo de vida dos brasileiros e dos financiamentos, por outro, para quem tem dinheiro extra para investir, a situação se torna favorável.

Aplicações em renda fixa, por exemplo, são apontadas como uma boa opção para o início de 2016. Isto porque, ao comprar um título de renda fixa, você está emprestando dinheiro ao emissor do papel, que pode ser um banco, uma empresa ou mesmo o Governo. Em troca, recebe uma remuneração por um determinado prazo, na forma de juros ou correção monetária. Se o juro é alto, o retorno também é alto. Contudo é preciso ficar atento em relação a taxa líquida recebida. Com a inflação em alta, uma taxa que parece alta, quando descontada a inflação, pode mostrar uma taxa real bem menor.

Para o ano que se inicia é importante mais do que nunca estar atento à Educação Financeira e lembrar da seguinte curiosidade: a palavra "crise", em chinês, é composta por dois ideogramas - um que significa "perigo" e outro "oportunidade". A vida é muito dinâmica e é necessário saber se adaptar. Talvez 2016 seja tempo para descobrir novas habilidades e aprender mais.

Fonte: Valor Econômico, O Tempo Economia e Revista Pé-de-Meia (ed. 7)

13º salário, como você pretende usar esse extra de fim do ano?

Fim de ano é também tempo de receber o famoso décimo terceiro. Mas nem sempre as pessoas aproveitam esse momento importante do calendário financeiro com o planejamento adequado.

O décimo terceiro é recebido em duas parcelas e o mês da primeira parcela pode variar. A segunda acontece até, no máximo, dia 20 de dezembro. É a hora de colocar a vida financeira na ponta do lápis e prestar atenção nas prioridades. Caso contrário, é fácil acabar dando mais destinos a esse recurso do que ele realmente é capaz de cobrir.

Recentemente, a Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac) divulgou uma pesquisa que apontou como se comporta o brasileiro quando o assunto é décimo terceiro salário. No total, 1.037 brasileiros foram entrevistados e 74% deles disseram que, neste ano, o pagamento de dívidas será o principal fim desse dinheiro extra.

Empatadas em segundo lugar na lista de destinos para o décimo terceiro, com 8% das respostas, estão as compras de presentes e a poupança ou reserva de parte do dinheiro para pagamento de despesas comuns no começo do ano, como material e matrícula escolares, Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores Terrestres (IPVA).

Se você ainda não pensou com cuidado sobre o assunto, aí vão algumas dicas para começar a se planejar:

  • Informações básicas: o primeiro passo para começar a se organizar é ter certeza sobre o valor a ser recebido e como ele será pago.

  • Análise: mapeie receitas e despesas, estabelecendo assim um cenário claro e realista da sua situação financeira e do momento econômico do país. Faça uma lista do que pensa em fazer de acordo com essa análise.

  • Prioridades: no caso de dívidas, estabeleça uma ordem de prioridade para quitação, optando sempre por reduzir o valor devido com taxas de juros mais elevadas.

  • Controle: embora as festas da época estimulem o consumo, é bom se controlar. Esse pode ser o momento para construir uma reserva de emergência e pensar nas despesas de início de ano.

  • Consciência: se as dívidas estão em dia e seu orçamento estiver mais folgado, aproveite. Mas lembre-se: se for viajar, por exemplo, pague à vista para evitar um comprometimento a longo prazo. E cuidado para não gastar tudo, pois imprevistos podem acontecer.

Fonte: Site EBC e Finanças Pessoais

Dólar em alta: qual o impacto na economia brasileira?

Nas últimas semanas o dólar atingiu valores altos (chegou a ser cotado a R$ 4,20) e o assunto está ganhando destaque na mídia. Mas, afinal, por que e como isso afeta a vida dos brasileiros? É comum pensar que o valor dessa moeda só mexe no bolso de quem está planejando uma viagem ou tem relações de trabalho próximas aos americanos. Mas, na verdade, o impacto desse aumento é para todos.

