Investimentos

Poupança, previdência privada, títulos de renda fixa, entre outras modalidades de investimento são os temas que você vai encontrar aqui. Acessando informações sobre diferentes tipos de aplicações, você vai entender melhor as opções que existem no mercado para assumir o controle da sua vida financeira com mais propriedade.

25% de quem poupa poderia fazer um investimento mais rentável

Recentemente, Parceiros do Futuro divulgou que quase metade dos consumidores brasileiros sacou, no último mês de março, parte de sua economia financeira para lidar com imprevistos e cobrir despesas. A informação vem do indicador de Reserva Financeira apurado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

O mesmo levantamento também mostra que, entre os brasileiros entrevistados que costumam poupar, mais da metade (51%) menciona que o valor pode ser necessário em caso de imprevisto. Em seguida, estão os 32% que guardam dinheiro para garantir um futuro melhor para a família, 27% que querem estar preparados para uma situação de desemprego e 19% que almejam fazer uma viagem.

Contudo, parte dos que guardam dinheiro poderiam sair ganhando se aplicassem o valor de outra forma. Isto porque, a caderneta de poupança se mantém como o principal destino das reservas financeiras dos consumidores, com 63% de citações, mas, em segundo lugar aparecem aqueles que guardam o dinheiro em casa (25%), uma alternativa arriscada do ponto de vista da segurança, além de não gerar rendimento.

Em terceiro lugar estão os que deixam seu valor na conta corrente (31%), outra alternativa arriscada, pois fica "fácil" para gastar. Para esses, a principal razão para manter o dinheiro em casa, na conta corrente ou na poupança é a preferência por ter o dinheiro a disposição em um lugar fácil de retirar, além da falta de conhecimento para fazer outros tipos de investimentos.

A falta de conhecimento sobre formas de investir também pode ser uma das principais razões para quem deixa de aplicar seu dinheiro em uma previdência complementar, por exemplo. Os dados acendem a luz de alerta sobre a necessidade de aprimorar os hábitos dos poupadores para que eles busquem alternativas, efetivamente rentáveis e inteligentes para o seu dinheiro.

Para cada tipo de meta de quem deseja atingir objetivos financeiros no futuro existem diferentes aplicações, como no caso do Plano PAI, da Fundação Itaúsa Industrial. Quando se fala no médio e longo prazo, por exemplo, a diversificação é essencial e deixar uma reserva parada na conta corrente ou em casa, definitivamente, não é uma atitude financeira saudável.

Com informações de Engeplus



Não custa relembrar: alguns passos para investir na aposentadoria

Na hora de planejar a aposentadoria, não existe uma fórmula única que todos devem seguir. Inclusive, talvez pareça difícil fazer os cálculos e estimativas para projetar o futuro. Mas o fato é que dedicar um tempo para definir investimentos e fazer um plano complementar de aposentadoria ainda representa a melhor forma de ampliar a reserva financeira permitindo um amanhã mais estável.

Por isso, não custa trazer o assunto novamente à pauta e lembrar algumas dicas para tomar como ponto de partida na hora de organizar esse investimento:

Definir objetivos: quem não sabe onde quer chegar não encontra o caminho

Quando você pretende parar de trabalhar? Ainda que não tenha a data com precisão, deixar claro para si mesmo o objetivo a ser alcançado e seu prazo ajuda a manter a disciplina, especialmente quando o assunto é aposentadoria, em que os investimentos mensais exigem paciência, já que os depósitos regulares deverão ser feitos por um bom tempo.

Identificar o caminho mais seguro: depende do seu perfil e das suas metas

Também nos planos de aposentadoria, existem investimentos de baixo, médio e alto risco. Para cada um, há uma estratégia e uma finalidade. Por isso é tão importante projetar seu futuro e calcular bem qual o caminho mais seguro, ou o mais adequado ao seu perfil. Quanto mais precisa for a projeção do que pode acontecer com seu dinheiro, menos arriscado é o investimento feito.

Qual a opção mais rentável: estimativas são referências para tomar decisões

É preciso calcular: em um cenário otimista, quando devo investir mensalmente em minha aposentadoria? R$ 300 por mês? Mais ou menos que isso? E em um cenário pessimista, qual o valor? Esses números servem de referência para saber o que pode acontecer de melhor e de pior com os investimentos.

