Crédito consciente

Que tal usar os benefícios do crédito sem comprometer o orçamento do mês? Nesse espaço vamos compartilhar dicas e orientações sobre crédito consciente e seu impacto na vida financeira das pessoas. Aprenda a tornar o dinheiro um aliado nas suas conquistas. Acompanhe!

Mulheres gastam 11% menos com juros do que os homens

É bem comum ouvir que mulheres tendem a possuir menor controle financeiro e serem mais "gastadoras" do que os homens. No entanto, pesquisa feita por uma plataforma de empréstimo revelou que as brasileiras gastam 11% menos do que homens em juros e parcelas.

O levantamento foi feito com cerca de 114 mil pessoas em todo o país. Em média, as mulheres costumam desembolsar R$356,24 com despesas financeiras, enquanto os homens gastam R$ 402,16. O estudo considerou juros e parcelas de dívidas variadas, cobradas desde cheque especial até financiamentos imobiliários e empréstimos.

Entre os fatores que permitem que as mulheres se saiam bem nas finanças está o autocontrole nos gastos e a ponderação na hora de tomar crédito, diferentemente do que diz o estereótipo.

Além disso, itens mais caros, como moto e videogame, estão entre os motivos para os homens gastarem mais, já que seu comprometimento com o crédito acaba ficando mais elevado. Para arcar com esses custos, eles buscam limites e empréstimos maiores, o que consequentemente gera juros mais altos.

A idade também é um fator interessante na hora de avaliar o perfil de gastos masculino e feminino, fazendo com que a porcentagem de quanto as pessoas pagam de juros e parcelas varie consideravelmente.

Até os 20 anos, por exemplo, as mulheres costumam gastar R$ 99,06, enquanto os homens desembolsam R$ 110,14, uma diferença de 10%. Já entre pessoas de 40 e 50 anos, a diferença chega a 17%, com as mulheres custeando R$ 626,53, contra 759,12 dos homens.

A situação se inverte apenas a partir dos 60 anos, quando os homens passam a gastar 5% a menos do que as mulheres (R$ 1.089,63 deles contra R$ 1.147 delas).

Com informações de Finanças Femininas

Como economizar em planos de celular, internet e TV

Conversar pelo Whatsapp, assistir Netflix, ouvir músicas pelo Spotify, saber as novidades pelo Facebook, acompanhar a programação de canais fechados de TV. A tecnologia trouxe alguns hábitos para o dia a dia que são difíceis de abrir mão. Mas, na hora de rever os gastos, é possível economizar com despesas com celular, telefone fixo, Internet e TV, sem ficar de fora desse mundo digital?

O segredo é bem simples e inclui reavaliar seu perfil de consumo: "Eu realmente preciso de todos os itens extras que estou pagando?".

Para fazer esse exercício, você pode, durante um mês, analisar com calma quais serviços de pacotes de dados, minutos de ligação, internet banda larga e canais da TV por assinatura têm sido utilizados por você e sua família.

Uma vez identificados, ficará mais fácil saber os serviços que não atenderam às suas expectativas ou não despertaram o seu interesse. Por exemplo, você precisa de um plano de TV por assinatura com mais de 300 canais se, na prática, não utiliza nem metade disso?

Outra dica importante: acompanhe sua fatura. Não é raro serviços de telefonia, Internet e TV inserirem serviços extras que fazem subir o preço do plano contratado sem você notar. Nestes casos, peça a suspensão do serviço imediatamente.

E se ainda estiver na fase de contratar serviços, garimpe ofertas de planos e combos de telefonia fixa e móvel, internet e TV por assinatura. Mas escolha bem e fique atento ao tempo de duração do contrato. Em geral, as empresas trabalham com uma exigência de fidelidade que dura, em média, 12 meses. Antes disso, trocar o plano ou os serviços prestados pode gerar uma multa que não vale a pena.

Com informações de Uol Notícias Tecnologia

6 gastos tentadores para o fim de ano, mas que pesam no bolso depois

As festas de fim de ano estão se aproximando e junto com elas, a tentação de gastar mais do que o planejado. Por isto, antes de cometer pequenas loucuras e entrar em grandes dívidas, não se esqueça das despesas comuns, confira os gastos extras que virão no próximo mês e descubra quanto você pode gastar. Para ajudar, separamos 6 dicas para aproveitar o fim de ano sem perder o controle dos gastos:

1- Cabe no meu orçamento?

Primeiro de tudo, seja cauteloso. Quando chega este período, tudo parece necessário e qualquer fuga do planejamento financeiro ganha uma desculpa como "Mas é fim de ano!!!". E o perigo é exatamente este: troca de presentes entre família, viagem de férias, vários amigos secretos e ceias de Natal e Ano Novo custam caro. É claro que são momentos deliciosos, mas, antes de se comprometer, confira se tudo isto cabe mesmo no orçamento. Talvez você precise, pelo menos, reduzir o valor que investe em cada um deles para não passar apuro depois.

2- Fim de ano não é o fim do mundo!

Sim, haverá o mês de janeiro! E junto com ele, os gastos que virão no começo do próximo ano, como o IPVA e o IPTU, por exemplo. Por isto, quem vai receber o 13º salário pode aproveitá-lo para colocar as contas atrasadas em dia ou quitar as parcelas mais pesadas de alguma compra parcelada. Outra dica é reservar uma quantia do 13º para a volta às aulas; pode parecer um pouco longe, mas o preço dos materiais escolares pesa bastante no bolso.

3 - Juntando um dinheirinho

Ainda sobre o 13º, que tal iniciar uma reserva financeira com pelo menos parte deste dinheiro? Muita gente quer uma chance para começar a guardar dinheiro, esta pode ser uma oportunidade de começar 2018 fazendo seu próprio pé-de-meia. O Parceiros do Futuro tem dicas bem legais sobre investimentos, estão todas neste link. E lembre-se que seu próprio Plano PAI ficará mais robusto com um aporte extra.

4 - "É só uma lembrancinha, viu?"

Seja sincero com seus parentes e amigos. Se suas finanças pessoais não estão boas, é melhor explicar que não haverá presente para todos do que ficar em uma situação muito ruim. Família grande? Então, outra dica: não compre seus presentes de última hora. Quanto mais você deixar para ir às lojas muito perto das festas de fim de ano, mais caros seus presentes e lembrancinhas de Natal podem sair. Vá comprando aos poucos, à medida que encontra os presentes mais legais e com os melhores preços, evitando comprar por impulso.

5 - Vitrines perigosas

Quando chega o fim de ano, as vitrines de lojas ficam tão convidativas que até a gente se convence de que merece ganhar presentinhos. Mas, antes de comprar qualquer coisa, pergunte-se: "eu preciso muito disso?" Caso sim, evite comprar por impulso, pesquise e compare preços.

6 - Faça você mesmo

Quem já passou Natal na casa da avó sabe que é muito legal participar de festas com árvore natalina e decoração caprichada. Ops, antes de gastar com isto, desengavete itens de decoração dos anos anteriores e reúna objetos com a família. Como são objetos usados apenas uma vez no ano, tendem a estar seminovos ou, pelo menos, bem conservados. Alguns sites e aplicativos também trazem várias dicas interessantes e inspirações para criar sua decoração.

Com informações dos sites Exame e Organizze.