Primeiro é preciso entender como o dólar ganhou essa importância aqui. O que acontece é que as reservas de muitos países estão alocadas no dólar, que é usado como moeda de transações internacionais em todo o mundo. O dólar é bem aceito por uma questão de confiança criada ao longo dos anos: aparentemente oferece mais garantia e menos incertezas que outras moedas. Existem outras moedas consideradas fortes, como o euro e yuan (moeda chinesa), mas a americana continua sendo a que mais causa impacto.

É o próprio mercado que regula o dólar, ou seja, é quem compra e vende a moeda que influencia no seu valor. No Brasil, o governo adota o chamado câmbio flexível, que varia de acordo com a oferta e a procura. Ao perceber uma oscilação muito grande da moeda americana, é o governo que interfere no mercado tentando manter a moeda estabilizada.

Essa medida é tomada para tornar os produtos brasileiros mais competitivos no mercado internacional, uma vez que o Brasil depende muito das exportações e importações que impulsionam o crescimento, e geram emprego e renda. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, atualmente cerca de 21,4% do PIB brasileiro correspondem a importações e exportações.

O bolso do consumidor

Produtos que são feitos aqui no Brasil também têm seu preço atrelado ao dólar. A soja, a carne, o café, o açúcar e o milho, por exemplo, mesmo sendo produzidos no país, se tornam vantajosos para o produtor que quer exportar quando o dólar está mais caro. O que acontece é que, se ele mantém o produto para ser vendido aqui dentro, ele vai querer receber mais por isso.

Outra maneira pela qual a alta do dólar influencia os preços é que, com o produto importado mais caro, os produtos nacionais acabam também sofrendo um reajuste. Os produtores aproveitam a alta do importado para aumentar a margem de lucro do nacional.

Quem ganha com a alta do dólar Quem perde com a alta do dólar
Balança comercial. A balança comercial é a relação entre as exportações e importações de um país. Com o aumento do dólar, fica mais caro importar e mais barto exportar, o que ajuda a equilibrar essa conta.

Empresas exportadoras. Por terem custos em reais e receitas em dólar, essas empresas se beneficiam da alta da moeda norte-americana.


Empresas voltadas ao mercado interno. Essas empresas se beneficiam da alta do dólar pois sofrem menos competição dos produtos importados.


Turismo doméstico. O turismo nacional deve ganhar fôlego com a desistência dos brasileiros de tirar férias no exterior.
Consumidor final. Os aumentos de custos na economia são invariavelmente repassados para o consumidor, que sofre a inflação e a perda do seu poder de compra.


Empresas importadoras. As indústrias que vendem produtos importados ou que dependem de matérias-primas importadas são prejudicadas com a alta do dólar.


Pessoas que fizeram gastos no cartão de crédito no exterior. Além do custo de 6,38% de IOF, o aumento do dólar faz com que o gasto no exterior seja alto.


Quem tem viagem marcada para o exterior ou programa de estudos no exterior. Com a alta dos preços lá fora, os turistas estão optando por trocar a viagem por um destino nacional ou até mesmo escolher um país menos caro.

Fonte: UOL Economia, NotiSul

O cenário econômico e as metas dos fundos de pensão

A alta da inflação neste ano tende a dificultar o cumprimento das metas das entidades de previdência complementar. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), o objetivo de rentabilidade dos fundos de pensão chega a 15% este ano, um nível considerado alto para ser atingido, face ao cenário econômico. Essa perspectiva de cumprimento da meta atuarial, porém, muda de acordo com as carteiras e o passivo de cada plano.

A associação explica que as expectativas em relação ao ajuste fiscal (confira aqui matéria sobre o ajuste fiscal) e à retomada da economia nesse segundo semestre podem não se concretizar, afetando os planos, cujo desempenho depende também da composição das carteiras de investimento de cada fundo. De acordo com os dados da Abrapp, o sistema tinha, em março, 65% de seu patrimônio alocado em renda fixa. Do total, apenas 12,7% de seu patrimônio estava aplicado em títulos públicos e 48,4% em fundos de investimento em renda fixa. Ações e fundos de investimento em renda variável correspondiam, juntos, a 24% dos recursos geridos pelas entidades.