Lembre-se que todos esses números são estimativas, seja o tempo em que pretende parar de trabalhar ou o retorno de investimento de acordo com o valor depositado por mês. Não é possível prever exatamente quanto vai conseguir acumular. Mas esses números podem servir como referência para você tomar as decisões que vão impactar seu futuro.

Com informações de Economia Estadão

Você deu o primeiro passo, começou a investir seu dinheiro. E agora?

Já falamos muito sobre os tipos de investimento que existem, sobre a possibilidade de começar com pouco (e fazer esse valor crescer!) e diferentes modos de administrar essas aplicações. Mas estava faltando falar do que vem depois da decisão de entrar nesse mundo. Para você, que já é um investidor, selecionamos algumas dicas para que essa caminhada continue da melhor maneira possível.

- Acompanhe sempre os seus investimentos

Foi dada a largada! Não é porque você fez o mais difícil (dar o primeiro passo) que pode relaxar e esquecer o assunto. Acompanhar seus investimentos de perto é essencial para ver se eles estão rendendo do jeito que você imaginava ou se precisa trocar por outra aplicação.

- Ficar atento às notícias de economia e política

Entender de assuntos que estão acontecendo no Brasil e que envolvem taxa de inflação, queda da taxa Selic e a recuperação da economia é essencial para ver se seus investimentos atuais continuam a ser adequados para o momento econômico. Não é, por exemplo, porque um CDB parecia uma ótima escolha em um momento, que será sempre a melhor opção para seu dinheiro render.

- Conhecer outros tipos de aplicação

Digamos que você tenha feito um investimento no Tesouro Direto - mas conhece os CDBs? As LCIs? Fundos de investimento? Conhecer outros tipos de aplicações é fundamental para diversificar a sua carteira. Quanto mais você investe, mais dinheiro vai juntar. Variar os investimentos permite diluir o risco e até aplicar em títulos mais agressivos, aos poucos.

- Fique de olho nos vencimentos

Todo título de renda fixa tem uma data de vencimento - e você precisa saber qual é a da sua aplicação para se preparar para o que fazer quando isso acontecer. Você vai querer resgatar para usar aquele dinheiro para um fim específico? Vai querer fazer o mesmo investimento, com um novo vencimento? Ou vai preferir aplicar seu dinheiro em outro? Monte um plano para não ser surpreendido nessa hora.

- Não resgate antes da hora

Se você não tem necessidade daquele dinheiro, é melhor não tirá-lo da aplicação antes da hora. Pode haver multas e taxas e, pior que isso, é não aproveitar o impacto dos juros compostos. Quando você resgata seu dinheiro, não consegue rentabilizar o valor que ganhou com os rendimentos passados - e isso faz a curva de crescimento do seu dinheiro desacelerar.

Fique atento e boa sorte nessa jornada.

Fonte: Blog Finanças Femininas

Pesquisa revela quais são os melhores investimentos dos últimos 10 anos

Um estudo recente trouxe informações interessantes para os investidores de todos os perfis, desde os que estão entrando nesse mundo agora e dando os primeiros passos até aqueles que estão há algum tempo e já colhendo resultados. A pesquisa é do Instituto Assaf que calculou a rentabilidade acumulada das principais aplicações financeiras dos últimos 10 anos. O ranking consolida os resultados de janeiro de 2007 a dezembro de 2016 e traz um mapeamento que pode ser levado em consideração na hora de tomar decisões dessa natureza.

Os valores informam o rendimento nominal bruto de cada aplicação, ou seja, sem considerar custos operacionais e Imposto de Renda, e também a rentabilidade real, descontando a inflação do período, que foi de 83,13%. A primeira posição do ranking ficou com os títulos públicos (Tesouro Direto), que apresentaram rentabilidade real acumulada de 182,64%. Em seguida vieram os investimentos em renda fixa, calculados a partir da rentabilidade do CDI (que remunera boa parte das aplicações em renda fixa), com resultado real de 54,30% no período.

O ouro apresentou rentabilidade real de 49,19% - embora tenha ficado mal em 2016, com queda de 17,51%, segundo dados da consultoria Economática. O CDB (Certificado de Depósito Bancário), calculado a partir da média entre as aplicações pagas feitas por empresas e pessoas físicas, teve resultado real de 43,73%. A aplicação mais tradicional do Brasil, a caderneta de poupança, teve um ganho de 102,25% no período e ficou na quinta posição, com resultado real de 10,44%.