Regras do rotativo do cartão de crédito mudaram. Fique atento

Mudanças no pagamento da fatura do cartão de crédito aconteceram em abril e ainda estão dando o que falar. Foi estabelecido que o consumidor só poderá permanecer no crédito rotativo até o vencimento da fatura seguinte, impossibilitando, a sua renovação mês a mês de maneira indefinida. Ou seja: o limite do crédito rotativo atualmente é de apenas trinta dias. Depois disso, o valor atrasado deverá ser pago ou financiado por meio uma linha de crédito parcelada oferecida pela operadora do cartão, obrigatoriamente com condições melhores do que o parcelado. Na prática, uma dívida com taxas de juros que atualmente podem chegar a 490% ao ano é trocada por uma com taxa média de 160%.

A medida foi tomada com o objetivo de facilitar o pagamento de dívidas atrasadas no cartão de crédito e evitar o superendividamento, com a redução dos juros cobrados, o que pode diminuir a incidência de consumidores inadimplentes com essa modalidade de crédito, a mais cara do mercado, superando a do cheque especial. Hoje, a inadimplência do cartão de crédito rotativo para pessoas físicas é de 33,2% do total de operações, enquanto do parcelado é de apenas 1,2%.

Para ficar de olho

Passados três meses desde que as novas regras para o uso do rotativo do cartão de crédito entraram em vigor, alguns clientes se queixam de problemas, incluindo o parcelamento de valores sem autorização. A resolução 4.549 do Banco Central estabelece que os bancos devem oferecer condições "mais vantajosas" (com juros menores) de parcelamento da dívida que permanecer no crédito rotativo por 30 dias. Entretanto, o texto não determina que o banco faça automaticamente o financiamento dos valores não quitados no prazo de um mês.

Segundo a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) esse parcelamento automático vai contra um direito básico do consumidor que é a liberdade de contratação. As empresas de cartão de crédito justificam que o parcelamento é feito quando o cliente não opta por alguma modalidade de pagamento descrita na fatura.

O rotativo é usado quando o titular do cartão não paga a fatura integral. O saldo restante, entre o mínimo e o total, é jogado para o mês seguinte. Caso não seja pago na próxima fatura, deverá ser parcelado, mas não automaticamente. Geralmente os parcelamentos automáticos são longos. Então, o valor final do débito do consumidor é muito grande. Se ele puder escolher pagar menos parcelas, obviamente, os encargos serão menores. Se o consumidor for vítima disso, ele pode reclamar no Banco Central e nos órgãos de defesa do consumidor.

De qualquer forma, os alertas que vêm sendo dados desde o início, é para que as pessoas se programem para pagar a fatura até a data de vencimento e que essa mudança não sirva para que o consumidor entenda as novas regras como um incentivo ao uso desenfreado do cartão de crédito. É preciso ter cautela nos gastos com o cartão, pois as altas taxas do crédito rotativo continuam a ser cobradas no primeiro mês de atraso.

Fonte: Site R7 e Meu Bolso Feliz

Dicas para sair da inadimplência e mudar a relação com as contas

Em maio deste ano, o número de brasileiros negativados ou com o "nome sujo" passou a marca de 60 milhões de pessoas, segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), divulgada recentemente. O que significa que quase 40% da população está com restrições para financiamentos e compras parceladas. A pesquisa considera os brasileiros com contas em atraso e registrados em cadastros de inadimplentes e, isso dispara um alerta: mais do que quitar as dívidas, o brasileiro precisa se organizar e encontrar meios de lidar com desafios financeiros.

Segundo a pesquisa, as contas que os inadimplentes mais atrasaram foram as de serviços básicos, como água e luz, com alta de 6,71%. Nos demais setores analisados houve queda, possivelmente por retração no consumo. Entre os serviços de comunicação, que incluem contas de telefonia, TV por assinatura e internet, a queda foi de -15,30%. Os atrasos no comércio caíram -4,42%, ao passo que as dívidas bancárias como cartão de crédito, empréstimos, financiamentos e seguros tiveram queda de -2,46% nos atrasos no período pesquisado.

Na análise por faixa etária, a liderança da inadimplência está na faixa etária dos 30 anos, totalizando aproximadamente 17,3 milhões. Já na faixa entre 40 e 49 anos, são 13,2 milhões de consumidores com contas em atraso, enquanto entre os consumidores que possuem de 50 a 64 anos são 12 milhões de devedores. Na população idosa, considerando-se a faixa etária entre 65 a 84 anos, são 4,8 milhões de pessoas. De olho nesse cenário, veja cinco dicas que podem ajudá-lo a sair da inadimplência ou aconselhar quem está nesta situação.

1. Separe as contas: defina aquelas que são de necessidades básicas (como água, energia elétrica, gás e aluguel) e as que têm juros mais altos como prioridades de pagamento. Anote todas as dívidas, assim, é possível enxergar as despesas mensais para fazer cortes.

2. Conheça os seus gastos: anote durante 30 dias todos os gastos que tiver, separando por tipo de despesa. Até mesmo gastos pequenos. No final do período, você deve compreender para onde foi o dinheiro e avaliar onde os custos podem ser diminuídos.

3. Negocie quando for possível: se decidiu negociar uma dívida, avalie se é realmente possível custear as prestações e quitar a dívida sem causar mais problemas.

4. Cuidado com a troca de dívidas: pense bem ao optar por um crédito consignado. Apesar de oferecer juros baixos em comparação ao cartão de crédito, cheque especial e financiamentos, o pagamento é retido diretamente do salário. Com renda reduzida, quem já está em dificuldade com as finanças pode contrair novos endividamentos e problemas ainda maiores.

5. Não esqueça os sonhos: em plena crise financeira, é importante resgatar sonhos e objetivos que realmente importam e que te motivam a dar a volta por cima. Faça uma lista com três sonhos: um de curto prazo (em 1 ano), um de médio prazo (de 1 a 10 anos) e outro de longo prazo (acima de 10 anos), sendo que um deles deve ser, é claro, sair das dívidas!

Fonte: G1 e DSOP

Troca intertemporal, ou juntar um pouco hoje para consumir amanhã

Quem está atento às dicas e interessado nos conhecimentos sobre Educação Financeira já percebeu que se organizar financeiramente, poupar e aumentar renda depende de escolhas. Até para quem é iniciante no assunto, é perceptível que o planejamento tão comentado é algo que depende de bom senso, atenção aos cenários pessoais e econômicos e consciência de que as escolhas feitas acarretam consequências.

Usar o cartão de crédito ao invés de pagar à vista tem um impacto no seu bolso, investir o extra no Tesouro Direto ou Previdência Privada também tem suas vantagens e desvantagens e pode render bons frutos. Essa questão de escolhas abre caminho para um conceito interessante na Educação Financeira: a troca intertemporal.

A expressão "troca intertemporal" está relacionada aos efeitos das escolhas que fazemos hoje (no presente) sobre nossas vidas amanhã (no futuro). Do ponto de vista financeiro, podemos falar que, se você gasta muito dinheiro no presente, poderá ter problemas no futuro, ou, de forma contrária, você pode gastar menos dinheiro hoje para ter mais dinheiro amanhã. Podemos pensar nisso como uma escolha no tempo, daí o nome troca intertemporal.

Na prática

A reflexão é importante e envolve elementos básicos: o tempo, a causa e a consequência no curto e longo prazo. Analise o exemplo a seguir: você deseja comprar um produto de informática no valor de R$ 1.000,00 e você possui apenas R$ 600,00, ou seja, faltam R$ 400,00 para que você possa comprá-lo.

Você faz um estudo de seu orçamento para avaliar se é possível comprar e verifica que consegue poupar R$ 100,00 por mês. Seguindo esse planejamento, você levaria quatro meses para ter o dinheiro suficiente para adquirir o produto. Mas se você quiser comprar imediatamente, há uma forma de "manipular" o tempo e adquirir o produto antecipadamente.