Nesse momento, aplicações atreladas aos títulos do Tesouro Nacional e aplicações no exterior tendem a trazer bons resultados, bem como as operações de empréstimos a participantes, cujo retorno está atrelado à meta atuarial de cada plano. Esses dois últimos investimentos, porém, representam menos de 4% da carteira média do setor.

Fundos mais posicionados em títulos do governo, principalmente atrelados à variação do IPCA, poderão se beneficiar de melhores retornos pagos pelo Tesouro Nacional por causa da política monetária, garantindo rentabilidade para seu passivo, inclusive, para planos com obrigações indexadas a outros índices de inflação, como o IGP­M e o IGP­DI, cujas projeções de alta estão em 7,46% e 7,64%, respectivamente, em 2015.

Além disso, o perfil escolhido pelo participante é determinante na rentabilidade do seu plano (no caso do PAI: Moderado, Agressivo ou Conservador), pois cada um tem uma composição específica de investimentos. No cenário atual, aplicações em ativos que não acompanham a inflação, como nos mercados de ações e de imóveis estão mais desprotegidas. A isenção do Imposto de Renda concedida às aplicações financeiras feitas por fundações, como a Itaúsa Industrial, é outro diferencial vantajoso para o resultado.

Especialistas indicam que, apesar dos desafios, investir em planos de previdência complementar ainda é uma das maneiras mais seguras de garantir rentabilidade para as aplicações no longo prazo. Operadores explicam que instabilidades são perfeitamente compreensíveis e que as perspectivas de cumprimento variam de acordo com as oscilações da economia, ainda que em menor grau, comparado a outras modalidades de investimento.

Essas variações da economia e a gestão das diversas modalidades de investimento dentro de cada perfil vão definir a rentabilidade do plano e o impacto na meta estabelecida em tempos de crise. Por isso, é importante entender bem os cenários e conhecer os investimentos mais adequados. Cuidar do seu dinheiro deve ser tarefa rotineira - em dias prósperos ou em "tempos de vacas magras".

Fontes: Valor Econômico, Uol Invest, Blog Quero ficar rico

Entenda o ajuste fiscal e o novo cenário econômico no Brasil

Para superar o momento de crise e retomar o crescimento econômico, o governo brasileiro colocou em votação no Congresso um pacote de medidas para cortar gastos e aumentar impostos. As medidas serviriam para ajustar as contas públicas e fortalecer um ambiente favorável para novos investimentos. Para entender o que vem acontecendo e o que tem a ver com sua vida, veja alguns aspectos desse cenário.

Vale voltar alguns meses no tempo até a entrada da nova equipe econômica, chefiada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em novembro de 2014, quando foi anunciada a promessa de arrumar as contas públicas até o fim de 2015. Apesar de muitos prós e contras, as medidas vêm sendo votadas, ajustadas e implementadas aos poucos.

No fim da jornada, espera-se que elevem a arrecadação do país, além de cortar despesas. Para o mercado internacional, esse tipo de compromisso gera confiança e estimula o interesse de investidores no Brasil.

Mudanças nos benefícios sociais

Entre as principais medidas adotadas, estão a mudança no seguro-desemprego e no abono salarial. No caso do seguro-desemprego, pago ao trabalhador que perde o emprego, vale ressaltar que a medida já está valendo. Ela passou a ser praticada desde o dia 17 de junho.

Como era Como ficou
Para acessar o seguro-desemprego, o trabalhador só precisava ter trabalhado por seis meses corridos com carteira assinada. Agora, para pedir o beneficio pela primeira vez, é preciso ter trabalhado por 12 meses, sem parar. Em caso de um segundo pedido, é preciso ter trabalhado 9 meses. E, para o terceiro, 6 meses.