Os imóveis também foram considerados no estudo. Geralmente a avaliação do valor do imóvel é feita com base no valor por metro quadrado da construção. O indicador escolhido nesta pesquisa foi o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção Civil) que afere a evolução dos custos de construções habitacionais. Dólar e bolsa apresentaram rentabilidade real negativa: dólar caiu 16,3% no período, enquanto a bolsa teve queda de 26,05% no acumulado de dez anos.

Confira o ranking completo abaixo e lembre-se que a rentabilidade passada não é garantia de resultado futuro. No entanto, é fundamental acompanhar a trajetória dos investimentos e as perspectivas do mercado para fazer boas escolhas financeiras. Use essas informações a seu favor na hora de investir.

Confira o ranking completo:

Fontes: Exame e Finanças Femininas

Restituição do Imposto de Renda: uma boa oportunidade para investir

Todo ano, após a declaração do Imposto de Renda (IR) vem a "recompensa", a restituição do Governo. Não são todos que têm esse direito, a restituição existe apenas para aqueles que contribuíram acima do obrigatório e esse valor é calculado e especificado na própria declaração de IR de cada um. A Receita Federal já liberou o primeiro lote desse ano e junto com esse dinheiro vem a dúvida: como utilizar bem esse extra?

De modo geral, o mais comum é a utilização do dinheiro para quitar dívidas, mas se não é esse o caso, vale a pena aproveitar a oportunidade para reforçar a poupança, criar uma reserva de emergência, começar a investir ou melhorar as aplicações que já estão na sua rotina. O importante é planejar bem isso.

Para começar, vale perguntar qual são as prioridades e quais os sonhos futuros para, então, definir as melhores opções de investimentos, avaliando questões como, por exemplo, retorno e relação com o risco. Afinal, algumas decisões envolvem ser mais ousado e arriscar.

Liquidez e opções

Em períodos de instabilidade econômica é bom optar por ter liquidez (ativos mais facilmente transformados em dinheiro e não em bens), pois em qualquer emergência o recurso está disponível para saque praticamente imediato. Entre as alternativas de menor risco, e com boa liquidez, estão os investimentos em renda fixa pós-fixados.

A dica dos especialistas tem fundamento, afinal, a principal diferença entre títulos pós e pré-fixados é a seguinte: em um título pré-fixado, o investidor já sabe qual será a rentabilidade, desde que ele mantenha a aplicação até o seu vencimento. No caso dos pós-fixados, não existe forma de saber antecipadamente qual será o retorno, já que ele depende de fatores que ocorrem após o momento da aplicação. Sem prazo de vencimento, fica mais fácil a retirada do dinheiro quando for necessário.

Por isso, títulos pós-fixados do Tesouro (ligados à Taxa Selic), os CDBs (indexados ao CDI) de bancos grandes são opções bem atrativas para uso da restituição se o objetivo for se assegurar sobre o uso do dinheiro a qualquer instante. Mas é importante se atentar no caso do CDB se a modalidade oferecida é com ou sem liquidez. Outros investimentos para serem considerados são as LCAS e LCIs, principalmente por conta de isenção de IR sobre sua rentabilidade, contudo não possuem liquidez. Esses títulos também são pós-fixados, e pagam um percentual do CDI.

Outra alternativa de investimento são os fundos de investimento em renda fixa pós-fixados que têm o rendimento baseado no CDI. Entre as vantagens, está o fato de que oferecem baixo risco e podem ser sacados a qualquer momento. Além disso, há um especialista que o administra, buscando maior rentabilidade. No entanto, isso tem o custo de cobrança de uma taxa de administração.

Analisar, pesquisar e se organizar para embarcar em qualquer uma dessas alternativas é mais que necessário. O primeiro lote de restituição saiu no dia 15 de junho. Os próximos estão previstos para o mesmo dia 15 pelos meses seguintes, até dezembro. Você pode conferir tudo no site da União.

Fonte: Info Money e Blog Jornada do Dinheiro

Vale a pena investir enquanto existem dívidas a serem quitadas?

Investir exige uma boa análise e atenção constante sobre a vida financeira pessoal e o contexto econômico do país e até do mundo. A pressa de conseguir um extra pode precipitar decisões, por isso, é bom pensar bem e tirar todas as dúvidas antes de movimentar as finanças. Uma dúvida que surge quando se quer investir e aumentar a conta bancária em tempo de vacas magras é: dá para quitar dívidas e investir ao mesmo tempo?