Você pode buscar dinheiro em outras fontes, tomar um empréstimo no valor de R$ 400,00 e, com isso, adquiri-lo hoje. Simples, não? Bom, quase. Em geral, a antecipação de consumo traz consigo um custo chamado "pagamento de juros" sobre o valor emprestado que lhe permitiu adquirir o produto no presente. Nesse caso, como você antecipou, terá de pagar prestações de valor maior do que R$ 100,00 por mês ou pagar um número maior de prestações de R$ 100,00 do que pagaria se tivesse decidido poupar primeiro para depois comprar o produto.

Agora, imagine outra situação: você deseja comprar o mesmo produto que custa R$ 1.000,00, verifica a sua conta e percebe que possui essa quantia. Nessa hipótese, você tem duas opções, comprar hoje, gastando toda essa quantia, ou deixar para fazê-lo daqui a quatro meses. Se você escolhe deixar para daqui a quatro meses, você pode colocar o seu dinheiro na poupança ou em outro investimento e passar a receber um prêmio por ter postergado o consumo.

Ou seja, você poderá ser recompensado ao realizar uma troca intertemporal, abrindo mão de algo que poderia ter hoje. Daqui a quatro meses, você poderá comprar o produto e ainda lhe sobrará uma quantia. Nesse caso, a postergação do consumo traz consigo o recebimento de rendimentos. Sabemos que existem outros fatores que fazem uma compra ser antecipada, mas se esperar um pouco, talvez sobrem mais vantagens do que pontos negativos.

Ficam, basicamente, duas opções ao lidar com o consumo no tempo. Essa é a escolha fundamental quando o assunto é gestão financeira: temos a opção de usufruir agora e pagar depois, assumindo uma posição devedora, ou seja, pagando juros; ou podemos optar por pagar agora e usufruir depois e assumir uma posição credora, recebendo juros. Lembrando que não existe uma escolha correta ou errada, apenas uma decisão que exige pensar nas consequências, que, no caso, envolve dinheiro. Boa sorte em suas análises!

Fonte: Caderno Cidadania Financeira do Governo Federal

Cuidados redobrados com cartão de crédito e débito nesse fim de ano

O período é de festas, encontros e também do aumento do número de pessoas consumindo. Mesmo em um cenário mais retraído economicamente, a chegada do extra com o décimo terceiro e as datas comemorativas colaboram para o clima de compras, mas é preciso ficar atento: impulsos de um mês podem comprometer o orçamento doméstico por muito tempo e falta de cuidados na hora do pagamento pode causar dor de cabeça.

A Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) estima que, nesse período entre novembro e dezembro, há um aumento médio de 10% no volume de transações realizadas pelos canais digitais nas principais instituições financeiras do País. Isso exige dos consumidores cuidados redobrados na hora de fazer operações em ambiente virtual e presencialmente utilizando o cartão de crédito ou débito.

A questão no uso do cartão de crédito começa com a decisão de utilizá-lo. Ela deve ser tomada conscientemente e sabendo que é possível arcar com as parcelas. Não é bom comprometer dinheiro de outros itens do orçamento para cobrir o que foi utilizado no cartão, ainda mais se rolar a dívida com juros.

Após tomar a decisão de utilizar ou não o cartão de crédito é bom ficar atento aos detalhes. Os bancos investem para garantir a segurança e o sigilo das transações realizadas nos canais de atendimento, mas ainda assim, proteger as senhas e redobrar os cuidados nas compras em locais de grande aglomeração e no comércio eletrônico são medidas que se pode tomar para evitar problemas.

A FEBRABAN orienta para que todos fiquem sempre atentos, seguindo as orientações fornecidas pelos bancos nas agências, terminais de autoatendimento, no site das instituições e também nas redes sociais. Alguns procedimentos simples podem ser seguidos pelos usuários para evitar contratempos. Confira alguns deles:

• Ao comprar presentes de Natal pela internet, tenha certeza que o site que está utilizando é o verdadeiro. Verifique o cadeado de segurança do navegador e preste atenção no endereço que está sendo exibido. Desconfie de promoções com descontos excessivos. Procure certificar-se de que não se trata de uma armadilha.

• Ao receber um boleto para pagamento, seja pelo Correio ou eletronicamente, verifique se é uma cobrança devida e confirme atentamente os dados da compra. Em caso de dúvidas, entre em contato com a empresa que emitiu o boleto e confirme os dados antes de pagá-lo.

• Não utilize redes wireless (wifi) desconhecidas ou em locais públicos para efetuar transações bancárias.

• Atenção a ligações telefônicas ou abordagens pessoais solicitando doações ou colaborações de Natal para entidades assistenciais. Faça o bem, mas, antes de fazer qualquer transação, verifique se a entidade realmente existe e é idônea.

• Lembre-se: nunca informe seus dados pessoais e senhas em canais que não sejam os oficiais do seu banco, tampouco por solicitações telefônicas.

• Em locais com aglomerações proteja sua bolsa/carteira. Se tiver seu cartão, documentos, cheques ou celulares roubados, entre em contato com os órgãos competentes como bancos, operadoras de telefonia e delegacias e providencie imediatamente o bloqueio dos seus cartões, cheques e telefones.

Fonte: Portal Segs e Febraban

Quitando dívidas: entenda como funciona a portabilidade de crédito

Muitas ferramentas da Educação Financeira ajudam na organização do orçamento, controlando extras e gastos, no entanto deslizes acontecem e dívidas podem ser contraídas em algum momento da vida. Quando esse tipo de situação se complica surgem algumas opções de solução, mas é preciso calma e cuidado para analisar a melhor saída e não aumentar ainda mais o problema. Uma delas envolve o seu banco e os outros bancos do mercado: é a portabilidade de crédito. Entender como essa modalidade funciona é essencial para não sair de uma cilada para cair em outra.

A portabilidade de crédito é basicamente a transferência do saldo devedor de um banco para outro, sem alteração da modalidade de financiamento ou aumento do número de parcelas. Foi criada em 2006 pelo Banco Central e ganhou um volume considerável de operações nos últimos anos por conta da oscilação dos juros que variam muito entre os bancos que podem adotar diferentes taxas por algum período, aliás, uma das vantagens dessa modalidade é exatamente essa: a possibilidade de se encontrar uma taxa de juros mais baixa no mercado.

Muitos especialistas aconselham uma boa conversa com o gerente do seu banco antes de optar pela portabilidade. Antes de iniciar um processo burocrático, pode valer a pena tentar pelo diálogo e negociação. Questione a possibilidade do seu banco reduzir a taxa de juros, argumentando o tempo de relacionamento e serviços que utiliza e, se mesmo assim não houver negociação, comece a pesquisar a possibilidade da portabilidade.

Passo a passo

- Para avaliar se vale a pena essa troca, é preciso, primeiramente, consultar as taxas praticadas pelos bancos (no site do Banco Central ou agências está tudo disponível), depois consulte a gerência e verifique se o banco aprova o seu cadastro;

- Percebendo que outro banco possui taxa de juros inferior ao seu banco é preciso solicitar o saldo de suas dívidas. Lembre-se: o banco tem obrigação de fornecer as informações no prazo máximo de até 15 dias;

- Com esse valor em mãos, deve solicitar ao novo banco uma simulação da portabilidade de crédito, com o detalhamento dos custos que serão incluídos na composição do novo cálculo, o CET (Custo Efetivo Total), que corresponde a soma de todas as despesas que são incluídas nas operações de crédito. Muita atenção aqui: verifique se foram incluídos novos serviços ou tarifas, que, claro, podem ser questionadas;

- Compare o valor da prestação e a taxa de juros para o mesmo período. Lembre-se que se aumentar o número de parcelas, a prestação pode ficar menor, mas a dívida será maior, pois o saldo permanecerá mais tempo exposto à taxa de juros, podendo eliminar o benefício da redução da taxa de juros.