Já no caso do abono salarial, o trabalhador recebia o benefício de um salário mínimo quando tinha pelo menos 30 dias com carteira assinada no ano-base do benefício. Agora, o trabalhador precisa ter trabalhado ao menos 90 dias com carteira assinada no ano-base e o benefício será proporcional ao tempo trabalho.

Resultados esperados

No total, estima-se que as medidas adotadas promovam uma redução de gastos na casa dos 18 bilhões de reais. Além disso, cortes no próprio orçamento da máquina pública devem gerar economia de 1,9 bilhão de reais por mês. Se forem bem-sucedidos, esses e outros ajustes podem representar uma economia mais sólida, com maior capacidade de investimento para o país e uma vida financeira mais estável para as famílias. Mas, em meio a muitas versões e análises dos fatos, é importante que o cidadão procure se informar em diversas fontes para acompanhar a evolução desse cenário. A desinformação é o pior inimigo nessas horas.

Fonte: Portal Brasil (http://www.brasil.gov.br/) e Portal G1

Vai investir? Inflação e juros altos devem ser levados em conta

A taxa básica de juros do Brasil (Selic) continua alta (atualmente em 14,25% ao ano) e a previsão dos especialistas é que assim permaneça por algum tempo. Esse instrumento, usado pelo governo para tentar segurar a inflação, encarece o crédito e acaba ditando a dinâmica de muitos investimentos.

Se por um lado os juros altos encarecem o custo de vida dos brasileiros e dos financiamentos, por outro, para quem tem dinheiro livre para investir, a situação se torna favorável. Aplicações em renda fixa, por exemplo, são apontadas como uma boa opção. Isto porque, ao comprar um título de renda fixa, você está emprestando dinheiro ao emissor do papel, que pode ser um banco, uma empresa ou mesmo o Governo. Em troca, recebe uma remuneração por um determinado prazo, na forma de juros ou correção monetária. Se o juro é alto, o retorno também é alto.

Para quem está se preparando para o futuro por meio do Plano PAI (Plano de Aposentadoria Individual) e ainda tem um dinheiro extra para investir, vale a pena ficar de olho no cenário, descobrir outras modalidades de investimento e entender como aproveitar a situação econômica atual.

Entenda melhor o que são títulos de renda fixa aqui.

Pré-fixada e pós-fixada

Existem duas opções para investir nos fundos de renda fixa - a aplicação pode ser pré-fixada ou pós-fixada. Com a taxa Selic alta, a pós-fixada se apresenta como excelente opção porque oscila exatamente de acordo com a taxa do dia.

O título pré-fixado significa que você já sabe o quanto receberá em um ano, já que a rentabilidade será de acordo com o valor aplicado, além dos juros, pelo período em que o dinheiro foi investido. Quando investir em um ativo pós-fixado, você saberá o quanto vai receber somente no final da aplicação porque o rendimento é determinado pela variação de um certo índice (depende do título), acrescido da taxa de juros determinada no início.

Melhores opções em renda fixa

LCI e LCA

As LCI (letras de crédito imobiliário) são títulos privados, emitidos por bancos e com lastro no mercado imobiliário. A vantagem desse investimento é a sua isenção de Imposto de Renda. Esse tipo de aplicação tem nível de risco baixo porque conta com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). As LCA (letras de crédito do agronegócio) são parecidas com as LCI, mas seu lastro da operação está no agronegócio.

Ambas são boas opções em tempos de juros altos e, se a aplicação for feita por meio de um banco com baixa taxa de administração, a rentabilidade do dinheiro é ainda maior.

LFT

As LFT (letras financeiras do tesouro) são títulos emitidos pelo Governo Federal pós-fixados com sua rentabilidade atrelada à taxa Selic. O pequeno investidor pode comprá-la por meio do programa Tesouro Direto (link para matéria que já fizemos sobre o assunto) pela internet. Ou fazer pelo próprio banco, o que exige um cuidado porque essas instituições possuem uma taxa de custódia (custos operacionais) que pode diminuir a rentabilidade da aplicação.