A recomendação de especialistas em Educação Financeira é que quando se está endividado, o ideal é resolver os compromissos financeiros pendentes. Fazer um investimento pressupõe que exista uma sobra de capital. Isso porque o rendimento dos investimentos é quase sempre muito menor do que os juros das dívidas. Assim, os seus investimentos crescem sempre a taxas menores do que o montante da dívida. Nesse cenário, vale muito mais a pena quitar o que se deve o quanto antes, usando todo o esforço para controlar gastos mensais e sair do vermelho.

Via de regra, portanto, o melhor caminho é ganhar fôlego por um determinado período, zerando as contas negativas para voltar a investir quando a situação estiver sob controle. Isso, porém, pode ser feito de forma mais inteligente quando se avalia bem o momento econômico. Por exemplo, a maioria dos financiamentos imobiliários do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) há três anos ofereciam taxas anuais entre 8% e 9,5%. Hoje, os novos contratos dificilmente ficam abaixo de 12%.

Ficar no azul é sempre a melhor opção, mas é possível administrar o dinheiro e os rendimentos, inclusive durante o período de quitação de alguma dívida, cujo pagamento é sempre prioritário. Assim, com um bom planejamento, buscando aplicações que ofereçam juros superiores aos das dívidas, o fluxo de caixa pode ser controlado de forma favorável, de modo a cumprir compromissos financeiros e ainda buscar uma pequena folga no orçamento no final do mês.

É importante ressaltar que independente da sua situação econômica pessoal e do país, se preparar e pesquisar investimentos para fazer escolhas adequadas é fundamental. Fazer um planejamento do quanto irá destinar para esse tipo de aplicação e em quanto tempo consegue determinado rendimento torna tudo mais fácil.

Fonte: Site Folha de São Paulo e Blog Finanças Femininas

Mais dicas para o Imposto de Renda: como declarar os investimentos?

Quem saiu da tradicional poupança recentemente e está diversificando a cartela de investimentos precisa se informar melhor sobre quais aplicações devem ser declaradas no Imposto de Renda. É hora de aprender a fazer corretamente essa prestação de contas.

Uma evidência de que o brasileiro está se aproximando mais do mundo dos investimentos, e se preocupa com essa aba na declaração, vem do próprio Google que fez um levantamento das dúvidas mais frequentes sobre esse tema nas últimas semanas. Mesmo com a constatação de que existe uma preferência por investimentos isentos de taxação, como Previdência Privada e títulos do programa Tesouro Direto, existe uma quantidade significativa de questionamentos sobre como fazer a declaração dessas aplicações tributáveis pelo IR.

Informações úteis

Há um valor mínimo para a declaração dos saldos dos investimentos, de R$ 140. Ou seja, uma conta corrente de valor individual menor que R$ 140 não precisaria ser declarada. O contribuinte pode optar por reportá-la ainda assim, mesmo não sendo obrigado. Já para quem tem ações e quotas, o valor de aquisição mínimo que obriga o contribuinte a declarar esses investimentos é de R$ 1 mil. Para os bens móveise direitos, o valor mínimo de cada um que obriga o contribuinte a declarar é de R$ 5 mil.

Para preencher a declaração sobre qualquer investimento é necessário ter em mãos os comprovantes de rendimentos fornecidos pelos agentes de custódia dos investimentos (bancos, instituições financeiras ou demais empresas), referente a cada investimento realizado. O contribuinte precisa reunir seus documentos contendo a informação de aquisição (data, valores, e identificação de vendedores), para poder compilar os dados.

É importante lembrar que rendimentos de investimentos isentos e não tributáveis também devem ser declarados, ainda que não se pague imposto sobre eles. São os casos das Letras de Crédito Hipotecário e do Agronegócio e caderneta de poupança:

LCI/LCA/Poupança - Saldos devem ser declarados em bens e direitos. Já o rendimento dessas aplicações deve ser declarado no campo rendimentos isentos e não tributáveis segundo o informe de rendimentos que você receberá do banco.

As aplicações nos títulos vendidos pelo programa Tesouro Direto também entraram para o leque de investimentos do brasileiro e devem ser incluídos no item bens e direitos pelo preço de aquisição. Quando ocorrer a venda ou o pagamento de juros ou vencimento e resgate do título, os rendimentos então deverão ser declarados no campo rendimentos sujeitos à tributação exclusiva.