Para ficar atento

Somente os juros pelo valor do saldo das contas podem ser cobrados na nova operação de crédito. A portabilidade de crédito não prevê a cobrança de tarifas e é proibida a venda casada de serviços, ou seja, condicionar a oferta da portabilidade a contratação de seguros, títulos de capitalização, abertura de conta, adesão a pacote de tarifas específicos, tarifa de transferência TED, tarifa de emissão de boleto entre outros serviços. Além disso, não pode ser cobrado sobre o crédito passado o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), isto é, o imposto que incide sobre todas as operações de crédito ao consumidor.

Vale lembrar ainda que o banco que oferece a taxa de juros menor pode negar a portabilidade de crédito, mas nesse caso os motivos da recusa devem ser informados por escrito conforme prevê o CDC (Código de Defesa do Consumidor). Por fim, a portabilidade de crédito acaba funcionando como um instrumento de estímulo à concorrência entre as instituições financeiras na busca por oportunidades de atrair bons pagadores, oferecer taxas de juros menores para aumentar a carteira de clientes, oferecer qualidade no atendimento e oferta de crédito mais responsável para reduzir a inadimplência e os juros no país.

Fonte: Exame e Site do IDEC (Instituto de Defesa do Consumidor)

Entenda as opções de empréstimos frente à atual situação econômica

Comprar à vista e evitar entrar em dívidas é um dos preceitos básicos da Educação Financeira. Mas, nem sempre isso é possível e diante de diferentes realidades, às vezes, um empréstimo se faz necessário. Com a situação econômica e política do Brasil ainda instável todo cuidado é necessário na hora de contrair um empréstimo para sair do vermelho.

Nesse universo, há créditos mais saudáveis e outros para ficar bem longe. O ideal é comparar os juros médios cobrados no mercado, de diferentes tipos de crédito. É importante ressaltar que há uma discrepante variação de taxas entre os bancos e financeiras, e que muitas vezes os percentuais oferecidos dependem do histórico financeiro. No site do Banco Central, é possível saber a taxa de juros média cobrada por cada instituição, por modalidade de empréstimo.

De qualquer modo, fica um alerta: qualquer tomada de crédito precisa ser consciente e deve fazer parte do seu planejamento financeiro. Além disso, use empréstimos em situações raras, não para financiar o seu dia a dia.

Opções e informações

Financiamento

Financiar um imóvel ou um carro custa bem menos do que outros tipos de empréstimo —apesar de pesar bastante no orçamento— porque esses bens servem como garantia ao banco. Ou seja, se você não paga as parcelas, a instituição financeira tem direito de tomar a casa ou o veículo. Por isso, suas taxas de juros são menores.

Antes de financiar, é preciso calcular se a parcela e os custos de manutenção do bem adquirido caberão no seu orçamento. Há também financiamentos para pagar a faculdade, reformar a casa e comprar bens como uma geladeira, por exemplo. No entanto, as taxas de juros dessas modalidades de crédito são mais altas, porque elas não oferecem garantia.

Crédito consignado

Essa é uma modalidade de empréstimo pessoal oferecida só a funcionários de empresas privadas, servidores públicos e aposentados pelo INSS. Se você tiver acesso ao crédito consignado, ele é o empréstimo mais barato para uma emergência. Suas taxas de juros são menores por conta do risco zero de inadimplência.

O crédito consignado é descontado direto da conta pela qual você recebe o salário ou o benefício do INSS. Ou seja, não existe chance de você não pagar. O problema é ficar inadimplente em outras áreas, sem o dinheiro que foi para o crédito consignado. Por isso, é bom pensar nessa opção apenas em emergências.

Empréstimo pessoal

Você pode tomar um empréstimo pessoal não consignado no caixa eletrônico ou pelo celular, o que torna essa modalidade de crédito mais cara do que um financiamento ou um crédito consignado. Porém, dá para conseguir uma taxa de juros menor em um empréstimo pessoal ao negociar com o gerente.

É provável que você consiga uma taxa melhor no seu banco do que em outra instituição, porque ele consegue avaliar o risco de crédito que correrá ao olhar seu histórico. Pesquisar, nesse caso, é essencial.

Crédito parcelado

Quando você parcela uma compra no cartão de crédito com juros, é provável que pague uma taxa maior do que a de um crédito consignado ou de um empréstimo pessoal. Por isso, fuja das compras parceladas no cartão quando há juros embutidos e tente sempre um desconto para pagar à vista. O cartão de crédito pode ser um aliado se você conseguir se organizar para pagar todos gastos de uma vez só, assim que receber o salário. Mas para parcelar as compras, é preciso um cuidado maior.

Cheque especial

Toda vez que o saldo de sua conta corrente chegar a zero e você fizer mais alguma compra, você usa o cheque especial e paga por isso. Essa modalidade de crédito é pré-aprovada, ou seja, já está facilmente disponível para quando você precisar, por isso a taxa de juros alta é uma forma do banco se proteger da inadimplência.

O que acontece é que muita gente não acompanha quanto gasta, "cai" no cheque especial sem perceber e o banco não alerta para isso. Para evitar que isso aconteça, monitore seus gastos com a ajuda de aplicativos ou planilhas.

Crédito rotativo

Para parcelar a fatura do cartão, você paga um preço alto, o chamado "juros do cartão de crédito". Essa modalidade é uma das vilãs dos empréstimos e só perde esse posto para o crédito para negativado. Quando você entra no crédito rotativo, a bola de neve está instalada e a dívida pode se multiplicar rápido. Diante do aumento da inadimplência de consumidores, a Abecs (associação das empresas de cartões) está estudando o fim do crédito rotativo.

Fonte: Exame.com

Financiamento e consórcio: vantagens e desvantagens para imóveis

A aquisição de um imóvel exige planejamento e quanto mais cedo essa organização das finanças começa, maior a chance de conseguir poupar o suficiente e se preparar para comprar à vista ou dando um bom valor de entrada. No entanto, nem sempre isso é possível e, nesses casos, surgem outras opções que se bem analisadas podem ser um bom negócio. O financiamento e o consórcio entram nessa lista e, ambos têm suas vantagens e desvantagens.

Em relação ao consórcio, o que acontece é que quem precisa comprar bens de valores maiores tem encontrado nesse modelo uma alternativa para fugir das altas taxas de juros. O consórcio se destaca por algumas facilidades, como a ausência de juros e a capacidade de reaver o dinheiro investido e pode ser uma boa opção para quem não tem disciplina de guardar dinheiro. No entanto, é preciso ficar atento aos contratos, pois as taxas administrativas costumam ser elevadas. Além disso, não há como prever quando você será sorteado nesse esquema. É uma surpresa e isso impossibilita uma mudança programada para o imóvel.

Quanto ao financiamento, esta não é uma opção ruim, mas não está em seu melhor momento, devido à alta da taxa de juros (Selic). É preciso ficar atento, pois existe uma ideia de que o aluguel, por exemplo, poderia ser o valor de uma parcela do financiamento, mas o que acontece é que os juros encarecem o valor na hora de colocar tudo na ponta do lápis. A vantagem desse modelo é que não é preciso esperar para morar (geralmente logo após a entrada e primeira parcela) e é possível vender o imóvel sem quitar o financiamento (o comprador assume a dívida ou compra tudo à vista).