CDB

O CDB (certificado de depósito bancário) é um título que os bancos emitem para se capitalizar, ou seja, conseguir dinheiro para financiar suas atividades de crédito. Ao adquirir um CDB, o investidor está efetuando uma espécie de "empréstimo" para a instituição bancária em troca de uma rentabilidade diária.

O tipo mais comum de CDB é o pós-fixado. Neste caso, a rentabilidade do investimento é baseada em uma taxa de referência - o CDI (certificado de depósito interbancário), que está sempre muito próxima da Selic. Isso quer dizer que, ao comprar um CDB pós-fixado, você terá uma rentabilidade parecida com a Selic.

Um ponto merece atenção: o percentual que será pago do CDI não é fixo e pode variar de banco para banco, dependendo do valor investido e da negociação efetuada. Existem instituições que oferecem uma rentabilidade de 70% do CDI enquanto outras chegam a pagar 115%, por exemplo. Por isso, a dica é pesquisar antes de decidir por uma ou outra aplicação.

Fontes: Site Banco Central e G1

Investimento em bolsa de valores para 2015. Como está o cenário?

Investir o dinheiro na bolsa de valores exige atenção e cautela, afinal essa aplicação financeira de longo prazo torna o investidor "sócio" da empresa da qual comprou a ação. Naturalmente, isso deixa as pessoas expostas às oscilações do mercado. É um meio de riscos.

O ano de 2015 começou com cautela para quem investe na bolsa, em função do cenário que combina alta dos juros, inflação, ajuste fiscal e economia externa incerta. O Ibovespa, principal indicador do desempenho médio das cotações do mercado de ações, apresenta uma queda nominal de 25% nos últimos cinco anos.

Diante desse cenário, os especialistas apontam que os segmentos econômicos mais estáveis são as empresas do setor de educação e os bancos. Ações de empresas mineradoras e do setor de bebidas apresentam maior instabilidade porque estão sujeitas a outras questões atuais, como falta de água, custo de energia e cenário internacional. Continuam no topo dos investimentos, mas exigem maior acompanhamento e experiência para saber a hora de comprar ou vender.

De qualquer modo, neste ou em qualquer ano, é importante estar consciente da montanha russa que é investir em ações do mercado. Por isso, especialistas alertam: nunca aplique uma parcela expressiva do seu patrimônio em ações e diversifique a carteira, buscando alocar uma boa parte dos recursos também em instrumentos de renda fixa, aproveitando sempre as taxas de juros.

Fonte: Exame e Site Seu Guia de Investimentos

Pesquisa aponta cenário de baixa em investimentos no mercado imobiliário

Investir em imóveis sempre foi considerada uma das formas mais seguras para poupar e ganhar dinheiro. Contudo, com as constantes movimentações da economia, essa categoria pode não ser mais tão lucrativa com antigamente. A última pesquisa do índice FipeZap (julho de 2014), estudo elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), aponta para uma tendência de desaceleração do preço dos imóveis.

Pela oitava vez consecutiva, o estudo "Raio X do comprador de imóveis" mostra que as intenções de investimento em imóveis caíram de 48% no primeiro trimestre, para 34% no segundo trimestre de 2014, o menor percentual desde o início de 2013, quando a pesquisa começou a ser realizada.

Contudo, apesar da desaceleração, a alta no preço dos imóveis registrada nos últimos anos ainda deixa compradores otimistas com relação a seus investimentos. Segundo a pesquisa, 41% dos entrevistados esperam que o preço do metro quadrado suba no prazo de um ano, 36% acreditam que o preço se manterá estável e 23% preveem queda.

Já no prazo de dez anos, a expectativa de 51% dos compradores é de que o preço do imóvel vai subir acima da inflação; 31% esperam aumento dos preços de acordo com o índice e 19% acham que o imóvel vai valorizar menos do que a inflação na próxima década.

Fontes: Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas e Portal Exame.