Previdência privada

Os erros mais comuns na hora de fazer a declaração de ajuste anual do IR estão relacionados aos planos de previdência, tanto a fechada, como é o caso do Plano PAI, quanto a aberta. Isso porque muitos contribuintes acabam tratando planos diferentes como iguais e podem inclusive perder a oportunidade de pagar menos IR. Por isso atenção na hora de declarar as contribuições feitas no Plano PAI ou em planos de previdência aberta como o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), duas opções bastante comuns hoje no mercado. Cada um deles exigirá um tratamento específico:

Plano PAI e PGBL - Ambos se enquadram nas mesmas regras. Deste modo, declare apenas as contribuições feitas no ano base, neste caso em 2015, no campo de pagamentos feitos a entidade de previdência privada. Observe que essas contribuições poderão ser abatidas até o limite de 12% de sua renda tributável.

VGBL - Declare apenas o saldo no campo bens e direito. Quando for resgatar a aplicação em VGBL, você será tributado apenas no rendimento, ou seja, na diferença entre os saldos de um ano para o outro. Já no PGBL, a tributação será sobre o total resgatado.

Fonte: G1 Economia e site Jornal da Globo

Saiba quais são as alternativas à poupança para diversificar em 2016

Investimento mais popular entre os brasileiros, a caderneta de poupança teve, em 2015, o pior resultado em 13 anos. Em função do cenário de inflação elevada, as perspectivas para 2016 não são diferentes.

A valorização da poupança no ano passado foi de 8,15%. Como a inflação oficial no período foi de 10,67%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), quem deixou as economias na poupança viu seu poder de compra diminuir.

A poupança atrai investidores por ser considerada simples, segura e também por não pagar Imposto de Renda nem taxa de administração. Porém, há alternativas no mercado, também de baixo risco, que se apresentam mais vantajosas, em especial em um contexto de juros altos. As principais alternativas são as seguintes:

- Tesouro Direto - Títulos públicos emitidos pelo governo. Entre eles, o mais recomendado é o Tesouro Selic, indexados à taxa Selic. Esta modalidade não apresenta risco de prejuízo ao ser vendido antes do prazo, já que ele paga a variação da taxa Selic. Existem também opções indexadas à inflação (Tesouro IPCA+) ou ainda a taxas previamente acordadas de juros (Tesouro Prefixado) e, nesses casos, a dica é aplicar nos títulos que vão coincidir com a data de resgate para receber a rentabilidade contratada e não perder dinheiro. Uma desvantagem desses títulos é o pagamento de IR.

- Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) - São títulos de crédito que têm como garantia financiamentos imobiliários ou financiamentos agrícolas. Não pagam IR nem taxa de administração, mas normalmente têm prazo para resgate.

- CDB - Não paga taxa de administração, mas paga Imposto de Renda. Ganha mais se ficar aplicado mais tempo.

- Fundos de Renda Fixa - Especialistas recomendam ficar atento à taxa de administração e investir em fundos cuja taxa seja de no máximo 1% ao ano, pois ela incide diretamente sobre o patrimônio do fundo. Tem incidência de IR.

Ainda que essas opções sejam consideradas muito conservadoras, especialistas alertam que nenhum investimento está totalmente livre de riscos. Por isso, quando possível, uma alternativa é diversificar os investimentos entre essas opções.

Fontes: Portal Exame e UOL

Saiba como está o cenário para quem investe na poupança

Há anos a caderneta de poupança aparece no topo da lista dos investimentos preferidos pelos brasileiros. A explicação para essa popularidade está na segurança que esse tipo de aplicação oferece, além de ser prática e isenta de imposto de renda. De fato, a caderneta de poupança é segura, mas, por outro lado, não gera grande resultado como outros investimentos que flutuam atrelados à taxa Selic (taxa de juros básica da economia, cuja meta é definida pelo Banco Central).

O que está acontecendo agora é que diante do cenário econômico mais instável, o número de retirada do montante na caderneta de poupança está maior do que o aplicado. A retirada de recursos superou as aplicações em R$ 57,05 bilhões de janeiro a outubro deste ano, segundo o Banco Central. É a maior movimentação líquida de valores dessa modalidade de investimento para os 10 primeiros meses de um ano desde o início da série histórica do Banco Central, em 1995.