Simulação

Por fim, para decidir qual opção é mais vantajosa, é preciso resolver uma questão matemática. Veja a simulação da compra de um imóvel de R$ 500 mil por consórcio e financiamento. Para os cálculos foi considerado um custo de financiamento de 11% ao ano (considerando 2015). Já os custos do consórcio foram taxa de administração de 17% (dividida pelo prazo total do consórcio), fundo de reserva de 1% (também considerado o prazo integral do consórcio) e correção pelo INCC de 5% ao ano.

Esses custos são constantemente atualizados de acordo com o mercado, é preciso consultá-los para valores mais precisos no período da negociação. De qualquer modo, a conclusão é que o consórcio sai mais barato do que o financiamento pelo SAC e pela tabela price - sistemas usados para financiamento. Pelo SAC o valor tem um custo adicional e fica 6,41% mais caro do que o consórcio. Já o financiamento pela tabela price custa R$ 65.499,31 e é 8,83% mais caro do que o consórcio.

Comparando o preço médio final de um imóvel de R$ 500 mil (prazo de 120 meses)

Financiamento (pelo SAC)

  • Primeira parcela: R$ 8.750,00
  • Última parcela: R$ 4.410,54
  • Total do financiamento: R$ 789.632,62

Financiamento (pela tabela price)

  • 120 parcelas mensais: R$ 6.729,96
  • Total do financiamento: R$ 807.595,20

Consórcio

  • Primeira parcela: R$ 4.916,67
  • Última parcela: R$ 7.627,37
  • Total do financiamento: R$ 742.095,89

É sempre bom lembrar, no entanto, que não é só o custo, mas também a possibilidade de usufruir o bem no curto, médio ou longo prazo, que pesa na comparação entre financiamento e consórcio para compra de imóvel.

Fonte: Uol e InfoMoney

Ter mais de um cartão de crédito: perigo ou maior segurança?

O uso do cartão de crédito gera conselhos dos mais diversos vindos de especialistas em Educação Financeira. Se bem utilizado, é uma boa maneira de pagar contas e se organizar financeiramente. No entanto, usá-lo de forma equivocada gera mais dívidas e dor de cabeça. Agora, imagine dois ou três deles? Acredite, ainda tem gente que utiliza mais de um para se sentir seguro e gastar quando quiser.

O que é muito comum nesses casos é a pessoa acabar se endividando mais por usar o saldo de um cartão para pagar a fatura do outro até as operadoras cortarem o crédito e, claro, o usuário acabar diante de uma dívida muito grande. Outro vilão dos cartões é a taxa de juros, que é bastante elevada quando o assunto é cartão de crédito - os juros são os maiores praticados no mercado.

Em março deste ano, os juros médios chegaram a 432,24% ao ano, o maior nível desde outubro de 1995, segundo a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). Quando você não paga o valor total da fatura, são estes os juros que a operadora cobra.

A conta é simples, aqui vai um exemplo: se você usar o "limite" de crédito de seu cartão em R$ 1.000,00 sem ter o dinheiro para pagar esse valor, em apenas um mês sua dívida com o banco vai aumentar para R$ 1.185,30, por conta da taxa de juros. Em apenas 60 dias, a conta original vai para R$ 1.404,93. Em um ano, a conta a pagar fica em R$ 6.690,20.

O juro composto explica a matemática, ele é aplicado sobre sua dívida original de forma cumulativa. Por isso, a taxa de juros de 18,53% nos primeiros 30 dias é aplicada no segundo mês sobre o valor original mais o valor gerado com os juros do mês inicial. Isso sem contar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Uma recomendação boa, se você já está nesse barco de dívidas e com vários cartões, é se organizar para ter apenas um e tentar trocar as dívidas do cartão por dívidas de juros mais baratos, como as de empréstimo consignado ou bancário. Você troca uma dívida por outra, mas com juros menores e assim pode ter mais flexibilidade e um prazo maior para pagar. É sempre bom ser cauteloso quando assunto é cartão de crédito, o ideal é se planejar e poupar para grandes compras, utilizando o cartão apenas em caso de emergência.

Fonte: Site JCnet e FGV

Créditos da Nota Fiscal Paulista: entenda como funciona e como resgatar

A situação é comum para quem mora no estado de São Paulo: compras feitas, hora de pagar e vem a pergunta "vai querer nota fiscal paulista? ". É importante entender o que significa dizer sim ou não, afinal esse programa criado pelo Governo do Estado de São Paulo pode fazer uma diferença no seu bolso.

A Nota Fiscal Paulista foi criada em 2007 pelo governo do Estado de São Paulo para combater a sonegação e aumentar a arrecadação do Estado. A cada compra registrada, o consumidor recebe de volta parte do imposto embutido nas mercadorias e pode receber isso em dinheiro ou como desconto em IPVA. Só neste ano, o Governo está liberando R$ 811 milhões em créditos de programa. Desde o dia 11 de abril, os consumidores já podem pedir transferência para conta.

Alguns tipos de serviços não participam da Nota Fiscal Paulista, como os de fornecimento de energia elétrica, gás canalizado e serviços de comunicação, mas de modo geral, todos os estabelecimentos comerciais, inclusive os de alimentação, participam do programa.

Como funciona

Os créditos são de até 7,5% do valor da nota fiscal de sua compra. Esse percentual não depende do tipo de produto, mas do estabelecimento, conforme o imposto que ele arrecada no mês. O primeiro passo para ter acesso ao dinheiro liberado pelo programa Nota Fiscal Paulista é fazer o cadastro no portal e, na primeira página, escolher a opção "pessoa física". Será preciso ter os seguintes dados em mãos: CPF, Título de Eleitor e endereço completo.

Os créditos recebidos pelo consumidor variam de acordo com diversas circunstâncias, como o valor da nota fiscal de compra, os valores das compras de outros consumidores (pois isso determina quanto imposto o estabelecimento vai pagar) e quanto o estabelecimento recolheu de imposto no mês. É importante lembrar que não é possível saber ou receber o valor dos créditos no momento da compra, a liberação é feita duas vezes por ano, em abril (créditos do 2º semestre do ano anterior) e outubro (referentes ao 1º semestre do ano atual).

Para receber é simples, o consumidor cadastrado tem o dinheiro depositado em sua conta corrente. A conta é indicada no momento em que o usuário solicita o crédito em conta corrente. Se não tiver feito o cadastro, o dinheiro vai acumulando, vinculado ao seu CPF ou CNPJ. O prazo para esse acúmulo é de cinco anos. Se nesse período o usuário não fizer o registro, perde os créditos.

Segundo especialistas, independentemente do tamanho do crédito, vale a pena sempre pedir a nota paulista, porque a cada 100 reais em compras, seja qual for o reembolso de ICMS obtido, o consumidor ganha um bilhete eletrônico para concorrer aos sorteios realizados mensalmente. Além disso, dependendo do número de compras realizadas ao longo do ano o programa pode render um bom dinheiro e surpreender.

Moradores de outros estados também têm acesso a programas semelhantes, por meio de resgate ou sorteio, como é o caso da Nota fiscal carioca, no Rio de Janeiro. Vale se informar também.

Fonte: Exame.com e G1 Economia

Os direitos dos idosos em relação ao empréstimo consignado

A Educação Financeira oferece todas as ferramentas para evitar dívidas. Quando são inevitáveis, existem caminhos como o empréstimo consignado. Mas para os aposentados essa opção exige um certo cuidado. Afinal de contas, o que é esse tipo de crédito e como idosos podem se proteger ao obtê-lo?