Entre as razões que explicam essa situação está o fato de que com a recessão econômica, sobram menos recursos para aplicações. Além disso, a caderneta de poupança perde vantagem no atual cenário de juros e dólar altos, onde outros investimentos tornam-se mais atrativos. Isso ocorre porque o rendimento dos fundos de renda fixa, por exemplo, sobe junto com a Selic.

Já o rendimento das cadernetas, quando a taxa de juros está acima de 8,5% ao ano, como atualmente, está limitado em 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR). Com a taxa básica de juros da economia atualmente em 14,25% ao ano, a caderneta de poupança perde para os fundos de renda fixa na maior parte das situações, segundo estimativas da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Para analisar

Apesar da perda de rendimento com o processo de alta dos juros, a caderneta de poupança ainda pode ser uma boa opção, em casos específicos. É uma boa alternativa, por exemplo, para pequenos poupadores (com pouco dinheiro guardado), para pessoas que buscam aplicações de curto prazo (poucos meses) ou que procuram formar um "fundo de reserva" para emergências.

Nos fundos de investimento, ou até mesmo no Tesouro Direto (programa do governo de compra de títulos públicos pela internet), há cobrança do imposto de renda e, na maior parte dos casos, de taxa de administração. Nos fundos de investimento e no Tesouro Direto, o IR incide com alíquota regressiva, ou seja, quanto mais tempo os recursos ficarem aplicados, menor é o valor da alíquota incidente no resgate. Por isso, é preciso avaliar com cuidado os objetivos e perfil investidor na hora de optar pelo tipo de investimento.

Fontes: Economia ao Minuto e Tribuna Hoje

Apoio para investir: como escolher uma corretora de valores

Ter um dinheiro extra e optar por investir significa encarar uma série de cuidados que começa com a escolha do tipo de investimento desejado e como ele será feito. São muitas as opções para aplicar e fazer o dinheiro render, mas todas elas esbarram na seguinte questão: como vou fazer esse movimento financeiro?

Existe a possibilidade de fazer essas transações pelo seu próprio banco ou por meio de uma corretora de valores. A busca pelo serviço direto com a corretora aumentou nos últimos anos, uma vez que as taxas cobradas pelos bancos e suas corretoras parceiras para intermediar essas operações são mais altas que as independentes. Além disso, a internet facilita a relação: é possível se cadastrar e receber essa ajuda online, sem precisar ir até uma agência física.

Outra dúvida que fica é a respeito da segurança. Essas corretoras são confiáveis? Em geral sim. Quando o investidor adquire ações, esses papeis não ficam sob a guarda da corretora de valores, mas sob custódia da CBLC (Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia). O risco em relação à corretora surge quando o poupador deixa dinheiro parado em sua conta nessa empresa.

De qualquer forma, é possível escolher a melhor corretora com uma boa pesquisa. A CVM, órgão do governo responsável pela fiscalização do mercado de capitais brasileiro, mantém um registro das corretoras em funcionamento regular. Além disso, no site da BM&FBovespa também é possível consultar uma relação dessas empresas com seus respectivos dados de contato, bem como encontrar orientações sobre como aplicar o dinheiro em diferentes tipos de investimentos e o papel da corretora nesse processo. Outro detalhe que também pode fazer a diferença na hora de escolher: para um investidor iniciante é importante que a corretora ofereça, em seu próprio site, um bom acervo de materiais explicativos sobre a aplicação em ações. Já para o investidor experiente e que negocia diariamente o mais importante será ter um sistema de "home-broker" (venda e compra de ações pela Internet) que funcione rapidamente e sem falhas.

Fonte: Dinheirama e Uol Economia

Como diversificar investimentos?

Para ser um bom investidor só a vontade e o capital inicial não bastam. É preciso paciência, disciplina e capacidade para se adaptar a mudanças. É com a diversificação de investimentos - um conceito básico do mercado - que o usuário consegue reduzir riscos e potencializar ganhos.

Os especialistas do setor defendem que, embora a diversificação não seja suficiente para evitar perdas, investir em ativos que reagem de forma diferente ao mesmo evento certamente pode reduzir os riscos ao aplicar um montante.

Quando o assunto é investimento em ações, a estratégia é ser um pouco pessimista. Mesmo que a bolsa apresente no longo prazo um melhor desempenho, o investidor deve pensar que isso pode mudar da noite para o dia e, por isso, é bom contar também com aplicações de renda fixa (Confira matéria sobre esse tipo de investimento), por exemplo, que reduzem o risco a que está sujeito seu dinheiro.

Uma boa dica é optar por diversificar em ativos que tenham baixa correlação entre si. A lógica é a seguinte: quanto menor a correlação entre os investimentos, menor será o risco de eles serem impactados ao mesmo tempo em alguma intempérie da economia. Enfim, diversificação significa que, você pode perder dinheiro aqui, mas continua a ganha-lo ali.

No entanto, essa estratégia requer cautela. Ainda mais se você cuida sozinho dos investimentos, sem a ajuda de um fundo. Antes de aplicar em apenas um ou diferentes ativos é preciso ter clareza do tipo de investidor que você é, o que significa cada categoria de investimento e se está realmente disposto a ter os ganhos, mas também lidar com as perdas.

Tipos de riscos

De forma geral, os riscos podem ser divididos em duas categorias: não diversificáveis, ou risco de mercado, e diversificáveis. O risco não diversificável, como o próprio nome indica, se refere a riscos que praticamente todos os ativos são sujeitos. Variáveis como inflação, juros, taxa de câmbio, instabilidade política ou guerras afetam a todos. O investidor deve entender que irá correr este risco ao aplicar seus recursos.

Já os riscos diversificáveis são específicos para uma empresa, setor, mercado, economia ou país e, portanto, podem ser reduzidos através da diversificação. Neste caso, vale a pena lembrar do ditado que diz para não colocar todos os ovos em uma cesta só. De qualquer forma, ao optar por distribuir seu dinheiro entre várias modalidades de investimento, saiba que o importante é se informar. O conhecimento é seu maior aliado na hora de poupar.

Fonte: Site Bússola do Investidor e InfoMoney

Não é preciso muito para se tornar um investidor regular

A palavra "investimento" às vezes acaba gerando expectativas nas pessoas quanto ao volume de recursos necessário para se fazer uma aplicação financeira. No entanto, esse tabu deve ser superado porque, ao contrário do que muitos pensam, é possível sim começar com pouco. O importante, segundo especialistas, é iniciar de alguma maneira.

Um investimento pequeno pode se multiplicar se for usado estrategicamente. E um dos meios é buscar mais opções de aplicação. Para entrar de vez no mundo dos investimentos é preciso ter maior atenção ao dinheiro que sobra no final do mês e não desprezar o que à primeira vista parece pouco. Por exemplo, quando se consegue poupar R$ 100 por mês, em 40 anos, mesmo aplicando em um produto altamente conservador e de baixa rentabilidade como a poupança, seu saldo estimado será superior a R$ 263 mil.

Ainda pensando no valor de R$ 100, alguns investimentos não compensam. Certificados de Depósito Bancários (CDBs) oferecem taxas muito baixas e os fundos cobram taxas de administração elevadas para aplicações de apenas R$ 100. Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito Agrícola (LCAs) não são disponíveis para um valor baixo. Com isso, a poupança passa a ser um investimento inicial interessante.

Mas, quando você tiver, por exemplo, R$ 10 mil acumulados na poupança (alguns produtos interessantes podem ser obtidos a partir de R$ 1 mil), vale a pena procurar por melhores retornos de investimento. Ao acumular R$ 10 mil, é possível investir em uma LCI (Letra de Crédito Imobiliário) que paga 86% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e, como a poupança, é isento de imposto de renda para pessoas físicas.

Com o tempo, ao aprender mais sobre aplicações e pesquisar opções, o investidor poderá diversificar, buscando outros tipos de investimentos. Assim, ao invés de acumular R$ 263 mil em 40 anos na poupança, é possível distribuir o dinheiro em outras modalidades e ter uma rentabilidade maior. O segredo é acumular regularmente e escolher a melhor alternativa de acordo com o valor e o tempo que está disposto a poupar, procurando se informar sempre sobre esse assunto. Então, que tal começar já a construir a sua reserva financeira?

Fonte: Minhas economias e Valor

Já pensou em títulos públicos? Saiba mais e veja se vale a pena investir

Entre as diversas opções de investimento no mercado brasileiro, uma particularmente vem ganhando popularidade entre investidores: o Tesouro Direto. Isso acontece porque essa modalidade, criada em 2012, consiste na compra e venda de títulos públicos para pessoas físicas e não é necessário muito dinheiro para começar a investir, o valor mínimo é de R$ 30.