O empréstimo consignado é diferente do comum, pois se trata de um empréstimo em que o pagamento sai do salário do trabalhador antes que ele tenha acesso a esse dinheiro e traz como grande diferencial, taxas de juros menores. No caso do idoso, pode chegar até 30% do valor líquido da aposentadoria. E é aí que é preciso cautela, pois o valor da renda recebida mensalmente pela Previdência Social apenas - sem contar a privada e outros meios - em geral, é menor do que o salário vigente na fase profissional ativa.

Essa modalidade de empréstimo pode ser contratada em qualquer instituição financeira. Mas, a recomendação é realizar uma vasta pesquisa, uma vez que apresentam diferentes taxas de juros periodicamente. Apesar do limite de crédito não poder ultrapassar o percentual de 30% sobre o ganho, essa prática nem sempre é respeitada e muitos aposentados acabam comprometendo o orçamento mensal, já que podem tomar empréstimos em diversas instituições financeiras, o que acarretará em descontos acima dos 30%.

Direitos e deveres

As instituições financeiras são obrigadas por lei a emitirem, em cinco dias úteis, boleto ou documento de pagamento detalhado, caso o beneficiário resolva quitar antecipadamente as operações de empréstimo. Neste caso, o documento informará o valor total do empréstimo, o desconto para pagamento antecipado e o valor líquido a pagar. Da mesma forma, a instituição terá um prazo de cinco dias para excluir o lançamento de desconto no benefício.

É direito do aposentado ou pensionista receber, previamente, informações sobre o valor total financiado, a taxa mensal e anual de juros, acréscimos remuneratórios, moratórios e tributários, o valor, número e periodicidade das prestações e a soma total a pagar por empréstimo. Quando assina o contrato, o beneficiário pode e deve exigir sua via. Tudo isso ajuda para que o idoso se organize e não se perca com esse tipo de empréstimo.

Cuidados

O site do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) alerta para algumas questões na hora de efetuar qualquer negociação bancária, como pesquisar taxas antes de contratar empréstimo e, é claro, sempre consultar instituições conveniadas com o INSS.

Outra orientação é de que não se deve passar dados pessoais para quem prometa acelerar a liberação do empréstimo, pedindo cartão, senha do banco ou qualquer outro documento. A forma correta de obter empréstimo é procurar diretamente a instituição financeira pretendida. O INSS credencia instituições financeiras, mas não oferece crédito e nem indica qualquer uma em particular.

A decisão da contratação de empréstimo e uso de cartão de crédito é do beneficiário, é particular, e a função do INSS é fazer valer a vontade permitindo o desconto do contrato do valor do benefício, desde que expressamente autorizado pelo beneficiário, por meio de contrato firmado. Por fim: o INSS nunca entra em contato com o beneficiário por telefone para pedir informações pessoais e nem passa estas informações às instituições financeiras. Fique atento e alerte pessoas idosas com as quais convive sobre isso.

Fonte: Site Aproveitando a Terceira Idade, GGN jornal e portal do INSS

Record de juros no cheque especial coloca em risco finanças pessoais

Em um cenário econômico de juros altos e inflação, as taxas de juros do cheque especial têm batido recordes e representam um grande risco para o controle das finanças pessoais. Por se tratar de um crédito pré-aprovado, o cliente nem precisa procurar o banco para utilizar esse dinheiro extra. Porém, essa modalidade costuma ter as taxas mais altas do mercado e é preciso ficar atento para não perder as rédeas.

Os juros no Brasil tiveram um aumento significativo nos últimos meses e não há indicação de que haverá queda no curto prazo. Em 2015, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic cinco vezes, que fechou o ano em 14,25% ao ano. A consequência disso é que as pessoas também pagam juros mais altos ao contraírem dívidas.

Segundo levantamento do Banco Central, os juros do cheque especial para pessoas físicas chegaram a superar os 500% ao ano em 2015. A entidade divulga mensalmente essas taxas de juros praticadas por todas as instituições bancárias.

A Fundação Procon-SP, que pesquisa as taxas do cheque especial cobradas pelos sete principais bancos, também identificou aumentos sistemáticos ao longo do ano. A instituição alerta que os consumidores devem se manter cautelosos e adotar um comportamento racional em relação à utilização desse tipo de crédito, buscando cada vez mais planejar o orçamento.

No atual cenário econômico, o ideal é ficar longe das dívidas. Porém, como isso nem sempre é possível, especialistas recomendam buscar outras formas de empréstimos com taxas de juros mais baixas, como é o caso de crédito pessoal não consignado (sem desconto em folha), que está em cerca de 120% ao ano.

Fonte: Minhas Economias, Banco Central do Brasil e Fundação Procon-SP

Primeiro emprego: dicas para jovens que estão enfrentando esse desafio

Conquistar o primeiro emprego é um momento importante na vida de todo jovem. É com essa experiência que vem mais amadurecimento e a chance de realizar desejos como ser independente financeiramente, ter capital para investir em ideias e sonhos ou apoiar a família em algum projeto.

O que te move para conseguir o primeiro emprego? Independentemente da resposta, o caminho para obter um trabalho e se sentir satisfeito com ele é refletir sobre as coisas que gosta de fazer e quais são as competências e habilidades que já adquiriu para isso. Além da escolarização mínima, que costuma ser o Ensino Médio, o que conta muito quando se disputa uma vaga no mercado são cursos complementares (informática, leitura e escrita em outro idioma etc).

Mas para especialistas no assunto, o mais importante mesmo para se conseguir o primeiro emprego é a "atitude". Os empregadores buscam, sobretudo, pessoas capazes de assimilar novos conhecimentos, com postura proativa e capacidade de criar e manter bons relacionamentos. Portanto, a questão comportamental pesa muito na hora de ingressar e se manter num bom emprego.

Para conseguir o primeiro emprego é preciso, claro, ficar atento às oportunidades que aparecem. Amigos, anúncios na faculdade ou sites de vagas... lembre-se que a tecnologia é uma importante aliada, desde o preparo do currículo, até como fazer uma boa entrevista e ainda saber onde estão as vagas, de acordo com sua localidade e perfil.

Vale a pena ficar de olho em sites como InfoJobs, Catraca Livre, Vagas.com, Busca Jovem e em portais como Uol, G1, Estadão e Folha de São Paulo. Os aplicativos para celulares do Linkedin, Job Search e outros também ajudam nessa hora.

O lado financeiro

Se procurar emprego não é mais uma questão e sim se organizar financeiramente, é importante ficar atento a alguns pontos. Primeiro emprego também significa aprender a lidar com o próprio dinheiro, estar atento aos gastos, à importância de poupar e pensar no futuro. Afinal, é muito fácil se empolgar com o salário e cometer extravagâncias. É preciso se precaver de gastos que levam ao endividamento.

O ideal é que o jovem chegue nessa fase da vida com uma boa base de educação financeira, com noções sobre o tema aprendidos em casa, na escola e outras situações cotidianas. Se não for esse o caso, nunca é tarde para começar e o primeiro emprego pode ser um incentivo.

O primeiro passo para o jovem não entrar, logo de cara, no endividamento é aprender a respeitar o próprio dinheiro. Outra coisa importante é ter consciência sobre para onde vai o salário. Algumas dicas podem ajudar o jovem nesse momento:

Não gaste mais do que você ganha

Normalmente, o salário do primeiro emprego é limitado, especialmente quando o trabalho é em regime de estágio. Nesse caso, é imprescindível manter os pés no chão e não gastar mais do que você ganha. Cuidado com as promoções tentadoras nas vitrines das lojas e tenha bastante bom senso em relação às despesas supérfluas. Tente equilibrar sua vida social com o seu orçamento.