O programa foi desenvolvido pelo Tesouro Nacional em parceria com a CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia). As operações são feitas pela internet e o investidor escolhe se quer aplicar por meio de um banco ou corretora. Na prática, é como se a pessoa "emprestasse" dinheiro para o Governo Federal e, após algum tempo, recebesse de volta o valor corrigido.

A vantagem é que não há necessidade de participar de um fundo de investimentos para aplicar o dinheiro no Tesouro Direto. No entanto, é preciso ficar atento às taxas de administração cobradas. A cada título lançado é definida a data de vencimento e o índice de correção, como a Selic ou o IPCA.

Os títulos de renda fixa podem ser pré ou pós-fixados. Entre as duas opções, em tempos de juros altos, a pós-fixada se mostra a melhor porque tem alta nos rendimentos. Já no caso da opção pré-fixada, o rendimento é estável, independente da fase econômica do país, desde que não haja venda antecipada. De qualquer forma, esse é um investimento de baixo risco, uma vez que o devedor é o Governo Federal.

No início desse ano, o governo mudou algumas regras dessa modalidade e facilitou a vida de quem investe no Tesouro Direto com conceitos mais simples para o processo. Uma das novidades é que as vendas dos títulos públicos poderão ser realizadas diariamente, e não uma vez por semana como vinha ocorrendo. Com essa alteração, quem investe terá mais liquidez nos papéis. As opções de venda serão abertas todos os dias às 18h e fechadas às 5h do dia seguinte.

No entanto, é preciso ficar atento às taxas praticadas pelo mercado, uma vez que havendo venda antecipada, o investidor pode não ter a rentabilidade desejada, ou até mesmo amargar perdas. Outra grande mudança foi a nomenclatura adotada. Agora fica mais claro identificar se o investimento é prefixado, se tem a taxa flutuante, qual é o indexador e, ainda, se paga juros semestrais.

O governo também começou a oferecer títulos com prazo de vencimento mais longo. O site do Tesouro Direto apresenta informações sobre o passo a passo para começar a investir, além de orientações para quem ainda está em dúvida sobre onde colocar o seu dinheiro.

Fonte: Site do Tesouro Nacional, InfoMoney

Poupança: como e quando buscar opção para esta aplicação tão popular

Campeã entre os investimentos no Brasil, a caderneta de poupança aparece em uma pesquisa recente como uma opção conhecida por 95% dos brasileiros (Pesquisa Ilumeo e Ricam Consultoria). Mas o que justifica esse tipo de investimento ser tão queridinho no país inteiro?

Entre a população entrevistada em diversas camadas sociais, 64% possuem algum dinheiro nessa aplicação. Conhecida por sua praticidade e pela isenção de imposto de renda, a poupança pode, no entanto, ser pouco atraente para muita gente.

Atualmente, o rendimento máximo da caderneta de poupança é de 0,5% ao mês mais Taxa Referencial (TR), taxa que tem se aproximado de zero pelo menos desde 2009.

Com isso, tem perdido da inflação em alguns meses e até em períodos maiores, diminuindo o poder de compra do dinheiro poupado.

Para quem vai usar o dinheiro para uma compra dentro de poucos meses isso não é um problema, mas sim para quem tem planos de contar com uma boa quantia para usar dentro de alguns anos.

Ainda assim, os poupadores brasileiros preferem essa aplicação e hesitam em destinar parte do dinheiro aplicado na caderneta para investimentos mais rentáveis. A razão disso é a preocupação com a segurança. No entanto, há investimentos tão ou mais seguros que as poupanças disponíveis para pessoas físicas. Para avaliar outras opções, há alguns pontos a considerar antes de substituí-la por outro tipo de investimento.

Os investimentos de renda fixa conservadora são os mais indicados para substituir a poupança, pois apresentam rentabilidade maior, ao mesmo tempo em que preservam as principais vantagens da caderneta. Eles não são isentos de imposto de renda, mas ainda assim costumam ser mais rentáveis que a poupança se seus custos estiverem adequados.

Seu rendimento costuma ser um percentual próximo à taxa Selic ou à taxa CDI (a Selic é a taxa de juros básica da economia, cuja meta é definida pelo Banco Central em reuniões que ocorrem a cada 45 dias). Para serem capazes de substituir a poupança, essas aplicações devem ter boas garantias e serem fáceis de resgatar. Isto é, devem ter liquidez diária ou, no máximo, de alguns poucos dias.

Fonte: Site Monetar