Use o smartphone a seu favor

Uma boa alternativa para controlar o salário é utilizar os aplicativos para gerenciar as finanças e anotar todos os gastos. Cada despesa deve ser registrada. Assim, você terá pleno controle sobre suas despesas, além de acompanhar o status das suas contas a qualquer hora e em qualquer lugar. Caso você não tenha nenhum dispositivo móvel (tablet ou smartphone), faça uma planilha no seu computador, mas não deixe de anotar os gastos.

Fuja dos cartões, empréstimos e compras a prazo

O uso de cartões, empréstimos e crediários exige maturidade financeira. Evite a todo custo recorrer ao crédito para não comprometer a saúde das suas finanças. O cuidado deve ser redobrado se o seu primeiro emprego for um trabalho temporário ou você ainda estiver no período de experiência. Estabeleça prioridades, faça uma reserva financeira e decida com calma a melhor forma de utilizar o dinheiro, ainda mais se for pouco.

Fonte: Blog Guia Bolso, Dsop

Anuidade do cartão de crédito: como reduzir essa tarifa

Os valores de anuidade cobrados pelas instituições financeiras que administram cartões de crédito variam de cliente para cliente e de acordo com a situação financeira de cada um. Em alguns casos, o consumidor pode ser isento da tarifa, que pode chegar a R$ 300, segundo o Banco Central.

O assunto chama atenção, uma vez que os reajustes nas anuidades de um ano para o outro são altos e muitos clientes que eram isentos acabam se surpreendendo quando recebem a cobrança em suas faturas. Apesar das elevações nas cobranças de anuidade, nenhum órgão regula a tarifa, que é determinada livremente pelas instituições financeiras.

Segundo informações da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, é importante ficar atento às suas transações financeiras junto às instituições, pois mesmo sem uma fiscalização, é direito do consumidor ser ao menos avisado pelo banco sobre possíveis mudanças dos valores.

Para tentar uma redução, e até mesmo a isenção do valor, o aconselhável é que o cliente analise a sua necessidade de certos serviços e benefícios, como cobertura internacional e programa de fidelidade, que geralmente compõem a tarifa anual. Muitas vezes, a pessoa paga uma anuidade cara sem ao menos saber o que está incluído e o simples pedido de cancelamento de benefícios que não são usados pode baratear a anuidade.

Fazendo acordos

O cliente insatisfeito com a anuidade deve entrar em contato com a operadora para tentar negociar. Nessa hora, o histórico do cliente, como tempo e relacionamento com a empresa, conta bastante e, pelo menos, um desconto é possível apenas com esse bom relacionamento.

Se o cartão é vinculado à conta no banco, o caminho é conversar com o gerente. Nesse caso, os outros serviços vinculados ao banco, como cheque especial e investimentos devem entrar na conversa. Esse conjunto de serviços pode resultar em um desconto na anuidade.

Segundo especialistas, para conseguir os melhores preços e benefícios é preciso pesquisar. No site do Banco Central (www.bcb.gov.br), há uma tabela com as tarifas das instituições, entre elas, a anuidade. A comparação também pode ser feita pelos sites dos próprios bancos e pela página www.tarifasdocartao.org.br, da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

De qualquer modo, os cuidados com o uso do cartão de crédito devem continuar. Cautela, controle e organização são as palavras-chaves para que o relacionamento com o cartão de crédito traga mais benefícios do que dores de cabeça.

Fonte: Site Extra Economia

Cuidado ao fazer compras ou empréstimos para amigos e familiares


Ter (e manter) o nome limpo na praça é motivo de orgulho para muitos brasileiros. Além de certificar a idoneidade do sujeito como bom pagador, esse cartão de visitas pode abrir portas no mercado de trabalho e facilitar processos de aluguel ou compra de imóveis, por exemplo. Mas, não basta apenas cuidar das próprias dívidas. Também é preciso ter responsabilidade ao "emprestar" seu aval ao endividamento de outras pessoas.

Vira e mexe, aparece um irmão, um filho, um cunhado pedindo para você comprar algo no seu nome ou entrar em alguma modalidade de crédito. Nessas horas, tenha cuidado, pois, para ser avalista (formal ou informal) de alguém, é importante ter consciência dos riscos, ou seja, conhecer bem o histórico e o comportamento financeiro de quem está lhe pedindo ajuda.

Segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), de cada 10 pessoas que entraram na lista do SPC, três sujaram o nome por conta de dívidas feitas por outras pessoas. E muitos arcaram sozinhos com a dívida. O mesmo estudo aponta que, em apenas 11% dos casos, o verdadeiro comprador honra o compromisso e quem emprestou o nome só descobre a inadimplência depois de quatro ou cinco meses.

Uma boa dica então para zelar pelo seu nome é nunca emprestar o CPF para terceiros realizarem compras e não permitir que outra pessoa, mesmo que seja parente próximo ou amigo, use seu cartão de crédito. Em casos específicos, procure saber o grau de endividamento de quem o procura para ser avalista, sua capacidade de pagamento e as chances de acontecer algum evento que o impeça de cumprir compromissos financeiros.

Na sondagem da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC com 1.238 consumidores em todas as 27 capitais brasileiras ficou constatado que sete entre dez entrevistados (ou 70%) não tomam esses cuidados ao emprestar o nome. E ainda que, pelo menos 20% dos consumidores inadimplentes têm o costume de emprestar o nome a terceiros, enquanto os consumidores que pagam as contas em dia são mais cautelosos.

Lembre-se, ao assumir a dívida de terceiros ou dar seu aval a empréstimos, por ingenuidade, falta de cuidado ou por uma simples gentileza, a pessoa passa a arcar com todas as consequências, caso o tomador do nome emprestado não consiga honrar o compromisso assumido. O risco de ter o nome incluído no cadastro de devedores é de quem emprestou o nome. Não seja um deles! Você pode perder não só o dinheiro como a amizade.

Com informações do Portal G1, do site Meu Bolso Feliz e Agência Estado

Problemas com cheques sem fundos? Saiba como prevenir e resolver

Além do cartão de crédito, outra opção que facilita operações comerciais e compras a prazo é o talão de cheques. A alternativa é boa, mas pode ser tornar um problema se não utilizada de forma consciente e adequada. É preciso atenção, afinal o cheque sem fundo também pode levar seu nome para o Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF) e para o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

Se um cheque é devolvido algo está errado. Isso acontece quando a pessoa que o recebe tenta compensá-lo, mas não há dinheiro na conta bancária do emitente. O próprio banco insere o nome da pessoa que emitiu o cheque sem fundos nos cadastros já citados. Mas é possível reverter essa situação e se organizar para não ter esse tipo de comprometimento financeiro.

Para começar, é preciso acompanhar bem o saldo em conta, a fim de evitar que um cheque seja compensado em um dia em que sua conta não está coberta por esse valor. Controle e organização são palavras-chave: sabendo quando seu salário entra em conta, quais cheques foram emitidos (pré-datados, inclusive) e quais despesas são debitadas automaticamente, você corre menos risco de ficar no vermelho (ou ainda "cair" no cheque especial, cuja taxa de juros costuma ser, disparada, uma das maiores do mercado).

Outro ponto de atenção: imprevistos podem acontecer e se você perceber que não terá dinheiro em conta na data em que seu cheque será compensado, entre em contato com a pessoa que o recebeu e renegocie a data para a retirada do dinheiro. Assim você ganha um fôlego para cobrir a conta e não precisa ter o trabalho de regularizar sua situação.

Orientações para regularizar pendências de cheques sem fundos*

  1. Procure a agência bancária que solicitou a inclusão do seu cheque no CCF consultando o banco no qual você tem conta.
  2. Solicite à instituição financeira o número, o valor e a data do cheque.
  3. Procure a pessoa ou a instituição para a qual você emitiu esse cheque e regularize o débito para recuperar o documento. Guarde o cheque.
  4. Retorne à agência bancária que incluiu seu cheque no CCF e siga as suas orientações para concluir a regularização. Na maioria dos casos é preciso redigir uma carta informando que quitou a pendência, com o cheque anexado. Encaminhe os papeis ao banco e pague a taxa exigida para regularizar a situação do cheque (o valor cobrado vai variar de acordo com cada instituição financeira).
  5. A agência bancária comunicará a regularização da situação e solicitará a exclusão do seu nome dos cadastros.

*Dicas extraídas do site da Serasa. A Serasa é uma empresa privada brasileira, que faz análises e pesquisas de informações econômico-financeiras das pessoas, para apoiar decisões de crédito, como empréstimos.

Vale a pena antecipar a restituição do Imposto de Renda?

Você sabia que é possível antecipar a restituição do seu Imposto de Renda? A maioria dos bancos brasileiros oferece esse serviço a taxas de juros que variam, geralmente, de 1,93% a 2,92% ao mês. Contudo, esse tipo de linha de crédito deve ser usado com muita cautela porque, na prática, nada mais é do que um empréstimo.

Para contratar o serviço é necessário ser correntista do banco, ter o valor do crédito aprovado e receber a restituição na mesma instituição financeira na qual será tomado o empréstimo. E, ao procurar essa modalidade, os bancos geralmente exigem o recibo de entrega da declaração, que comprova que o contribuinte informou sua conta no banco para receber o dinheiro.

Riscos e benefícios

Essa modalidade é um tipo de recurso indicado especialmente para os endividados que pagam altos juros em outras categorias financeiras, como, por exemplo, o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito - a antecipação do IR ainda tem um dos juros mais baixos do mercado. Contudo, é preciso pesquisar todas as opções disponíveis no mercado e comparar prós e contras.

Quanto mais a restituição demorar para sair, mais tempo o consumidor vai pagar juros para o banco pelo empréstimo. Além disso, caso cometa algum erro na declaração e perceba depois que o valor da restituição era menor do que o calculado inicialmente, por exemplo, o contribuinte terá de renegociar o empréstimo.

Portanto, antes de já contar com um dinheiro que nem caiu na sua conta, pense bem. Apesar de ser uma opção para quem está com dívidas, é preciso muito planejamento para não entrar numa furada. O melhor a fazer é sentar com seu gerente do banco e avaliar a situação. Cautela, nesse caso, é o melhor remédio.

Fonte: Portal Exame, Portal UOL e Portal Administradores

Uso de limite do cheque especial requer cuidado

O cheque especial é uma das formas mais utilizadas de crédito pessoal devido à facilidade de uso. Porém, está entre as modalidades que têm as mais altas taxas de juros. Segundo levantamento atualizado mensalmente pelo Banco Central junto às instituições bancárias, a taxa de juros do cheque especial em janeiro de 2015 chegava a superar 320% ao ano. Isso significa que se uma pessoa que utilizasse R$ 1.000,00 no cheque especial, um ano depois pagaria mais de R$ 3.200,00 só de juros.

Por se tratar de uma modalidade vinculada a uma conta corrente, há um limite pré-aprovado pelo banco e pelo cliente. Com isso, é um crédito rápido e fácil, além de ser reutilizável: pagou, pode usar de novo. Toda essa facilidade acaba fazendo com que algumas pessoas já considerem o limite do cheque especial como parte de sua própria renda.

Alguns bancos oferecem isenção de cobrança de juros por alguns dias. É uma vantagem que pode ser aproveitada pelos clientes, mas que exige ainda mais cuidado: se o banco oferece 10 dias sem juros e você utiliza o crédito por 11 dias, vai pagar juros acumulados em todo o período e não apenas pelo dia excedente.

Alternativas

Para fugir de juros tão altos, o cliente deve buscar alternativas junto ao banco. Algumas instituições oferecem a possibilidade de parcelamento da dívida. Em alguns casos, o limite do cheque especial é suspenso no período em que o parcelamento estiver vigente, mas os juros são bem mais baixos.

Também há a possibilidade de obter outro empréstimo, com taxas mais favoráveis. O crédito consignado, cujo pagamento é descontado da folha de pagamento do cliente, costuma ter juros bem mais baixos do que outras linhas.

Fonte: Portal Exame, Aprendinheiro.com

Fatura atrasada no cartão de crédito: vale a pena trocar uma dívida por outra?

O cartão de crédito é um grande facilitador na vida de todo mundo. Ter um cartão de crédito significa poder fazer compras sem ter um real no bolso. Basta usar o cartão e levar o produto para casa. Mas é aí que mora o perigo para muita gente.

Quando chega a conta do cartão de crédito é que se percebe às vezes que a conta não fecha, pois gastou-se além do orçamento e o salário não cobrirá toda a dívida. O que fazer agora? Realizar o pagamento parcial da fatura, parcelar a dívida ou fazer um empréstimo pessoal para resolver essa questão?

Uma opção tentadora para o pagamento, pelo menos à primeira vista é a possibilidade do pagamento parcial da fatura. (Se você é um dos que pensam assim, fique atento). Essa saída pode ser muito perigosa, já que as operadoras cobram juros altíssimos sobre o valor da fatura que não foi pago.

Atualmente a taxa de juros média que os cartões de crédito cobram é de 15%. Portanto, uma fatura paga parcialmente pode se tornar uma bola de neve rapidamente. Além disso as operadoras do cartão ainda costumam cobrar outras taxas, como a mora, em cima dos valores pagos com atraso.

Então, se você percebe que vai se enforcar para pagar as dívidas adquiridas ao fazer compras com o cartão de crédito, a dica mais importante é agir rápido, para não arrastar o pagamento e evitar que isso se torne uma fonte de grande preocupação na sua vida.

No parcelamento da fatura é fundamental considerar o seu custo final. O cálculo sempre deve ser feito em cima do valor total das parcelas. Nunca se deve levar em conta apenas o valor da mensalidade. Outro detalhe importante é que, geralmente, as taxas de juros do parcelamento são muito próximas dos juros cobrados no crédito rotativo.

Mas então, qual seria a melhor opção?

Existem soluções alternativas mais baratas, disponíveis no mercado. Por isso, fazer um empréstimo pessoal pode ser uma solução viável, já que a média dos juros cobrados fica em torno dos 5%, bem menos do que no cartão. Se o empréstimo for consignado, melhor ainda. Lembre-se que se você for participante do Plano PAI, poderá ter acesso ao empréstimo a participantes com condições interessantes. Consulte!

Confira aqui algumas dicas que podem ajudar na hora de fazer um empréstimo pessoal para pagar o seu cartão de crédito:

  • Solicite um valor de empréstimo apenas para o pagamento da fatura do cartão de crédito. Não caia na tentação do dinheiro fácil, emprestando mais do que você pode pagar;
  • Faça uma simulação do empréstimo com diversos cenários diferentes de parcelamento. Não parcele em muitas vezes, pois o custo efetivo total do seu empréstimo será maior.
  • Não utilize o seu cartão de crédito até terminar de pagar o seu empréstimo, para não correr o risco de ficar devendo novamente.

Para que o empréstimo pessoal realmente se torne uma solução, e não um novo problema, é fundamental ter ainda mais controle sobre os gastos. Desse modo, a melhor dica ainda é ser consciente, ter o pés no chão na hora de se endividar e preferir sempre pagamentos à vista!